Del III Inntektssikring gjennom
10.2 Hvordan bedre kompetansen?
10.2.2 Arbeidsmarkedstiltak
A composição botânica das pastagens é determinante na produção destas e o seu conhecimento permite aumentar a sua produtividade através do maneio mais adequado à aptidão própria de cada espécie pratense ou através da introdução de outras de maior valor nutritivo. Uma forma de aumentar a produtividade das pastagens passa pela utilização de pastagens biodiversas, ricas em leguminosas, assegurando-se uma maior persistência das espécies devido ao seu banco de sementes (Rosa, 1996; Teixeira et al., 2015).
A composição botânica está dependente de vários fatores, como o clima, a competição pelo espaço, água e nutrientes, a intensidade do pastoreio e os consequentes pisoteio e seletividade dos animais, relacionando-se com a carga animal, as técnicas culturais e de maneio, como a fertilização, e as caraterísticas de cada espécie de tolerar e resistir a estes fatores (Rosset et al., 1997).
As alterações na composição botânica interferem nos níveis de carbono (C) e de N das plantas pratenses vivas ou senescentes, verificando-se um aumento do teor destes elementos, em pastagens com uma maior diversidade de espécies contribuindo, assim, para solos mais férteis, dado que se promove a sua estabilidade (Mikhailova et al., 2000; Teixeira et al., 2015).
Em pastagens a maiores altitudes, são esperadas alterações na sua composição em espécies devido às alterações das condições edáficas e climáticas. Nestas condições, o rendimento das pastagens diminui, devido ao encurtamento da estação de crescimento e ao declínio da temperatura média, e verifica-se uma redução na eficiência de utilização da água (Rosset et al., 1997). Contudo, o aumento das produções registadas numa pastagem está mais dependente de um maneio adequado do que de as caraterísticas do clima e solo onde a pastagem está instalada (Klapp,1971).
A fertilização da pastagem tem como objetivos uma adequada produção de MS e consequente aumento na produtividade animal, assim como uma relação equilibrada de gramíneas e leguminosas (Rosa, 1996).
Tal como a deficiência de água, a carência de N é um dos fatores que mais condiciona a produtividade das pastagens, sobretudo durante o inverno e início da primavera, quando as gramíneas predominam na pastagem, absorvendo em maior quantidade este nutriente, em particular nos estádios iniciais de desenvolvimento, para sustentar a fotossíntese e o desenvolvimento da área foliar (Skonieski, 2009).
O fósforo (P) é importante, sobretudo para as leguminosas, dado que favorece
o seu desenvolvimento, pois potencia o enraizamento e o desenvolvimento e funcionamento dos nódulos favorecendo, também, a incorporação de N no solo (Rosa, 1996; Teixeira, 2015; Vrignon- Brenas et al., 2016). Em solos com carências de P verifica-se uma redução no desenvolvimento das leguminosas e, consequentemente, na fixação biológica de N2, devido à menor produtividade dos nódulos (Divito e Sadras,
2014) e, também, das gramíneas consociadas ocorrendo, assim, um decréscimo da produção de MS. Em pastagens com elevadas carências deste elemento, a sua falta pode ser mais limitante à produção que a acidez do solo (Bandinelli et al., 2005). Devido à importância do P na nutrição das leguminosas pratenses, é necessário ter em atenção os fatores que mais afetam a sua concentração no solo, como a fertilização e o pastoreio. Maiores aplicações de N, assim como um pastoreio mais intensivo, vão
originar reduções deste elemento no solo, afetando a persistência das leguminosas na pastagem (Dillard et al., 2015).
Além dos teores de P e K, a persistência e proporção das leguminosas na pastagem depende de outros fatores como a competição com outras espécies, a temperatura, a precipitação e a radiação (Vrignon-Brenas et al., 2016). Quando numa consociação, as leguminosas têm maiores dificuldades em competir com as gramíneas, tanto por luz como por água e nutrientes, produzindo menos biomassa, sendo cada vez mais difícil o seu acesso aos recursos básicos para se desenvolverem. Assim, é necessário gerir o coberto vegetal adequadamente, para se conseguir uma composição botânica equilibrada. Uma forma de atingir este objetivo, dado que as leguminosas são muito suscetíveis à sombra, é através dos cortes, quanto mais frequentes forem, melhores condições de luz terão reduzindo-se, assim, o domínio das gramíneas (Rodrigues, 2010). Contudo, em pastagens sujeitas a cortes mais frequentes, assim como a um grande pisoteio resultado de um pastoreio intensivo, verifica-se uma reduzida taxa de regeneração das espécies (Mikhailova et al., 2000).
A pastagens permanentes sem a adição de N está associada uma maior diversidade de espécies, mas também de material senescente. Pelo contrário, a pastagens temporárias com maiores aplicações de N associa-se uma maior percentagem de gramíneas, com maior acumulação de biomassa, sendo esta superior no primeiro ciclo de crescimento de erva e, consequentemente, uma maior produção de leite (Farruggia et al., 2014).
Quando a carga animal não é adequada à produtividade da pastagem e não respeita as formas e ritmos de crescimento e desenvolvimento das espécies pratenses, pode verificar-se o sobrepastoreio durante períodos prolongados de tempo, afetando a persistência de algumas espécies e cultivares e, consequentemente, a composição botânica (Freixial e Barros, 2012). O animal em pastoreio afeta a composição botânica da pastagem quando da sua intensidade de pastoreio resultam maiores áreas foliares de uma espécie do que de outra. A elevada carga animal origina a desfoliação excessiva, sem que haja recuperação das reservas das espécies pratenses, favorecendo a germinação de espécies ruderais e, pelo contrário, dificultando o recrescimento das gramíneas. Os animais em pastoreio interferem na composição botânica da pastagem também a partir da deposição da urina e fezes, com distribuição heterogénea de N no solo, beneficiando assim a proliferação de gramíneas. Contudo, é possível reverter esta situação, pois em pastagens com uma maior diversidade de espécies há uma menor excreção de N pela urina dos animais em pastoreio (Totty et al., 2013).
À medida que diminuem as espécies numa pastagem reduz-se, como seria de esperar a sua capacidade fotossintética e produtividade (Salman, 2007; Domingos, 2015). Desta situação resulta uma maior erosão do solo da fertilidade e estrutura dos solos (Lopes, 2015), potenciando o desenvolvimento de infestantes.
Em situações de subpastoreio, verifica-se uma maior heterogeneidade, os animais selecionam as espécies mais palatáveis e jovens, favorecendo, assim, o domínio de algumas espécies que permanecem na pastagem. A qualidade nutritiva destas pastagens tende a decrescer com a proliferação de espécies como Ranunculus spp. e Holcus lanatus, e com o avançar do estado de maturação das pratenses (Eschen et al., 2012). Neste caso, e devido à seletividade, a biomassa não pastoreada acaba por senescer e secar, prejudicando o recrescimento da pastagem (Salman, 2007), situação que ocorre sobretudo em parcelas com maiores dificuldades de acesso pelos animais como as que se encontram a maiores altitudes. Com efeito, a composição botânica é afetada também pela maior ou menor facilidade de acesso às pastagens, sendo o grau de parcelamento decisivo para a forma e intensidade de exploração podendo, tal fato, contribuir para o aumento significativo do nível de infestação das parcelas (Klapp, 1971). Em pastagens sujeitas a intensidade de pastoreio baixo a moderado as espécies mais produtivas mantêm a área foliar adequada, atingindo uma maior altura, assim como uma maior cobertura do solo e são mais eficientes na interceção da luz. Em pastagens com estas caraterísticas, reduz-se a dimensão do banco de sementes e consequentemente o número de plântulas infestantes emergidas (Schuster et al., 2016). Os tipos de pastoreio interferem também na composição botânica, o pastoreio rotacional, ao contrário do contínuo, em áreas férteis permite a manutenção da qualidade da pastagem e, por conseguinte, uma maior produção (Farruggia et al., 2014).