9. Forslag til endringer og merknader til forslagene
9.3. Forslag fra utvalgets flertall (Baumann, Cameron, Halvorsen)
A construção do questionário e a formulação das questões representam uma fase crucial no processo de investigação, pelo que para construir um questionário é necessário saber com exactidão o que procuramos e garantir que as questões tenham o mesmo significado para todos os inquiridos. É igualmente importante que o questionário seja concebido de tal forma que não haja necessidade de outras explicações para além das explicitamente previstas (Ghiglioni & Matalon, 2005). Assim, na
construção do questionário atendemos a alguns aspectos, tais como, a utilização de uma linguagem adequada aos destinatários, o evitar de questões ambíguas e de questões que sugerissem determinadas respostas ou que exprimissem expectativas. Tivémos ainda em consideração a ordem das questões e agrupámos em blocos as questões relacionadas com o mesmo tema. O questionário inclui ainda um texto introdutório no qual se explica o porquê da sua elaboração, a sua finalidade e algumas instruções para o seu correcto preenchimento.
Quanto ao conteúdo, optámos por um questionário essencialmente construído por afirmações relativas a opiniões27, que vai mais ao encontro dos objectivos pretendidos.
No que respeita à forma, a grande maioria das questões são fechadas, o que na perspectiva de Ghiglioni e Matalon (1997), é o caso mais frequente para as questões de opinião. Temos também uma questão aberta à qual “(...) a pessoa responde como quer,
utilizando o seu próprio vocabulário, fornecendo os pormenores e fazendo os comentários que considera certos, sendo aquilo que diz integralmente anotado pelo entrevistador” (Ghiglioni & Matalon, 2005: 115). A razão da introdução desta questão
aberta no questionário prendia-se com a intenção de conhecer as sugestões dos alunos relativamente ao tema em causa, permitindo simultaneamente obter outras informações não contempladas na questão fechada respectiva. Na opinião de Ghiglioni e Matalon (1997) é importante introduzir questões abertas nos questionários uma vez que vamos ao encontro da necessidade que o inquirido tem de sentir que está a ser ouvido.
À excepção das questões que visam a caracterização do inquirido, na quase totalidade das questões, optámos por uma disposição dos itens em torno de uma escala de Likert de 5 pontos. No âmbito desta escala, escolhemos várias escalas: uma vai do
27 Apenas as questões referentes à caracterização do inquirido e a questão 13 versam sobre factos.
‘concordo totalmente’ ao ‘discordo totalmente’, passando pelo ‘concordo’ e pelo ‘discordo’ e tem uma posição intermédia entre as duas últimas traduzida em ‘concordo parcialmente’; uma outra vai de ‘extrema dificuldade’ a ‘nenhuma dificuldade’, passando por ‘muita dificuldade’ e ‘pouca dificuldade’ e tem uma posição intermédia entre as duas traduzida em ‘alguma dificuldade’; outra ainda vai do ‘muito mais’ ao ‘muito menos’, passando por ‘mais’ e ‘menos’ e tem uma posição intermédia entre as duas últimas traduzida em ‘os mesmos’; por fim, a última escala utilizada vai do ‘extremamente adequado’ ao ‘nada adequado’, passando pelo ‘muito adequado’ e ‘pouco adequado’ e tem uma posição intermédia entre as duas últimas traduzida em ‘satisfatoriamente adequado’.
Na organização das questões com a primeira escala acima mencionada tivémos em atenção o efeito de halo28, pelo que alternámos as questões em que o nível ‘concordo totalmente’ da escala exprime uma posição favorável com aquelas em que a mesma resposta traduz a posição inversa, equilibrando-se, assim, os enunciados favoráveis e os desfavoráveis.
O questionário foi aplicado de forma anónima e administrado directamente na medida em foi entregue em mão aos inquiridos pela própria investigadora.
Nesta fase de construção e organização do questionário prestámos especial atenção à elaboração das questões de forma a que respondessem efectivamente aos objectivos e às questões de investigação. Os itens29 que compõem as perguntas do questionário são os
que resultaram da categorização das entrevistas exploratórias.
28 Tendência para responder a todas as questões de uma forma favorável ou desfavorável.
29 “Os itens ‘diferenciação pedagógica’ e ‘dificuldades no ensino da Filosofia a adultos’ não foram
incorporados no questionário, dado dizerem unicamente respeito aos professores. O item ”sistema das unidades capitalizáveis” também foi excluído porque o presente estudo incide sobre o sistema que deu lugar a este, a saber, sistema dos módulos capitalizáveis.
O instrumento está dividido em cinco blocos. O primeiro bloco diz respeito à caracterização do inquirido (questões 1 a 8) e visa obter dados objectivos acerca de variáveis tais como a idade, o sexo, o tipo de aluno, o ano de frequência, a média de horas de estudo por semana, a interrupção dos estudos, o período de tempo sem estudar e a altura do regresso aos estudos; o segundo bloco está estruturado em torno da questão acerca do ‘papel da Filosofia na Educação e Formação dos Adultos’ (itens 9.1. a 9.10); o terceiro bloco designa-se ’o perfil do adulto e do aluno adulto de Filosofia’ e está estruturado em torno de duas questões compostas por vários itens: a primeira é constituída por um conjunto de afirmações que se destinam a traçar o perfil do aluno adulto e é composta por dez itens (10.1 a 10.10) e a segunda visa conhecer as dificuldades manifestadas pelos alunos na disciplina (itens 11.1 a 11.11); o quarto bloco designa-se ‘estratégias/métodos utilizados nas aulas de Filosofia’ e é composto por três questões: a primeira é relativa à frequência da disciplina no Ensino Regular com categorias de resposta ‘sim’ e ‘não’, a segunda incide sobre o confronto entre as estratégias/métodos utilizados pelo(s) professor(es) de Filosofia que os alunos tiveram no Ensino Regular e os professores de Filosofia actuais (itens 13.1. a 13.11), a terceira refere-se às estratégias/métodos utilizados pelo(s) professor(es) de Filosofia actual(ais) (itens 14.1. a 14.11.); por fim, o quinto bloco intitula-se ‘programa de Filosofia, manual adoptado e sistema de ensino por módulos’ e inclui duas questões também formadas por vários itens: na primeira os alunos deveriam manifestar a sua concordância ou discordância relativamente a um conjunto de afirmações relativas aos temas acima referidos e na segunda era pedido aos alunos que fizessem sugestões com vista à melhoria do ensino de adultos no sistema de ensino por módulos capitalizáveis (15.1. a 16.19).