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3 Follow-up of the management

3.2 Management performance

3.2.1 Main aspects

A família possui expectativas que se projetam para um futuro próximo. As falas a seguir expressam a vontade dos pais em inserir o Victor no mercado de trabalho ou dar a ele algum estímulo:

Agora que, por exemplo, tem uma educadora lá no meu serviço, ela dá curso de pintura. Aí as pessoa vai lá e faz. Cada um faz um quadro pra deixar sua marca lá na secretaria. Aí agora ele, semana passada pra cá ele disse que é pra eu comprar o material pra ele pintar né. Eu disse, que bom né? Eu vou comprar o material. Pedi que ela me dissesse o que tem que comprar né? Era até pra eu trazer essa lista ontem, mas eu saí de lá ela não tinha chegado. Ela foi fazer uma visita. Eu fiquei até animado, a mãe dele ficou animada. (Pai)

Tomara que ele se interesse por alguma coisa. Porque pode ser que uma coisa traga a outra, né?(Pai)

É o que eu digo pra ele. Victor, todo mundo... eu converso muito com o Victor. Eu sento converso muito com o Victor. Converso meia hora, converso uma hora. Ele fica de cabeça baixa. Todo mundo na vida trabalha, seus primos trabalham, você vê no serviço todo mundo trabalha, todo mundo tem objetivo. O homem tem que trabalhar, entendeu. Então, as pessoas não vive sem trabalho. As pessoas não vive. Tem que comer, tem que beber, tem que vestir, tem que calçar, então isso vem através do trabalho de todo mundo. Então, a pessoa não vive sem trabalhar. Ele pode ser rico, ele pode ser pobre, mas tem que fazer isso. Aí essas resposta ele não me dá. Essas resposta ele não me dá. Mas a gente conversa com ele. Eu fico muito prestando atenção no Victor sobre essas coisa. (Pai)

Eu sei que ele gosta muito de telefone. Se eu achasse um emprego pra ele telefonar... (risos).(Mãe)

Observa-se que apesar de Victor viver em um ambiente familiar acolhedor e propício, onde os pais são modelos de comportamento social e colaboram para que o

filho tenha um desempenho social mais autônomo e inclusivo, essa dificuldade de reinserção social vem gerando, por parte dos familiares, uma preocupação com o seu futuro, no sentido de que Victor possa conseguir fazer escolhas autonomamente, construir um plano pessoal e trabalhar para que ele se concretize.

Os pais desejam que o filho adquira autoconfiança, responsabilidade e independência, pois se preocupam com o seu futuro, principalmente quando eles não estiverem mais presentes. O pai relata que conversa com o filho e espera que ele tome atitudes de adulto, isto é, trabalhe para ter condições financeiras de prover seu próprio sustento e viver com qualidade.

O Victor vai dar trabalho pra mulher dele, vai ter que fazer trabalho diário, com isso e nunca mais vai ter o dente dele normal ( ...) você por exemplo, se você tiver um dente normal, seu dente normal, você jamais você vai comparar a um implante, porque o implante jamais é seu dente normal. Então é uma coisa que você sempre vai ter trabalho com ele pro resto da vida. (Pai)

Você jamais vai se conformar com o que aconteceu. Então você tem tudo isso na cabeça, você vai ter esse trabalho todo. A mãe dele... eu sei que a mãe dele até... não sei quanto tempo a gente vai ficar aqui. Eu sei que até ficar por aqui, vai ter trabalho pro Victor. A expectativa já tem de quando a gente não tiver mais aqui, ele não tem outra pessoa pra ele se apegar, pra ele ficar. A única pessoa que ele tem é a irmã dele. E isso eu penso muito no futuro do Victor sobre isso, entendeu, como ele vai... Tanto que eu queria trabalhar pra ele entender que ele... tomar uma atitude de adulto, de responsabilidade que a gente vai saber... geralmente todos pai, todas mãe que tem um filho já... e você vai ter que querer deixar ele bem. Você vai querer o melhor. Então todos pai, todas mãe querem ter o melhor pro seu filho querem ter uma vida mais... ninguém quer nada de ruim pra eles. O que dá mais preocupação é quando a gente faltar aqui é como ele vai ficar, entendeu. Como ele vai... porque a base dele, tudo dele é nós dois. E quando faltar nós dois não sei como vai ser a base dele, como é que ele vai se... sustentar, também reagir. Porque as pessoas não vai tratar ele como nós trata. As pessoa não vai ter aquela paciência como a gente tem, entendeu. Apesar dele ser um menino muito obediente. O Victor, ele, a gente conversa, ele entende as coisas, pede o que é errado o que é certo, a gente começa a falar com ele, começa a ensinar ele porque que faz, porque que tem que fazer. (Pai)

A família pretende morar em outro lugar, bem longe da cidade em que viveram as últimas décadas. É com esse objetivo que a família pretende se reinventar, levar uma vida com qualidade e deixar a dor e o sofrimento no passado.

A esperança é que agora eu... eu era pra tá aposentado, mas aí agora eu to esperando aí uma remuneração, eu vou esperar até agora o final de novembro. Aí, por exemplo, vi com a mãe dele... depois que aconteceu isso ela também ficou muito chateada com tudo isso e com o lugar aqui. Então ela quer ir embora daqui. (Pai)

Até que agora nós tiramos umas férias aí, viajamos aí. Começamos a fazer mais ou menos uma pesquisa de gostar mais ou não gostar mais dos lugares. (...) Viajei quase sete mil quilômetros. Dirigindo. A gente viu muito lugar bom que a gente passou um tempo. Não vou vender aqui, por hora é deixar aí, alugar... mas, quando me aposentar eu vou procurar um lugar pra mim ficar, um litoral, um negócio que também a gente gosta... a gente se dá muito bem, o que um gosta o outro gosta. (Pai)

Eu gosto de pescar e ela parece que gosta mais do que eu. Eu gosto do litoral e ela é nascida no litoral também. Então nasceu e se criou. (Pai)

Um mudança pode ser positiva, mudar a coisa. (Pai)

Agora, como diz o ditado, a gente tem que tocar o barco, né, levar a vida, né. Já aconteceu. Não pode voltar atrás. Mas e como você fez a pergunta, a gente tem que relevar. Aconteceu, tem que conviver com isso (Pai)

Por fim, mãe afirma a necessidade de contar essa história para o mundo, por meio da biografia de seu filho e de sua família.

Como essa etapa eu venci, graças a Deus, eu vou contando pro povo pra eles entender, né? Como que foi a história... (Mãe)

5.2 A ASSISTENCIA ODONTOLÓGICA ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA