4.1 Lovbehandling 1926 - 1951
4.1.2 Loven ble vedtatt i 1928
A indústria de bens de capital divide-se, em relação ao seu processo produtivo, em dois grandes grupos: seriados (produzidos em larga escala, de forma padronizada, tais como máquinas ferramentas, máquinas agrícolas, tratores, ônibus e caminhões); e sob encomenda (produzidos segundo características técnicas associadas a determinado processo produtivo, tais como as prensas utilizadas pelas montadoras de automóveis, os altos-fornos das siderúrgicas, as turbinas das usinas hidrelétricas, as plataformas de petróleo, etc) (ALEM; PESSOA, 2005; SILVA, 2007).
No parque industrial brasileiro coexistem equipamentos relacionados a diferentes níveis de complexidade tecnológica. Assim, há vários casos em que num mesmo setor industrial são encontradas máquinas eletromecânicas tradicionais operando ao lado de outras de comando computadorizado. Já os equipamentos projetados e fabricados sob encomenda são, em sua maioria, mais sofisticados em termos tecnológicos do que os produzidos em série, para os quais existe uma padronização de projeto (ALEM; PESSOA, 2005).
Na fabricação de bens seriados, as economias estáticas de produção são mais importantes do que na produção sob encomenda, onde demanda trabalho especializado, em que as economias dinâmicas, resultado da repetição de experiências de projetar e fabricar bens com características semelhantes são essenciais. As empresas de bens seriados tendem a operar com maquinário especializado e processos relativamente rígidos, já as empresas de bens sob encomenda, geralmente, compreendem equipamentos tecnologicamente sofisticados e que
81 atendem pedidos muito específicos dos clientes, o que justifica o forte envolvimento entre o fabricante e o cliente na fase de projeto dos equipamentos. Para tanto, pode-se dizer que a indústria de bens seriados é dependente de escala de produção, enquanto a indústria de bens sob encomenda é dependente de tecnologia de produto (ALEM; PESSOA, 2005; SILVA, 2007; ARAUJO, 2009).
As especificidades das empresas que atuam sob encomenda serão detalhadas na próxima seção.
4.2.1.1 Produção sob encomenda
O ambiente de produção sob encomenda abrange uma diversidade de produtos que podem ser fabricados com a mesma estrutura produtiva. Cada produto, desenvolvido para um cliente específico, normalmente refere-se a um bem diferente daquele que foi produzido instantes antes. Isto faz com que as empresas que trabalham com produção sob encomenda tenham grandes dificuldades em seqüenciar a produção, já que é difícil prever “o que”, “o quando” ou “como” será feita a produção no período seguinte. Desta forma, todas estas informações somente são definidas com a chegada do pedido do produto. A partir dele, o roteiro de produção é elaborado, os materiais e demais itens componentes são encomendados e a fabricação se inicia (NUNES et al., 1996 citado por QUEZADO et al., 1999; MEGLIORINI, 2003).
O quadro 4.1 apresenta os tipos de estrutura de produção, definidos pelo instante de chegada do pedido do cliente.
→ Fluxo genérico de planejamento e produção sob encomenda→ Projeto do produto Definição do roteiro de fabricação Compra dos
materiais Fabricação de itens básicos
Montagem final de semi-
acabados Depósito Cliente X
A ==== ======= ======= ======= ======= ======= → X B ==== ======= ======= ======= ======= → X B'==== ======= ======= ======= ======= → X C ==== ======= ======= ======= → X D ==== ======= ======= → X E ==== ======= → X F ==== → X
QUADRO 4.1 – Tipos de estrutura de produção.
82 De acordo com Costa (1996), o ponto A caracteriza empresas que propõem a produção de uma linha aberta de produtos e não conhecem a priori o projeto do produto e o processo de fabricação no momento anterior ao pedido do cliente. Para tanto, os roteiros de produção, a compra dos materiais, a fabricação e a montagem somente são definidos após o recebimento do pedido do cliente.
O ponto B compreende empresas que trabalham com projetos que são fornecidos pelos clientes e as demais fases acontecem segundo a estrutura de produção anterior. O ponto B’ descreve as empresas em que o cliente, além do projeto, fornece também os materiais para a fabricação.
O ponto C abrange empresas que se propõem a produzir produtos de acordo com um catálogo fechado de produtos, ou seja, os projetos e processos de fabricação já são conhecidos quando do recebimento dos pedidos dos clientes. Entretanto, como, em geral, apenas um percentual da linha de produtos está sendo fabricado e este percentual é variável a cada instante de tempo, em termos de mix de produção, definir quais as matérias-primas e quais os itens componentes devem ser estocados para atender aos pedidos é uma tarefa bastante complicada. Sendo assim, há uma tendência no sentido de aguardar a confirmação dos pedidos para se efetuar as compras.
Os pontos D e E englobam empresas onde a linha de produtos e o mix de produção são suficientemente estáveis, facilitando o processo de compras com base na previsão de consumo. Para tanto, é possível a aquisição antecipada de materiais ou o estabelecimento de relações estáveis de fornecimento.
O ponto “F” caracteriza as empresas que se propõem a produzir produtos antecipadamente aos pedidos, com base em previsões de demanda, o que permite a estocagem dos produtos finais para posterior distribuição.
As empresas que fabricam bens de capital sob encomenda compreendem os pontos A e B, uma vez que oferecerem uma grande variedade de tipos de produtos, com a sequência de operações de fabricação variando de um produto para outro.
As empresas que fabricam sob encomenda, segundo Zaccarelli (1986), apresentam características operacionais específicas, dentre as quais destaca:
• Produção: apresenta grande variedade de produtos em pequenos volumes, com regime muito flexível de produção;
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• Projeto do produto: é modificado com freqüência durante a produção. Além disso, o produto é projetado de forma a poder ser executado com o equipamento disponível;
• Equipamento: do tipo universal com regulagens muito freqüentes, e carga de trabalho das máquinas sujeita a variações;
• Movimentação dos materiais: realizada em equipamento flexível, geralmente com pouca repetição; necessita de corredores e passagens entre o equipamento. É preciso instruir sobre “o que” e “para onde” mover;
• Material: materiais de grande variedade se acumulam, geralmente, em cada operação;
• Pessoal: operários especializados apresentam trabalho variado. Há necessidade de definir o tipo de trabalho que o pessoal deverá executar por dia.
• Operações: muito variadas e demandam instruções freqüentes.
A estas características deve-se acrescentar que o cliente participa em todas as fases do ciclo de produção, no sentido de ajustar o projeto do produto (MEGLIORINI, 2003). Na próxima seção serão apresentadas características da indústria de bens de capital para o setor sucroalcooleiro.
4.3 Indústria de bens de capital para o setor sucroalcooleiro
A indústria de bens capital nacional contribuiu para fortalecer o setor sucroalcooleiro frente aos concorrentes internacionais por meio do desenvolvimento de máquinas e equipamentos que aumentaram a eficiência dos processos de fabricação de açúcar e álcool. Sendo assim, foi possível ao Brasil apresentar o menor custo de produção de açúcar e álcool do mundo (FAPESP, 2007). Este setor concentra-se basicamente no Estado de São Paulo em função da forte concentração de usinas na região sudeste do país e, também, em função da presença do principal parque industrial do país no estado (LIBONI; TONETO Jr., 2008).
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