Um dos desafios propostos pela Agenda 21 brasileira no âmbito local, segundo Krzyzanowski (2005), pretende alcançar os objetivos estratégicos para a promoção da sustentabilidade em assentamentos a partir da realidade vigente, promovendo a participação da população envolvida, conforme abordado no arcabouço teórico, item 2.2.3 desse trabalho.
Entendendo a importância do inter-relacionamento com a circunvizinhança, os membros da Ecovila Viver Simples, elegeram os principais aspectos guias, quanto às normas de comportamento e relacionamento com a comunidade vizinha. Uma ata foi gerada, com a expectativa de torná-la um guia e transformá-la na essência de uma convenção com normas de convivência e regulamento interno que deveriam reger as relações.
Utilizando-se do mecanismo de análise documental, descreve-se aqui os itens mais representativos:
Relação com as comunidades vizinhas
• Respeito às diferenças culturais - Os moradores da Ecovila representam um grupo culturalmente diferente que chegou em terras que possuem seu próprio saber tradicional. Somos vistos como um grupo, e sua ação e atitudes individuais irão refletir • na imagem e no trabalho de todo esse grupo. Daí a importância de termos regras bem
definidas e compreendidas a esse respeito. Assim também precisamos aprender a preservar os conhecimentos naturais desse povo e com ele aprender.
• As principais normas de convivência orientadoras discutidas estão aqui relacionadas: Item 1- Evitar presentear objetos de consumo desnecessários aos vizinhos.
Item 2 - Evitar discutir ou conversar sobre ideologias e religiões diferentes das praticadas pela comunidade, resguardando o direito a diversidade espiritual.
Item 3- Evitar freqüentar as casas das pessoas locais mesmo quando convidados, e quando aceitar manter a distância saudável. Evitar se envolver emocionalmente com os vizinhos, manter o equilíbrio em qualquer situação.
Item 4 - Manter uma postura digna e imparcial diante de conflitos locais que não dizem respeito a ecovila – sejam materiais, emocionais, políticos ou religiosos. Item 5- Respeitar as diferenças de gosto musical e geral - evitar modificar
inclinações naturais por músicas, modas os costumes que nos pareçam retrógrados ou pouco naturais.
Item 6- Evitar assistencialismo como doação de roupas, alimentos, sobras, moveis velhos e coisas que não se quer mais.
Item 7- Não usar nunca o nome da ecovila em seus contatos e negócios pessoais de qualquer ordem.
Item 8 – Nossos vizinhos tem uma forma própria de falar, evitar corrigir ou rir desse aspecto, procurando compreender ou perguntando o que eles querem dizer com aquilo.
Ações estimuladas
Item 1- Observar as atividades das pessoas e aprender seus saberes.
Item 2- “Perguntar, perguntar e perguntar” sobre seus conhecimentos e “ouvir, ouvir e ouvir”.
Item 3- Pesquisar sobre as necessidades reais para criar os projetos de inclusão social.
Item 4 – Incentivar a solidariedade nas reais necessidades humanas como: caronas, atendimento médico, psicológico, terapêutico quando solicitado.
Item 5- Incentivar trocas de conhecimento, parcerias em todos os setores quer sejam comerciais, de saberes e parcerias com os órgãos públicos na melhoria das condições locais.
Item 6 – Desenvolver os programas de inclusão social baseado na real necessidade local.
Item 7 – Celebração de festas populares tradicionais na ecovila como festas juninas, contanto que não danifiquem os jardins e áreas em comum determinando a quantidade máxima de pessoas nestes eventos.
Atividades a incentivar
Item 1 – Jogos, danças e cânticos em conjunto, uso de instrumentos musicais, teatro e artes.
Item 2 - Exercícios e práticas em grupo. Item 3 - Esportes em geral.
Item 4 – Refeição em conjunto sempre que possível. Item 5- Trocas e trabalhos em comum.
Item 6- Todo tipo de ajuda mutua.
Item 7- Troca de conhecimentos e tecnologia.
Item 8- Incentivar as virtudes no trato entre as pessoas mesmo que intimas. Item 9- Incentivar reciclagem de todo o material consumido no local. Item 10- Priorizar os investimentos em grupo.
Item 11- Incentivar todo o tipo de pesquisas de arte, dança e todas as formas de expressão criativa.
Item 12 – Estar pronto a ajudar e colaborar com os outros.
Item 13 – Partilhar responsabilidade nas falhas dentro dos trabalhos desenvolvidos em grupo.
Item 14- Incentivar reuniões de lazer para o grupo.
Item 15 – Usar a mão de obra local para os serviços de atendimento aos visitantes e hospedes.
Da relação dentro do próprio grupo
Item 1- Evitar comentários maldosos e criação de facções dentro do grupo – Procurar resolver as questões claramente e diretamente com a pessoa envolvida. Item 2- Evitar reuniões para o uso de material proibido nos estatutos.
Item 4- Evitar comentar os problemas internos com os moradores locais de fora da ecovila.
Item 5- Respeitar o momento de solidão de cada um.
Item 6- Respeitar o silêncio local, não usando aparelhos e instrumentos musicais cujo som seja mais alto do que os sons naturais em qualquer horário. Durante os cursos nenhum som deve ser audível fora das casas de cada um.
Item 7 – Respeitar o patrimônio individual.
Item 8 - Não criar animais domésticos de nenhuma espécie para não interferir na biodiversidade local; como cães, gatos, ratos, passarinhos de todas as espécies, animais exóticos ou qualquer outro animal que deve viver em seu habitat natural. Item 9- Evitar criticas destrutivas em geral. “ Se você não faz parte da solução, faz
parte do problema”
Item 10 – Não contratar empregados domésticos diários particulares dentro das casas da ecovila, sendo permitido trabalho temporário para as hospedagens e a área comum.
Item 11 - Não atuar de forma a colocar em risco a vida dos moradores. Ex; fogueiras em locais inapropriados, uso de material perigoso.
Item 12 – Pessoa jurídica, como escritórios, lojas ou agroindústrias, deve ser criada a parte do projeto da ecovila.
Quadro VII – Tópicos mais representativos da ata sobre normas de comportamento Fonte: JORGE, M.Aurelio
Se por um lado os itens que compõem o guia que deverá ser a base de uma convenção com normas de convivência e regulamento interno possuem um conteúdo alinhado com as práticas de ecovilas, que regem as relações entre os participantes e a comunidade local de forma harmoniosa, dentro de um ambiente sócio cultural sustentável, e com estilo de vida de baixo impacto (SVENSSON, 2002); por outro, existe a questão impositiva do formato tradicional de aplicação de regras, que usualmente é percebido em instituições embasadas em características de disciplina e severidade, pouco comuns em comunidades de ecovilas.
A crença dos fundadores em um formato baseado em regras firmes quanto às determinações nas relações humanas é a tentativa de inserção da ecovila como um elemento
natural na região. Futuramente, essas relações deverão ser usuais e sem as imposições disciplinares atuais.
4.3.1.3 –
Auto-percepção dos membrosA percepção dos membros sobre os conceitos de ecovila, sustentabilidade e desenvolvimento local são fundamentais para esse trabalho, visto que esses termos, em função de uso cada vez mais comum, tornaram-se “eco-jargões” e nem sempre comungam com um arcabouço teórico acadêmico. As distorções na compreensão dos conceitos poderiam detectar uma falsa orientação do projeto e permitir falácias nas coletas de dados.
De acordo com as entrevistas, os envolvidos no projeto possuem uma experiência em assuntos de assentamentos comunitários, obtidos tanto pela pesquisa acadêmica através de cursos e palestras, quanto pela vivência in locu em outras ecovilas, como a findhorn na Escócia. Esse conhecimento, transferido nas reuniões dos mais experientes aos mais leigos, permitiu um nivelamento satisfatório quanto à base teórica, fundamental, para as discussões dos constructos sustentabilidade e desenvolvimento local pelo grupo.
Em relação a auto-percepção do conceito de ecovila, a pesquisa de campo apontou para uma convergência de opiniões, representada por um dos membros:
“A nossa compreensão de ecovila é um local onde seus fundadores, mais as pessoas que freqüentam o local possam vislumbrar ou ter a experiência de um lugar onde se agride o menos possível o meio ambiente de onde está instalado, onde o convívio com os recursos naturais é o mais sutil ou menos impactante possível, e o lugar onde, principalmente você possa vivenciar algo diferente do que nós estamos acostumados nos centros urbanos, de uma vida complicada, violenta, desgastante e depressiva. Num lugar como esse onde você está cercado de natureza e preserva o recurso ambiental, naturalmente você se sente bem e integrado. Uma ecovila por definição tem que prover essa experiência, essa possibilidade para quem esta construindo, vivendo ou morando nela.”
Unanimemente, todos indicaram que a Viver Simples poderia ser chamada de ecovila pelas suas características.
Quanto aos aspectos de sustentabilidade, os membros, dividiram suas opiniões. Enquanto um grupo apontava que o alcance desse constructo por parte da Ecovila será apenas parcial, e sem perspectivas de obtenção devido as características do assentamento, o outro acredita na obtenção desse alcance ao longo dos anos. A visão dos descrentes do encalço
sobre a sustentabilidade apóia-se na ausência de espaço e diversidade dentro do assentamento. A limitação de profissionais como médicos, dentistas, encanadores, assim como serviços diversos necessários em qualquer comunidade, como escolas e hospitais encerravam a Viver simples como um assentamento eternamente insustentável.
Outro aspecto relevante é o reconhecimento da multidimensionalidade da sustentabilidade, porém, uma característica que merece destaque em quase todas as entrevistas, foi a extrema preocupação com as questões relacionadas as dimensões ambientais e sociais, relegando a segundo plano aspectos da espirituais/culturais e espaciais. A dimensão econômica foi a menos citada, a pretexto de ser considerada polêmica e incipiente no projeto.
Em relação à percepção se a ecovila poderá trazer benefícios locais a ponto de trazer efetivo desenvolvimento para a região, a pesquisa de campo mostra afirmação nessa crença por parte dos membros, em níveis médios e altos. Contudo percebeu-se uma distorção nesse discurso, quando perguntados em entrevista se estavam cientes das atividades planejadas. Os aspectos relacionados ao desenvolvimento local ficaram restritos ao grupo que trata atualmente desse assunto. A grande maioria das respostas foi simplória e alegavam desconhecimento das atividades propostas pela área de recursos humanos, que está vinculado ao Conselho de administração geral.
Relacionando as respostas obtidas com o arcabouço-teórico selecionado para esse trabalho, pode se perceber alinhamento dos membros com os conhecimentos acadêmicos sobre o assunto. Espontaneamente citaram alguns autores como Ross e Hildur Jackson, May East e De Paula (sendo que esse último não foi utilizado como arcabouço teórico desse projeto).
4.3.1.4
– Obediência às normasA evolução das ecovilas ao redor do mundo ocorreu, enquanto expressão social organizada, como um movimento contestatório e libertário que visava questionar todos os setores constituídos da sociedade da época: hábitos, idéias, corporeidade, arte, organização política, espiritualidade, estrutura produtiva e social, tecnologia. Nada escapou ao espírito inquieto e inconformista da época. (SANTOS JUNIOR, 2006, p.3).
A idéia de possuir uma proposta alternativa ao cenário de relações humanas e organização social vigente preconiza que, os participantes da ecovila Viver Simples criariam um código ou norma pré-estabelecida com viés de desenvolver uma abordagem filosófica acrática, com mecanismos menos severos e punitivos para obediências a elas.
Uma característica marcante das respostas ao formulário foi a discussão que criavam regras, em certos pontos severas, que previam punições por comportamento destoante com a proposta da ecovila. O Conselho de Administração Geral orienta, julga e determina as punições para aqueles que desrespeitam as normas de convivência e estatuto da ecovila. A justificativa apresentada em resposta ao formulário, e citada gratuitamente pelos membros, afirma que somente um estatuto rigoroso para cumprimento das exigências discutidas nas dimensões sociais, ecológicas, culturais e econômicas poderiam levar à sustentabilidade.
Um dos entrevistados afirma que:
“O afrouxamento das regras, ou a displicência no cumprimento do que fora acordado coloca em risco todo o planejamento na implantação da Ecovila. Claro que, no futuro, quando todos estejam acostumados com a cultura da ecovila, o cumprimento das regras vai ocorrer de forma natural, e não haverá necessidade de intervenção do conselho”.
Quanto a solvência de conflitos, ou eventualidades de não observância das normas, o Conselho de Administração geral tem a autoridade para julgamento de impasses.
A discussão sobre a criação de regras e obediência as normas adotou contorno de severidade em certos pontos, já que prevêem punições por comportamento destoante com a proposta da ecovila. As respostas dos questionários acusaram a percepção dos membros quanto à necessidade forçosa de cumprimento de regras. Esse viés é pouco usual na literatura que trata desse tipo de aspecto em assentamentos em comunidades intencionais e ecovilas, que caracterizam-se por adotar perfil de relacionamento com viés liberal, com presença de uma empática informalidade. Na literatura sobre assentamentos de comunidades afins, ao invés de regras orientadoras e punitivas percebe-se uma maior adoção de fóruns e outras formas de organização capazes de constituir um pacto territorial local de forma democrática (COELHO, 1995).
A conscientização dos membros de que o formato adotado é fugaz prepara o terreno para a instrumentalização de mecanismos criativos e flexíveis, como fóruns e outras formas de organização capazes de constituir um pacto territorial local de forma democrática, ao longo do funcionamento futuro da ecovila.
4.3.2
– A ecovila e a dimensão econômica, seus indicadores e atributosEsta é a dimensão da sustentabilidade onde verificou-se maior possibilidade de geração de benefícios no curto e médio prazo, tanto para os fundadores, quanto para incubados e moradores das vizinhanças. Se por um lado, há carência de projetos na região que possam gerar empregos, que usualmente estão são restritos a agricultura - basicamente de subsistência – e a pecuária leiteira nas fazendas locais; por outro lado existem diversos projetos potenciais da Ecovila que buscam alcançar a SUFICIÊNCIA FINANCEIRA, contando com essa mão-de-obra disponível. O indicador selecionado, supracitado, é unanimemente apontado pelos entrevistados como peça-chave no sucesso do assentamento.
4.3.2.1 – Atividades para geração de renda
Durante as discussões iniciais da constituição da estrutura da Ecovila Viver Simples, existia um plano incipiente de como tratar do aspecto econômico, envolvendo a geração de renda dos participantes, conforme citado no arcabouço teórico desse trabalho.
A área comum da Ecovila seria utilizada para realização de cursos nacionais e internacionais de técnicas taoísta. Esses cursos teriam os fundos revertidos para a viabilização e melhoria das áreas de uso comum da Ecovila. Sugeria-se como alternativa aos condôminos a construção de unidades de alojamento nos lotes particulares criando, desta forma, uma possibilidade de geração de renda para sustentabilidade econômica dessas áreas particulares (INTERTAO, 2007).
A pesquisa de campo revelou que, essencialmente, a idéia de utilizar a Ecovila como um ambiente propício para a recepção de alunos, visitantes e iniciados nas técnicas taoístas dos cursos ministrados pelo Intertao, manteve-se como a principal atividade de geração de renda à curto prazo. Trata-se de uma atividade de acomodação em dormitórios em cada uma das unidades dos membros da Ecovila, que não tem a premissa, tampouco a pretensão, de transformar-se em serviços tradicionais de hotelaria. Os visitantes são previamente informados das regras e da proposta do assentamento quanto aos procedimentos da sua estadia, e do respeito sócio-ambiental de uma comunidade com as características de ecovila. A expectativa dos membros na recepção de um público selecionado, que possui sintonia com as formas de pensamento dos envolvidos com a Ecovila tornou-se positiva. A forma de gerar riqueza nessa atividade ocorre através da remuneração pela estadia dos visitantes durantes o período que estiverem na comunidade, criando uma cadeia de valores com a participação de mão-de-obra local. Há a intenção de utilizar trabalhadores locais e membros incubados na
infra-estrutura de suporte da recepção dos visitantes, principalmente em serviços que podem ser desde lavanderia a guia para caminhadas na região.
A proposta de geração de renda imaginada em projeto vai ao encontro das diretrizes apontadas por Sachs (1993), quanto à face da sustentabilidade econômica, cuja essência somente é possível por meio de alocação e gerenciamento mais eficiente dos recursos e do fluxo de investimentos. Nessa dimensão existe o reconhecimento de um capital natural que não deve ser tratado independentemente do sistema todo, mas sim como parte integrante e fundamental do mesmo. Conseqüentemente, a eficiência econômica não deve ser tratada apenas como a maximização do lucro e embasada em critérios de rentabilidade empresarial, e sim ser avaliada em termos macro sociais. Desta forma, a eficiência econômica assume um papel coadjuvante em relação a outros aspectos da sustentabilidade, como o social e o ambiental.
Nas respostas ao formulário ficou evidente a preocupação quanto a capacidade de recepção de pessoas de fora da comunidade e o impacto que traria aos outros aspectos (sociais e ambientais) para alcance da sustentabilidade:
“ Os eventos devem ser pequenos para que não torne a região num andará (sic) danado de estranhos, respeitando um estudo de capacidade de carga a ser realizado, pois os impactos são tremendos, como: aumento do nível de ruído, que assustam animais silvestres; tráfego de automóveis, que poluem e compactam o solo; Interação dos “estrangeiros” com a população local, que geralmente cria um desconforto, pois o nativo se sente inferior e perde suas virtudes; aumento no nível de poluentes, como lixo e produtos, pois os visitantes sempre levam algum creme para entrar no riacho e poluem tudo; consumo de água e madeira, pois mais gente exige mais consumo dos recursos naturais. “
Claramente, uma limitação da capacidade dos visitantes representaria um impacto financeiro na auto-suficiência da ecovila. O cenário resumia-se a cizânia entre a eficiência econômica e o impacto sócio-ambiental. Novas atividades para geração de renda foram propostas, e aceitas pelos participantes como alternativas à acomodação dos visitantes, com expectativa de implementação em Figura 25 – Unidades dos Membros Fundadores para
acomodação dos visitantes Fonte: JORGE, M. Aurélio, 2008.
momentos distintos, conforme resposta ao formulário:
Acho que deveríamos focar em atividades com as quais estejamos mais familiarizados e que envolvam investimentos menores de montagem. Acho que deveríamos focar em “serviço” em detrimento de atividades de “comercio” e/ou “industria”. Portanto, indico os investimentos que considero mais viáveis no momento: atividades culturais e espirituais, consultoria e pesquisa. Acho que deveríamos priorizar em três etapas (curto, médio e longo prazo).
No tocante a outras atividades, foram citadas em resposta aos formulários
a) Pesquisas – Estudo e desenvolvimento de técnicas que sejam destinadas a melhoria das práticas em Ecovilas, através de parcerias com governos, ONG´s ou universidades. Pretende-se realizar parceria com o Laboratório Oficina de Treinamento e Desenvolvimento de Protótipos (LOTDP) para atividades de desenvolvimento de projetos futuros na Ecovila. O LOTDP é um espaço onde há mais de 20 anos professores designers, engenheiros, arquitetos e alunos estagiários estudam temas como taxonomia, tratamento e plantio do bambu da forma mais adequada, técnicas construtivas, arquitetura, design, bioremediação e paisagismo.
b) Plantação de alimentos de subsistência: Utilização de permacultura para geração de alimentos orgânicos.
c) Consultorias técnicas para outros assentamentos: Atividades de design permacultural.
d) atividades culturais – Utilizar a infra-estrutura da ecovila para ministrar cursos de qualidade para empresas, escolas, etc.
e) Artesanatos - Criar a comercialização dos artesanatos locais.
f) Pequenas agronegócios - Aproveitando o potencial local para produção de produtos naturais, como mel, chás, ervas, em pequena escala.
A opção dos membros da Ecovila Viver Simples em selecionar as atividades supracitadas está em linha com East (2002), que aponta alternativas de produção em ecovilas, principalmente relacionadas a produção orgânicas de alimentos. Entretanto, o fato dos participantes não definirem exatamente qual atividade vão desenvolver revela a incipiência desse fator na implantação do projeto, bem como uma provável escala de tempo maior para sua operacionalização.