Este estudo pretendia averiguar o papel do erro na regulação da aprendizagem do tema derivada de uma função. Um estudo desta natureza apresenta algumas limitações que se prendem com o contexto em que o mesmo foi desenvolvido. Por um lado, os alunos não estavam habituados a trabalhar de acordo com a estratégia delineada, o que nem sempre tornou fácil envolver toda a turma, principalmente os alunos desmotivados ou com dificuldades de aprendizagem. Deste modo, o ensino não chegou a todos os alunos ao mesmo tempo. Por outro lado, o tempo dedicado às aulas da intervenção foi curto, o que não permitiu que os alunos se adaptassem à estratégia delineada.
Para além disso, a falta de inexperiência foi outra grande limitação para a elaboração deste estudo. Sendo as aulas usadas neste estudo as minhas ‘primeiras’ aulas em frente a uma turma, a minha primeira opção enquanto professora era cumprir o plano de aula, deixando um pouco para segundo plano a preocupação de arranjar informação para a elaboração deste relatório.
Como recomendações para estudos futuros recomendo estudar o contributo de estratégias de ensino que proponham tarefas resolvidas em várias fases. Após as resoluções de uma tarefa, feita individualmente ou em grupo, o professor ao ver as resoluções apresenta alguns comentários. Tais comentários não identificam os erros, mas dão pistas para que os alunos possam criticamente ver o que fizeram. Numa aula posterior, as resoluções são
entregues de novo aos alunos e estes têm de resolver outra vez a mesma tarefa, desta vez baseando-se nos comentários feitos pelo professor. Este processo deve ser ‘repetido’ até que a resolução apresentada pelo(s) aluno(s) esteja resolvida corretamente.
Outra recomendação consiste em analisar como os professores de Matemática encaram os erros dos alunos. Segundo Almouloud (2010), um dos fatores que mais influenciam a aprendizagem de conceitos matemáticos é o tratamento que o professor dá ao erro do aluno. A forma como o professor encara os erros cometidos pelos alunos é fundamental para que os alunos aprendam com esses erros.
Na última aula da minha intervenção, quando foram entregues as questões no final da aula, dois alunos referiram que as causas dos seus erros deveram-se as tarefas serem difíceis, mas será que os erros cometidos pelos alunos nas tarefas de dificuldade reduzida são os mesmos erros cometidos pelos alunos nas tarefas de dificuldade elevada? Uma outra recomendação é estudar a relação entre a tipologia de tarefas e os erros cometidos.
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