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4 Analyse 65

4.1.1 Analyse av intervju

4.1.1.3 Kategori 3: Formativ og summativ vurdering

Os fundamentos da gestão da informação podem ser encontrados no trabalho de Drucker (1986) que, na década de 60, definia-a como aquisição sistemática e objetiva de informação e sua aplicação sistemática e objetiva como o novo fundamento para o trabalho, a produtividade e desenvolvimento mundial.

A gestão da informação define-se também como a aplicação de princípios administrativos à aquisição, organização, controle, disseminação e uso da informação para a operacionalização efetiva de organizações de todos os tipos. (WILSON, 1997). Colocada de forma simplista, a gestão da informação é a aplicação dos conceitos de Ciência da Informação/Documentação e dos ciclos da informação e documentário às organizações.

Em todos aspectos, a gestão da informação subsidia e permite o desenvolvimento do ciclo da inteligência, ajudando na negociação da questão (tasking), nas atividades de coleta de informação (registros documentários organizacionais, fontes públicas de acesso à informação), inclusive na formulação da busca por informações (indexação e

thesaurus). Nas organizações, a gestão da informação processa e analisa a informação

coletada, disseminando-a, posteriormente, em forma de relatórios, briefings, ou outras formas de preparação e “reempacotamento”1 da informação com valor agregado.

O principal objetivo da gestão da informação é identificar e potencializar recursos informacionais de uma organização ou empresa e sua capacidade de informação, ensinando-a a aprender e adaptar-se às mudanças ambientais. De acordo com pesquisadores, como por exemplo, Carvalho (2001) o aspecto de gestão da informação mais crítico é o monitoramento contínuo do ambiente para reduzir a incerteza. (BOWONDER, MIYAKE, 1992, p.48).

O ciclo da gestão da informação é iniciado quando se detecta uma necessidade informacional, um problema a ser resolvido, uma área ou assunto a ser analisado. É um processo que se inicia com a busca da solução do problema, da necessidade de se obter informações sobre algo, e passa pela identificação de quem gera o tipo de informação necessária, as fontes e o acesso a informação, sua aquisição, registro, representação e recuperação, análise e disseminação da informação que quando usada aumenta o conhecimento individual e coletivo.

Informação, no contexto da gestão da informação, refere-se a todos os tipos de informação de valor, tanto de origem interna quanto externa à organização, mas é bem

1 Recondicionamento ou reempacotamento da informação – seleção de informações relevantes, estudos críticos condensados

sobre determinados aspectos de interesse e relevância, que facilitem ao tomador de decisão ou ao cliente, uma visão rápida e abrangente do estado dos conhecimentos, num determinado momento, sobre um certo assunto (Robredo & Cunha, 1986, p.9-10).

mais abrangente e com maior valor agregado do que os tradicionais sistemas de informação gerencial ou estratégica presentes em organizações com o advento do planejamento estratégico. Inclui recursos que se originam na produção de dados, tais como de registros e arquivos, que vêm da gestão de pessoal, pesquisa de mercado, inteligência competitiva, de uma gama vasta de fontes. Gestão da informação preocupa-se com o valor, qualidade, posse, uso e segurança da informação no contexto do desempenho (performance) organizacional. (WILSON, 1997).

Olhando as organizações pelo prisma sistêmico, ou seja, como um complexo de atividades inter-relacionadas, muitas vezes, observa-se que não ocorre uma percepção das transformações que se processam na sociedade, assim como não se percebe a necessidade de evolução do negócio. Nesse cenário, muitas organizações não compreendem as transformações ocorridas e têm a sensação de perda de controle, em decorrência das constantes mudanças que são freqüentemente impactantes e se implementam antes mesmo de terem sido assimiladas às anteriores, exigindo cada vez mais dos indivíduos o acompanhamento dessas tendências.

Para isso, é imprescindível que haja mudanças nos modelos vigentes da organização, adotando inovações e buscando novos conhecimentos, bem como repensar a concepção de gestão organizacional. Nesse processo, a organização terá que desafiar o ambiente em que atua, inteirar-se sobre os acontecimentos externos, identificar as oportunidades e ameaças, adotando posturas pró-ativas, definindo metas a serem atingidas, enfim, estabelecer as estratégias competitivas que deverão ser priorizadas, visando a nortear as diretrizes que serão seguidas quando da tomada de decisão.

Colocando a tomada de decisão como função comum dos gerentes na realização de suas atividades, Montana, Charnov (2002, p.75) definem o processo de tomada de decisão como sendo a: seqüência de eventos abordados pela administração para solucionar problemas em seus negócios; um processo sistemático que segue uma seqüência de identificação de problemas; geração de soluções alternativas; análise das conseqüências; seleção e implementação da solução; avaliação e 'feedback'. O processo de tomada de decisão requer do executivo não só conhecimento prévio das condições internas da organização, do seu ambiente externo, como também a avaliação das decisões já tomadas e suas conseqüências. Esse posicionamento será mais bem assimilado se o administrador dispuser de informações confiáveis, que identifiquem os problemas e proporcionem as propostas de possíveis soluções. (CARVALHO, 2001).

Para que a organização alcance sucesso no processo de tomada de decisão, ela necessita de informações úteis, corretas, entregues na hora certa e às pessoas certas. Desse modo, as informações precisam ser gerenciadas da mesma forma que os outros recursos. Faz-se necessário estabelecer políticas e programas de organização e tratamento para que elas se apresentem com mais eficácia.

A informação deixa de ser um elemento comum do cotidiano, assumindo papel de importância e passando a ser considerada tão vital quanto os recursos humanos (capital intelectual), materiais ou financeiros, que são imprescindíveis à sobrevivência das organizações. (CARVALHO, 2001).

A informação passa a ser entendida como qualquer outro recurso que possui valor, Cronin (1990, p.202) apresenta o pressuposto de que a informação tem valor e potencial: "um valor de uso (o que se faz da informação); um valor de troca/mercado

(varia conforme as leis da oferta e da demanda); um valor de propriedade (há um interesse individual do seu poder); e o valor de restrição (isto é, uma informação de interesse comercial)".

Gerenciar informação como um recurso organizacional implica, primeiramente verificar as necessidades informacionais dos indivíduos da organização. Na segunda etapa, prospectar e coletar o que é relevante. Em terceiro lugar, selecionar (filtrar), organizar, tratar, armazenar. Por último, disseminar, transferir e gerar novas necessidades. Torna-se, assim, necessário buscar metodologias e ferramentas para desenvolver essas atividades de maneira eficiente, a fim de gerar conhecimento e inteligência, visando subsidiar o processo decisório. (CARVALHO, 2001).

Ressalta-se a importância das organizações gerenciarem, de forma mais eficiente, os recursos humanos, valorizando seu potencial e capacitando-os de forma a compreenderem o valor da informação e do conhecimento, assim como da importância do domínio de tecnologias de informação e da cultura organizacional que são fundamentais para o bom desempenho profissional.

2.3 CULTURA ORGANIZACIONAL

Para Bilhim (1996), a cultura significa mais do que as normas ou os valores do grupo, traduzindo-se sim numa resposta genérica aos problemas que podem surgir, baseada em sucessos conseguidos perante situações passadas.

A cultura de uma organização é um conjunto de características que a torna singular perante as outras. Trata-se de um conjunto de valores que podem ser