6. Language Diversity and Transnational Socio-political Practices
6.4 Language and the Detached Diaspora Media
As teorias sobre as mudanças na taxa de fertilidade na demografia incluem uma série de possíveis explicações: econômicas, ideais ou explicações de difusão (de ideias e contracepção), teorias evolutivas, diferenças culturais e nas mudanças no casamento ou família ((BULATAO, 2001), (HIRSCHMAN,2004), (MASON,1997) ).
A mudança na fertilidade em todos os países é iniciada por alterações nas atitudes e/ou nos comportamentos. No geral, mais e mais evidências são reunidas em apoio de influências sociais, econômicas, geográficas, ideacionais e culturais, ou religiosas, sobre a mudança de fertilidade ((CALDWELL, 2001)).
SegundoLopes e Pontili (2010), nas últimas quatro décadas, o Brasil experimentou um rápido declínio da fertilidade, pois a taxa de fertilidade total caiu em mais de 50% entre 1970 e 1990. Além disso, a taxa de crescimento da população decresceu de 2,8% ao ano durante os anos de 1960 para 1,5% ao ano nos anos de 1990. Tal situação fez reduzir o tamanho das famílias brasileiras, de uma média de 4,5 pessoas, em 1980, para 3,4 pessoas, no fim dos anos de 1990.
Segundo o IBGE (2005), em consideração o nível de instrução, escolaridade, observou-se que mulheres com menos de quatro anos de estudo tinham, em média 3,1 filhos, enquanto mulheres com oito anos ou mais de estudo tinham em média 1,6 filhos. Segundo Mason (1986), um dos motivos da queda no número de nascimentos é devida à autonomia feminina decorrente do seu grau de educação, que leva a mulher a casar-se mais tarde, fazer uso de contraceptivos e, consequentemente, baixa fertilidade. Em outras pala- vras, é a diminuição na taxa de fertilidade está ligada diretamente a escolaridade da mulher.
queda na fertilidade em comparação com mulheres com nenhum ano de escolaridade. O aumento na escolaridade da mulher também atua sobre as oportunidades no mercado de trabalho e sobre os salários, neste caso positivamente. Isso faz com que a mulher substitua as atividades no lar em prol da força de trabalho, provocando um efeito negativo sobre a fertilidade (SCHULTZ, 1993).
Segundo Martine (1996), a alteração no número de filhos também é motivada por medidas governamentais tal como exemplo: a modernização induzida pelo governo. Assim, fez com que ocorresse uma aceleração da migração rural-urbana, promovendo o desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Consequentemente o custo de educar os filhos aumentou fazendo com que declinasse o tamanho das famílias. Desse modo, as pessoas foram motivadas a controlar a fertilidade, em consequência de medidas adotadas pelo o governo. Portanto, mudanças envolvendo diretamente a mulher, ou suas famílias, possuem impacto direto sobre o controle do número de filhos.
Segundo Lam, Sedlacek e Duryea (1993), caso ocorra um drástico declínio na fertilidade consequentemente também acontecerá um aumento na escolaridade relacionado a essa mulher. Eles afirmam que ao considerar não só a escolaridade da mãe, mas também a escolaridade do pai, um declínio da fertilidade pode ser explicado pelo aumento no nível de educação da mulher e de seu marido. Dessa forma, aumentos na educação influenciam significativamente as decisões do casal quanto ao seu desejo de fertilidade.
A escolaridade da mulher se constitui um importante fator quanto às decisões do tamanho desejado da família, a qual atua de forma benéfica quando se trata de garantir a qualidade de vida dos filhos (STRAUSS; THOMAS, 1995). Segundo Lam e Duryea
(1999), um aumento no nível de escolaridade dos pais está associado com a melhoria da probabilidade de sobrevivência e escolaridade das crianças. Entretanto, o aumento no investimento para “produzir” crianças saudáveis e educadas é inversamente relacionado com o número de filhos.
SegundoLopes e Pontili (2010) a mudança na fertilidade é motivada por diferenças no uso de contraceptivos por parte das mulheres de alta e baixa renda. Implementações de programas de planejamento familiar auxiliam a redução das diferenças nos hábitos do uso de contraceptivo entre as duas classes. A proporção de mulheres sem nenhuma instrução também é reduzida, tanto na área urbana quanto rural, assim como o aumento no número de mulheres que ingressaram no mercado de trabalho. Todos esses fatores se constituem em elementos importantes para explicar a mudança na dinâmica de fertilidade.
Contudo há outros fatores que alteram a fertilidade de uma mulher. Um fator bastante impactante é a idade da mulher. De um modo geral, o intervalo entre 20 e 30 anos é o período mais fértil da vida da mulher, quando a gravidez acontece mais rápido, embora o número de mulheres com idade acima de 30 anos engravidando seja cada vez maior. A fertilidade da mulher começa a diminuir por volta dos 30 anos, com as chances de não engravidar caindo ainda mais a partir dos 35 anos.
SegundoFortuna e Clarke (2010) a dificuldade da mulher para engravidar depois dos 30 anos se deve ao fato de que até essa idade ela já utilizou quase 90% da reserva de óvulos. Depois dos 30 anos, a mulher continua fabricando óvulo, e inclusive aos 40 anos, mas a reserva de óvulos potencialmente férteis se reduz até se tornar insignificante.
SegundoFortuna e Clarke(2010), uma mulher nasce com cerca de 300 mil potenciais células que podem se transformar em óvulo, embora a reserva decline a uma velocidade maior do que se imaginava até agora. Ao completarem 30 anos, 95% das mulheres só têm 12% de suas reservas de óvulos e aos 40 anos as reservas caem para 3%.
Há diversos motivos que afetam a fertilidade. E é preciso lembrar que a saúde em geral da pessoa também declina com o passar da idade. Certos problemas podem se agravar, e novas doenças podem surgir. Segundo Rodrigues (2015), à medida que a mulher envelhece, fatores ligados à fertilidade mudam, como:
• Reserva ovariana: é o número de folículos em bom estado estocado nos ovários. Os folículos se formaram quando você ainda estava na barriga da sua mãe, e desde então só foram se deteriorando (e sendo usados).
• Quanto mais tempo passa, menos óvulos viáveis: Para mulheres que sofrem de menopausa precoce, os óvulos acabam muito antes do normal.
• Ciclo menstrual: conforme as mulheres se aproximam da menopausa, os ciclos menstruais podem começar a ficar irregulares e mais curtos, o que desfavorece a fertilização.
• Revestimento do útero: o endométrio pode ir ficando cada vez mais fino, menos apropriado à implantação do embrião.
• Secreção vaginal: o muco presente na vagina e no colo do útero pode ficar menos líquido e mais hostil aos espermatozoides.
• Doenças que afetam o sistema reprodutivo: certos problemas podem ir danificando os órgãos reprodutivos com o passar do tempo, ou podem se agravar se não forem
tratados. Entre eles estão a endometriose, a síndrome dos ovários policísticos e a clamídia.
Vários demógrafos sugerem que as teorias econômicas não podem explicar toda a variação demográfica e precisam do apoio de outras teorias sobre a complexidade das relações sociais ((POLLAK; WATKINS,1993), (PAMPEL; PETERS, 1995) e (BONGA-
ARTS; WATKINS, 1996)).
Segundo Boyle(2004): “qualquer explicação da mudança de fertilidade requer uma compreensão das culturas locais e tendências sociais”. Se as taxas de fecundidade no país são mais elevadas, ou acima da taxa de reposição, em algumas áreas e mais baixas em outras áreas por causa da religião, então uma premissa básica da teoria da transição da fertilidade é desafiada: que uma mudança econômica não explica totalmente, ou determina, o declínio da fertilidade. Desse modo, a importância de examinar a associação entre fertilidade e religião é espacialmente demonstrada.
Segundo McQuillan (2004), a religião influência a fertilidade quanto afeta algum desses três elementos: a natureza dos valores e normas religiosos; as instituições religiosas; e a questão da identidade religiosa. Primeiramente, a religião articula normas compor- tamentais com influência no comportamento de fertilidade; Estas podem ser normas ou regras que regulam o comportamento diretamente ligado a determinantes próximos da fertilidade, isto é, contraceptivos, esterilização e aborto, mas também diretrizes sobre a entrada em uniões sexuais, a promoção de famílias numerosas e até mesmo crenças relacionadas. Certas questões mais amplas de organização social, como papéis apropriados para homens e mulheres, podem, em última instância, afetar a fertilidade; Por exemplo, a segregação das mulheres muçulmanas significa uma diminuição das atividades além da maternidade. Em segundo parte, a religião precisa ter meios para comunicar esses valores e normas, e promover o cumprimento e punir a não-conformidade. A influência institucional da religião pode ser sentida em três níveis: na sociedade maior, na comunidade e na vida do indivíduo. Em terceiro lugar, a religião constitui um componente central da identidade social de seus seguidores. A identificação voluntária com a fé religiosa pode apoiar o comportamento correto, especialmente quando a religião e o nacionalismo se fundem.
Segundo Norville, Gomez e Brown (2003), tanto no passado como hoje em dia a religião tem uma influência muito forte nas relações internas de uma família e tem um papel importante nas mudanças nas taxas de fertilidade. Por exemplo, a religião protestante aceita a ideia de que o casamento pode terminar em divórcio. Por outro lado, os católicos não o aceitam. Portanto, os católicos são mais propensos a ter famílias maiores
do que os protestantes porque eles esperam que seu casamento vai durar para sempre. Desse modo, a religião costuma ser um fator muito importante sobre as mudanças nos hábitos. No caso da Itália, tem a menor taxa de participação da população ativa da Europa, mas a elevada instabilidade conjugal, consequentemente, uma taxa de divórcio mais elevada. Assim, com estes fatores, a taxa de fertilidade diminuí, neste caso, a Itália teve uma taxa de fertilidade de 1,2 em 2000, ou seja, bem abaixo da média na Europa (1,4).
Heineck(2006), acha que as mulheres que tem “crenças católicas fortes” são espera-
das para terem famílias maiores do que as mulheres sem qualquer crença religiosa. Hacker
(1999) mostra que o grau de conservadorismo cristão é um bom indicador do sentimento religioso para as mulheres brancas nascidas no século XIX. Ele descobriu que essa variável tem um efeito significativo sobre a fertilidade das mulheres: mais conservadorismo implica uma maior taxa de fertilidade total. Williams e Zimmer (1990) assim como Adsera(2006), mostram que a religiosidade, medida pela frequência à igreja, tem um impacto positivo e significativo na fertilidade.
SegundoBaudin (2015), vários exemplos pertinentes podem ser brevemente citados para ilustrar o ponto de influência da crença religiosa. Os quais, envolvem regras que regem a entrada em uniões sexuais, restrições sobre a idade de entrada em uniões, número de cônjuges e entrada em uniões subsequentes (após o divórcio ou viuvez), a qual têm sido típico de muitas tradições religiosas. Uma segunda questão relacionada envolve proibições por parte de muitas religiões de atividades sexuais fora de uniões oficialmente reconhecidas. A importância da religiosidade como preditor de entrada em coabitações e nascimento não-matrimonial é tal que sublinha o significado potencial desses ensinamentos mesmo em sociedades modernas ocidentais.
De fato, testes para a importância do desenvolvimento e tamanho relativo sugerem comparação entre culturas. Para testar adequadamente estas hipóteses, os modelos de fertilidade precisam incluir características sociais, nível de desenvolvimento e tipo de religião (HEATON, 2011). Dado que a taxa de fertilidade, da mulher brasileira, está relacionada as variáveis socioeconômicas/demográficas e culturais, pretende-se verificar se essas evidências se confirmam e quais variáveis são mais presentes para o Nordeste brasileiro.
3 Análise empírica
Os dados a serem aplicados são provenientes da amostragem realizada na Pes- quisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (P CSV DFM ulher), pesquisa produzida por Carvalho e Oliveira (2016), durante o período
de janeiro a agosto de 2016. A qual é quantitativa, probabilística, e representativa das mulheres (com idade no intervalo [15, 50)) moradoras das capitais dos estados do Nordeste do Brasil. A unidade amostral é uma mulher residente no domicílio selecionado para a pesquisa. O plano de amostragem desta pesquisa foi elaborado através de uma estratificação da população em três etapas.
SegundoCarvalho e Oliveira (2016) na primeira fase: realizou-se a seleção de uma amostra de setores censitários na capital de cada estado, estratificada em três estratos de acordo com o rendimento médio per capita do chefe de família do agregado familiar no setor; segunda fase: foi feita a seleção de uma amostra de domicílios em cada um dos setores selecionados na etapa anterior; e na terceira fase: a seleção de uma mulher, idade [15; 50), em cada agregado familiar para responder o questionário. Para mais detalhes ver Tabela (2) e P CSV DFM ulher.
Tabela 2 – Tamanho Amostral P CSV DFM ulher
Cidade Mulheres Questionários Questionários Taxa de Erro
idade Aplicados Válidos Sucesso (%) Amostral (%)
≥16 (A) (B) (B)/(A) Aracaju, SE 237.539 1.105 1.007 91,13 3,0 Fortaleza, CE 1.008.016 1.259 1.221 96,98 3,0 João Pessoa, PB 300.369 1.230 1.117 90,81 3,0 Maceió, AL 372.426 1.195 1.018 85,19 3,0 Natal, RN 332.429 1.296 1.078 83,18 3,0 Recife, PE 656.569 1.472 1.308 88,86 3,0 Salvador, BA 1.132.133 1.397 1.202 86,04 3,0 São Luís, MA 410.713 1.283 1.143 89,09 3,0 Teresina, PI 331.707 1.174 1.000 85,18 3,0 Total 4.781.901 11.411 10.094 88,46 1,0
Fonte:Carvalho e Oliveira(2016)
Desta amostra, selecionou-se as mulheres que tiveram pelo menos um filho. Pode-se construir a base de dados das mulheres, por faixa etária, e a dinâmica de fertilidade de cada mulher. Tem-se uma base de dados com 5.835 mulheres nas quais obtiveram 11.814 filhos. A dinâmica é representada pela a sequência de fertilidade de cada mulher e caracterizada por uma lista ordenada de estados anuais do alfabeto. Alfabeto que é
representado por cinco estados: P0, P1, P2, P3 e P4+. Em que, uma mulher estar no estado P0 em determinado momento significa que ela ainda não possui nenhum filho(a) (Tabela 3). Como temos sequências de estados, a posição na sequência informa o ano
decorrido desde o início da sequência.
Tabela 3 – Alfabeto dos estados da sequência relacionada a dinâmica de fertilidade
Evento Significado
P0 nenhum filho
P1 um filho
P2 dois filhos
P3 três filhos
P4+ quatro ou mais filhos
Fonte: Elaborado pelo próprio autor
Nos dados temos mulheres de 15 a 49 anos de idade, assim, decidiu-se subdividir as mulheres em subgrupos por faixa etária, para melhor representação e comparação correta dentro de cada subdivisão. Na Tabela 4temos um visão geral da base de dados e da sua sequência.
Para a análise, considerou-se histórias de fertilidade a partir dos 8 anos de idade da mulher; Isto é, nenhuma mulher poderia ter filho antes dos 8 anos. O estado de partida indica a paridade no 8o aniversário. Dado este fato, para cada faixa etária teremos um ano
inicial diferente (ver Tabela 4). Portanto, se a mulher tem 40 anos, então está no grupo de 39 a 44 anos, a sequências desse grupo é de comprimento 36 (de 1980 a 2016). Dado que, tomou-se como prioridade as mulheres mais velhas do grupo, ou seja, de 44 anos (nascidas em 1972). Duas mulheres na amostra tiveram parto aos 8 anos e, portanto, a sequência de fertilidade iniciando no estado P1. Todas as outras sequências começam com o estado P0.
Tabela 4 – Frequência por faixa etária e estado
Classe Ano N % P0 P1 P2 P3 P4+ [15; 21) 2004-2016 323 05,53 77,04 20,46 02,22 00,09 00,17 [21; 27) 1998-2016 834 14,29 72.33 19.63 06.41 01.38 00.22 [27; 33) 1992-2016 1176 20,15 62.47 22.50 10.24 03.65 01.12 [33; 39) 1986-2016 1280 21,93 56.56 22.12 14.55 04.80 01.95 [39; 45) 1980-2016 1113 19,07 49.02 22.01 17.51 07.86 03.59 [45; 50) 1975-2016 1109 19,00 38.45 23.13 24.30 10.84 03.26 [15; 50) - 5835 100 64,96 16,67 11,87 04,76 01,72
Fonte: Elaborado pelo próprio autor
Sequências [4] (P0,15)−(P1,2)−(P2,2)−(P3,6)−(P4+,13) [3] (P0,21)−(P1,9)−(P2,8) [2] (P0,12)−(P1,2)−(P2,24) [1] (P0,9)−(P1,2)−(P2,3)−(P3,3)−(P4+,21) 4 seq. (n=4)
a79 a81 a83 a85 a87 a89 a91 a93 a95 a97 a99 a01 a03 a05 a07 a09 a11 a13 a15
1 2 3 4 P0 P1 P2 P3 P4+
Figura 1 – Sequências do grupo de 39 a 44 anos
meiras quatro sequências de nosso conjunto de dados, da faixa etária de 39 a 44 anos, no formulário de texto SPS, que lista os distintos estados sucessivos com sua duração e graficamente com um gráfico de índice que torna cada sequência caixa horizontalmente empilhada de acordo com o estado representado. Este gráfico mostra claramente o tempo e espaçamento dos sucessivos partos. A primeira mulher permanece no estado P0 (paridade 0) durante 9 anos (de seu 8o aniversário até seu 17o aniversário) e, em seguida, no estado
P1 durante 2 anos, no estado P2 e P3 durante 3 anos e no estado P4+ o resto de sua história de fertilidade, ou seja, durante 21 anos. Tal representação carrega informações exaustivas e facilmente recuperáveis sobre cada história de fertilidade: fertilidade completa, espaçamento de crianças e idade em cada um dos partos.
Vamos proceder a uma análise empírica preliminar da dinâmica da fertilidade das mulheres do Nordeste brasileiro, na faixa de idade entre 33 a 38 anos. Tem-se 1280 mulheres entrevistadas, o que representam 21,93% do total de mulheres na amostra. Entretanto, devido aos dados “missing”, o número de mulheres analisadas se reduziu a 1144. Portanto, será apresentada uma análise de sequência categórica, cluster e regressão sobre a dinâmica de fertilidade deste grupo de mulheres ou mães.
Inicialmente será realizada uma análise da dinâmica de fertilidade das entrevistadas, a qual serão representadas através de sequências categóricas temporais, logo, utilizam o tempo como medida de posição. Em virtude disto o tempo disposto para as sequências é
o ano. Adotou-se hipótese de que nenhuma mulher teria filho com menos de 8 anos de idade, por conta disto iniciaremos a sequência deste grupo no ano de 1986, tomando como prioridade as mulheres mais velhas do grupo, ou seja, de 38 anos (nascidas em 1978).
O principal motivo da análise ser no subgrupo de mulheres com idade de 33 a 38 anos é a própria dinâmica de fertilidade das mulheres. Dinâmica essa que necessita ser bem representada, ou seja, a dinâmica deve ser completa e atualizada. Essa completude diz respeito ao período fértil das mulheres, que se encerra ao redor de 40 a 50 anos, com a menopausa. Contudo, tais mulheres (idade entre 40 e 50 anos) nasceram por volta de 1969 e sua juventude foi antes da década de 90, assim, com ideais mais conservadores. Já as mulheres com idade entre 33 a 38 anos, experimentaram a sua juventude por volta do início do seculo 21, onde já se tinha a criação de novas tecnologias e um grande fluxo de informações.
Portanto, apesar das mulheres com 33 a 38 anos não estarem na menopausa elas representarão melhor as futuras dinâmicas de fertilidade, traçando um perfil mais atual. Diante disto, iniciará-se uma análise inicial sobre a dinâmica de fertilidade dessas mulheres em que será abordado toda a dinâmica de fertilidade deste grupo.