4. PRESENTASJON AV FUNN
4.2 L EDELSE
4.2.2 Ledere innovasjon
Materiais e Métodos
2 Materiais e Métodos
O projeto desta pesquisa foi inicialmente aprovado pela Comissão de Ética na Experimentação Animal da Faculdade de Odontologia de Araçatuba – UNESP, de acordo com o protocolo n°26/04.
Para realização deste trabalho foram utilizados 84 ratos machos (Rattus norvegicus
albinus, Wistar), pesando aproximadamente 250g, alimentados durante todo o período
experimental com ração sólida2 triturada e água “ad libitum”.
Para o implante dos materiais em estudo, foram empregados 84 tubos de polietileno3 medindo 1,0 mm de diâmetro interno, 1,67 mm de diâmetro externo e 3,0 mm de comprimento. Cada tubo teve uma das extremidades seladas com guta percha4 numa extensão de 1 mm, sendo que os 2 mm restantes foram preenchidos com os cimentos cirúrgicos Coe- pak®5, Perio Bond®6 e Voco pac®7. Este procedimento foi realizado com auxílio de uma seringa Centrix8 imediatamente após a espatulação dos cimentos, seguindo as especificações recomendadas pelo fabricante, em um ambiente com temperatura controlada em 25° C. No grupo controle, a extensão correspondente ao cimento permaneceu vazia.
Desta forma, os 84 ratos em estudo foram distribuídos em 4 grupos experimentais, contendo 21 animais cada, a saber:
• Grupo I (Controle): Os tubos polietileno tiveram uma de suas extremidades seladas com guta percha e não continham nenhum cimento cirúrgico;
• Grupo II: Os tubos de polietileno implantados continham o cimento Coe-pak® e uma de suas extremidades seladas com guta percha;
2
Guabi Nutrilabor (Mogiana Alimentos SA, Campinas, Brasil)
3
Embramed Ind. Com. Ltda., São Paulo, Brasil
4
Tanari (Tanariman Industrial Ltda, Manacapuru, Brasil)
5
GC América Inc., Alsip, EUA
6
Dentsply Ind. E Com. Ltda, Petrópolis, Brasil
7
Voco GmbH,Cuxhaven, Alemanha
8
Materiais e Métodos 38
• Grupo III: Os tubos de polietileno continham o cimento Perio Bond® e uma de suas extremidades seladas com guta percha;
• Grupo IV: Os tubos de polietileno continham o cimento Voco pac® e uma de suas extremidades seladas com guta percha.
Para realização do procedimento cirúrgico, os animais foram sedados com injeção intramuscular de xilazina a 2%9, na dosagem de 10 mg/Kg de peso corporal e em seguida anestesiados com cloridrato de Ketamina a 5%10, na dosagem de 25 mg/Kg de peso corporal. Após a anestesia e antissepsia com PVP-I a 10%11 na porção anterior da maxila, externamente e internamente em toda região dos incisivos superiores, realizou-se a exodontia do incisivo superior direito. A sindesmotomia do dente foi realizada com auxílio de um esculpidor Hollemback 3s modificado especialmente para este fim.27 Com o mesmo instrumento introduzido entre o dente e cortical óssea, realizou-se a luxação do dente e com uso de uma pinça goiva pediátrica adaptada, realizou-se a extração do dente. Após contenção do sangramento alveolar com uma gaze, procedeu-se à implantação dos tubos de polietileno, de maneira que a extremidade contendo o cimento cirúrgico permaneceu voltada para o fundo do alvéolo. Um instrumento de Peter Thomas nº 2 com adaptação na curvatura com um stop endodôntico12 foi utilizado para auxiliar na implantação e calibrar a profundidade de implante em 6 mm (Fig. 1). Após a implantação, a aproximação das margens gengivais e a síntese da mucosa gengival foram realizadas com um ponto simples, utilizando-se fio de seda 4.013, montado em agulha atraumática.
Os animais foram sacrificados aos 7, 14 e 28 dias para avaliação histológica. Uma incisão com lâmina de bisturi n° 11, ao nível do plano sagital mediano acompanhando a sutura intermaxilar, separou a hemi-maxila direita da esquerda. Um outro corte com tesoura
9
Coopazine (Coopers, São Paulo, Brasil)
10
Vetanarcol (König do Brasil, São Paulo, Brasil)
11
Asteriodine tópico (Áster Produtos Médicos Ltda, Sorocaba, Brasil)
12
Maillefer (Dentsply, Ballaigues, Suíça)
13
Materiais e Métodos reta, tangenciando a face distal dos molares, possibilitou a obtenção da hemi-maxila direita contendo o alvéolo dental com o tubo implantado (Fig. 2).
As peças obtidas foram fixadas em solução de formalina a 10% durante as primeiras 48 horas e em seguida lavadas em água corrente por 24 horas para a remoção da solução fixadora. As peças foram descalcificadas em solução de EDTA a 17%, desidratadas, clarificadas e incluídas em parafina, permitindo cortes histológicos do alvéolo em sentido longitudinal. Os cortes seriados obtidos, com 6 micrometros de espessura foram corados pela técnica da Hematoxilina e Eosina (HE) para a análise histológica. A área adjacente ao cimento cirúrgico teve enfoque nesta avaliação (Fig. 3), verificando-se a ocorrência do infiltrado inflamatório, neoformação angioblástica, densidade de fibroblastos e a presença e localização da deposição de tecido ósseo. O infiltrado inflamatório foi avaliado seguindo o critério de Wolfson e Seltzer28, modificado por Bernabé et al.29, graduando o número de células inflamatórias com escores 1, 2, 3 e 4 (Tabela 1). Estes representaram, respectivamente, a quantidade de células inflamatórias menor que 10; entre 10 a 99 células; de 100 a 499 células e 500 ou mais células no campo de 400X.
A neoformação angioblástica foi estabelecida em função da quantidade de vasos sanguíneos visíveis no campo de 100X30. O escore 1 representou ausência de vasos sanguíneos; o escore 2, pequena quantidade de vasos sanguíneos (até 5); o escore 3, média quantidade de vasos sanguíneos (entre 6 a 10); e o escore 4, grande quantidade de vasos sanguíneos (acima de 10) (Tabela 1).
O critério densidade de fibroblastos foi estabelecido em função da quantidade de células semelhantes a fibroblastos em atividade presentes na área adjacente à abertura do tubo vazio ou ao material.30 A ausência de fibroblastos em atividade e grande quantidade de fibras colágenas foi representada pelo escore 1; pequena quantidade de células semelhantes a fibroblastos em atividade e grande quantidade de fibras, pelo escore 2; média quantidade de
Materiais e Métodos 40
células semelhantes a fibroblastos em atividade e defibras, pelo escore 3; grande quantidade de células semelhantes a fibroblastos em atividade e pequena quantidade de fibras, pelo escore 4 (Tabela 1).
A presença e localização da deposição de tecido ósseo foi classificada em escore 1, quando em contato com o material; escore 2, quando a deposição de tecido ósseo era próxima ao material ocupando os terços médio e apical do alvéolo; escore 3, quando essa deposição era distante do material ocupando somente o terço apical; e escore 4 quando a deposição de tecido ósseo estava ausente30 (Tabela 1).
Os dados obtidos foram submetidos à Análise de Variância (ANOVA), teste não paramétrico de Kruskal-Wallis e pós-teste de Dunn, utilizando o programa Graph Pad Prism® 3.0. Foram realizadas comparações intra e intergrupos, considerando os três períodos experimentais, para cada um dos critérios analisados e para a associação deles.
Figura 1 - Tubo de polietileno contendo o cimento cirúrgico posicionado na entrada do alvéolo. Instrumento de Peter Thomas curvado e calibrado em 6 mm para posicionamento do tubo no terço médio do alvéolo.
Materiais e Métodos
Figura 2 - Hemi-maxila direita contendo o alvéolo dental com o tubo implantado.
Figura 3 - Corte histológico evidenciando o alvéolo dental contendo o tubo de polietileno ocupando o terço médio. Detalhe da área considerada na avaliação histológica (círculo).
Resultados
3 Resultados
Análise histológica qualitativa
Grupo I (Controle)
Em 7 dias pós-operatórios, alguns espécimes apresentavam, junto à abertura tubular, grande quantidade de polimorfonucleares neutrófilos, muitos em degeneração, númerosos macrófagos, linfócitos e alguns fibroblastos. Outros espécimes apresentavam presença de tecido conjuntivo com moderado número de fibroblastos, poucos vasos sanguíneos, macrófagos e linfócitos (Fig. 4A) com pequenas trabéculas ósseas neoformadas nas áreas mais afastadas.
Em 14 dias pós-operatórios, as características apresentadas eram semelhantes ao período anterior, apresentando junto à abertura tubular, em alguns espécimes, tecido conjuntivo pouco vascularizado com discreto número de fibroblastos (Fig. 5A) com pequenas trabéculas ósseas isoladas. As áreas afastadas apresentavam maior quantidade de tecido ósseo em relação ao período anterior.
Em 28 dias pós-operatórios, alguns espécimes apresentavam junto à abertura tubular, grande quantidade de tecido conjuntivo com discreto número de fibroblastos e delgadas trabéculas ósseas (Fig. 6A). As áreas afastadas apresentavam em alguns espécimes neoformação óssea discreta, com trabéculas ósseas delgadas preenchendo parcialmente o espaço. Em outros, a neoformação óssea era mais pronunciada.
Grupo II (Coe-pak®)
Em 7 dias pós-operatórios, alguns espécimes apresentavam junto ao cimento cirúrgico grande número de polimorfonucleares neutrófilos em degeneração. Logo abaixo, apresentavam tecido conjuntivo pouco organizado com numerosos vasos sanguíneos (Fig. 4B)
Resultados 44
e moderada quantidade de fibroblastos, macrófagos e linfócitos. Outros espécimes apresentavam tecido conjuntivo com delgadas trabéculas ósseas neoformadas.
Em 14 dias pós-operatórios, alguns espécimes apresentavam junto ao cimento cirúrgico, presença de tecido conjuntivo com moderado número de fibroblastos, alguns macrófagos e linfócitos. Logo abaixo, apresentavam moderado número de fibroblastos dispostos paralelamente à superfície do cimento cirúrgico e delgadas trabéculas ósseas neoformadas (Fig. 5B). Outros espécimes apresentavam presença de infiltrado inflamatório com numerosos polimorfonucleares neutrófilos seguido de tecido conjuntivo com discreto número de fibroblastos e linfócitos e macrófagos.
Em 28 dias pós-operatórios, a maioria dos espécimes apresentava junto ao cimento cirúrgico, pequena quantidade de tecido conjuntivo com moderado número de fibroblastos, numerosos macrófagos e linfócitos. Logo abaixo, apresentava trabéculas bem organizadas. Em dois espécimes as trabéculas ósseas ocupavam parcialmente as áreas próximas ao cimento cirúrgico com extensos espaços com tecido conjuntivo com moderado número de fibroblastos (Fig. 6B). As áreas mais afastadas apresentavam trabéculas ósseas ocupando áreas extensas.
Grupo III (Perio Bond®)
Em 7 dias pós-operatórios, alguns espécimes apresentavam, junto ao cimento cirúrgico, numerosos polimorfonucleares neutrófilos, alguns em degeneração, seguido de numerosos macrófagos, linfócitos (Fig. 4C), alguns fibroblastos e vasos sanguíneos. As áreas mais afastadas apresentavam tecido conjuntivo com características semelhantes, porém, com alguns espaços preenchidos por pequenas trabéculas ósseas neoformadas. Os demais espécimes apresentavam polimorfonucleares neutrófilos em menor número junto ao cimento.
Resultados Em 14 dias pós-operatórios, junto ao cimento cirúrgico, as características apresentadas eram semelhantes ao período anterior, porém havia maior presença trabéculas ósseas neoformadas (Fig. 5C).
Em 28 dias pós-operatórios, alguns casos apresentavam, em contato com o cimento cirúrgico, células degeneradas seguidas de tecido conjuntivo com discreto número de fibroblastos e trabéculas ósseas bem desenvolvidas (Fig. 6C), semelhantes às observadas nas áreas mais afastadas. Outros espécimes apresentavam pequenas espículas ósseas neoformadas nas áreas mais afastadas.
Grupo IV (Voco pac®)
Em 7 dias pós-operatórios, em contato com o cimento cirúrgico, havia pequena faixa de polimorfonuclares neutrófilos degenerados. Logo abaixo, alguns espécimes apresentavam coágulo remanescente com poucos fibroblastos, alguns macrófagos e linfócitos (Fig. 4D). Um dos espécimes apresentava na região, pequenas áreas ocupadas por tecido osteóide e nas áreas afastadas pequenas trabéculas ósseas neoformadas.
Em 14 dias pós-operatórios, junto ao cimento cirúrgico, havia estreita faixa de tecido conjuntivo com numerosos fibroblastos, macrófagos e linfócitos. Logo a seguir, havia presença de delgadas trabéculas ósseas neoformadas (Fig. 5D).
Em 28 dias pós-operatórios, em contato com o cimento cirúrgico havia pequena quantidade de células degeneradas. Alguns espécimes apresentavam a seguir, extensas áreas ocupadas por tecido conjuntivo pouco organizado com pequeno número de fibroblastos, alguns macrófagos, linfócitos e pequenas trabéculas ósseas. Outros espécimes apresentavam tecido conjuntivo mais diferenciado (Fig. 6D). As áreas mais distantes apresentavam trabéculas ósseas com amplo espaço inter-trabecular ocupado por tecido conjuntivo rico em fibroblastos.
Resultados 46
Figura 4 - 7 dias. Área próxima à abertura tubular: A) Grupo I (Controle) - Tecido conjuntivo neoformado com moderado número de fibroblastos; B) Grupo II (Coe-pak®) - Extensa faixa com tecido conjuntivo pouco organizado; C) Grupo III (Perio Bond®) - Extensa faixa ocupada por macrófagos, linfócitos e polimorfonucleares neutrófilos; D) Grupo IV (Voco pac®) - Coágulo remanescente e raros fibroblastos, alguns macrófagos e linfócitos. HE, original 63X.
Resultados
Figura 5 - 14 dias. Área próxima à abertura tubular: A) Grupo I (Controle) - Tecido conjuntivo pouco vascularizado e discreto número de fibroblastos; B) Grupo II (Coe-pak®) - Pequenas trabéculas ósseas neoformadas; C) Grupo III (Perio Bond®) - Delgadas trabéculas ósseas neoformadas, infiltrado inflamatório moderado; D) Grupo IV (Voco pac®) - Delgadas trabéculas ósseas neoformadas, infiltrado inflamatório severo. HE, original 63X.
Resultados 48
Figura 6 - 28 dias. Área próxima à abertura tubular: A) Grupo I (Controle) - Área situada junto à abertura tubular com trabéculas ósseas e tecido conjuntivo com moderado número de fibroblastos; B) Grupo II (Coe-pak®) - Trabéculas ósseas e extensas áreas ocupadas por tecido conjuntivo sem diferenciação óssea; C) Grupo III (Perio Bond®) - Trabéculas ósseas bem desenvolvidas; D) Grupo IV (Voco pac®) - Tecido conjuntivo sem diferenciação óssea bem desenvolvida. HE, original 63X.
Resultados Análise estatística
No critério infiltrado inflamatório (Tabela 1), os resultados apontaram diferença estatisticamente significante no período de 28 dias (Fig. 7), demonstrando maior número de células inflamatórias no grupo IV em relação ao grupo I (p<0,05). Nos períodos de 7 e 14 dias não houve diferença estatística entre os grupos. Analisando-se o mesmo critério na comparação dos tempos pós-operatórios em cada grupo, somente o grupo I apresentou diminuição do infiltrado inflamatório, estatisticamente significante (p<0,05) comparando-se os tempos de 14 e 28 dias (Fig. 8).
Analisando estatisticamente os critérios de neoformação angioblástica (Tabela 1) e densidade fibroblástica (Tabela 1), os resultados obtidos não demonstraram diferenças significantes entre os grupos e períodos analisados.
Levando-se em consideração o critério presença e localização da deposição de tecido ósseo (Tabela 1), observou-se diferença significante (P<0,01) entre os períodos de 7 dias e 28 dias no grupo I (Fig. 9), no qual aos 28 dias a deposição de tecido ósseo era mais próxima ao tubo.
A associação dos resultados dos critérios infiltrado inflamatório, neoformação angioblástica, densidade de fibroblastos e presença e localização da deposição de tecido ósseo nos períodos analisados mostrou que o grupo III foi estatisticamente diferente (p<0,01) do grupo I, apresentando um resultado menos favorável. Os resultados dos grupos II e IV não mostraram diferenças estatisticamente significantes quando comparados entre si ou com os resultados dos demais grupos estudados (Fig. 10).
Resultados 50
Tabel ult
angiob depos
a 1- Res ados dos critérios: infiltrado inflamatório, neoformação lástica, densidade de fibroblastos e presença e localização da ição de tecido ósseo.
Infiltrado inflamatório
7 dias 14 dias 28 dias
Espécime
I II III IV I II III IV I II III IV
1 4 4 4 3 4 3 4 4 2 4 4 3 2 2 4 3 4 2 3 4 4 3 2 4 3 3 2 4 4 4 3 4 3 2 2 2 3 4 4 4 4 4 4 4 4 2 3 2 3 3 4 5 4 2 3 2 4 4 4 3 2 4 2 4 6 4 4 4 3 4 4 4 2 2 3 3 3 7 4 3 3 4 4 4 4 2 3 Neoformação angioblástica
7 dias 14 dias 28 dias
Espécime
I II III IV I II III IV I II III IV
1 4 2 3 4 3 2 4 3 2 4 4 3 2 2 4 4 3 3 3 4 4 3 2 3 4 3 2 4 3 3 4 3 3 3 3 2 3 3 4 3 4 4 3 3 4 2 2 3 4 4 3 5 3 3 3 3 4 4 4 4 3 4 3 4 6 3 4 4 3 3 4 3 3 2 4 4 2 7 4 2 3 4 3 4 3 2 4 Densidade de fibroblastos
7 dias 14 dias 28 dias
Espécime
I II III IV I II III IV I II III IV
1 4 3 3 4 4 3 4 4 3 4 4 3 2 3 4 4 4 3 3 4 4 3 2 4 3 3 2 4 4 4 4 4 3 3 3 2 4 4 4 3 3 4 4 4 4 3 3 3 4 4 4 5 4 3 4 3 4 4 4 4 3 4 3 4 6 4 4 4 4 4 4 4 3 2 3 4 3 7 4 3 4 4 3 4 4 3 4
Presença e localização da deposição de tecido ósseo
7 dias 14 dias 28 dias
Espécime
I II III IV I II III IV I II III IV
1 3 3 3 3 2 2 3 3 2 3 3 3 2 3 3 3 3 2 2 4 3 2 2 2 2 3 3 3 4 3 3 3 3 3 2 2 3 2 4 3 3 3 4 3 3 2 2 2 3 3 2 5 4 3 3 2 3 2 3 3 2 3 2 3 6 3 3 3 3 3 3 3 3 2 3 3 2 7 3 2 3 3 2 3 3 2 3
I – Grupo I (Controle): tubos de polietileno vazios;
II - Grupo II: tubos de polietileno preenchidos com o cimento Coe-pak®; III - Grupo III: tubos de polietileno preenchidos com o cimento Perio Bond®; IV - Grupo IV: tubos de polietileno preenchidos com o cimento Voco pac®.
Resultados
Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV 0 1 2 3 4
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Es
c
o
re
∗Figura 7 - Resultados do critério infiltrado inflamatório no período de 28 dias. ∗ p<0,05, significativamente diferente do Grupo I.
7dias 14 dias 28 dias
0 1 2 3 4
7dias
14 dias
28 dias
Es
c
o
re
∗
Figura 8 – Resultados do critério infiltrado inflamatório no grupo I. ∗ p<0,05, significativamente diferente do período de 28 dias.
Resultados 52
7 dias 14 dias 28 dias
0 1 2 3 4
7 dias
14 dias
28 dias
Es
c
o
re
∗
Figura 9 - Resultados do critério presença e localização da deposição de tecido ósseo no grupo I.
∗ p<0,01, significativamente diferente do período de 28 dias.
Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV 0 1 2 3 4
Grupo I
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Es
c
o
re
∗
Figura 10 - Resultados da associação dos critérios infiltrado inflamatório, neoformação angioblástica, densidade fibroblastos e presença e localização da deposição de tecido ósseo de acordo com o grupo. ∗ p<0,01, significativamente diferente do Grupo I (controle).
Discussão 54
4 Discussão
A utilização de cimentos cirúrgicos em intervenções periodontais tem sido recomendada no sentido de prover conforto aos pacientes e estabilização de retalhos.31, 20 Entretanto, estudos que enfocam o processo de reparo, nessas situações, demonstram que estes são desnecessários por não proverem benefícios.32, 33, 34, 35 Apesar disso, em procedimentos não cirúrgicos, o emprego do cimento pode ser valioso em pacientes com periodontites agressivas.36
Uma forma de avaliar a biocompatibilidade dos cimentos cirúrgicos é determinar a intensidade da resposta inflamatória tecidual em estudos realizados experimentalmente em animais. Este tipo de avaliação foi realizada em tecido conjuntivo subcutâneo de ratos,11, 14 avaliação dos tecidos periodontais após simulação de procedimento cirúrgico periodontal em ratos37 e em cães38, 17 e em implantes craniais, justapostos a periósteo e tecido ósseo em ratos39. O implante em subcutâneo de ratos é muito útil e aplicável devido à facilidade de execução, contudo, limita-se a avaliar a reação dos eventos histopatológicos em tecidos moles. Além disso, Marion et al.40 afirmaram que o grau de resposta tecidual depende da técnica e do animal empregado. Os principais problemas encontrados pelo implante em tecido conjuntivo subcutâneo de ratos são o efeito do trauma operatório no curto tempo de avaliação, perda da interface material/tecido, desalojamento ou dilaceração do corte quando da remoção do material, dobradura ou distorção do tecido e dificuldades quanto à orientação de espécimes no ato da microtomia. No presente estudo tais dificuldades não foram evidentes, pois a anatomia alveolar facilitou os referidos procedimentos.
A avaliação do processo de reparo após cirurgia periodontal realizada em animais tem grande importância do ponto de vista clínico. Porém, essas condições mesclam outras variáveis como a presença de grande quantidade de placa bacteriana que ocorre devido às dificuldades de adaptação nos modelos animais empregados, tanto no rato37 quanto cão17.
Discussão A implantação cranial do material em ratos parece favorecer a avaliação da resposta do tecido ósseo, mas apresenta dificuldade quanto ao estabelecimento da correlação dos dados com os implantes em tecido conjuntivo subcutâneo.39 Neste experimento, verificou-se que o implante do material em alvéolo pode fornecer informações inerentes à resposta do tecido ósseo. Estas podem ser observadas, principalmente quando se avaliam os tempos pós- operatórios mais longos nos quais a neoformação óssea se extende por toda extensão do alvéolo. Além disso, é possível, nos períodos curtos, fazer uma avaliação da resposta do tecido conjuntivo, quando este é o tecido predominante.
O implante em alvéolos dentais de rato é um método empregado para a avaliação da biocompatibilidade de materiais utilizados para enxerto ósseos como sais de cálcio e osso sintético, materiais utilizados com finalidade hemostática ou materiais utilizados no tratamento de alveolite41, assim como de cimentos endodônticos42 ou parendodônticos.30, 42
Neste estudo, a avaliação da biocompatibilidade dos cimentos cirúrgicos em feridas de extração dental foi realizada implantando-se tubos de polietileno, no interior dos alvéolos dentais de ratos imediatamente após a exodontia, preenchidos com os materiais a serem avaliados.
Os tubos de polietileno utilizados para este fim devem ser biocompatíveis. Torneck43 observou discreta reação inflamatória induzida pelos tubos de polietileno quando implantados em tecido conjuntivo subcutâneo de ratos, sendo circunscritos por uma cápsula conjuntiva não infiltrada, com fibras colágenas e células dispostas paralelamente à sua superfície, de pequena espessura, caracterizando uma excelente compatibilidade do material. Verificou-se ainda, a formação de tecido conjuntivo na luz dos tubos que estimulou sua utilização em diversas pesquisas com materiais odontológicos.
No presente estudo, verificou-se que a resposta do tecido ósseo alveolar frente ao implante de tubos de polietileno vazios, nos períodos de 7 e 14 dias, apresentou dois diferentes padrões
Discussão 56
de reação quanto ao processo inflamatório. Observou-se em alguns espécimes a presença discreta de células inflamatórias indicando uma boa compatibilidade biológica do material implantado, corroborando com os dados obtidos por Torneck.43 Porém, na maioria dos casos, o quadro histológico era marcado pela presença de severa quantidade de células inflamatórias denotando uma reação inflamatória aguda. Confrontando os dados obtidos com os descritos por Torneck43 apenas houve concordância quanto a biocompatibilidade dos tubos implantados em tecido subcutâneo considerando o período pós-operatório de 28 dias. Este resultado conflitante poderia ter ocorrido em função das diferenças existentes quando se compara o ambiente subcutâneo com o intra-alveolar, razão pelas quais mais estudos devam ser realizados para estabelecer tais discordâncias.
Para materiais com potencial de estimular reação inflamatória elevada, como acontece com os cimentos cirúrgicos, deve-se ter cautela na interpretação dos resultados obtidos, principalmente quando se associa um tubo de polietileno, pois como mencionados, existem particularidades no ambiente alveolar. No alvéolo, assim como em outras estruturas da cavidade bucal, a irrigação sanguínea é abundante determinando maior defesa local, necessária para combater infecções, mas que também podem proporcionar reações pouco mais severas contra implante de materiais considerados estranhos41, como é o caso dos tubos de polietileno.
O cimento Voco pac® no período de 28 dias apresentou reação inflamatória pronunciada, estando de acordo com os resultados relatados por Alpar et al.18 Estes autores avaliaram a