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RESEARCH FINDINGS

6.3 Limitations and benefits of the study

Na medida em que o ego emerge e que não vive identificado com o self, o indivíduo passa a criar sua sombra. Ainda que o mesmo permanecesse identificado com o self, sua sombra se estenderia para sua “carência” de ego. Sendo assim, a sombra se constitui das incompletudes e das experiências do sujeito. A cada afirmação ou permanência, indubitavelmente se produz uma sombra, uma vez que a mesma pode ser entendida como as não realizações do sujeito, as quais se estendem continuamente para todo o sempre, uma vez que em cada situação vivida apresenta uma escolha e inúmeras renúncias. Essas

inúmeras renúncias são as possibilidades não escolhidas para uma situação, as quais foram absorvidas ou projetadas na sombra. Uma condição básica do ser é o não ser, pois é impossível ser todas as coisas ao mesmo tempo. Logo, todo o infinito que continuamente se multiplica pelas escolhas rejeitadas de cada momento “vai para” a sombra. Os conteúdos sombrios são as variadas possibilidades não vividas pelo sujeito, que podem emergir para consciência causando experiência de estranhamento ou mal-estar.

A sombra contém conteúdos indesejados, obscuros e ameaçadores para a personalidade. Uma vez que o ego se configura concientemente em algo por ele desejado, os conteúdos insconscientes que não “concordam” com a configuração desejada são projetados na sombra. “‘o termo “sombra” se refere à parte da personalidade que foi reprimida por causa do ideal de ego’” (WITHMONT apud

SANFORD,2007: 64).

O autor fala sobre o nexo entre o ideal de ego e as influências exercidas pelo ambiente cultural, sociedade, família, laços sociais e regras religiosas, os quais, por sua vez, podem operar inconscientemente no desenvolvimento do ego.

“Não há dúvida de que nossos pais são de extrema importância na formação do ideal de ego, uma vez que eles reforçam certas condutas, quando as aprovam, e rejeita outros tipos de comportamento ou os punem, quando os desaprovam” (SANFORD, 2007: 65).

O autor complementa dizendo que as organizações de formação de caráter e grupos com códigos de conduta e padrões de comportamento exercem uma função importante na construção da personalidade consciente. À medida em que se forma uma personalidade, cria-se uma sub-personalidade embutida na sombra. Enquanto somos ignorantes a respeito de nossa sombra, a mesma leva uma vida autônoma dentro nós. O autor cita que apesar de o ego não ter consciência sobre a sombra, a mesma tem consciência de tudo o que se passa em nossa consciência. Sendo assim, é favorável alguma canalização desses elementos

sombrios pelo ego, a fim de amenizar um acúmulo dos mesmos, que por vezes perturba o ego, tido como rejeitador de suas próprias expressões.

Uma das formas de expressão da sombra segundo o autor é o senso de humor.

“... frequentemente, quem ri é a personalidade da sombra. Isto acontece porque o humor expressa muito das nossas emoções subjacentes, inferiores ou temidas. Por essa razão, um outro modo de obtermos um conhecimento da nossa sombra é através da observação do que induz o senso de humor, já que o riso faz com que a sombra seja liberada sem perniciosidade” (SANFORD, 2007: 69).

A sombra não se trata apenas de um receptáculo do inconsciente que contém todos nossos medos ou vergonhas, uma vez que a mesma pode exercer um auxílio ao ego, que por sua vez pode obter consciência e conhecimento da mesma. Um conhecimento possível de se obter da sombra poderia ser o reconhecimento da desonestinade e maldade interna. Tal experiência seria benéfica uma vez que possibilitaria a percepção ou malícia para não se deixar prejudicar em uma transação financeira ou em uma situação de perigo, por exemplo.

Os sentimentos de raiva, quando não reprimidos pelo ego, expressam o estado interno despertado por determinada situação. É saudável a expressão desses sentimentos, pois essas reações liberam energias para o ego realizar suas demandas. Sendo assim, os conteúdos sombrios permitem uma aptidão ao ego, fortalecendo-o e dando-lhe clareza, podendo colaborar para a estruturação de uma personalidade mais resoluta. Isso indica uma função “positiva” da sombra, por esta nos dar energia para sanar eventuais situações de insuportabilidade interna, permitindo uma elaboração de “novos” conteúdos psíquicos ao invés de reprimí-los.

A personalidade sombria pode engendrar uma transformação no ideal de ego, à medida que o ego entra em contato com outras possibilidades de ser. Neste caso, a sombra revelaria ao sujeito suas potencialidades a serem desenvolvidas. No entanto, ao lidar com a sombra, não se deve simplesmente deixar fluir seus conteúdos em supressão ao ego, uma vez que o ego deve interagir e não se submeter ou identificar-se.

“Individuação e totalidade tornam-se possíveis somente quando a personalidade consciente tem uma certa atitude moral. Se as pessoas se identificarem demais com seu lado trapaceiro, desonesto e violento, sem um mínimo sentimento de culpa ou reflexão a esse respeito, sua totalidade pode não acontecer” (SANFORD, 2007: 71).

O autor destaca uma importância especial exercida pelo vínculo entre pais e filhos no desenvolvimento e elaboração do problema da sombra. A honestidade das relações parentais no processo de criação dos filhos possibilita um fundamento para a vida moral. Segundo o autor:

“… vida moral é fruto do passado e das ligações de uma pessoa, assim como sua capacidade para ter sentimentos humanos. Em algumas crianças esse vínculo nunca se estabelece e as defesas emocionais necessárias contra o lado mais escuro da sombra acabam não existindo ou são muito fracas. Isso acontece no crescimento de personalidades criminosas ou sociopáticas, devido a uma identificação do ego com a sombra” (SANFORD, 2007: 72).

A personalidade da sombra se torna mais perigosa conforme a personalidade consciente perde o contato com ela. No entanto, não é saudável a estimulação da personalidade sombria de forma impulsiva, mas sim, sua estimulação sempre ponderada pela consciência moral, que dará vazão a esses conteúdos mantendo-se a responsabilidade, consciência e independência do ego.

O autor cita que por ser um arquétipo, a sombra estará sempre presente em nossas vidas.

“De fato, algumas pessoas parecem estar fadadas a viver a personalidade da sombra para o benefício do resto de nós...” “... esses criminosos estão tão possuídos pelo arquétipo da sombra que são compelidos a vivê-lo vida afora. Isso significa que, até que a espécie humana se torne mais consciente da sombra, algumas pessoas estarão fadadas a carregá-la” (SANFORD, 2007: 75).

Sendo assim, a presença de um sujeito identificado com sua sombra advém de uma projeção outrora dirigida ao mesmo. Tal projeção se deu por meio de uma negação de conteúdos sombrios de uma pessoa ou grupo, que projetam os conteúdos no primeiro que, no caso, por sua vez se identifica com tais conteúdos e passa a viver sobre tais condições. Essa negação, que tem como seqüência sua projeção para o externo ou para o outro, ocorre devido à insuportabilidade de se reconhecer esses conteúdos como pertencentes ao determinado sujeito, uma vez que isso implicaria uma difícil tarefa espiritual e psicológica para o mesmo que, ao ter se despertado para sua sombra, sentiria os incômodos de lidar com ela. “Projeção é um mecanismo psicológico inconsciente que ocorre sempre que uma parte de nossa personalidade, quando ativa, não tem relação com a consciência” (SANFORD, 2007: 77).

A projeção impede que possamos ver o outro como ele realmente é, restando-nos ver no outro, conteúdos de nós mesmos. Continuamente nós projetamos conteúdos internos no mundo, no entanto nem sempre reconhecemos alguns conteúdos como pertencendo a nós mesmos. Sendo assim, para se estruturar o ego nas relações com o outro, torna-se necessário o recolhimento da sombra projetada para assim se reconhecer os conteúdos negados pertencentes ao eu e então entrar em contato com o outro.

“Por essa razão, quando encontramos alguém que odiamos, faremos bem em parar e perguntar a nós mesmos se nosso ódio não teria emergido porque alguma coisa em nós, da qual não gostamos, foi projetada sobre outra pessoa. Nem sempre será o caso. Às vezes odiamos ou não gostamos de outras pessoas pelo fato de que elas agem conosco de modo inconveniente, mas outras vezes este é o caso e, quando isso acontece, o relacionamento com a outra pessoa é severamente perturbado pelo nosso próprio inconsciente” (SANFORD, 2007: 77).

No processo de estruturação do ego para lidar com o self, consequentemente elabora-se a relação com o outro. Ambos os processos se entrelaçam na mesma meta de ampliação de consciencia do processo de individuação.

A sombra existe tanto no âmbito pessoal quanto no coletivo. O segundo nível seriam as correspondências entre as sombras pessoais que compõem uma massa, massa essa de pessoas que compactuam em suas projeções. “... à medida que os indivíduos inseridos num grupo ou nação tornam-se idênticos à consciência cultural, também eles pertencerão à sombra coletiva” (SANFORD, 2007:79).

A sombra coletiva se configura como uma conseqüência inevitável da cultura. À medida que nos desidentificamos da sombra coletiva, damos passos para a individualidade.

O autor diz que guerras geralmente advêm de um problema com a sombra. Por meio da guerra obtemos um cenário ideal para projetarmos nossa sombra no inimigo, destituindo-o de humanidade e despersonalizando-o para então matá-lo. Os rituais de purificação impostos aos guerreiros que retornavam das guerras nas culturas primitivas tinham o propósito de amenizar as projeções da sombra que se encontravam exacerbados devido aos combates.

A sombra se faz presente na consciência quando o ego não tem condições de por si próprio ter resolutividade sobre seus desejos e aspirações. Os

esquecimentos de compromissos indesejáveis, os lapsos e os sonhos são formas de a sombra exercer sua influência sobre o ego. Por mais que o ego seja inconsciente das demandas da sombra, a mesma desponta suas intenções no nível consciente a fim de expressar seus anseios e possibilitar uma resolutividade que o ego não estaria suprindo. A sombra se expressa em nossas fantasias, pensamentos, desejos, vontades que, no entanto, são reprimidos ou rejeitados, pelo ego talvez por uma tentativa de esconder esses conteúdos até dele mesmo. “Assim, se refletirmos sobre nossos lapsos de linguagem e esquecimentos inconscientes, podemos percorrer o outro lado de nós mesmos que tem pensamentos e planeja atitudes que, ao nível consciente, não somos capazes de aceitar” (SANFORD, 2007: 80). Os conteúdos da sombra não identificados se tornam projeções, que isentam e distanciam o sujeito de suas questões, que passam a ser tidas como pertencentes ao outro.

O autor fala sobre a dificuldade do ego em lidar com sua sombra: mostra-se resistente nessa relação devido a um sentimento de culpa despertado. Sendo assim, o ego tende a evitar a desconfortável culpa de assumir partes sombrias a ele pertencentes.

“Muitas pessoas carregam um considerável sentimento de culpa na maior parte do tempo, mas trata-se de uma culpa falsa. Isso significa que as pessoas se sentem culpadas pelas coisas erradas e não se responsabilizam por aquilo que, em suas vidas, seria de sua verdadeira responsabilidade. A falsa culpa nos paralisa, mas quando assumimos o apropriado fardo da responsabilidade pela pessoa imperfeita que somos, então não somos paralisados, mas nossa personalidade efetivamente cresce e se aprofunda” (SANFORD, 2007:84).

A sombra contém os complexos, que são conteúdos psíquicos advindos dos conflitos vivenciados e dos choques emocionais, conteúdos esses que carregam forte carga afetiva. Tais conteúdos contidos na sombra exercem

funcionamentos autônomos, reproduzidos pelo ego sem que o mesmo os tenha sob controle. São funcionamentos da sombra que fazem emergir para o nível da consciência os complexos, os quais por sua vez alteram o estado emocional do ego, dispondo-o de uma carga afetiva de tom elevado. Essa carga afetiva elevada se configura como impulsos autônomos que invadem o ego, podendo-o fazer agir de forma impulsionada pelo complexo, ou seja, o ego sofre uma distorção em sua percepção da realidade causada pela constelação de um complexo ou arquétipo. Nas vivências de cargas afetivas elevadas, como irritação, raiva, ansiedade, o ego ativa um complexo, o qual por sua vez pode regê-lo temporariamente.

Nas situações de testes psicológicos com palavras, nas quais um entrevistado deve emitir sua resposta perante uma palavra a ele arbitrariamente sugerida, mas por sua vez selecionada pelo entrevistador, é possível notarmos os complexos quando ocorrem perturbações sensíveis ou pausas longas para a emissão da resposta. Isso significa que o sujeito, ao se deparar com a palavra a ele dirigida no teste, foi tocado por um complexo pessoal, tendo nele despertado cargas afetivas, níveis de ansiedade, etc. Sendo assim, um complexo pode se fazer presente no sujeito do teste ao se associar a ele alguma palavra estímulo. Os complexos são conteúdos emocionais interiores dos sujeito, conteúdos esses advindos de traumas vividos, situações intensas ou emotivas e, principalmente, de conflitos internos vividos. Tais conteúdos se resguardam no íntimo do sujeito e podem emergir perante algum estimulo que os ative, causando assim uma rememoração do sujeito nos níveis sensitivos e simbólicos, racionais e emocionais.

Quanto à autonomia exercida pelo complexo, pode se dizer que são conteúdos sentidos como forçados ao ego, sendo que o ego não pode controlá- los, pois eles se apresentam enquanto emoções sentidas pelo sujeito em sua intimidade própria.

“A verdade é que não somos nós que temos o complexo, o complexo é que nos tem, que nos possui. Com efeito, o complexo interfere na vida consciente, leva-nos a cometer lapsos e gafes, perturba a

memória, envolve-nos em situações contraditórias, arquiteta sonhos e sintomas neuróticos. O complexo obriga-nos a perder a ilusão de que somos senhores absolutos em nossa própria casa” (SILVEIRA, 2003: 30).

A autora citada acima diz que os complexos são agrupamentos de conteúdos psíquicos carregados de afetividade e ordenados por um núcleo de intensa carga afetiva; e que esse núcleo se associa com outros afetos comuns e conteúdos, exercendo assim sua vida autônoma dentro de nós. No entanto, a potência dos complexos varia.

“‘Alguns repousam tranqüilamente mergulhados na profundeza do inconsciente e mal se fazem notar; outros agem como verdadeiros perturbadores da economia psíquica; outros já romperam caminho até o consciente, mas resistem a deixarem-se assimilar e permanecem mais ou menos independentes, funcionando segundo suas leis próprias’” (JACOBI apud SILVEIRA, 2003: 31).

No entanto, apesar de sua característica incômoda, os complexos podem ser estímulos e aberturas para novas possibilidades de realização. Em contrapartida, podem-se criar as patologias e situações de adoecimento conforme os complexos tomam para si quantidades excessivas de energia psíquica.

A autora citada elabora ainda que para se assimilar um complexo, ou seja, torná-lo consciente e articulável para o ego, é necessário a compreensão do mesmo tanto no nível racional quanto no emocional. Em outras palavras, é necessário uma descarga ou expressão emocional para que conjuntamente com essa expressão mental ou racional sejam efetuadas devidamente a assimilação e compreensão do complexo pela consciência e ego.

Os complexos, podem advir principalmente dos conflitos e traumas emocionais da esfera pessoal, que segundo a autora: “A maior parte dos conteúdos do inconsciente pessoal é constituída por complexos desse tipo”

(SILVEIRA, 2003: 32). No entanto, são destacados pela mesma complexos de outra natureza, por sua vez advindos de: “... feixes de forças contendo potencialidades evolutivas que, todavia, ainda não alcançaram o limiar da consciência e, irrealizadas, exercem pressão para vir à tona” (SILVEIRA, 2003: 33). Esse outro tipo de complexo, apesar de ser igualmente vivido pelo ego em situações de conflito, leva dentro de si e se assenta sobre componentes arquetípicos, os quais mobilizam no sujeito a necessidade de serem elaborados e atualizados. Sobre tais tipos de complexos, diz a autora:

“Visto nesta perspectiva, por trás de suas características exclusivamente pessoais, o complexo mostraria conexões com os arquétipos, ou seja, haveria sempre uma ligação entre as vivências individuais e as grandes experiências da humanidade” (SILVEIRA, 2003: 33).

Podemos ilustrar como exemplos de “grandes experiências da humanidade”, o complexo materno que, advindo da relação com o arquétipo da Grande Mãe, desponta várias indagações que tal arquétipo despertou na humanidade e de como a luta pela separação da mãe e do ambiente familiar se trata de uma situação criadora de complexos. Sendo assim, a existência de um complexo na psique é algo natural do ser humano, uma vez que os complexos de natureza arquetípica, como a saída do herói de seu ambiente familiar, por exemplo, implica uma experiência de confronto emocional e de forte lembrança, assim como a felicidade, perda, morte e outras situações que invariavelmente nos perturbam ou emocionam, nos fazem sofrer ou sorrir e marcam nossa memória. “A palavra complexo denota o elemento estrutural básico da psique objetiva, e o elemento central do complexo é o arquétipo” (WHITMONT, 2002: 52).

O autor destacado cita o exemplo do complexo de autoridade, referindo-se a um sujeito específico. Toda vez que o tal sujeito se deparava com uma figura autoritária, ele se fascinava e repugnava simultaneamente. Sempre quando se fazia presente de alguma forma a questão da autoridade, principalmente quando

relacionada à paternidade, o sujeito se irritava e desafiava a todos, sempre atribuindo a culpa ao outro. Tal sujeito possui um complexo de autoridade. O mesmo é tomado por um impulso que o desgoverna, devido a estar identificado com esse impulso. Apesar de o impulso ser sentido como pertencendo a ele em seu nível mais íntimo, é necessário uma diferenciação do ego com os impulsos advindos do complexo. Ser tomado pelo complexo, ou seja, agir compulsivamente, nos faz assumir uma posição inflada e primitiva, geralmente só nos possibilitando dar-nos conta depois de já termos feito algo. Um constrangimento como por exemplo “o que deu em mim, como pude fazer isso!”. Apesar de nos responsabilizarmos por nossas próprias atitudes, nem sempre nós as temos conscientemente. Isso faz surgir o desafio ou necessidade de nos tornarmos mais conscientes e de não assumirmos tais impulsos como pertencentes ao ego, nos identificando. Quando nos identificamos com o impulso, é mais comum a reação de atribuir a culpa ao outro e de não conceber ou esperar uma outra atitude vinda de si mesmo.

“A capacidade para evoluir para a diferenciação e a transformação do impulso não surgirá até que o estado de identidade seja dissolvido. Isso exige a confrontação do impulso como um Tu, como algo diferente do Eu, como algo separado de nós. Somente nesse ponto é que pode começar o diálogo interior” (WHITMONT, 2002: 54).

Após a diferenciação, torna-se possível uma contenção e articulação do ego frente seus impulsos, de maneira que este não é mais manipulado por eles. O ego obtém a capacidade de escolha e responsabilidade consciente, seja por não se deixar levar por impulsos, utilizá-los de forma positiva ou por qualquer outra escolha tomada pelo ego, que passaria a ter participação ativa e consciente na própria vida, não sendo levado a realizar a si mesmo de forma inconsciente e até mesmo trágica.

Por meio dos conflitos temos a possibilidade de desenvolver nossa consciência,nos amadurecendo, ao ponto que quando não procedemos dessa forma, somos impulsionados a ser e escolher, de forma inconsciente.