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Måling av spesifikk resistivitet (R-CPTU) – mulige utviklingsoppgaver

8. Forslag til mulig videre utvikling i NIFS

8.5 Måling av spesifikk resistivitet (R-CPTU) – mulige utviklingsoppgaver

b) Circunstâncias com que tomou conhecimento do ocorrido; c) Dinâmica familiar e suporte social;

d) Processo de luto desenvolvido e impacto dessa morte na vida do enlutado.

Além da coleta das declarações verbais, foram observados e registrados os múltiplos elementos não-verbais, tais como: apresentação pessoal, comportamento global, mudanças na postura corporal, gesticulações, mímica facial, riso, sorriso, choro entre outros. As mudanças no volume, intensidade, tom, duração e ritmo da fala foram pontos também importantes, pois a comunicação não-verbal traz informações adicionais relevantes e cruciais para a interpretação, as quais foram usadas para confirmar, complementar ou mesmo contradizer o que foi falado acerca de pontos do tema tratado ou a respeito de assuntos gerais. Neste sentido, o que cada entrevistado não pode trazer como informação explícita, foi capaz de deixar emergir por meio de outras manifestações do comportamento global.

As entrevistas foram gravadas em áudio e digitalizadas imediatamente após sua execução. Os nomes reais foram substituídos por nomes fictícios. Nomes de instituições ou cidades que não identificam o entrevistado foram mantidos. Finalmente, um quadro com as seguintes informações básicas precede cada transcrição: identificação demográfica, contextualização quanto ao tipo e tempo de vínculo com o morto, situação atual, circunstâncias ambientais relevantes e outras.

6.4 PROCEDIMENTOS UTILIZADOS NA ANÁLISE DOS CONTEÚDOS

Desde o primeiro contato telefônico procuramos compreender o que nos era dito de forma verbal e não-verbal e observamos todos os detalhes que pudemos captar como possibilidade de apreender dados importantes para nosso estudo. Procuramos não estabelecer nenhuma conclusão precipitada sendo que aquelas apresentadas neste trabalho foram alcançadas por meio de uma construção gradativa baseada em repetidas leituras e reflexões do mesmo material. Apesar disso, entendemos que as conclusões apresentadas não são definitivas e poderiam ter tomado outro rumo dependendo do enfoque dado.

Nosso procedimento de análise dos dados está fundamento na abordagem de análise de conteúdo de Bardin (1977 [2004]) e no procedimento apresentado em estudo sobre construção de significados após a morte de um ente querido (Mazorra, 2009), procurando, a partir de um olhar espontâneo, mergulhar nos conteúdos para aprofundar nossas impressões. Além disso, procuramos verificar congruência entre os fatos obtidos e a teoria apresentada.

A categorização não foi pré-determinada, ou seja, após a análise do conteúdo criamos três categorias macros relacionadas ao objetivo da tese procurando diferenciar conteúdos de natureza e classificação distintas; esgotar a totalidade do texto por meio de repetida leitura e não classificação do conteúdo em mais de uma categoria.

CATEGORIAS

I. FATORES DE RISCO

a. LUTO TRAUMÁTICO

i. morte enquanto mudança de caráter negativo ii. reações ao luto traumático

a. BRUTALIZACAO AOS MORTOS

i. Falta ou ausência de respeito no tratamento aos mortos ii. Não ter o direito ao sepultamento respeitoso

iii. Falta de espaço para a expressão das honras póstumas (públicas) iv. Falta de espaço para a expressão das honras póstumas (privada) a. BRUTALIZACAO AOS VIVOS

i. aspectos da cultura contemporânea

ii. precariedade ou inexistência de suporte social

iii. características ligadas ao conceito de supermodernidade

a. PRECARIEDADE OU INEXISTÊNCIA DE RITUAIS DE PASSAGEM

II. FATORES DE PROTEÇÃO

a. AÇÕES DE DELICADEZA AOS MORTOS i. Presença de respeito no tratamento aos mortos ii. Direito ao sepultamento preservado

iii. Espaço para a expressão das honras póstumas (públicas) iv. Espaço para a expressão das honras póstumas (privada) a. AÇÕES DE DELICADEZA AOS VIVOS

i. aspectos da cultura contemporânea

ii. desenvolvimento tecnológico, conectividade global

iii. sociedade caracterizada pela individualidade, autonomia e liberdade de expressão

iv. reavivamento do luto publico (NLP) v. existência de suporte social

a. EXISTÊNCIA DE RITUAIS DE PASSAGEM

As entrevistas foram analisadas trecho por trecho de maneira livre e com atenção flutuante procurando compreender o que os entrevistados quiseram dizer. A partir disso, levantamos hipóteses a esse respeito em harmonia com a teoria que fundamenta este estudo. Posteriormente, separamos os trechos das diferentes entrevistas de acordo com a respectiva análise e com as categorias levantadas.

Em seguida, conforme o procedimento empreendido por Mazorra (2009) revisamos todo o material modificando algumas vezes sua organização, para o que foi necessário renomear ou juntar categorias, unir diferentes temas que pertenciam a mesma categoria e, por fim, rever todas as categorias de cada caso. Embora cada um tenha sido considerado em sua particularidade, buscamos entender o que de comum existia em todos eles e, muitas vezes, percebíamos que alguns elementos de determinada entrevista conseguiam elucidar o de outra, pois foram encontrados muitos aspectos em comum nelas.

Mazorra (2009) aponta a importância de, durante toda a análise no contato com as entrevistas já transcritas, nos deixarmos invadir por impressões e orientações estabelecendo um envolvimento emocional profundo e intenso com cada um dos dados obtidos, procurando perceber, por esta aproximação, o significado de cada perda para estes enlutados, conduta que tivemos ao longo deste processo.

Os dados públicos disponíveis possibilitaram uma atemporalidade dos fatos narrados, permitindo, nesta fase de envolvimento, o contato com recursos que nos fizeram chegar ainda mais próximos dos sentimentos narrados: “É assim, o quê que se escutava na televisão?: [Caiu um avião da (...), não há sobreviventes, repetimos, não há sobreviventes] (...) é isso que você escuta.” (1ª. entrevista); ou ainda, “quando jovem (...) a gente via as tragédias pela televisão (...) mas (...) quando ele chega perto da gente é uma, uma coisa terrível quando cheguei era exatamente um cenário de guerra” (2ª. entrevista). Ao buscarmos esses dados na mídia para sermos tocados por essas sensações, retomamos lembranças televisivas ouvidas de maneira distanciada antes destes encontros, tais como a chamada da Rede Globo para o plantão de notícias ou as similares imagens de noticiários sobre a guerra do Oriente Médio.

Muito embora isto tenha acontecido, mantivemos também um outro movimento importante destacado por Mazorra (2009), que era o de nos distanciar dos dados, para que pudéssemos estabelecer uma compreensão integrada entre emoção e razão criando nossa própria elucidação. Além do levantamento e análise, os dados foram estudados, discriminados e discutidos ao longo desse estudo.

CAPÍTULO VII

CUIDADOS ÉTICOS

O projeto da presente pesquisa foi realizado segundo os preceitos da Resolução no196 do Conselho Nacional de Saúde, de 10 de outubro de 1996, formulada para pesquisas que envolvem seres humanos, a qual incorpora, sob a ótica do indivíduo e das coletividades, os quatro referenciais básicos da bioética: autonomia (consentimento livre e esclarecido dos indivíduos participantes da pesquisa, a proteção a grupos vulneráveis e aos legalmente incapazes. Além disso, oferecer um tratamento que garanta sua dignidade, respeito e em favor da defesa de sua vulnerabilidade); não-maleficência (garantia de que danos previsíveis serão evitados); beneficência (ponderação entre riscos e benefícios, tanto atuais como potenciais, individuais ou coletivos, comprometendo-se com o máximo de benefícios e o mínimo de danos e riscos); justiça e equidade (relevância social da pesquisa e minimização do ônus para os sujeitos vulneráveis, o que garante a igual consideração dos interesses destinação sócio- humanitária e redução do ônus para as pessoas vulneráveis); fidelidade (estabelecimento de confiança e honrar compromissos) e verdade, fundamentais para a condução de uma pesquisa com ética (Franco, 2005, Mazorra, 2009), que, entre outros, visa assegurar os direitos e deveres que dizem respeito a comunidade científica, aos sujeitos da pesquisa e ao Estado.

A pesquisa científica realizada levou em consideração os princípios éticos e fundamentais para a sua legitimidade e credibilidade, além das precauções necessárias à preservação da integridade dos participantes quanto à sua livre decisão de participar e de desistir a qualquer momento; quanto à certeza do benefício decorrente da sua participação; quanto à garantia de não haver prejuízo pelo fato de estar revivendo o ocorrido; e quanto à certeza de que a sua participação poderia contribuir para o benefício de outros grupos relacionados com processos futuros semelhantes.

Mazorra (2009) aponta cuidados éticos necessários no que se refere: ao propósito da pesquisa, recrutamento dos participantes, cuidados com os participantes e à pesquisadora. Tendo em vista a importância de tais cuidados adotamos os seguintes procedimentos:

a) No que se refere ao propósito da pesquisa

A presente pesquisa tem caráter sócio-humanitário, em primeiro lugar pelo fato de o luto se tratar de um fenômeno enfrentado amplamente pela sociedade (Mazorra, 2009), porém originado em situações de catástrofes e descortinado em um novo contexto no qual a Teoria