4. Den halvoffisielle kommunikasjonen i 1839-40
4.6 Kriminallov og vetosak
Tendo como objetivo aprimorar a análise dos dados desta pesquisa, a pesquisadora analisou as respostas das entrevistas feitas pela empresa de consultoria de Belo Horizonte - Expertise, especializada em cenários educacionais, encomendada por uma Instituição Privada de Ensino, que utilizou o método qualitativo, por meio da realização de 4 grupos de discussão com 40 pais de alunos dos colégios, no ano de 2008.
Ainda de modo mais amplo, são citados como critérios recorrentes para a escolha de uma escola para o seu filho a experiência anterior do próprio pai ou de pessoas próximas da família sobre a escola pleiteada. Estes pais indicaram em suas respostas a possibilidade de manter o filho numa mesma escola do ensino infantil ao ensino médio, embora nunca se descarte a possibilidade de troca de colégio no caso do mesmo não atender às expectativas dos pais. Esse questionamento, por parte dos responsáveis, se torna mais latente quando os filhos estão no 9º ano porque a família começa a ter uma preocupação maior com o futuro profissional de seus jovens e querem um colégio que prepare para o vestibular, de preferência em Universidades Federais e Estaduais.
A sociedade tem se tornado cada vez mais exigente e passou a cobrar muito mais das instituições educacionais, sejam públicas ou privadas. A qualidade é mais que prestar bons serviços. Ela envolve elementos que atingem toda a comunidade educativa e deve buscar cumprir seu papel social no contexto em que estiver inserida. Tedesco (2004), diz que o problema central das reformas educacionais é estabelecer a sequência e a medida em que deve mudar cada um dos componentes do sistema. Segundo o autor, a experiência indica que esses
aspectos (sequência e medida) podem ser definidos mais facilmente no âmbito local do que no nível central. Pode-se sugerir que talvez este seja um dos indicadores do sucesso das escolas não-confessionais no mercado educacional que realizam suas reorganizações sem a burocracia e o “poder instalado dos guetos das Mantenedoras” das escolas confessionais católicas que demoram muito para dar respostas administrativas e pedagógicas para as exigências do mercado educacional. Assim, “a grande função da gestão não é racionalizar objetivos pré- determinados, mas ser capaz de negociar, momento a momento, a pluralidade dos consensos” (BARROSO, 1992).
Para os pais entrevistados, no grupo focal, a escola ideal também deve prezar o contato com os pais e o princípio de educar em conjunto e de acordo com os princípios e valores da família – mesmo no caso de pais que não conseguem tempo para visitar a escola presencialmente. Nesse caso, os pais acreditam que deveria haver um sistema que permitisse o acompanhamento do filho e a comunicação rápida deles com a escola por outros meios, como por exemplo: o contato telefônico e os portais, que são as formas mais citadas.
Assim, são consideradas características essenciais dessa escola ideal: abertura ao diálogo e oferta de canais de comunicação eficientes com os alunos e com os pais; professores qualificados, valorizados, educados e atenciosos; grade curricular que equilibre conteúdos didáticos com formação humanista e espaço físico amplo e adequado à proposta de formação integral (lazer, esporte, cultura e espaços de cidadania). Essas características podem ser muito úteis para os gestores no momento de fazerem seus planejamentos estratégicos e de pensarem no que é prioridade em sua gestão.
Outras características importantes que compõem uma escola de qualidade no entendimento da comunidade educativa são a (s): atualização constante do conteúdo acadêmico; atenção / proximidade com o aluno (se possível, tratamento individualizado); regras disciplinares e organizações simples e claras; reciclagem periódica da direção e corpo docente; oferta de serviço de orientação vocacional; qualidade no material didático adotado; atenção à prática de esportes; garantia de segurança física e patrimonial; matérias relacionadas à competitividade / empreendedorismo / formação profissional; busca de inovação nos métodos de ensino e atualização tecnológica (infra-estrutura operacional e de ensino).
Os entrevistados também apontaram falhas que “não perdoariam” numa escola e, consequentemente faria com que transferissem os filhos para outras escolas: falta de comunicação eficiente da instituição com pais e alunos (ausência de diálogo); indiferença e desinteresse em relação aos alunos; qualquer tipo de parcialidade, discriminação ou
política ou religiosa; violência (verbal ou física); excesso de liberdade; altos índices de desaprovação em vestibulares e falta de mecanismos coerentes de avaliação e acompanhamento dos alunos.
A pesquisa mostrou que há um elevado grau de satisfação com as escolas de Brasília e o problema mais recorrente diz respeito às falhas nos processos de comunicação escola-pai e escola-aluno – sendo que essas reclamações são mais recorrentes em escolas confessionais (especialmente o Marista).
Vale ressaltar que o acompanhamento online do aluno oferecido pelo Sigma, Leonardo da Vinci e pelo Galois é muito elogiado pelos pais de filhos matriculados nessas escolas. Além dessa facilidade operacional, o diálogo e o relacionamento pai X escola X aluno também são muito elogiados nessas instituições de ensino. Pode-se citar como depoimentos desta análise:
“Na mesma medida em que você tem que descer até eles, observar, dar um feedback, você espera que a escola faça isso também.” (confessional)
“Acho que a comunicação pode melhorar ainda mais. Acho muito importante a comunicação da escola com os pais.” (não-confessional)
“Pedi uma resposta para escola e isso só aconteceu depois de reunião com professor, colocar na agenda e eles me retornarem após vários meses.” (confessional)
Outra reclamação comum às escolas se refere à falta de inovação nos métodos de ensino – embora os recursos tecnológicos estejam à disposição, os professores ainda optam pelo tradicional ´falar e escrever no quadro´. Esse posicionamento foi falado por praticamente todos os pais entrevistados. Como exemplo o seguinte depoimento:
“Infelizmente, sinto que há um empobrecimento dos nossos professores.” (em termos de métodos de ensino) (não-confessional).
É interessante notar que os pais de alunos de escolas não-confessionais enxergam as confessionais como muito rígidas e inflexíveis; por outro lado, pais de escolas confessionais e de instituições como o Sigma e o Galois como excessivamente focadas na questão da aprovação no vestibular para, posteriormente, usar o desempenho de seus melhores alunos em campanhas de promoção e marketing.
Como os gestores das instituições de ensino católicas poderão enfrentar as crises econômicas e as crises de valores morais e sociais presentes na sociedade? Como as mudanças e transformações sociais poderão ser incorporadas dentro das instituições de ensino católicas? Como a escola católica conseguirá sobreviver num mercado competitivo, como é o do campo educacional?
Essas e outras questões fazem com que os gestores educacionais reflitam sobre a necessidade das escolas católicas implantarem em seus processos de gestão decisões que as façam eficazes e competitivas, superando assim, os desperdícios e motivando seus gestores a ações pró-ativas, dinâmicas, competentes e rápidas.
A pesquisa mostra que a preocupação com a formação do aluno como ser humano e cidadão é o maior anseio dos pais de alunos de escolas confessionais; nesse sentido, o atual projeto educativo das escolas confessionais católicas é pertinente uma vez que se baseia em uma visão cristã da pessoa e no seu desenvolvimento por meio da educação integral. A perspectiva do colégio como um centro de aprendizagem e de vida e que comunica valores por meio da educação é apreciada e valorizada pelos pais das escolas confessionais católicas.
No entanto, percebe-se no discurso dos pais destas escolas confessionais que há uma distância entre o que é proposto pelo projeto atual e sua efetiva aplicação no dia-a-dia da escola. Foi percebido com a pesquisa que falta comunicar o projeto pedagógico do colégio confessional católico com mais clareza tanto para os educadores quanto para as famílias e faz- se necessário criar canais de relacionamento que permitam a interação e a troca de experiências aprofundando assim, a relação escola-família.
Tal comunicação do projeto pedagógico não deve ser voltada apenas aos pais – mas também aos professores e aos demais colaboradores das escolas, pois são eles os pontos de contato dos pais com a proposta educativa da escola. Sendo assim, o gestor educacional precisa ter clareza do projeto pedagógico e implantar ações administrativas-pedagógicas que venham ao encontro da proposta educativa.
Vale mencionar ainda que, embora privilegiem a formação integral de seus filhos, os pais de escolas confessionais não esquecem a importância da aprovação no
vestibular – esse ainda é o atributo mais tangível no processo de escolha e avaliação de uma instituição de ensino.
Nas escolas não-confessionais, há claramente uma demanda por projetos educativos que privilegiem a transmissão de conteúdo e a preparação para o vestibular – o que não elimina a preocupação com a formação integral, mas a coloca em segundo plano no momento de escolha de uma escola de ensino médio.
A proposta dessas escolas pode ser traduzida como: “aqui seu filho certamente obterá resultados satisfatórios no vestibular – e não nos esqueceremos de capacitá-lo também como ser humano”. Tal posicionamento tem arregimentado número cada vez maior de pais e oferecido uma “sensação de segurança” para os pais que trocam escolas confessionais por
de serem os que apresentam maior quantidade de alunos matriculados no Ensino Médio, têm alcançado os primeiros lugares do ENEM.
TABELA 4
Resultado do ENEM em Brasília 2008
Nome da Escola N° de Matrícula s N° de Particip. Prova Objetiva (média) Redação e Prova Objetiva (média) Prova Objetiva Redação e Prova Objetiva Pos. Não confessional 691 311 63.11 65.38 62.38 64.88 1 Não confessional 642 241 66.7 65.43 65.83 64.86 2 Não confessional 285 103 59.78 63.99 58.98 63.41 3 Confessional Protestante 64 28 60.37 63.8 59.66 63.3 4 Não confessional 79 29 61.58 63.42 60.76 62.86 5 Não confessional 142 13 68.13 63.65 66.85 62.85 6 Não confessional 130 60 58.2 62.4 57.54 61.93 7 Confessional católico 400 183 60.52 61.82 59.83 61.35 8 Não confessional 46 13 55.19 61.92 54.36 61.3 9 Não confessional 177 32 54.86 59.81 53.92 59.13 10
Percebe-se que as escolas não-confessionais, pelo menos em termos de discurso mercadológico, associaram ao seu projeto pedagógico essencialmente voltado à aprovação para o vestibular a preocupação com a formação integral (se apropriando de um atributo que faz parte do ‘DNA’ das escolas confessionais católicas) – inclusive, escolas como a S têm suscitado referências a situações típicas de instituições de formação religiosa, como por exemplo: realização de missas especiais e momentos de cânticos e orações.
Com isso, surge o questionamento: será que não seria o caso de as escolas confessionais reforçarem seu posicionamento humanista associando-o à questão do resultado no vestibular, explicitando e comunicando essas duas vertentes em um novo projeto educativo?
De modo algum, isso significaria o abandono ou em menor relevância dos ideais de educação de seus fundadores, e sim da formatação de um discurso com apelo contemporâneo e que permita que os princípios de fé e educação atinjam também os pais de uma geração cada vez menos preocupada com a formação integral e de fé de seus filhos.
Alguns enfoques devem ser permanentes para que a organização obtenha melhores resultados: 1.definição e resolução dos problemas; 2.levantamento e análise das causas; 3.desenvolvimento de soluções; 4.implementação e avaliação de resultados. Com isso, teremos uma organização mais perene e mais competitiva.
Uma informação importante para este estudo é que nos últimos 40 anos a escola católica perdeu 75% do mercado educacional. Atualmente a escola católica detém 25% do ensino fundamental e infantil e 40% do Ensino Médio (CERIS).
Depois dos anos 90, o Brasil se viu diante de uma nova realidade imposta pela globalização, em que se precisava enfrentar com novos métodos a concorrência entre empresas. O plano Real permitiu que a pressão externa pressionasse os empresários para as mudanças. Era necessário mudar para enfrentar os novos desafios. A implementação de novas estratégias era um caminho viável para isso.
As escolas confessionais católicas são empresas, embora tenham algumas particularidades que as diferenciam das demais instituições. Porém, isso não permite que elas fiquem alheias às circunstâncias em que estão inseridas. As escolas confessionais católicas, como todas as demais empresas, precisam implantar ferramentas estratégicas que lhes possibilitem enfrentar os desafios que lhes são impostos. Dentro do planejamento educacional é possível implantar o planejamento estratégico e suas metodologias a fim de que cumpram de modo adequado seus objetivos.
Com a implantação de leis que defendem os clientes e consumidores, a sociedade brasileira tornou-se muito mais exigente e passou a cobrar muito mais das instituições. Ou seja, a qualidade é mais que prestar bons serviços. Ela envolve elementos que atingem toda a comunidade educativa e deve buscar cumprir seu papel social no contexto em que estiver inserida.
Somente as instituições que tiverem coragem de olhar para si mesma, conhecer seu ambiente interno e externo, compreenderem a dinâmica dos valores culturais e organizacionais que estão presentes no seu dia-a-dia é que poderão sobreviver à grande demanda imposta pelo mercado. A busca da excelência, da valorização das relações sociais e a vivência de uma proposta filosófica conhecida e internalizada por todos os membros das instituições de ensino são estratégias que permitirão as instituições de ensino realizar seus planejamentos com eficiência.
CAPÍTULO V – CONSIDERAÇÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES
“Uma Instituição é como uma canção; não é formada por sons individuais, mas pelas relações entre eles”. (DRUCKER, 2007).
O propósito desta pesquisa foi o de analisar os modelos e instrumentos de gestão utilizados pelas escolas confessionais e sua competitividade no mercado educacional, no segmento de Ensino Médio, em Brasília. Para tanto, foram traçados objetivos menores no intuito de se realizar uma análise detalhada do fenômeno estudado.
O primeiro objetivo alcançado na pesquisa foi apresentar o cenário educacional privado de Brasília, no período de 2001 a 2005, comparando as escolas confessionais com as escolas leigas em relação ao número de estudantes matriculados no Ensino Médio. Neste sentido, constatou-se que o cenário educacional de Brasília se caracteriza por um mercado altamente competitivo. Se nos basearmos nos dados do Censo Escolar realizado pelo Ministério de Educação e Cultura em 2005, havia 25.355 estudantes de Ensino Médio para 30 escolas da rede privada no Distrito Federal, onde algumas destas competem, inclusive, no mesmo espaço geográfico. Há escolas católicas que além de competir com as escolas não confessionais, acabam competindo entre si.
Agregado a essa característica é possível destacar, também, a redução das taxas de natalidade da base da pirâmide etária, problema que atinge o país, tem impactado tanto as escolas confessionais como as escolas não confessionais, causando o fenômeno da retração no segmento de Ensino Médio.
Portanto, entende-se que a rede particular terá cada vez mais dificuldades em manter grandes estruturas físicas, característica de muitas escolas católicas, e número acima de 2000 alunos matriculados em uma única unidade educacional, porque existe a possibilidade de se ter menos procura por escolas particulares e maior concorrência entre as mesmas, principalmente no Ensino Médio.
Um elemento levantado na pesquisa é que nenhuma Escola Católica ocupou os primeiros 5 lugares do ENEM de 2008, ranking este que foi alcançado por escolas não confessionais e apresentado no capítulo anterior deste trabalho. Este resultado em avaliações externas são considerados relevantes na escolha por uma escola de Ensino Médio, pelas famílias e aumentam significativamente a competitividade na rede de ensino.
Outro objetivo de pesquisa foi elencar as principais dificuldades enfrentadas pelos gestores das escolas confessionais católicas a fim de serem organizações educacionais
competitivas no cenário educacional, foi possível entender que o decréscimo do número de alunos matriculados na rede privada e processo entropia do sistema educacional, o aumento da concorrência, queda na margem de lucro, aumento do pleito de concessões de descontos e bolsas de estudo, necessidade de empréstimos bancários, de recorrerem a recursos de suas Mantenedoras e, até mesmo endividamento de algumas Mantenedoras chegando ao comprometimento patrimonial das instituições, a fusão de Mantenedoras, arrendamento e compra de pequenas instituições de ensino confessional católica por empresas educacionais não confessionais, são processos que trazem, para alguns gestores, dificuldades para a sustentabilidade do seu negócio e em algumas situações tornam suas organizações educacionais menos competitivas.
Um dado que ficou evidente na pesquisa é que o turn over tem sido um desafio para as escolas católicas e essa situação impacta diretamente na gestão, causando rompimento de processos. Infere-se, assim, que as Escolas Católicas que não cuidarem e não valorizarem seu capital humano tenderão a perder esses colaboradores para o concorrente.
Diante da complexidade do cenário apresentado, recomenda-se que os gestores das escolas católicas realizem uma atenta e constante leitura do mercado de modo a gerenciar sua marca e identidade otimizando os diferenciais institucionais atrelando-os ao acompanhamento de resultados pedagógicos. Ou seja, oferecer um serviço ágil, individualizado e de qualidade é extremamente significativo para tornar a escola confessional católica competitiva. Para tanto, recomenda-se que a escola católica consolide a sua qualidade pedagógica frente aos concorrentes, garanta a competência profissional dos gestores e educadores da escola, seja eficaz e eficiente na perspectiva do mercado educacional sem perder sua intencionalidade evangelizadora e seu testemunho de comunidade, garanta a mística e a espiritualidade cristã e atenda às expectativas da sociedade do conhecimento.
Nesse sentido, alguns dos elementos indicativos dos resultados educacionais que o gestor da escola confessional católica deve perseguir para uma gestão eficaz e eficiente são: Excelência acadêmica: bons resultados nas avaliações externas e internas; Resultado Financeiro: perenidade e posição no cenário educacional; Gerenciamento do capital humano; Gestão participativa e estratégica: uma liderança positiva e estratégica que conduz os colaboradores a uma cooperação e co-participação nos processos e resultados da instituição escolar e um Projeto Educativo que garanta os processos de uma educação integral.
Outros elementos significativos que precisam ser observados pelos gestores das escolas católicas porque são considerados pelos pais na escolha da escola de Ensino Médio é a
física moderna, confortável e alto desempenho de sua organização em avaliações de larga escala.
Continuando o processo de investigação acadêmica, teve-se como objetivo identificar os modelos de gestão que têm sido aplicados pelos gestores, nas escolas confessionais católicas, de Ensino Médio, em Brasília e verificar se os gestores das escolas confessionais católicas utilizam ou não o Planejamento Estratégico e a Inteligência Competitiva, em suas organizações, como instrumentos de gestão. A partir da pesquisa conclui-se que as escolas confessionais católicas, observadas, utilizam como modelo de gestão a Gestão Compartilhada24, pois todas apresentam uma Mantenedora que co-participa dos processos decisórios e muitas tentam profissionalizar sua gestão tendo como foto o modelo de Gestão Estratégica.
Das escolas confessionais pesquisadas apenas duas conseguiram converter sua Gestão ao Modelo Estratégico, para tanto reestruturaram suas equipes e processos e têm profissionalizado suas iniciativas. Já as 3 escolas não-confessionais observadas são dirigidas por sócios e já utilizam como modelo de gestão a Gestão Estratégica, voltada para resultados acadêmicos e administrativo-financeiros, mas que não necessariamente garantem a essas escolas resultados financeiros positivos, apesar de serem reconhecidas pelos pais como boas escolas de Ensino Médio.
Ficou evidente na pesquisa que as Escolas Católicas têm muitas informações sobre o mercado educacional, mas nem sempre utilizam essas informações de forma estratégica para otimização dos processos e gerenciamento do seu negócio. Sendo assim, evidencia-se que o novo cenário educacional tem exigido dos gestores uma reformulação do modelo de gestão empregado, parecendo-nos o mais indicado para atender essas demandas o modelo sistêmico.
Em relação aos elementos dos modelos de gestão, diagnosticados na pesquisa, constatou-se que a maioria das escolas não confessionais e católicas apresentam: planejamento anual orçamentário, planejamento estratégico, acompanhamento de resultados, pesquisas de satisfação, jornadas pedagógicas anuais para formação dos professores, atribuição de hora-aula para planejamento, marketing institucional, dados do mercado educacional (pesquisa de mercado).
Sobre os elementos que não são comuns, nos modelos de gestão diagnosticados na pesquisa, constatou-se que poucas escolas católicas utilizam de forma efetiva o planejamento estratégico e menos ainda as informações com base nos estudos de inteligência competitiva. A
24 Nesta pesquisa Gestão Compartilhada deve ser entendida como a presença de uma Mantenedora e a relação com sua Mantida na tomada de ações de gestão seja administrativo-financeira ou pedagógica.
forma como as escolas não confessionais empregam as estratégias de marketing, a partir da leitura de mercado realizada pela inteligência competitiva, as tornam mais ousadas e aparentemente mais atraentes no cenário educacional.
Recomenda-se que os gestores das escolas confessionais católicas utilizem de forma efetiva o planejamento estratégico e a inteligência competitiva, em suas organizações, como instrumentos de gestão para garantir ações assertivas e que atinjam o foco do seu negócio.