10. Vedlegg
10.1. Kort oppsummering av sakene i forvaltningspraksis
6.6.1. A análise de conteúdo das entrevistas aos professores
Das entrevistas foi realizada uma análise de conteúdo definida por Bardin como
“(...) um conjunto de técnicas de análise das comunicações, que utiliza procedimentos sistemáticos e objectivos de descrição do conteúdo das mensagens” (1977: 38). A
categorização é a técnica de análise de conteúdo mais usada e mais antiga e consiste em desmembrar o texto em categorias31 ou unidades de sentido; visa classificar os elementos constitutivos de um conjunto, em primeiro lugar, por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o género (analogia) em função dos critérios previamente definidos (Ibidem).
Na operacionalização da categorização seguimos o método da análise temática - uma das formas de categorização - que consiste em isolar os temas presentes num texto, reduzindo-o a proporções utilizáveis e permitindo a comparação com outros textos tratados da mesma maneira (Ghiglioni & Matalon: 2005). A análise temática é rápida e eficaz na condição de se aplicar a discursos directos e simples (Bardin, 1977). A análise temática permite-nos descortinar os núcleos de sentido que compõem um
31 “As categorias são rubricas ou classes, as quais reunem um grupo de elementos (unidades de registo, no
caso da análise de conteúdo) sob um título genérico, agrupamento esse efectuado em razão dos caracteres comuns desses elementos” (Bardin, 1977: 117).
texto (Ibidem), sendo o tema32 geralmente utilizado como unidade de registo33 para estudar motivações, opiniões, valores e crenças (Bardin, 1977), o que vai ao encontro do objectivo geral da nossa entrevista, a saber, recolher informações sobre as representações dos professores acerca do ensino da Filosofia a adultos.
O tema é visto por Ghiglioni e Matalon (2005) como uma unidade semântica na medida em que realiza operações sobre o sentido do texto e é uma das unidades de registo mais utilizadas. Na definição das unidades de registo atendemos às unidades de contexto entendidas como o mais estreito segmento de conteúdo necessário para compreender a unidade de registo; a unidade de contexto tem dimensões superiores à unidade de registo; pode ser a frase para a palavra ou o parágrafo para o tema (Bardin, 1977; Ghiglioni & Matalon, 2005). Na medida em que a nossa unidade de registo foi o tema considerámos como unidade de contexto o parágrafo.
Na análise de dados da entrevista seguimos as recomendações práticas de Lessard- -Hébert, Goyette e Boutin (1990) e de Bodgan e Biklen (1994). O primeiro momento
consistiu em várias leituras dos protocolos das entrevistas e, simultanemente, no esboço de uma lista preliminar de categorização. Seguidamente, atribuímos números às categorias preliminares de codificação e lemos novamente os dados, atribuindo os números das categorias às unidades de registo. Neste processo algumas das categorias inciais foram abandonadas e/ou reformuladas. Dada a multiplicidade e variedade dos
32 Para Unrug (1974) citado em Bardin, o tema é “uma unidade de significação complexa, de
comprimento variável; a sua validade não é de ordem linguística, mas antes de ordem psicológica: podem constituir um tema, tanto uma afirmação como uma alusão; inversamente um tema pode ser desenvolvido em várias afirmações (ou proposições). Enfim, qualquer fragmento pode reenviar (e reenvia geralmente) para diversos temas...” (1977: 105).
33 Segundo Bardin a unidade de registo “é a unidade de significação a codificar e corresponde ao
segmento de conteúdo a considerar como unidade de base, visando a categorização e a contagem frequencial. A unidade de registo pode ser de natureza e de dimensões muito variáveis” (1977: 104). De forma semelhante Ghiglioni e Matalon consideram a unidade de registo como “o segmento de conteúdo mínimo que é tomado em atenção pela análise” (1997: 191). Podemos considerar como unidade de registo a palavra, a frase ou o tema (Bardin, 1977; Ghiglioni & Matalon, 2005).
dados recolhidos e de forma a dar conta da especificidade e da riqueza dos mesmos, assegurando conclusões mais próximas dos significados atribuídos pelos inquiridos ao seu discurso e, ao mesmo tempo, também mais ricas e profundas, optámos por quatro níveis de categorização. O primeiro nível refere-se ao tema mais geral e aparece designado por categoria temática; ao segundo nível de categorização corresponde a designação de sub-categorias, ao terceiro o de sub-sub-categorias e ao quarto o de sub- -sub-sub-categorias. Ao longo do processo de análise das 10 entrevistas houve necessidade de criar novas categorias/subcategorias e/ou reformular outras assim como de repensar as relações entre as categorias e os diversos níveis de categorização. Ficámos assim com 16 categorias ou unidades temáticas. Alguns dados não foram codificados dado não se terem revelado relevantes para o nosso estudo. Bodgan e Biklen (1994) referem que os códigos devem englobar tópicos para os quais exista muito material e tópicos que queremos explorar. Alguns dados foram simultaneamente codificados em mais de uma categoria, possibilidade prevista por Lessard-Hébert, Goyette e Boutin (1990).
De modo a assegurar a fiabilidade do processo de codificação atendemos aos critérios da objectividade, sistematicidade e generalidade definidos por Ghiglione e Matalon (1997). A objectividade significa a ausência de liberdade do codificador ou a não ambiguidade do código retido; a sistematicidade e generalidade significam que o código definido para analisar uma subpopulação de entrevistas deve poder ser aplicado ao conjunto dessa população de maneira idêntica.
6.6.2. A análise estatística dos questionários
As questões fechadas do questionário aplicado aos alunos foram tratadas estatisticamente no programa Statistical Package for Social Sciences (SPSS), versão 14.0. Após a codificação dos itens introduzimos os dados (N=125). Para todos os testes aplicados, a regra de decisão foi a de aceitar a hipótese nula para os valores de significância > 0,05.
CAPÍTULO VII– APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS
RESULTADOS
No presente capítulo apresentamos e analisamos os resultados cujos dados foram recolhidos através dos dois instrumentos de observação utilizados: a entrevista e o questionário.