5. ANALYSE AV FUNN
5.1 H VORDAN SER LEDERE PÅ LEDELSESPROSESSER OG HVORDAN DETTE STÅR I FORHOLD TIL
5.1.1 Hva er god ledelse for deg?
A importância dos estudos onde há avaliações histológicas está na possibilidade de visualizar a nível celular, as alterações clínicas frente a diferentes procedimentos e materiais, sendo importante método de avaliação da biocompatibilidade de materiais como os cimentos cirúrgicos. Por este motivo, em 1957, Waerhaug e Loe analisaram histologicamente o processo de reparo após gengivectomia e proteção com cimento cirúrgico proposto por Ward em cães. A aplicação dos cimentos causou discreta irritação, porém não impediu a cicatrização, e aparentemente não lhe causou prejuízos. Na superfície, houve presença de uma membrana necrótica de espessura variável. A epitelização da superfície na maioria dos casos estava completa aos nove dias.
O emprego do eugenol nos cimentos cirúrgicos, durante muito tempo, foi motivo de controvérsias, sendo grande o número de estudos enfocando suas vantagens e desvantagens.
Em 1961, Baer e Wertheimer analisaram histologicamente em ratos, o efeito dos cimentos com e sem eugenol, cimento perfurado sintético (Telfa) e óxido de zinco e eugenol sobre o tecido ósseo protegido ou não por seu periósteo após 7 e 14 dias. O cimento sem eugenol era composto de um pó contendo de óxido de zinco, colofônia e bacitracin de zinco e o líquido de óleo de amêndoas, eugenol e colofônia. No cimento sem eugenol o pó era o mesmo anteriormente descrito, enquanto o ungüento continha pó de óxido de zinco, gordura hidrogenada. Ambos os cimentos demonstraram maior resposta inflamatória junto ao tecido ósseo desprovido de periósteo. Os produtos com eugenol evidenciaram nesta situação menor organização tecidual que os produtos com eugenol. O cimento perfurado sintético mostrou os melhores resultados em todas as situações.
Löe e Silness (1961) estudaram um novo cimento cirúrgico acrílico sem eugenol, em cães submetidos a gengivectomia. Foram realizadas biópsias, de 6 a 43 dias para avaliação do tecido conjuntivo e grau de epitelização. As conclusões foram que a epitelização se
Anexo A – Revisão de Literatura completava de 6 a 9 dias pós-operatórios , no período pós-operatório de 26 dias, o novo epitélio mostrou sinais de degeneração e havia presença de placa bacteriana entre o cimento e a superfície operada. O cimento experimental mesmo sendo inerte, prejudicou a reparação pelo acúmulo de placa bacteriana. Nos casos de queda acidental do cimento, aos 43 dias, a reparação apresentou-se completa.
Em 1965, Gugliani e Allen avaliaram a biocompatibilidade dos cimentos cirúrgicos com eugenol (óxido de zinco e eugenol, ácido tânico, esponja de gelatina, bacitracin, sulfatiazole) e sem eugenol (bacitracin - base gordurosa, Coe-pak®, parafina) em tecido subcutâneo de ratos através de observações macroscópicas e histológicas. Todos os materiais utilizados produziram reação de leve para moderada, aos dois e sete dias, com progressão para um estado leve no período terminal do estudo, o décimo quarto dia. O cimento bacitracin produziu reação de moderada para severa nos tempos estudados.
Em 1967, Frisch e Bhaskar realizaram avaliação dos cimentos cirúrgicos com e sem eugenol em tecido conjuntivo subcutâneo sobre o osso parietal de 40 ratos machos. Foram feitas análises nos tempos pós-operatórios de 0, 1, 3, 5, 7, 14, 17, 21 e 30 dias. Não houve diferenças no comportamento dos cimentos com e sem eugenol em todos os tempos estudados.
Em 1973, Milanezi et al. considerando os bons resultados obtidos com o cimento Kirkland-Kaiser com eugenol em avaliação clínica e histológica após gengivectomia em cães, avaliaram os cimentos Y-O com e sem eugenol nos tempos de 2, 5, 10 e 30 dias utilizando duas proporções pó/líquido ( 0,04ml e 0,08ml para 400mg para os cimentos Kirkland-Kaiser com eugenol e Y-O com eugenol e 0,04ml e 0,08ml para 250mg para o cimento Y-O sem eugenol) em tecido subcutâneo de rato. O cimento Y-O com eugenol provocou a menor resposta inflamatória e o aumento da porção líquida determinou aumento da resposta inflamatória.
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Milanezi e Holland (1973) analisaram a resposta do tecido subcutâneos de ratos aos cimentos cirúrgicos Kirkland-Kaiser, Duradent, Inodon, Ward, Gengipac com eugenol, Merrit e Coe-pak® em diferentes proporções de pó/líquido ou pasta/pasta aos 2, 5, 10 e 30 dias. A análise histológica mostrou ser característica a presença de reação inflamatória em maior ou menor intensidade na região próxima ao material, sendo que nas fases iniciais a reação se mostrava aguda, tornando-se crônica ao longo do tempo. Os resultados possibilitaram observação de diferença na reação inflamatória com a modificação da proporção pó-líquido, exceto no cimento Gengipac com eugenol. O aumento da porção líquida determina reação inflamatória mais intensa. Os melhores resultados foram obtidos com o cimento Kirkland- Kaiser e Orban, manipulados na proporção de 0,04 ml de líquido para 200 mg de pó e o cimento Coe-pak®, dentro da proporção preconizada pelo fabricante.
Em 1974, Tagliavini et al. realizou uma análise da reação de alguns componentes dos cimentos cirúrgicos acondicionados em tubos de polietileno aos 3, 7 e 15 dias pós-operatórios. As substâncias estudadas foram eugenol, essência de cravo, óleo mineral, óleo de amêndoa doce, óleo de oliva, ácido tânico, acetato de zinco, asbesto, talco, colofônia, cânfora, óxido de zinco e timol. Embora tenha havido variação na intensidade e extensão da resposta inflamatória, todos os componentes dos cimentos cirúrgicos estudados foram irritantes, em sua maioria provocando no início (3 dias) reação aguda que posteriormente tendeu para crônico (7 dias) e no tempo mais longo (15 dias) apresentou redução na intensidade. Em outros componentes, entretanto, houve persistência da reação inicial. As substâncias mais irritantes foram o ácido tânico, o asbesto e o talco, enquanto que menos irritantes foram o a cânfora, o óleo de oliva e de amêndoa doce.
Em 1975, Bosco et al. avaliaram histologicamente o comportamento dos cimentos cirúrgico Y-O preparado previamente e conservado em refrigerador. A possibilidade de estocagem por 24 ou 48 horas foi uma característica favorável deste cimento, pois
Anexo A – Revisão de Literatura proporcionam economia de tempo e ainda, tornaram o cimento menos irritante ao processo inflamatório em tecido subcutâneo de ratos.
Em 1976, Soares Junior et al. verificaram a influência do tempo de presa na reação do tecido conjuntivo subcutâneo analisando o cimento Y-O imediatamente, 15, 30 e 60 minutos após o preparo, nos tempos de 2, 7, 30 e 60 dias pós-operatórios. Os resultados foram analisados qualitativamente e levaram a concluir que o cimento implantado imediatamente após o preparo causou reação inflamatória mais intensa. O cimento utilizado após 15, 30 e 60 dias apresentou reação inflamatória equivalente, desta forma o cimento preparado após 15 tem uma boa aplicação clínica.
Em 1978, Haugen e Mjor avaliaram o efeito de três cimentos cirúrgicos Coe-pak® (C), Peripac (P) e Ward’s Wondrpack (W) em tecido subcutâneo. Através da análise da resposta de vários materiais, os autores criaram um sistema de escores graduando a reação inflamatória em tecido subcutâneo em leve, moderada e severa considerando número de células inflamatórias, espessura da cápsula de tecido conjuntivo e vascularidade. Utilizando este sistema de avaliação, em período curto de implantação, houve uma reação marcante na maior parte dos implantes, já no tempo longo de avaliação houve diferença na resposta tecidual, sendo que o P e o W tiveram diminuição resposta inflamatória inicial e o C apresentou uma reação contínua.
Em busca de uma análise mais criteriosa dos componentes dos cimentos cirúrgicos, Bosco et al. (1979) avaliaram os componentes pós e líquidos dos cimentos cirúrgicos Y-O com eugenol, Y-O sem eugenol, Inodon, Coe-pack, Kirkland modificado em tecido subcutâneo de ratos. O pós dos cimentos Y-O e Inodon foram os que determinaram menor reação, o pó do cimento Kirkland Kaiser maior reação. Dentre os componentes líquidos o Y- O com eugenol e Kirkland modificado determinaram menor reação, enquanto de que Inodon determinou a maior reação.
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Milanezi e Holland (1979) verificaram que em feridas cirúrgicas em cães com exposição de tecido ósseo, o processo de reparação se faz em melhores condições quando são protegidas por cimento cirúrgico Kirkland-Kaiser modificado.
Garcia et al. (1979) estudaram comparativamente e morfologicamente os cimentos cirúrgicos Y-O com eugenol, Wondrpak, Peripac e Cirúrgico Odontológico. Os resultados foram analisados qualitativamente aos 7, 30 e 60 dias. Os resultados mostraram que a estocagem em refrigerador dos cimentos Y-O com eugenol e Wondrpak tornou-os menos irritantes aos tecidos.
Haugen e Mjor (1979) estudaram em calvária de ratos o comportamento do tecido ósseo frente a três marcas comerciais de cimentos cirúrgicos (Coe-pak®, Peripac e Ward’s Wondrpak). Os cimentos foram implantados subcutaneamente sobre o tecido ósseo coberto ou não por periósteo. Houve danos aos osteócitos variando de extensão em todos os materiais, porém houve remodelamento do tecido ósseo adjacente aos cimentos. O reparo foi atrasado em alguns animais que receberam o cimento Ward’s Wondrpak.
Em 1980, Haugen avaliou o efeito do Coe-pak®, Peripac e Ward’s Wondrpack em mucosa intacta e na cicatrização de feridas bucais em ratos. As observações foram realizadas após 1, 3 e 5 dias. Todos os cimentos testados não causaram reação na mucosa intacta. Somente após um dia todos os materiais se mostraram irritantes de forma semelhante na cicatrização de feridas, nos demais períodos não houve diferença entre os materiais ou com o grupo controle.
Marion et al. (1980) afirmaram que o grau de resposta depende da técnica e do animal empregado. Os principais problemas encontrados pelo implante em subcutâneo foi o efeito do trauma operatório no curto tempo de avaliação, perda da interface material/tecido, desalojamento ou dilaceração do corte quando da remoção do material, dobradura ou distorção do tecido, e dificuldades na orientação de espécimes para seccionamento.
Anexo A – Revisão de Literatura Nezwek et al. (1980) estudaram o efeito de três cimentos cirúrgicos (Coe-pak®, PPC, PerioPutty) em tecido subcutâneo de ratos. Foram avaliados 26 animais, onde cada um recebeu quatro implantes, sendo um de cada material e um tubo de polietileno controle (Teflon). As avaliações foram feitas para o décimo quarto dia pós-operatório, através de três sistemas de avaliação. O primeiro, chamado de índice de inflamação, graduou a inflamação em leve, moderada e severa, considerando o número de células inflamatórias, neoformação vascular e espessura de cápsula fibrosa; o segundo considerou contagem de células inflamatórias e o terceiro chamado de índice de extensão da reação, considerou a distância de propagação da reação inflamatória no tecido conjuntivo. Os resultados obtidos, analisados estatisticamente evidenciaram em ordem decrescente de severidade de inflamação o PPC, Coe-pak®, Perio Putty e Controle.
Milanezi et al. (1980) avaliaram a associação de substâncias antibacterianas ao cimento cirúrgico Y-O com eugenol. O cimento espatulado com acetato de clorexidina, furacin ou cloreto de cetilpiridínio foi acondicionado em tubos de polietileno e implantado no tecido subcutâneo de ratos e avaliado aos 7 dias, 30 dias e 60 dias pós-operatórios. Após a avaliação qualitativa os resultados mostraram melhores resultados do cimento acrescido de furacin, em seguida de clorexidina e por fim associado ao cloreto de cetilpiridínio.
Em 1983, Wennberg e Mjor propuseram uma técnica de implante modificada para avaliar tempos curtos de reação tecidual após implante de cimentos cirúrgicos. Os cimentos Coe-pak®, Peripac e Ward’s Wondrpack foram avaliados aos 15 minutos e 3 dias. Foram realizados implantes de teflon em bastões no músculo da coxa de ratos que permaneceram por seis semanas, quando foram removidos e em seu lugar foram colocados os cimentos cirúrgicos. As peças de 15 minutos foram congeladas logo após a coleta com CO2 sólido, seccionados e depois congeladas a seco por 48 horas, as secções foram incubadas para demonstração histoquímica com ou sem sucinato dehidrogenase. As peças de 3 dias foram
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colocadas em formol , incluídas em parafina e seccionados com 5 micrômetros de espessura e corados com HE. Aos 15 minutos a reação mais severa foi obtida com Wondrpack, no período de 3 dias, porém, a reação mais severa foi obtida com o cimento Peripac. Em ambos os períodos os melhores resultados foram apresentados com Coe-pak®.
Em 1990, Nagata analisou histologicamente o comportamento do implante em tecido subcutâneo de ratos aos cimentos cirúrgicos Coe-pak®, Odahcan, Cirucin e Barricaid. Os pós e líquidos, assim como as pastas foram testadas separadamente. 120 animais foram divididos em grupos de 5 para cada variável, onde cada animal recebeu 2 implantes do mesmo material para serem avaliados aos 8 e 70 dias pós-operatórios. Os resultados evidenciaram no período inicial de avaliação que o processo inflamatório foi mais intenso com o cimento Cirucin, em seqüência decrescente com o Barricaid, o Coe-pak® e o Odahcan. Já no período final, com exceção do cimento Barricaid, que ainda apresentou tecido pouco organizado ao redor do implante, todos os materiais resultaram fibrose e encapsulamento.
Em 1992, Smeekens et al. avaliaram histologicamente a aplicação dos cimentos cirúrgicos Barricaid, Ward’s Wondrpak em feridas cirúrgicas em cães. O estudo utilizou 4 cães beagle que receberam feridas que consistiam em incisões de 2 a 4 mm de profundidade realizadas com lâmina n° 15 na gengiva lingual. Cada animal recebeu de 6 a 12 incisões que foram em seguida suturadas com fio de seda e cobertas aleatoriamente com os materiais a serem testados que foram mantidos em posição através de um guia cirúrgico. As peças foram obtidas aos 7 e 14 dias para avaliação histológica. Apesar e ter havido acúmulo de placa bacteriana entre o guia e a mucosa aos 7 dias, com reação inflamatória aguda sem diferença significante entre os dois materiais, aos 14 dias geralmente todas as áreas estavam cicatrizadas sem diferença entre controle e teste. Desta forma, os resultados não sugerem contra-indicação da aplicação do cimento fotopolimerizável após cirurgia periodontal.
Anexo A – Revisão de Literatura 2 Estudos “in vitro”