Del III Inntektssikring gjennom
9.6 Jobbskattefradrag og arbeids-
A irrigação de culturas agrícolas é uma prática muito antiga. Aproximadamente 11% das plantações agrícolas do mundo são irrigadas. Assim, a irrigação é essencial para aumentar a produtividade do solo por todo o mundo (Foth, 1990).
Para a implementação de um sistema de irrigação é necessário ter uma adequada, disponível e de qualidade, reserva de água. A água pode ser obtida de variadas formas, da superfície (em rios, lagos e riachos), do subsolo (através de poços ou furos) ou ainda obter a água através rede pública de distribuição. A sustentabilidade de cada opção deve ser cuidadosamente
avaliada e escolhida a mais confiável. Normalmente, o volume de água necessário para o objectivo de irrigar uma cultura é bastante elevado, assim o armazenamento de água pode ser necessário. A quantidade de água armazenada, tem de ser em função do pico de necessidade e da fiabilidade da origem da água, pelo que de uma forma geral, o volume da reserva de água pode ser equivalente à quantidade de água utilizada durante um dia na época de pico da irrigação. Os reservatórios físicos podem ser do tipo de pequenos tanques, ou no caso de instalações grandes onde a recolha de água tem de ser efectuada nos meses de Inverno, pode ser necessário ter pequenas lagoas (DTI, 2004).
Existem pelo mundo fora variadíssimos métodos de irrigação, uns simples outros mais com- plexos, outros até compostos e mistos de vários sistemas, no entanto, há métodos básicos e com muita aplicação nos nossos dias. Para a selecção de qual dos vários métodos de irrigação a utilizar, devem ser levados em consideração vários aspectos, tais como: cadência de infil- tração, natureza e declive da superfície a irrigar, quantidade de água e como é transportada, rotação da cultura, e pluviosidade sazonal.
No fim de se conhecer estes parâmetros, a correcta escolha do sistema de irrigação é facilitada. Nos pontos seguintes apresentam-se alguns dos métodos mais utilizados.
Irrigação por Cheia
Este é o método que tem menores custos tendo em conta que a água nesse local deve ser relativamente barata. Consiste em inundar a terra distribuindo a água pela força da gravidade (ver figura 3.6). Por esse motivo deve apenas ser utilizado em campos planos e sem inclinação, caso contrário facilmente este método poderá regar demasiado umas áreas e deixar outras por regar. Este método baseado na inundação do solo é bastante útil para retirar o sal do solo, no entanto é ineficiente caso se tiver em conta a perda de água por evapotranspiração. Um exemplo de aplicação deste método é um arrozal.
Irrigação por Regos
Pequenas valas paralelas são feitas no solo, regos, por onde a água circulará, conforme apresentado na figura 3.7. As plantas usualmente crescem no solo mais elevado entre as valas. Este sistema é similar ao anterior exceptuando que neste a distribuição da água é realizada através dos regos. Este é o método mais utilizado nos países em desenvolvimento, pois pode ser realizado apenas através de trabalho humano. Um exemplo da aplicação deste método é numa pequena horta particular.
Figura 3.7.: Representação de um sistema de rega por inundação de regos.
Para este método é necessário ter em conta a profundidade dos regos, o espaçamento entre eles e ainda o tipo de solo, isto para que a água ao se infiltrar no solo tenha um movimento capilar lateral, indo desta forma humedecer o solo na zona das raízes das plantas, como pode ser visualizado na figura 3.8.
Figura 3.8.: Representação do solo húmido com o método de irrigação por regos. Irrigação por Aspersores
Este sistema é muito utilizado, pois é bastante versátil, pode ser observado de forma mais comum em relvados. Para a utilização deste sistema o nivelamento do terreno não é
necessário. A sua natureza portátil torna-os adequados para suplementar a chuva natural. Quando ligados a sistemas de medição, estes sistemas podem ter um funcionamento au- tomático. Quando utilizados em grandes áreas podem causar o desaparecimento das reservas subterrâneas de água, podem ainda alterar o ambiente envolvente, pois ao molhar as folhas das plantações e solo à superfície afecta a temperatura ambiente, como refere Foth (1990).
Estes mecanismos funcionam libertando a água em forma de spray, e são utilizados geral- mente em locais onde existe uma reserva de água de boa quantidade e qualidade. Grandes quantidades de água podem ser distribuídas em grandes áreas e em curtos espaços de tempo. A desvantagem óbvia destes sistemas é a relativa grande perda de água pelo vento, ou seja, as pequenas gotículas de água (spray) podem seguir o movimento do vento e não ir ter ao solo no local desejado. Há um número imenso de diferentes aspersores, tais como: fixos, pop-up, diferentes sprays e rotações variadas, etc.. É usual na instalação de aspersores definir as irrigações para a noite ou fim da tarde, pois dessa forma tende-se a diminuir as perdas por evapotranspiração e é realizada de forma menos incómoda para os humanos (DTI, 2004).
Figura 3.9.: Fotografia da utilização de aspersores numa determinada cultura. Dentro do tipo de aspersores, encontram-se sistemas que utilizam aspersores em máquinas móveis. Estas têm o objectivo de cobrir uma maior área agrícola, são os chamados Pivôs. Estes podem ser centrais (formando um círculo, como se vê na figura 3.10) ou lineares. Pequenos motores eléctricos permitem o movimento da estrutura, a água é transportada por tubos até ao pivô e este eleva a água e distribui-a pelos vários aspersores que libertam um spray por toda a cultura.
(a) Área agrícola irrigada por pivô central. (b) Fotografia de um pivô linear a irrigar.
Figura 3.10.: Figuras representativas da utilização de um pivô na irrigação. Irrigação Gota a Gota
Este método ocorre de forma contínua, e consiste em aplicar uma reduzida quantidade de água numa área localizada do solo. Mangueiras são distribuídas por filas de plantas ou árvores. Somente uma pequena parte da área das raízes é molhada, e estas absorvem rapidamente a água. A maior vantagem deste sistema consiste na redução na quantidade total de água utilizada e também a possibilidade de ser implementado em superfícies muito íngremes onde outros sistemas não se adaptam (Foth, 1990). No entanto a maior desvantagem consiste em haver a possibilidade de entupimentos, o que implica a necessidade de haver uma filtragem de água de boa qualidade. Este método é aplicado usualmente em pomares, cultivo de árvores de fruto.
Irrigação no Sub-solo
Este método consiste numa tubagem enterrada no solo com várias perfurações por onde a água sairá entrando em contacto com o solo. A maior vantagem deste sistema baseia-se em fornecer água directamente na zona das raízes das plantas. No entanto é preciso ter em conta que as raízes finas crescem na direcção da água e rapidamente alcançam os tubos e bloqueiam as perfurações afectando assim a eficiência do sistema. Estes sistemas não são considerados adequados para áreas agrícolas muito grandes.