• No results found

The Lebanon conflict and the potential for international terrorism

In document 03-01547 (sider 35-38)

4 THE MULTINATIONAL FORCES IN LEBANON, 1982 – 8

4.2 The Lebanon conflict and the potential for international terrorism

O campo religião apresentou significância estatística moderada com valor de qui-quadrado 19,18 para 12 graus de liberdade e consequente p-valor de 8,42%, ou seja, abaixo de um nível descritivo de 10%.

Isso indica que é considerável a influência do campo religião na decisão do voto. Evangélicos e Católicos se posicionam de forma praticamente equidistantes dos candidatos Gilberto Kassab e Marta Suplicy, mostrando a inexistência de uma tendência. O destaque foi para os Espíritas e aqueles que se declararam sem religião. A tabela 8 mostra os dados da preferência de voto estratificados por religião adotada (católica, evangélica pentecostal - Evan, evangélica não pentecostal – Evan Npet, espírita e sem religião).

Tabela 8: Pesquisa eleitoral de preferência de voto para prefeito de São Paulo estratificada por religião.

Pesquisa: 7 e 8 de outubro 2008

Religião Católica Evan.

Pet.

Evan. Npet. Espírita Sem Religião

Gilberto Kassab 55 52 57 68 44

Marta Suplicy 38 38 38 26 43

Branco/nulo/nenhum 4 6 4 4 11

Não sabe 3 4 1 3 1

Fonte: Datafolha (2008).

No mapa perceptual do campo religioso da Figura 15 os Espíritas mostraram maior proximidade com o candidato Gilberto Kassab e os sem religião, mostraram proximidade com os que declararam voto nulo ou em branco. Desperta curiosidade o fato dos sem religião optarem por anular o voto ou votarem em branco. Tal disposição de voto, mostra que transferem sua condição religiosa para o campo político, ou seja, não crê nas instituições religiosas e, consequentemente, não crê nas instituições políticas. Lembrando que os eleitores declarantes de voto nulo ou em branco estão próximos do nível superior no campo escolaridade, temos a possibilidade de levantar como provável hipótese para esse comportamento a racionalidade. A razão leva o

eleitor questionar as instituições e seu papel na sociedade e, na sua interpretação, não vê a possibilidade de mudança na sua condição de vida caso aderir a uma instituição religiosa ou votar em um político. Possivelmente não se trata exclusivamente na espécie de razão que leva ao ateísmo, apesar de fazer parte desse grupo. O agente na condição de sem religião pode estar em busca de formas alternativas de manifestar sua crença ou sua convicção política, pois não consegue se identificar com os modelos preponderantes na sociedade.

Reforçando o entendimento adotado no parágrafo anterior, foi possível constatar que esse comportamento já ocorreu em outros estudos relacionados à religião envolvendo questões socioeconômicas. Estudo realizado pelo Projeto Religiões no Brasil (GREELEY e SCALON, 2002) proporciona uma visão geral sobre a religião através das opiniões dos entrevistados.

Segundo sumário do Consórcio de Informações Sociais, CIS, o estudo entrevistou homens e mulheres, maiores de 18 anos, em 24 Estados e 195 municípios brasileiros.

Este banco de dados traz informações sobre os valores e a religião no Brasil de homens e mulheres de 18 anos e mais para 24 Estados e 195 municípios no ano de 2002. Inclui a opinião dos entrevistados sobre questões polêmicas no campo religioso (como aborto e sexo antes do casamento, por exemplo) e sobre a Igreja, bem como crenças (acredita ou não em alguns dogmas, videntes, curandeiros; acredita na existência de um céu e um inferno, entre outras) e religiosidade dos mesmos (frequência com que vai ao culto/missa, filiação religiosa, religião dos pais), além de opiniões sobre questões sociais, políticas e econômicas (GREELEY e SCALON, 2002). A análise do banco de dados permite observar como o campo religioso influencia na opinião do entrevistado quanto a confiança nas instituições.

Para permitir essa visão singela, os dados foram adaptados e inseridos em três tabelas que mostram opiniões quanto a confiança no congresso, na justiça e no sistema educacional. Essas opiniões são estratificadas pela religião do entrevistado seguindo, aproximadamente, a nomenclatura adotada neste capítulo (outras: outras religiões, semrel: sem religião, evnpen: evangélico não pentecostal, evpen: evangélico pentecostal e catol: católico romano)

Figura 15: Mapa de percepção para o campo religião.

Fonte: Elaborada pelo autor. RELIGIÃO -0.4 -0.3 -0.2 -0.1 0.0 0.1 0.2 -0 .4 -0 .3 -0 .2 -0 .1 0. 0 0. 1 Kassab Marta branconulo nsabe Catol evpen evnpen espir semrel

A Tabela 9 mostra a confiança no congresso estratificada por religião. Indivíduos de outras religiões e sem religião apresentam o maior percentual de falta de confiança, com 84% e 82,5%, respectivamente. Os católicos romanos apresentam o menor percentual de falta de confiança, 66%.

Tabela 9: Pesquisa Religiões do Brasil, confiança no Congresso Nacional. Religião atual

Confiança no congresso outras semrel evnpen evpen catol

Confia 8,0% 0,0% 3,5% 4,6% 5,4%

Não sabe 0,0% 3,8% 7,0% 6,2% 5,8%

Confia completamente 4,0% 3,1% 5,3% 2,9% 3,8%

Alguma confiança 4,0% 10,6% 14,0% 14,0% 18,9%

Pouca confiança ou não confia 84,0% 82,5% 70,2% 72,3% 66,0%

Fonte: Consórcio de Informações Sociais, CIS (2002).

Quando o assunto se refere à confiança nas Instituições do judiciário, o percentual se reduz um pouco, mas em alguns casos é maior que 50%, conforme Tabela 10. O maior percentual de falta de confiança fica com os sem religião (58,8%).

Tabela 10: Pesquisa Religiões do Brasil, confiança no Sistema Judiciário. Religião atual

Confiança no congresso outras semrel evnpen evpen catol

Confia 12% 81% 7,0% 10,7% 11,8%

Não sabe 4,0% 2,5% 5,3% 5,5% 5,2%

Confia completamente 8,0% 10,0% 7,0% 6,2% 8,5%

Alguma confiança 20,0% 20,6% 31,6% 23,1% 27,0% Pouca confiança ou não confia 56,0% 58,8% 49,1% 54,4% 47,4%

Um menor nível de falta de confiança ocorre para o sistema educacional, sendo que os sem religião também apresentam o maior percentual (24,4%) conforme a Tabela 11. Adotando uma postura inversa à adotada para o congresso e para a justiça, o maior nível de confiança é apresentado por outras religiões, com 80% dos entrevistados depositando pelo menos alguma confiança no sistema educacional.

Tabela 11: Pesquisa Religiões do Brasil, confiança no Sistema Educacional. Religião atual

Confiança no sistema educacional outras semrel evnpen evpen catol

Confia 40,0% 27,5% 29,8% 28,3% 30,2%

Não sabe 4,0% 1,3% 3,5% 1,6% 2,0%

Confia completamente 16,0% 21,3% 26,3% 22,8% 25,3%

Alguma confiança 24,0% 25,6% 17,5% 25,4% 25,1%

Pouca confiança ou não confia 16,0% 24,4% 22,8% 21,8% 17,4%

Fonte: Consórcio de Informações Sociais, CIS (2002).

Essas análises mostram indícios de que o campo religioso, definitivamente, tem papel fundamental na formação da opinião do agente e na estruturação do habitus e, consequentemente, na escolha do seu voto.

Capítulo 3

Eleições para Prefeito de São Paulo em 2008: A questão das

declarações incompletas dos eleitores nas pesquisas eleitorais

e como estas podem ser “tratadas” a partir da criação de

modelos estatísticos adequados.

In document 03-01547 (sider 35-38)