• No results found

Lessons learned from the case studies

1. Introduction

6.2 Case studies

8.2.3 Lessons learned from the case studies

“Somos moços ou velhos muito mais em função da vivacidade, da esperança com que estamos sempre prontos a começar tudo de novo e se o que fizemos continua a encarnar sonho nosso,

sonho eticamente válido e politicamente necessário”. (FREIRE, 1995, p. 56)

Neste capítulo, estão apresentadas as conclusões da pesquisa, considerações finais e recomendações de estudos futuros.

Segundo Freire (2000), a questão do envelhecimento tem sido discutida desde a antiguidade. O autor relata que o filósofo e político Marco Túlio Cícero (103- 43 a.C.), enfatizava a capacidade do ser humano em construir uma imagem positiva da velhice e que essa etapa da vida não é feita apenas de perdas, mas também de oportunidades e de mudanças adaptativas. Entretanto, por questões socioculturais, o tema foi relegado à insignificância, não sendo explorado cientificamente por muito tempo.

Hoje, no Brasil e no mundo inteiro, pressionados pela nova configuração populacional, tendo como base os índices apresentados pelos demógrafos, o tema longevidade tem sido objeto de preocupação da sociedade, exigindo estudos mais acurados, na busca de uma melhor compreensão e estabelecimento de opção que contribua para a inclusão deste grupo populacional na sociedade contemporânea. Sabe-se que o tema reveste-se de uma teia de complexidade, sendo a longevidade resultado da soma de experiências, comportamentos e atitudes singulares a cada etapa da vida, além de todo sistema de interação entre as pessoas, envolvendo múltiplas dimensões de sentimentos, desejos e emoções.

Este trabalho discutiu especificamente a situação dos longevos que prestaram o vestibular e cursam a graduação presencial em uma instituição de ensino no Distrito Federal, enfrentando as mesmas condições dos demais alunos de outra faixa etária. Portanto, conhecer as características desses alunos longevos; seus projetos de vida; a realidade vivenciada no ambiente escolar e em diversas situações de vida; ouvir e interpretar a singularidade de cada discurso, buscando atingir os objetivos

propostos para a pesquisa, representou um grande desafio, mas, também, revelou- se como um processo de rica aprendizagem.

Não importa o curso que tenham escolhido, os alunos longevos não se sentem velhos, seus sonhos e projetos de vida são lançados para além das rugas e dos cabelos brancos. Suas falas revelam a satisfação por ter conseguido associar o sonho à realidade, atraídos pela oportunidade de seguir uma segunda carreira, ser profissional autônomo, continuar as atividades laborativas ou simplesmente fazer o que gosta. Além disso, foi evidenciada no discurso dos longevos, a manifestação do sentimento de prazer em aprender, de superar deficiências, de enfrentar desafios e de satisfazer seus desejos pessoais e profissionais.

Os longevos desse grupo pesquisado sentem-se orgulhosos por estarem estudando numa universidade e, sem preocupação com a idade, realizam seus possíveis projetos de vida de acordo com seus interesses e possibilidades. São universitários muito dedicados. Estudar, portanto, tem valor inquestionável para esses longevos. Compreendidos dessa forma, sob o ponto de vista desta pesquisadora, os alunos entrevistados estão no caminho de uma longevidade bem- sucedida e vivendo, como denominou Simone de Beauvoir (1990, p. 20), “[...] uma época privilegiada da existência”. Dessa forma, os resultados da pesquisa demonstraram que não há limite de idade para se desenvolver continuamente e lutar pela realização dos sonhos.

Fica evidente que os longevos não querem simplesmente estar inseridos na sociedade, mas desejam ser reconhecidos como cidadãos incluídos, valorizados e atuantes em prol de uma existência saudável, autônoma e feliz. A luta pela sobrevivência, a renúncia aos estudos, as dificuldades enfrentadas e o contexto social que os longevos viveram na época da sua juventude fazem parte do passado. Entretanto, esses fatos estão presentes na memória e realimentam os desejos para estarem sempre em busca de novos desafios e superar as eventuais dificuldades.

Para os longevos, o retorno aos estudos assume significados profundos e vai além da certificação. A maioria afirmou estar em busca do conhecimento, além de outros motivos apontados, como por exemplo: não gostar de ficar em casa, sentir-se útil, buscar uma segunda carreira e desenvolver novas competências. Para eles, todos esses motivos têm o sentido de incluir-se ativamente no meio social em que vivem. Portanto, a sociedade escolar é vista por eles como um espaço para vivenciar suas experiências de vida, integração e convivência na construção do conhecimento

e do relacionamento humano. Assim, pode-se inferir que o saber, para eles, não é medido pelo título ou pelo certificado, mas pelos conhecimentos adquiridos e a possibilidade de aplicar na vida prática o que aprenderam, além da estabelecer novos relacionamentos.

Vale lembrar as palavras de Kachar (2003, p. 115): “Aprender é viver continuamente em estado de mudança e transformação, o que está reservado não a uma determinada idade, mas a todas [...]”, inclusive aos longevos. Conforme foi revelado, os alunos longevos não se limitam a desfrutar apenas dos benefícios da longevidade biológica, mas atender aos desejos e anseios inerentes à natureza humana. Dessa forma, por meio da educação, projetam os sonhos de uma segunda carreira; retomam os desejos abandonados; criam seu próprio negócio; estudam para manter a mente ativa; buscam o conhecimento; enfim, querem ser úteis e “ter algo para fazer”.

Nesse contexto, encorajados pela vontade de vencer os desafios, dissipam-se de suas mentes o conceito clássico segundo o qual o avanço da idade é algo negativo e, além disso, desmistificam-se os processos negativos de envelhecimento. Na busca de espaço digno, esquivam-se da exclusão dos idosos que a sociedade ainda insiste em praticar.

Outra situação positiva manifestada pelos longevos entrevistados foi quanto ao relacionamento com os jovens no ambiente escolar. O contato com os jovens colegas os faz rejuvenescer e renovar as energias, situação que pode alimentar positivamente o sentimento de geratividade e o senso de significado existencial. Neste sentido, vale resgatar as palavras do filósofo romano Cícero (2008, p. 26) quanto a esse sentimento: “Que há de mais agradável que uma velhice cercada de jovens estudiosos?”.

É importante ressaltar que, apesar das manifestações positivas pelos alunos longevos, ainda existe incompreensão por parte de alguns jovens universitários quanto à convivência com os colegas de mais idade. Essa incompreensão pode, muitas vezes, resultar em situações de discriminação no ambiente escolar.

Nos discursos dos entrevistados, a discriminação com as pessoas idosas ainda ocorre em diversas situações e em vários lugares, trazendo certo incômodo aos longevos. No ambiente universitário, conforme foi constatada nesta pesquisa, a discriminação se manifesta de maneira direta ou velada, praticada tanto pelos colegas de outra faixa etária como também, surpreendentemente, por parte de

alguns professores. Na opinião dos alunos longevos, a discriminação por alguns professores se revela de forma simbólica e sutil.

Apesar dos pontos positivos, percebe-se ainda que, no contexto atual, as universidades não estão preparadas para lidar com a heterogeneidade sociocultural e etária de seus alunos e não são capazes de atender a todas as necessidades desse segmento populacional (SATO; CÂMARA, 2008). Existem situações nas quais os alunos se tornam reféns de instituições escolares que se preocupam apenas em repassar os conteúdos, sem se importar com a formação humana. Nessa indiferença, o poder institucionalizado não pergunta aos longevos como se sentem, calando-se numa espécie de “conspiração silenciosa” (BEAUVOIR, 1990, p. 8).

As universidades podem influenciar a comunidade na mudança de atitudes em relação à velhice, por meio de ações educativas, tais como: incentivando um convívio mais intenso e significativo entre longevos, professores e alunos de outra faixa etária; criando oportunidades para que os alunos longevos desenvolvam a autoestima e o senso de pertencimento à escola; promovendo a construção de uma cultura compartilhada; e promovendo a inclusão do tema longevidade nas atividades de pesquisa e extensão. Câmara (2006) já vem alertando sobre a necessidade de sensibilizar os educadores para questões ligadas ao envelhecimento populacional, criando espaço para debates, além de ser fundamental a realização de pesquisas e estudos nessa área.

Considera-se que toda a comunidade escolar, principalmente os professores têm o papel educacional importante para que, por meio de convivência com os alunos longevos, possam derrubar os preconceitos, rever as falsas crenças e avaliar as práticas profissionais, situando a escola como um espaço privilegiado para programas intergeracionais. O importante é que, por meio de um bom relacionamento, os jovens possam interagir com os longevos, ouvir suas experiências de vida para que, além da construção conjunta de conhecimentos, aprendam a desenvolver a afetividade e a solidariedade, tão necessárias no mundo contemporâneo.

É importante o desenvolvimento da solidariedade e do sentimento de respeito mútuo entre os jovens e longevos, abrangendo não só a transmissão de conhecimentos, mas também o fortalecimento da afetividade entre as pessoas e o enriquecimento de atitudes e valores humanos por meio da convivência intergeracional.

Outra questão que se tornou evidente na pesquisa e que merece destaque diz respeito ao significado do trabalho no atual contexto. Observa-se que o trabalho será cada vez mais uma realidade crescente junto ao segmento populacional de longevos.

Perguntados aos alunos longevos sobre o sentido do trabalho, seus discursos evidenciaram a influência da lógica societal capitalista. A concepção mercadológica aparece nas frases, como por exemplo: “ganhar dinheiro”, “remuneração”, “produzir alguma coisa”, “capaz de exercer e produzir”. Por outro lado, foi manifestada a satisfação pelo trabalho, nas expressões: “organização da vida”, “missão”, “estrutura da vida”, “sentir-se útil”, “uma filosofia”, “a própria vida”. Essas falas foram traduzidas em sentimentos de autonomia, liberdade, prazer, segurança, dignidade e necessidade humana. Dessa forma, no entendimento dos longevos, o sentido do trabalho vai além dos bens materiais. Confirma-se a teoria de Arendt (1991), quando argumenta que o trabalho é concebido como uma necessidade própria da condição humana.

Frente a essa realidade, ficou também evidente que o conceito de aposentadoria vem se modificando, pressionado pelo número crescente de longevos que permanecem em atividades laborais, mesmo após os 60 anos de idade. A maioria dos longevos entrevistados encontra-se na situação de aposentado, mas continua exercendo atividades laborativas para, segundo eles, não se tornarem “inúteis”, “velhos”, desvalorizados e descartáveis. Ao mesmo tempo, realizam os sonhos que foram negados na juventude, como: voltar a estudar, assumir uma segunda carreira, fazer o que gosta e o que dá prazer.

Beauvoir (1990) menciona que é importante o longevo sentir que tem metas, pois a ausência de projeto mata o desejo de conhecer e de aprender. Descartar o longevo porque chegou à idade de deixar o trabalho, significa ignorar a contribuição em termos de experiência que ele poderia agregar para a sociedade.

Apesar de não ter sido o foco desta pesquisa, vale ressaltar que os programas de extensão, abertos à terceira idade, promovidos por várias universidades brasileiras, mereceram discussão teórica neste trabalho como modalidades de educação para os longevos. Verificou-se que as ações educativas oferecidas aos longevos, por meio desses programas, representam fonte de inspiração para desenvolver outros modelos educacionais adequados, visando atender às necessidades desses novos atores.

Além disso, é necessário desenvolver estudos e pesquisas sobre Universidades de Terceira Idade que “contempla outros contextos e métodos educativos”, isto é, “a educação não formal e a informal”, extrapolando a educação formal (VELOSO, 2004, p. 176).

Os dados obtidos nesta pesquisa tornaram possível apresentar alguns pontos relevantes para o aprimoramento do processo educativo junto aos longevos:

a) estimular os professores de ensino superior a refletir sobre a prática profissional buscando elevar a autoestima dos longevos, visando à sua integração e reintegração na escola e na sociedade;

b) desenvolver estudos sobre o processo de aprendizagem dos longevos, com o objetivo de torná-lo mais estimulante e que dê sentido à vida; c) aprofundar os estudos sobre o sentido do trabalho e da aposentadoria

sob o ponto de vista da sociedade contemporânea;

d) realizar estudos sobre os benefícios da previdência social e a evolução do emprego formal, buscando prospectar ações que possam garantir o bem-estar dos beneficiários na longevidade;

e) exigir das universidades e do poder público ações concretas no que estabelece a Lei 8.842, de 4 de janeiro de 1994, no inciso III, do artigo 10;

f) por fim, vale destacar a importância de dar continuidade ao estudo do tema no contexto atual de mudanças e (re)significação dos conceitos e valores inerentes à singularidade desses atores; e na coletividade de uma nova população que adquire, a cada dia, proporções significativas sejam elas numéricas, seja pela importância de sua natureza humana.

REFERÊNCIAS

ABRAMOVAY, M.; RUA, M. G. Violência nas escolas. Brasília: UNESCO, 2002. ALBUQUERQUE, S. M. R. L. Qualidade de vida do idoso: a assistência domiciliar faz a diferença? São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003.

ALVES JÚNIOR, E. D. Pastoral do envelhecimento ativo. 2004. 540 f. Tese (Doutorado em Educação Física)-Universidade Gama Filho, Ijuí, SC, 2004. ALVES-MAZZOTTI, A. J.; GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências

naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998.

ARAÚJO, T. C. N.; ALVES, M. I. C. Perfil da população idosa no Brasil. Textos

envelhecimento, Rio de Janeiro, v. 3, n. 3, p. 7-19, 2000.

ARENDT, H. A condição humana. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991.

ASSMANN, H. Metáforas novas para reencantar a educação. Piracicaba: Unimep, 1996.

AZPITARTE, E. L. Idade inútil? Como se preparar para tirar proveito da velhice. São Paulo: Paulinas, 1995.

BAKHTIN, M. M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. M. Estética da criação

verbal. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BARBOSA, M. J. S. Passo e compasso: nos ritmos do envelhecer. Porto Alegre: EDIPUCS, 2003.

BEAUVOIR, S. A velhice. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.

BECKER, H. S. Métodos de pesquisa em ciências sociais. São Paulo: Hucitec, 1997.

BLAZER, D. Problemas emocionais da terceira idade: estratégias de intervenção. São Paulo: Andrei, 1998.

BOGDAN, R.; BILKEN, S. Investigação qualitativa em educação: uma introdução às teorias e aos métodos. Porto: Porto, 1994.

BOTH, A. Identidade existencial na velhice: mediações do Estado e da universidade. Passo Fundo: UPF, 2000.

BOTH, T. L. Jubilamento: o interdito de uma vida de trabalho e suas repercussões na velhice. 2004. 148 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia Social e Institucional)- Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004.

BOURDIEU, P. Questões de sociologia. Lisboa: Ed. Fim de Século, 2004. BRANDÃO, H. H. N. Introdução à análise do discurso. 2. ed. Campinas, SP: Unicamp, 2004.

BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. Instituto Nacional de Estudos e

Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Censo da educação superior. Informativo

INEP, Brasília, ano 4, n. 127, 13 fev. 2006.

______. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; IBGE. Diretoria de Pesquisas. Departamento de População e Indicadores Sociais. Perfil dos idosos

responsáveis pelos domicílios no Brasil 2000. Rio de Janeiro: IBGE, 2002.

(Estudos e Pesquisas Informação Demográfica e Socioeconômica; n. 9).

______. ______. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 3 out. 2003.

______. ______. Lei n° 8.842, de 4 de janeiro de 1994. Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.

Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 5 jan. 1994.

BRESSAN, V.; SCATENA, M. C. M. O cuidar do doente mental crônico na

perspectiva do enfermeiro: um enfoque fenomenológico. Rev. Latino-Am. Enferm., Ribeirão Preto, v. 10, n. 5, p. 682-689, 2002.

CACHIONI, M.; NERI, A. L. Educação e velhice bem-sucedida no contexto das universidades da terceira idade. In: NERI, A. L.; YASSUDA, M. S. (Org.). Velhice

bem-sucedida: aspectos afetivos e cognitivos. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 2005.

p. 29-49.

______. Quem educa os idosos? Um estudo sobre professores de universidades da terceira idade. Campinas, SP: Alínea, 2003.

CALLAI, J. L. História de vida, história de família nas séries iniciais, uma introdução à forma de pensar histórica. Espac. Esc., ano 4, n. 15, p. 37-43, jan./mar. 1995. CÂMARA, J. S. Longevidade populacional: novos desafios para a educação e para a dinâmica curricular. In: FILOMENA, M. A. M.; MULLER, L. R. (Org.). Coletânea

educação como espaço cultural. Cuiabá: EdUFMT, 2006. p. 61-71.

CAMARANO, A. A. Envelhecimento da população brasileira: problema para quem? Rio de Janeiro: IPEA, 2002. (Texto para discussão, 858).

CAMARANO, A. A. (Org.). Muito além dos 60: os novos idosos brasileiros. Rio de Janeiro: IPEA, 2004.

______. Envelhecimento da população brasileira: uma contribuição demográfica. In: FREITAS, E. V. (Org.). Tratado de geriatria e gerontologia. Rio de Janeiro:

Guanabara Koogan, 2002. p. 58-71.

______. O idoso brasileiro no mercado de trabalho. Rio de Janeiro: IPEA, 2001. 22 p. (Texto para discussão, 830).

CAMARGO, K.; VERAS, R. P. Idosos e universidade: parceria para a qualidade de vida. In: VERAS, R. P. (Org.). Um envelhecimento digno para o cidadão do

futuro. Rio de Janeiro: Relume-Dumará, UERJ/UnATI, 1995. p. 20-32.

CAPANEMA, C. F. Apresentação (Prefácio). In: VEIGA, I. P. A. et al. Docentes

universitários aposentados: ativos ou inativos. Araraquara, SP: Junqueira & Marin

Editores, 2007.

CAREGNATO, R. C. A.; MUTTI, R. Pesquisa qualitativa: análise de discurso versus análise de conteúdo. Texto & Contexto Enferm., Florianópolis, v. 15, n. 4, p. 679- 684, 2006.

CARVALHO J. A. M.; GARCIA R. A. O envelhecimento da população brasileira: um enfoque demográfico. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n. 3, p. 725-733, maio/jun, 2003.

CARVALHO, N. C. A. Autoconceito do idoso e biodança: uma relação possível. 2006. 50 f. Dissertação (Mestrado em Gerontologia)-Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2006.

CASASSUS, J. A escola e a desigualdade. Brasília: Plano, 2002.

CHAIMOWICZ, F. Os idosos brasileiros no século XXI: demografia, saúde e sociedade. Belo Horizonte: Postgraduate Brasil, 1998.

CÍCERO, M. T. Saber envelhecer e a amizade. Tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2008.

______. Catão, o velho ou diálogo sobre a velhice. Introdução, tradução e notas por Marino Kury. Porto Alegre: EDIPUCS, 1998.

CORTELLETTI, I. A.; CASARA, M. B. Projeto pedagógico como fator educativo de promoção para bem-envelhecer. In: CASARA, M. B.; CORTELLETTI, I. A.; BOTH, A. (Org.). Educação e envelhecimento humano. Caxias do Sul, RS: Educs, 2006. p. 11-20.

______. Universidade: sua função social na promoção da velhice. In: CASARA, M. B.; CORTELLETTI, I. A; BOTH, A. (Org.). Educação e envelhecimento humano. Caxias do Sul, RS: Educs, 2006. p. 21-30.

COSTA, E. M. S. Gerontodrama: a velhice em cena: estudos clínicos e

psicodramáticos sobre o envelhecimento e a terceira idade. São Paulo: Ágora, 1998.

COUTO, M. L. T. Da rigidez do conceito de velhice à convivência nas escolas de terceira idade. In: BARBOSA, M. J. S. (Org.). Passo e compasso: nos ritmos do envelhecer. Porto Alegre: EDIPUCS, 2003. p. 299-310.

DEBERT, G. G. A antropologia e o estudo dos grupos e das categorias de idade. BARROS, M. M. L. (Org.). Velhice ou terceira idade? Estudos antropológicos

sobre identidade, memória e política. 3. ed. Rio de Janeiro: FGV, 1999. p. 49-68.

______. A construção e a reconstrução da velhice: família, classe social e

etnicidade. In: NERI, A. L.; DEBERT, G. G. (Org.). Velhice e sociedade. Campinas SP: Papirus, 1999. p. 41-68.

DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. Relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC/UNESCO, 1998. p. 89-120.

DEMO, P. Cidadania tutelada e cidadania assistida. São Paulo: Autores Associados, 1995.

______. Trabalho: sentido da vida!. Boletim Técnico do SENAC, Rio de Janeiro, v. 32, n. 1, jan./abr. 2006.

______. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2000. DENZIN, N.; LINCOLN, Y. Handbook of qualitative research. London: Sage, 2000.

DUARTE, R. Pesquisa qualitativa: reflexões sobre o trabalho de campo. Cad.

Pesqui., n. 115, p. 139-154, mar. 2002. Disponível em:

<http://www.scielo.br/pdf/cp/n115/a05n115.pdf>. Acesso em: 12 jun. 2008. ERIKSON, E. H. Childhood and society. Nova York: W.W. Nostrand, 1950. FERRARI, M. A. Idade avançada: nova preocupação da saúde pública.

Contribuição educação em saúde e terapia ocupacional. 1981. Tese (Doutorado em Saúde Pública)-Departamento de Prática de Saúde Pública, Universidade Estadual de São Paulo, São Paulo, 1981.

FRANÇA, L. H.; STEPANSKY, D. V. Educação permanente para trabalhadores idosos: o retorno à rede social. Bol. Téc. SENAC, v. 31, n. 2, p.47-55, 2005.

______. Preparação para a aposentadoria: desafios a enfrentar. In: FRANÇA, L. H.

Terceira idade: alternativas para uma sociedade em transição. Rio de Janeiro:

Relume-Dumará, 1999.

______. Repensando aposentadoria com qualidade: um manual para

facilitadores de programa de educação para aposentadoria em comunidades. Rio de Janeiro: UnATI, 2002.

FRANCO, M. L. P. B. Análise de conteúdo. Brasília: Plano, 2003.

FREIRE, A. S. Envelhecimento bem-sucedido e bem-estar psicológico. In: NERI, A. L.; FREIRE, A. S (Org.). E por falar em boa velhice. 2. ed. Campinas, SP: Papirus, 2000. p. 21-31.

FREIRE, P. À sombra desta mangueira. São Paulo: Editora Olho d’Água, 1995. ______. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

______. Política e educação. São Paulo: Cortez, 1997.

FREYRE, G. Além do apenas moderno: sugestões em torno de possíveis futuros do homem. Rio de Janeiro, J. Olympio, 1973.

GASKELL, G. Entrevistas individuais e grupais: evitando confusões. In: BAUER, M. W.; GASKELL, G. (Ed.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 2. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. p. 64-89.

GILL, R. Análise de discurso. In: BAUER, M. W.; GASKELL, G. Pesquisa

qualitativa, com texto, imagem e som: um manual prático. 4. ed. Petrópolis:

Vozes, 2005. p. 244-270.

GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Rev. Adm.

Empres., v. 35, n. 3, p. 20-29, maio/jun. 1995.

GOLDENBERG, M. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Record, 1999.

GOMES, C. A. A educação em novas perspectivas sociológicas. 4. ed. São Paulo: EPU, 2005.

GOLDSTEIN, L. L. A produção científica brasileira na área da gerontologia: 1975- 1999. Rev. Online Bibl. Prof. Joel Martins, v. 1, n. 1, out. 1999. Disponível em: <http://143.106.58.55/revista/viewarticle.php?id=22> . Acesso em: 20 jan. 2008.

GROSSI, P. K.; SANTOS, A. M. Velho, eu? Pijama e chinelo, só para dormir. In: DORNELLES, B.; COSTA, G. J. C. (Org.). Investindo no envelhecimento

saudável. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003. p. 27-35.

GUIDI, M. L. M. A aposentadoria e a reorganização da identidade social. In: ______; MOREIRA, M. R. L. (Org.). Rejuvenescer a velhice. 2. ed. Brasília: UnB, 1996. p. 137-150.

GUIMARÃES, R. M. É possível retardar o envelhecimento? In: GUIDI, M. L. M.; MOREIRA, M. R. L. (Org.). Rejuvenescer a velhice. 2. ed. Brasília: UnB, 1996. p. 17-22.

GRÜN, A. A sublime arte de envelhecer. Tradução de Edgar Orth. Petrópolis, RJ: