5.2 Rammer og undervisningsplan, og interaksjonen mellom dem
5.2.2 Lærernes undervisningsplan, sett i forhold til deres ytre rammer
Como já mencionamos anteriormente, escolhemos como agentes participantes desta pesquisa os licenciandos do último semestre do curso de Letras da UNIRG. Fizemos essa escolha devido a eles estarem concluindo o estágio do curso e, assim, poderem nos fornecer dados relacionados às questões da investigação. Entendemos que esses graduandos já passaram por todas as etapas do estudo acadêmico da graduação. Imaginamos que esses futuros profissionais já cursaram todas as disciplinas baseadas nas competências e nas habilidades a serem desenvolvidas no curso, de acordo com as sugestões das DCNL (2001); já fizeram o percurso esperado para atingir o perfil recomendado por esse documento oficial de referência para a formação do professor de línguas.
Ademais, julgamos que os licenciandos tiveram também oportunidade, ao longo da graduação, de construir conceitos acerca do que é ensinar LE, estiveram envolvidos em estudos de conteúdos com variados níveis de aprofundamento teórico acerca do fazer pedagógico, vivenciaram momentos de práticas, conforme as normas obrigatórias do estágio supervisionado e estiveram envolvidos com atividades complementares ao curso. Nessa linha de raciocínio, são futuros profissionais de línguas que estão, institucionalmente, qualificados para atuar nas salas de aula.
Nesta seção, utilizaremos a primeira parte do questionário sociocutural respondido pelos licenciandos para desenharmos o perfil dos agentes participantes desta pesquisa. Com esse procedimento, queremos explicitar os traços caracterizadores desses futuros professores em processo de formação.
Como podemos verificar no quadro 6, dos 15 graduandos que participaram da pesquisa, 13 são do sexo feminino e 2 do masculino, o que atesta a predominância do gênero feminino nesse grupo. A maioria desses licenciandos está na faixa etária dos 20 a 35 anos, e os demais na faixa dos 36 a 57 anos de idade. Quadro 6 – Idade e sexo dos agentes participantes da pesquisa
SEXO IDADE
Feminino 13 Entre 20-35 11
Masculino 02 Entre 36-57 04
Total 15 Total 15
No que diz respeito à escolaridade, observamos que os licenciandos, quase em sua totalidade (cf. quadro 7), estudaram em escola pública. Apenas um aluno cursou a maior parte do ensino médio em escola particular. No que tange à modalidade de ensino médio, ficou evidente o predomínio da escolaridade construída através do ensino não profissionalizante. E apenas um aluno cursou o magistério de 1ª a 4ª série.
Quadro 7 – Tipo de ensino médio cursado pelos lincenciandos participantes da pesquisa (referente às questões n. 3 e 4)
Cursaram o ensino médio na Escola pública não profissionalizante 11 Cursaram a maior parte no ensino médio em Escola particular 01 Cursaram a maior parte no ensino médio em Escola pública 01 Cursaram todo o ensino médio na Escola profissionalizante 01 Cursaram todo o ensino médio na escola pública de magistério de 1ª/4ªsérie 01
Total 15
Quanto ao conhecimento prévio dos licenciandos acerca do inglês antes de ingressarem na universidade, ficou constatado que treze deles já haviam estudado esse idioma e apenas dois não haviam tido o contato com a língua estrangeira. Ao indagarmos quanto ao tempo de estudo dessa língua, dois não responderam a essa questão, um mencionou ter estudado três anos; e os demais responderam ter estudado mais de três anos. Podemos inferir, a partir dessas informações, que o estudo de inglês já fazia parte da trajetória escolar dos graduandos, conforme o quadro 8.
Quadro 8 - Licenciandos que haviam estudado inglês antes de ingressar no curso de Letras
Já haviam estudado inglês antes de se ingressar no curso de Letras. 13 Não haviam estudado inglês antes de ingressar no curso de Letras. 02
Total 15
Os resultados provenientes do questionário sociocultural até aqui nos revelam que os alunos-professores participantes desta pesquisa já trouxeram para o curso de graduação uma bagagem de conhecimentos prévios da língua inglesa, advindos da escola pública em quase total maioria, como ficou explicitado nas respostas das questões 3 e 4. Essa constatação torna-se ainda mais evidente através das respostas contidas no quadro 9, que mostram o predomínio desses conhecimentos advindos do ensino fundamental e médio. E, entre os quinze licenciandos, apenas um vivenciou conhecimentos da língua em institutos de idiomas.
Quadro 9 – Conhecimento de inglês na educação básica
Apenas no ensino fundamental 02
Apenas no ensino médio 06
No ensino fundamental e médio 04
No ensino fundamental, médio e em escolas de idiomas 01
Não respondeu 02
TOTAL 15
O quadro 10 apresenta o tempo que os licenciandos dedicaram ao estudo de inglês antes de ingressarem no curso de Letras.
Quadro 10 - Tempo de estudo de inglês antes de ingressar no curso de Letras, referente à questão n. 6
Em nosso formulário sociocultural, na questão n. 7, indagamos aos licenciandos sobre os conhecimentos dos PCNEM e PCN+, diretrizes oficiais que apontam sugestões para o ensino da LE a nível nacional. Dos quinze graduandos, seis não responderam a essa questão, o que corresponde quase à metade do total, e os demais demonstraram ter conhecimentos dessas diretrizes. Alguns apresentaram fraco entendimento, demonstrando compreensões equivocadas quanto ao real enfoque dado à LE e sugestões para o seu ensino-aprendizagem como realmente explicitam os documentos:
- Sim os textos são muito ricos, mais infelizmente fala-se pouco na língua estrangeira acredito que deve ser reformulado todo o ano.
- Sim, já estudei os PCN, eles enfocam o processo ao qual o leitor realiza um trabalho ativo de compreensão e interpretação do texto. Em outras palavras a concepção ideológica da língua. - Não totalmente, mas em alguns casos tenho compreendido que a língua estrangeira é uma ferramenta necessária para se ter um conhecimento de causa.
G. 1 4 anos no ensino fundamental, 3 anos no médio e 18 meses instituto de idiomas G 2 3 anos no ensino médio
G. 3 Não respondeu. G. 4 4 anos no ensino médio
G. 5 4 anos no ensino fundamental e 3 no ensino médio G. 6 na segunda fase do ensino fundamental
G. 7 8 anos no ensino fundamental e três no ensino médio G. 8 em todo o ensino fundamental e médio
G. 9 3 anos no ensino médio G. 10 Não respondeu.
G. 11 3 anos no ensino médio G. 12 no ensino médio
G. 13 3 anos no ensino médio
G. 14 4 anos no ensino fundamental e 3 anos no ensino médio
G. 15 4 anos no ensino fundamental, 3 anos no ensino médio e 6 meses no instituto de idiomas
Percebemos também, nos relatos22 de alguns licenciandos, entendimentos
básicos sobre a temática tratada pelos PCNEM e PCN+ sobre a leitura em LE, apresentando desvios das sugestões que compõem as diretrizes:
- Os PCN enfatizam muito a questão do ensino de línguas de forma comunicativa, ou seja,
tornar o aluno competente a utilizar a língua estrangeira em seu cotidiano seja no mercado de trabalho, nos estudos ou nas interações verbais via internet.
- A leitura é a habilidade que é mais exigida, pois através desta se adquire conhecimento. - Estudei principalmente os textos do PCEM e dos PCN+ e esse texto enfatiza a necessidade do ensino de Língua Inglesa na formação dos estudantes, principalmente para conhecer mais sobre a cultura de outros países e também desenvolver a comunicação e a compreensão em inglês.
- Principalmente, salienta-se que a leitura é uma das atividades exigidas mais intensamente, pois mediante dela adquire-se conhecimento amplo e significativo.
- Sim, no que se refere ao Ensino Médio, por exemplo, o PCN requer que o ensino seja voltado para uma educação para o trabalho.
Como já ficou demonstrado no referencial teórico, os documentos oficiais marcam um novo contexto no ensino de línguas no Brasil, pois apresentam propostas relevantes que devem ser consideradas enquanto conteúdo para despertar o raciocínio e a criticidade no ato da tomada das decisões e para a elaboração didática do ensino no processo formativo. Por isso consideramos indispensável o seu estudo de forma objetiva e clara, enquanto conhecimento teórico necessário para a formação inicial do professor de LE. Ademais, esses documentos são as únicas fontes oficiais que visam a nortear o trabalho docente com a LE; eles têm como foco o professor, o aluno, a tomada de decisão, o processo de ensino da LE. Esses construtos podem contribuir para o desenvolvimento da competência teórica do professor (ALMEIDA FILHO, 2005a).
Os dados analisados, nesta seção, nos revelam o perfil de um grupo jovem de alunos-professores com predominância do sexo feminino, os seus conhecimentos sobre a LE advêm, em grande maioria, das escolas públicas. A análise nos revela que treze, dos quinze licenciandos que responderam ao questionário, estudaram a língua inglesa ao longo do ensino básico, o que denota que estiveram expostos a
22 As respostas que compõem os
quadros são exatamente as mesmas que constam no formulário sociocultural respondido pelos graduandos. Mantivemos as suas palavras exatamente como ficaram registradas ao preencherem o formulário com o intuito de respeitar o ponto de vista primordial do agente participante (MERRIAM, 1998 apud ABREU LIMA, 2006).
algum tipo de ensino norteado por um tipo de abordagem que os influencia; e dois não responderam a essa questão. Dos quinze graduandos, dois já estudaram a língua inglesa em cursos de idiomas. Do total de quinze licenciandos, seis não responderam se têm ou não conhecimentos relativos aos PCN; e nove demonstraram conhecer essas diretrizes oficiais, porém as suas respostas não explicitaram domínio e segurança.
Essa análise da primeira parte do questionário sociocultural explicita uma lacuna a ser preenchida em relação à competência teórica dos futuros professores, não alcançada no contexto de formação dos mesmos, pois os PCN são ainda bases teóricas atuais que devem fazer parte da formação do docente de LE, pois são documentos referenciais para trabalho com a língua(gem).