2. Teoretiske perspektiver
2.6 Makt og demokrati i det flerkulturelle Norge
Cada uma das mídias pode ser descrita de acordo com a direção dos sinais de vídeo e áudio: Vídeo e áudio unidirecional – TV convencional, TV a cabo e também a teleconferência; Vídeo unidirecional, áudio bidirecional, Vídeo e áudio bidirecionais – Videoconferência (SCHEER, 1999).
Ø Videoconferência: O aluno pode assistir e interagir com os professores durante a transmissão. As aulas que são transmitidas simultaneamente para vários alunos que podem estar em qualquer lugar do Brasil e do mundo, exige a presença dos alunos na sala de aula em horários determinados, pois trabalha no modo síncrono. As aulas podem ser acompanhadas em casa ou em salas para videoconferência em universidades ou empresas. É um sistema que remete a imagem de vídeo em todas as direções envolvidas, o que é possibilitado pela presença de câmeras para captar a imagem em todos os ambientes. Permite, portanto, a mais plena interatividade sonora e visual entre todos os participantes (ROCHA e COSTA NETO, 2002).
Ø Teleconferência: é muito utilizada a transmissão via satélite, pois apesar de exigir um equipamento de alto custo para transmissão, exige uma tecnologia muito barata para recepção (antena parabólica, receptor e aparelho de TV). Há ainda, a opção da teleconferência interativa, na qual se incorpora à teleconferência tradicional, com base na transmissão por satélite, uma combinação de hardware e software que permite aos alunos
interagirem instantaneamente com o professor, em seu estúdio, facilitando a avaliação permanente e sistemática do aprendizado, assim como o acompanhamento do processo de compreensão dos assuntos (ROCHA e COSTA NETO, 2002).
Ø Fitas de Vídeo: são baratas, muito populares e fáceis de usar. Como desvantagens pode- se destacar a falta de interatividade do meio e o desgaste físico da fita.
Ø Streaming de vídeo: consiste em uma das possibilidades mais promissoras para a EAD. Pode ser explicada como a interface de convergência desses dois sistemas: a Internet e a videoconferência. Segundo Rocha e Costa Neto (2002) o streaming de vídeo será operacional a baixo custo em futuro próximo. Recentemente adotado com a Internet de alta velocidade, permite ainda a associação das vantagens das teleconferências com a agilidade da Web.
Segundo a Universidade de Ohio (2002), na publicação "Distance Education at a Glance", essa abordagem resultará em um "mix" ideal de mídias, cada uma servindo a uma finalidade específica. Usando uma abordagem integrada, a tarefa do educador e da instituição é selecionar com cuidado as opções tecnológicas disponíveis. O objetivo é estabelecer uma mistura de mídias educacionais que atendam às necessidades dos aprendizes de maneira eficaz e economicamente prudente.
Mas, como escolher a melhor mídia ou qual o melhor conjunto de mídias para um programa ou para um curso?
Segundo Moore e Kearsley (1996), é necessário ter em mente que cada mídia tem seus pontos fortes e fracos, conforme quadro 11 e, isso deve ser colocado lado a lado com o cenário de aprendizagem determinado. Os modelos de seleção de mídia (MOORE e
KEARSLEY, 1996), oferecem um procedimento de escolha sobre uma mídia ao invés de outra e os principais passos que devem ser seguidos para esta seleção são:
Ø identificar os atributos da mídia requeridos pelos objetivos do desenho instrucional ou pelas atividades de aprendizagem;
Ø identificar as características dos alunos, as quais sugerem ou indicam uma determinada mídia; Ø identificar características do ambiente de aprendizagem que favorecem ou incluem uma
determinada mídia;
Ø identificar fatores econômicos e organizacionais que podem afetar a viabilidade do uso de certa mídia.
Quadro 11: Pontos Fortes e Pontos Fracos das Diferentes Mídias
Pontos Fortes Pontos Fracos
Impresso Barato
Denso em informações Confiável
Uso controlado pelo aluno
Passivo
Áudio/Vídeo Dinâmico
Denso em informações Uso controlado pelo aluno
Experiência “viva” em termos visuais
Tempo de desenvolvimento/Custo
Rádio/Televisão Dinâmico
Distribuição em massa Tempo de desenvolvimento/Custo Uso em real-time Teleconferência Interativo
Participativo Complexidade Não confiável Uso em real-time Computadores Multimídia
Dinâmico Necessidade do equipamento Tempo de desenvolvimento/Custo
Fonte: baseado em MOORE E KEARSLEY (1996)
Não existe tecnologia certa ou errada em Educação a Distância. Cada mídia e cada tecnologia têm suas vantagens e desvantagens. Segundo Moore e Kearsley (1996) um dos piores erros que uma organização ou um instrutor podem cometer é escolher uma única mídia. As escolhas das mídias adequadas devem ser realizadas para cada curso, para cada programa, uma
vez que cada um tem seus diferentes objetivos, diferentes alunos e diferentes ambientes de aprendizagem.
A seguir (quadro 12) é apresentada uma comparação entre as propostas de uso de tecnologia de vídeo disponíveis hoje para serem utilizadas na EAD. Segundo os autores, (ROCHA e COSTA NETO, 2002) a opção do streaming oferece uma nova alternativa que, acreditam, poderá superar as demais em diversas situações.
Quadro 12: Comparação entre propostas de EAD
Mídia/Aspectos Internet Videoconferência Teleconferência
Interativa Streaming
Investimento Baixo Médio Alto Baixo
Rentabilidade Baixa Discutível Alta A apurar
Economia de escala Média Baixa Alta Média
Tempo de implementação Médio Médio/Alto Pequeno Baixo
Agregação de conteúdo Trabalhosa Relativamente complexa Simples Simples
Interatividade Mediante
chat e e-mail Visual hardware e Mediante
software
Mediante e- mail e chat
Abrangência Média Pequena Grande Média
Aplicabilidade Geral Pós-graduação, tele-reuniões Extensão, cursos
abertos Geral
Amigabilidade Específica a internautas
Média Grande Boa para
internautas
Capilaridade Grande Pequena Média Grande
Principal veículo Web Linha telefônica de banda larga Satélite Web
Uso no Brasil Generalizado Universidades e grandes
empresas Incipiente Incipiente
Fonte: baseado em ROCHA e COSTA NETO (2002)
A fim de facilitar visualmente o entendimento das mídias e tecnologias disponíveis, é apresentado na figura 19, as tecnologias e ferramentas disponíveis.
Imprensa Livro Gravação de fita magnética Fitas de áudio e vídeo Teleconferência Satélites Transmissão de sinais Videoconferência Transmissão de sinais por ondas
Rádio, TV, telefone
Fibra ótica, redes, microprocessadores Internet Tecnologia de software Holografia, IA, 3D, Microprocessadores Computadores
EAD
Figura 19: As tecnologias e ferramentas: universo perceptível
Fonte: baseado em BOLZAN, 2002
Em decorrência, se por um lado a Educação a Distância promove um conceito de autonomia por parte do aluno, por outro lado aparece uma necessidade de interação e de contato aluno/aluno e de aluno/professor resultando como requisito uma demanda por novas maneiras pelas quais os alunos possam estar conectados (interagindo) para receber apoio e realimentação o que resulta essencial para se manterem motivados (TAROUCO, 2002).
De acordo com Litwin (1997) a Tecnologia Educacional, assim como a Didática, preocupa-se com as práticas do ensino, mas, vai mais além, pois inclui entre suas preocupações o exame da teoria da comunicação e dos novos desenvolvimentos tecnológicos: a informática, o vídeo, a TV, o rádio, o áudio e os impressos.
Sabe-se hoje, que a tecnologia sozinha não é capaz de concretizar tal transformação. Os responsáveis pela estruturação dos cursos, pelo desenvolvimento do projeto pedagógico é que, após a primeira etapa de detalhamento do curso, devem determinar qual tecnologia será a mais apropriada para dar suporte à toda estrutura do curso.