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Lovens anvendelse på norske

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Especificamente em relação à saúde mental, os resultados do presente estudo indicam uma associação entre a solidão e a depressão, evidenciando que a maior parte dos indivíduos inquiridos com solidão, apresenta, também, sintomatologia depressiva. Estes dados corroboram investigações anteriores que salientam a estreita relação entre a solidão e a depressão na velhice, em todas as culturas (e.g., Adams, Sanders & Auth, 2004; Alpass F, Neville, 2003; Alpass & Neville, 2003; Cacioppo, Hughes, Waite, Hawkley & Thisted, 2006; Heikkinen e Kauppinen, 2004; Paul, Ayis & Ebrahim, 2006; Routasalo, Savikko, Tilvis, Standberg e Pitkala, 2006; Stek, Vinkers, Gussekloo, Beekman, van der Mast & Westendorp, 2005). As razões para esses resultados podem estar relacionadas com as mudanças que ocorrem com o envelhecimento. Com o passar dos anos o ser humano tem maiores probabilidades de sofrer problemas físicos, psicológicos e sociais, condicionados por determinados acontecimentos que surgem durante este período da vida tais como algumas incapacidades psíquicas e físicas, perda do cônjuge, saída dos filhos de casa, entre outros. Tudo isso faz com que a pessoa se afaste das suas redes sociais e consequentemente sofra de isolamento e solidão. Por outro lado, na presença de experiências de perda, abandono, de rejeição ou de desamparo podem surgir os sintomas depressivos, com sentimentos de desamparo, tristeza, solidão e abandono. Normalmente estes sentimentos são acompanhados de perturbações somáticas. As situações de solidão e isolamento afetivo, sentimento de abandono e sensação de vazio, constituem assim fatores determinantes para o aparecimento de sintomas depressivos. (Tortosa, 2002).

8 Conclusão

Tendo em consideração a revisão da literatura, Neto (2004) refere que nas grandes cidades da Europa e da América, as pessoas que vivem sozinhas (sem família ou companheiro) são cada vez mais. Analisando os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a partir dos resultados provisórios definitivos do recenseamento geral da população e habitação, efetuado em 2011, verificamos que a população idosa, com 65 ou mais anos, residente em Portugal é

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de 2,023 milhões de pessoas, representando cerca de 19% da população total (considerando o último recenseamento de 2001 o número de idosos cresceu cerca de 19%). Os resultados indicam, igualmente, que cerca de 12% da população residente e de 60% da população idosa vive só (400.964) ou em companhia exclusiva de pessoas também idosas (804.577), refletindo um fenómeno cuja dimensão aumentou 28%, ao longo da última década. Pelo exposto, Neto (2004) salienta a perspetiva de alguns psicólogos que observam este grupo de indivíduos como estando cada vez mais exposto a sofrer de doenças físicas e psíquicas (e.g., depressão), mostrando-se o seu sistema imunológico menos estável, ou seja, menos forte e mais propício a contrair doenças crónicas. Foi com base nessa problemática que este estudo surgiu, o qual teve como objetivos, retratar a população idosa residente na cidade da Covilhã, da depressão e solidão e avaliar a sua relação nesta população.

Globalmente, este estudo evidenciou que a maioria das pessoas com mais de 65 anos residentes na cidade da Covilhã possuem baixos valores de sintomatologia depressiva bem como, poucas experiências de solidão, o que revela um bem-estar psicológico. No entanto, o pequeno número de indivíduos com sintomatologia depressiva e solidão pode dever-se a uma questão geográfica uma vez que, a cidade da Covilhã apresenta uma pequena dimensão populacional comparativamente, com outras cidades nacionais e situa-se no interior de Portugal. Pode, também, estar relacionada com a dinâmica social da cidade onde se verifica, na generalidade, uma proximidade entre as pessoas da comunidade, sendo frequente o convívio em diversos locais públicos (e.g., cafés, associações), favorecendo, por conseguinte, os contactos entre as pessoas de idade, mesmo entre aquelas que vivem sozinhas, e por conseguinte a melhoria da qualidade de vida e bem-estar mental.

Grande parte da literatura refere (e.g., Gottfries, 2001; Paúl, Ayis & Ebrahim, 2006; Paúl e Ribeiro (2009) que as baixas prevalências de depressão e solidão entre as pessoas idosas pode dever-se à qualidade das redes e contatos sociais que o individuo mantém na sua vida tardia e também a mecanismos de coping específicos utilizados para fazer face às adversidades características nesta fase final da vida pelo que, poderia estender-se a presente investigação avaliando a frequência, número e qualidade das interações sociais da população idosa da Covilhã e averiguar a sua eventual influência, na presença de depressão e solidão. Por outro lado, seria pertinente explorar possíveis estratégias de coping e de adaptação utilizadas por esta população e que sendo mais eficazes com um estado protetor relativamente ao envelhecimento, poderão ajudar a traçar programas de intervenção que estendam e ajudem a fortalecer essas estratégias de coping para outras populações.

As consequências ou efeitos sobre a saúde mental da solidão, ainda não foram suficientemente investigados (O’Luanaigh & Lowlor, 2008) pelo que os estudos da solidão e a sua relação com as condições de saúde mental é um tópico de pesquisa imperativo nos estudos do envelhecimento (Paúl & Ribeiro, 2009). Por esse motivo, o presente estudo, para além da avaiação da depressão e da solidão, também, se centrou na relação entre a solidão e a depressão, mostrando uma associação estatisticamente significativa entre a solidão e a

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sintomatologia depressiva e, evidenciando a importância de saber mais sobre como esses fenómenos estão relacionados um com o outro e sobre que tipo de interação social é benéfica para idosos que se sentem sós e depressivos, a fim de de desenvolver intervenções sociais eficazes (Tiikkainen & Heikkinen, 2005).

Este estudo, com um design transversal, revela-se, também, imperativo nos estudos do envelhecimento pois, os seus resultados relativos à associação significativa entre a solidão e a depressão alertam para a necessidade de levar a cabo estudos longitudinais para averiguar se a saúde física e mental (e.g. depressão) são uma causa ou uma consequência da solidão. Segundo Luanaigh e Lawlor (2008) diversas investigações têm mostrado uma associação definida entre a solidão e a depressão, mas devido ao seu design não são capazes de indicar se a solidão causa a depressão ou se a depressão causa a solidão, ou mesmo se a solidão é apenas parte de uma síndrome depressiva. Isto é, as pessoas com depressão podem limitar os seus contactos sociais, isolando-se gradativamente, ou as pessoas que se sentem sozinhas podem tornar-se mais descuidadas no seu dia-a-dia, isolando-se, e por conseguinte, levando a uma saúde mental mais frágil. Assim, deve-se considerar que, por um lado, se a depressão for tratada com intervenções psicossociais ou farmacologia, a perceção da solidão poderá diminuir e, por outro lado, se se investir em intervenções que reforçam as oportunidades de participação social, e enfatizam a qualidade de vida na terceira idade poderá haver uma redução dos distúrbios afetivos nesta população.

A avaliação da solidão neste estudo é simples pelo que, posteriores estudos poderão examinar as múltiplas dimensões da solidão e os seus efeitos sobre a saúde física e mental das pessoas de idade. Na mesma linha, sugere-se a pertinência em estudar os preditores da solidão, de forma a poder delinear intervenções adequadas que previnam a experiência de solidão e tudo o que esta acarreta para as pessoas de idade. Por outro lado, revela-se pertinente estudar, também, a questão “sente-se mais só que o ano passado” pois, está relacionada com a natureza dinâmica da solidão que deve ser uma consideração adicional ao investigar a solidão, uma vez que a experiência de solidão de uma pessoa pode mudar ao longo do tempo (Victor, Scombler, Bowling & Bond, 2005; Wenger & Burholt, 2004). Além disso, tendo em consideração a revisão da literatura, existem, ainda, poucos estudos que avaliam essa questão.

O estudo da população idosa que se sente sozinha e que experiencia sintomas depressivos pode fornecer informações que auxiliem na elaboração de um programa preventivo que melhora o estado psicológico de adultos mais velhos, e/ou o aprofundamento dos fatores explicativos destes baixos valores na população inquirida pode ajudar a identificar e promover fatores promotores de resiliência). Supõe-se que a prestação de cuidados de saúde e os serviços de apoio social para idosos que se sentem sozinhos será importante para reduzir o risco de sintomas depressivos. Portanto, os sistemas comunitários de saúde devem avaliar regularmente as pessoas idosas a fim de determinar a existência de sintomas depressivos e fatores associados e por conseguinte, manter uma qualidade de vida superior.

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Algumas potencialidades deste estudo, já foram referidas anteriormente, estando relacionadas com o apoio ao delineamento de programas de prevenção e intervenção no âmbito da depressão e solidão entre as pessoas de idade. Por outro lado, o presente estudo esclarece a relação entre dois fenómenos importantes no envelhecimento e com grandes consequências na vida pessoal e social do indivíduo, dando o seu contributo para a investigação que se debruça sobre a relação entre a solidão e a depressão, associação essa, que em termos de investigações ao nível nacional tem sido pouco explorada. Pode, portanto, este estudo, ser um ponto de partida para uma investigação mais aprofundada sobre esta temática e com desenvolvimentos posteriores.

Por outro lado, salienta-se o carácter multidisciplinar desta investigação e a inclusão de uma população específica de uma cidade do interior de Portugal, cuja taxa de envelhecimento é bastante elevada. Como tal, é um estudo pertinente uma vez que, permite que a partir deste desenho transversal se possa desenvolver um estudo longitudinal. Pois, estudos longitudinais, também, são necessários para expandir a compreensão do papel da solidão na etiologia de mais sintomas depressivos graves e para diferenciar ainda mais os correlatos de solidão e depressão em pessoas de idade, incluindo variáveis que não foram estudadas no âmbito desta investigação, nomeadamente, a personalidade, luto, quantidade e qualidade das redes sociais e dados relacionados com a saúde.

Quanto às limitações desta investigação, estas estão, essencialmente, relacionadas com a extensão do protocolo, por se tratar de uma investigação multidisciplinar, que criou grandes exigências e dificultou a recolha dos dados (e.g., desistência e cansaço por parte dos participantes, sensação de repetitividade de alguns itens, desmotivação entre os participantes) e o facto de a recolha dos dados ter sido feita na maior parte dos casos no domicílio dos participantes (devido à dificuldade em reunir todos os participante no mesmo espaço e por dificuldades de deslocação por parte destes), também dificultou a adesão dos participantes.

Em jeito de conclusão, considera-se que os resultados obtidos no âmbito desta investigação podem contribuir significativamente no âmbito da ciência psicológica, em particular, no que concerne às questões sobre a solidão e a sintomatologia depressiva na velhice. Uma vez que se verificou uma relação entre a solidão e a sintomatologia depressiva, surge neste sentido, a necessidade de investigar e intervir mais nesse âmbito. Além disso, este trabalho também alerta para a importância de se explorarem os preditores da solidão e da depressão como forma de prevenção para um envelhecimento bem-sucedido.

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