6 Avsluttende ord 127
6.3 Forslag til videre forskning
A pesquisa procurou abordar a população de voluntários atuantes nas três (3) diferentes organizações do terceiro setor ligadas ao HIV/Aids na Grande Florianópolis – GAPA/SC, FAÇA e o Programa Sinal Verde. Todavia, não foi possível contatar todos os voluntários em virtude da indisponibilidade dos mesmos e em função de alguns deles estarem afastados das instituições por motivos pessoais.
Na primeira instituição – GAPA/SC – foram entrevistados quatro (4) voluntários. A ONG foi visitada durante duas semanas consecutivas e foram entrevistados os voluntários que se encontravam presentes nesse período. Um dos voluntários não foi entrevistado por
ter sido encaminhado à organização por meio dos Voluntários em Ação há menos de uma semana. Desta forma, não foi entrevistado pelo pouco tempo de atuação.
Na segunda organização – FAÇA – foram entrevistados todos os voluntários atuantes na mesma. Sendo que a psicóloga, a advogada e outro membro não foram entrevistados por serem remunerados por projetos – não incidindo na qualidade de voluntários; apesar de já terem atuado como tal em outro período. A secretária, por ser remunerada, também não foi entrevistada. Ao todo, foram realizadas seis (6) entrevistas nesta organização com os atuais voluntários.
Na terceira e última instituição – Programa Sinal Verde – foram entrevistados oito (8) voluntários. Existem vinte (20) voluntários dastrados dos quais somente onze (11) vêm atuando regularmente. Todavia, foram entrevistados apenas aqueles que já haviam concordado em ceder um tempo às entrevistas em uma reunião prévia realizada com os coordenadores, autorizando que a secretária fornecesse seus nomes e números telefônicos respectivos para que a pesquisadora entrasse em contato e agendasse um horário com os mesmos. Do total de onze (11) voluntários atuantes, dois (2) não foram encontrados nos seus números telefônicos (não atendendo as diversas chamadas realizadas e não retornando a ligação) e uma (1) voluntária disponibilizou uma data posterior ao período de coleta de dados da pesquisa.
Assim, foram realizadas ao todo, dezoito (18) entrevistas com diferentes voluntários em três (3) distintas organizações do terceiro setor atuantes na área da saúde - HIV/Aids, procurando abranger o maior número de voluntários, com intuito de assegurar a confiabilidade dos dados adquiridos.
A unidade de análise da pesquisa é a individual, tendo em vista que se buscou analisar o que são as competências individuais dos voluntários que atuam em organizações do terceiro setor da área de saúde ligadas à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Para preservar a identidade dos voluntários e sua possível identificação por trechos contidos na presente pesquisa, os mesmos serão tratados no masculino; não ocorrendo no texto diferenciação de sexo.
Foi possível verificar que mais da metade do número de voluntários entrevistados - 55,56% - é do sexo feminino, constituído num total de dez (10) mulheres. Enquanto o número de homens não fica muito abaixo do percentual feminino, totalizando em oito (8) o
número de voluntários do sexo masculino. Estes números denotam que o sexo masculino também tem um papel importante no que se refere à população do voluntariado que atua em organizações do terceiro setor ligadas ao HIV/Aids na Grande Florianópolis.
No que tange a faixa etária, foi possível constatar que a faixa de maior destaque dos voluntários entrevistados é entre trinta e um (31) e quarenta (40) anos, representando 38% do total de entrevistados. Em seguida, encontra-se a faixa etária entre quarenta e um (41) e cinqüenta (50) anos, com 22% dos respondentes. Os voluntários com até vinte (20) anos foi representada por uma única voluntária que possui vinte (20) anos e atua no Programa Sinal Verde.
Referente a faixa etária de maior destaque, entre trinta e um (31) e quarenta (40) anos, é possível inferir que esta é uma faixa que compreende pessoas economicamente ativas, e que apenas dois (2) voluntários desta faixa etária não trabalham, um por estar aposentado e outro por não estar mais trabalhando e ter assumido as funções do lar, o que denota que os voluntários desta faixa etária dividem o tempo do seu trabalho regular com o exercício do voluntariado, e não são pessoas que resolveram ser voluntárias apenas para ocupar seu tempo livre.
Com relação ao grau de escolaridade dos voluntários foi possível constatar que 33% dos voluntários entrevistados possuem o segundo grau completo e 11% possuem o segundo grau incompleto. O segundo maior percentual ficou em 28%, representado pelos voluntários que possuem nível superior. O menor percentual de escolaridade ficou em 6% da amostra, caracterizada pelos voluntários que não possuem o primeiro grau completo.
Cumpre, neste ponto, ressaltar que os voluntários que apresentam baixo grau de escolaridade deixaram claro no transcorrer de suas entrevistas que o aprendizado dos mesmos não foi os bancos escolares e sim a vida, de acordo com os trechos abaixo destacados:
“Terceiro ano escola. Eu aprendi tudo na rua, escrever bem, falar bem, aprendi a traduzir o inglês também na rua”. ENTREVISTA 01
“Minha escolaridade eu tive o primário, eu fiz a faculdade da vida”. ENTREVISTA 04
Esses trechos são característicos dos voluntários compreendidos nos 6% verificados na pesquisa, que incidem no grau de escolaridade: Primeiro Grau Incompleto, ambos pertencentes à mesma Organização.
Não foi possível, na presente pesquisa, verificar o número de voluntários soropositivos. Não houve nenhuma questão que abordasse esse tema diretamente com voluntários entrevistados. Alguns voluntários assumiram, desde o início da entrevista sua condição de portador do HIV, outros, todavia, não deixaram este ponto claro; nem se dizendo portador e nem negando esta condição.