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4 Analyse 65

4.1.1 Analyse av intervju

4.1.1.2 Kategori 2: Muntlig og skriftlig respons

Thompson (1976) adota o conceito de ambiente operacional como é usado por Dill (apud THOMPSON, 1976, p.43) para identificar “... as partes do meio ambiente que são relevantes ou potencialmente relevantes para estabelecer e atingir um objetivo”. Compõe-se de quatro setores principais: clientes (distribuidores e usuários);

fornecedores (de materiais, mão-de-obra, capital, equipamento e espaço de trabalho); concorrentes (de mercado e recursos); e grupos regulamentadores (órgãos do governo, sindicatos e associações de firmas).

- Clientes. O cliente de uma organização pode ser um fabricante, um distribuidor ou um usuário, de seus produtos ou serviços, conforme for o caso. Geralmente este setor é chamado de mercado, ou seja, o conjunto de todos os indivíduos ou organizações que compram ou podem ser induzidos a comprar um produto ou serviço.

- Fornecedores. Este setor é o mercado de suprimento das entradas. São empresas que fornecem todas as entradas necessárias para as operações da organização, com as quais ela mantém relações de dependência. Toda organização depende de matéria prima, trabalho e capital para operar. Se tiver problemas com a disponibilidade desses recursos, a capacidade da organização de continuar operando poderá ser ameaçada. Todas as organizações dependem das pessoas para alcançar seus objetivos e metas, ou seja, precisa de mão-de-obra qualificada, neste sentido é de fundamental importância às organizações estarem instaladas em locais onde exista a mão-de-obra qualificada dentro de suas necessidades e que garanta sua operação. Além de matéria prima e mão-de-obra, as organizações precisam de capital para manter sua operação. Esse capital deverá vir de lucros gerados, de investidores ou de bancos que emprestam dinheiro para organização. Companhias lucrativas e bem posicionadas não encontram dificuldades para obtenção de recursos para sua operação, podendo obtê-los em condições favoráveis, tendo, desta forma, um diferencial competitivo frente a seus concorrentes, que por ventura não tenham essa condição.

- Concorrentes. Este setor é constituído por empresas que concorrem entre si. Os concorrentes disputam os recursos necessários, ou seja, disputam fornecedores e clientes. Para aumentar sua participação no mercado, a organização tem que satisfazer melhor (mais) aos clientes que seus concorrentes. Tanto para saídas como para entradas, alterando o mecanismo de oferta e procura do mercado, interferindo nas disponibilidades, nos preços, na qualidade e na facilidade ou dificuldade na obtenção dos recursos necessários para a organização operar. Em um ambiente estático, os concorrentes oferecem hoje os mesmos produtos e serviços pelo mesmo preço de ontem, e continuarão oferecendo amanhã. Infelizmente, para os gestores/líderes, os concorrentes mudam suas estratégias; lançando, por exemplo, novos produtos com características melhoradas. (ROBBINS, 1997).

As organizações constantemente também enfrentam problemas com a possibilidade e surgimento de novos concorrentes. Hoje empresas que vendem confecções, por exemplo, têm como concorrentes as pequenas prestações dos grandes varejistas de produtos duráveis como eletroeletrônicos e seus gerentes, e têm que buscar estratégias para fazer frente a esta nova realidade. Portanto, a geladeira, o fogão e a televisão fazem concorrência para uma toalha de banho, uma blusa ou um vestido.

Para se manter e perpetuar no mercado, a organização tem que satisfazer muito mais seus clientes em comparação com a concorrência.

- Grupos regulamentadores. Este setor é constituído por organizações que, de alguma forma, controlam ou restringem as operações de uma organização.

a) Governo: devido às constantes mudanças nas leis e regulamentações, os governos acabam gerando muita incerteza para as organizações, pois é comum suas ações criarem instabilidade econômica e política. Ações econômicas e políticas de governos inconseqüentes provocam grandes devastações em organizações. Quando um governo desvaloriza uma moeda repentinamente pode causar a quebra de uma empresa, como também inibir outras empresas, que queiram investir naquele país.

Segundo Chiavenato (1987), estas ações são decorrentes das políticas e critérios de decisão adotados pelo governo nas esferas federal, estadual e municipal, como também pelos governos estrangeiros, quando suas decisões têm influência sobre as atividades das organizações.

Para o autor, as variáveis políticas incluem o clima político e ideológico geral que o governo pode criar e a estabilidade ou instabilidade política e institucional do país em geral, já que estes fatores irão repercutir em algum grau no comportamento das organizações.

b) Mídias: se olharmos para os muitos veículos de comunicação que nos cercam, poderemos observar que os jornais, a televisão, o rádio e outras mídias geram incerteza para as organizações devido ao seu grande poder de influenciar os consumidores e os órgãos regulamentadores. Exposição de acontecimentos desabonadores em programas nacionais de televisão, rádio ou em jornais, como a Folha de São Paulo, O Globo ou a Gazeta Mercantil, Revista Veja, Revista Isto é entre outras, provocam baixas incríveis nos preços das ações das companhias citadas, provocando muitos outros prejuízos como ações na justiça, multas, queda do consumo de produtos, etc., e, em algumas situações, até falências de empresas. Por outro lado, uma publicidade favorável da

mídia pode fazer exatamente o contrário, levando a procura por determinados produtos e, conseqüentemente, obrigando as companhias a aumentar a produção. Logo estas companhias passam a serem valorizadas em todos os sentidos, ganhando muito dividendos com isto.

c) Outros interesses (especiais): muitas companhias são vulneráveis às publicidades negativas, com isso sofrem pressões do consumidor vindo de grupos de interesses especiais. Pode-se destacar alguns exemplos, como o que organizações de saúde fazem contra o cigarro e contra a industria de bebidas alcoólica, alertando sobre todos os males que estes produtos causam. Estudantes, através de associações, pressionam cinemas e casas de espetáculos para que ofereçam meia entrada a estudantes. Empresas que fazem algum tipo de poluição ambiental recebem pressão da comunidade onde estão inseridas e esta imagem negativa afeta seus produtos junto aos diversos mercados onde atuam. Os gestores/líderes de pequenas e grandes empresas precisam cada vez mais estar atentos à sondagem ambiental para interpretar e antecipar-se às mudanças em seu ambiente, isto é, buscar sempre a maior quantidade possível de informações para descobrirem tendências emergentes e estarem se adaptando rapidamente a um novo conjunto de cenário, facilitando, assim, sua tomada de decisão.

Constata-se que a relação que existe entre uma organização e seu ambiente operacional é essencialmente de permuta. Assim é que um elemento direto pode achar necessário ou conveniente não continuar com o apoio que vinha dando a organização. Desse modo, o ambiente direto ou operacional constitui uma contingência para essa organização. (THOMPSON, 1976).

Portanto, todos os componentes de cada uma destas variáveis abordadas constituem as forças ambientais que agem sobre as organizações de forma positiva ou negativa, facilitando ou dificultando suas operações.

A relação que existe entre uma organização e seu ambiente operacional é essencialmente de permuta. Em função disso, um elemento do ambiente direto pode achar necessário ou conveniente não continuar com o apoio que vinha dando à organização. Desse modo, o ambiente direto ou operacional constitui uma contingência para essa organização. (THOMPSON, 1976).

Da mesma forma que o ambiente externo influência o processo de tomada de decisão, a gestão das informações, também exercem um papel fundamental.