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ISO 14001-implementation in the model

Ao descrever sobre competência empreendedora pode-se dizer que, segundo Mamede e Moreira (2005), a competência empreendedora pode ser tratada tanto como competência do indivíduo, quanto relacionada à prática administrativa, devido às diferentes tarefas que desempenham. Neste sentido, cada dia mais se torna visível que no campo de estudos voltados para áreas do âmbito organizacional, como também no que diz respeito a treinamentos e ao incremento da postura vocacional, a ênfase na necessidade de se aperfeiçoar as habilidades e capacidades que gerem reflexões sobre as práticas profissionais está presente. A crítica mais corriqueira para tal preocupação está relacionada na necessidade de apoio para dirigentes e equipes enfrentarem, de forma efetiva, os crescentes índices de mudança social, em particular aqueles que colaboram para aumentar a incerteza nos negócios e, consequentemente, no mercado de trabalho (SCHÖN, 1991; GIBB, 1999).

Neste aspecto, existem competências que são associadas às posturas empreendedoras que favorecem na compreensão de atributos geradores de respostas de valor, na interação com grupos internos e externos à organização; que na concepção de Mello, Leão e Paiva (2006). estão de certas formas atreladas a vários aspectos; são eles:

 Senso de identificação de oportunidades;  Capacidade de relacionamento em rede;  Habilidades conceituais;

 Capacidade de gestão;

 Facilidade de leitura no que diz respeito ao posicionamento em cenários conjunturais e ao comprometimento com interesses individuais e da organização.

Esses elementos são básicos no desenvolvimento de artefatos representativos como expressão de crescimento pessoal e profissional do dirigente, de êxito socialmente reconhecido (MAN; LAU, 2000; PINTO, 2000; BIRLEY; MUZUKA, 2001; MAN, et al., 2002).

De acordo com Robbins (2005), muitas vezes a desordem e o caos podem ser transformados em oportunidade, porque demonstram que os gerentes que conseguirem adaptar-se, terão, de certa forma, uma maior vantagem competitiva. No contexto da atual composição, da qual faz parte a conjuntura organizacional, o potencial humano e intelectual tornou-se cada vez mais exigido pelas organizações e neste sentido os profissionais precisam estar preparados, porque as mudanças estão cada vez mais presentes no mundo onde a globalização é fator preponderante.

Segundo Demo (1994), Este profissional deverá estar pronto para atuar e agir diante do mundo globalizado, que exige comportamentos tanto do saber fazer, como saber ser, que são indispensáveis para a sobrevivência baseada no aprender a empreender que podem ser expostos na prática diária para o desenvolvimento do empreendimento, através de estruturas periódicas para a formação de competências.

No entanto, nota-se que a aprendizagem deve acompanhar sistematicamente as mudanças do mercado; uma questão que está cada vez mais visível e constante, exigindo assim, uma postura das organizações empresariais de buscarem a todo o momento desenvolverem e adquirir novas competências que atendam as exigências do mercado de atuação. Neste sentido, é fundamental que para gerenciar seu conhecimento faz-se necessário que as organizações estabeleçam um mapeamento de suas competências.

A gestão por competência não é algo que possa ser considerado inovador; já no início deste século, Taylor descrevia sobre a importância das empresas contarem com indivíduos eficientes, confirmando que a procura por profissionais competentes extrapolava a oferta.

Segundo Fernandes (2001), é de fundamental importância buscar estratégias para o desenvolvimento de aptidões coletivas quando define que num ambiente competitivo, a cara da organização é o reconhecimento de sua competência na visão do cliente. O indispensável para uma organização é, portanto, instituir um sistema adequado que seja capaz de monitorar e acrescentar novas aptidões, habilidades ou competências necessárias à força de trabalho. Desta forma, a empresa que se mostrar capaz de compreender e enxergar a necessidade do mercado e atendê-la de forma proativa, em termos de competências, teoricamente será muito mais competitiva.

De acordo com Man & Lau (2000), no que diz respeito à questão da competitividade da micro e pequena empresa (MPE), o fator competência empreendedora é preponderante como diferencial da atuação da empresa no mercado; e baseando-se nesta percepção os referidos autores realizaram estudos entre 1993 e 1999, que classificaram as competências em áreas distintas; são elas:

 Competências de Oportunidade, que está relacionada com a identificação, avaliação e busca de oportunidade de negócios no mercado, que, de acordo com Paiva Jr., Leão e Mello (2003): “um empreendedor deve estar apto a identificar os cenários favoráveis aos objetivos organizacionais e atuar sobre as potenciais chances de negócios por meio da sua avaliação de modo a transformá-las em situações positivas”.

 Competências de relacionamento, que está ligada aos relacionamentos pessoais do empreendedor, que, de certa forma, acaba influenciando no percurso de um determinado negócio; segundo Filion (1991), podem ser classificadas em três níveis; primários (relacionado a contatos com familiares e pessoas mais próximas); secundários (relacionados a grupos sociais) e terciários (relacionados a grupos de interesses comuns).

 Competências conceituais, que estão ligadas a percepção que o empreendedor possui com relação à avaliação do ambiente, levando-o a correr riscos calculados, além da

aptidão para observar o ambiente em ângulos diferenciados, que permite inovar em busca de um diferencial no mercado (DORNELAS, 2008).

 Competências administrativas, estão relacionadas à eficiência do empreendedor para identificar pessoas com aptidões especificas para a área de atuação.

 Competências estratégicas, que se referem à opção do empreendedor por estratégias de curto, médio e longo prazo, e envolvem a viabilidade econômica e financeira do empreendimento.

 Competências de comprometimento, que estão voltadas à aptidão que o empreendedor possui, relacionando à dedicação, o empreendimento de forma ativa e constante, superando as dificuldades diante as adversidades do negócio.

Segundo Leite (2012), o empreendedor do século XXI tem competências diferentes dos seus antepassados. Para Farrel (1993, apud LEITE 2012, p.133), o empreendedor competente apresenta as seguintes características:

a) simplicidade ao fazer as coisas básicas; b) senso de missão;

c) visão voltada para clientes/produtos; c) criar uma empresa com uma visão; d) ação inovadora;

e) domínio de seu destino.

Diante dos estudos expostos, torna-se imprescindível compreender a relação que existe entre atitude e comportamento empreendedor, no que diz respeito ao processo de criação de empresas. Existem estudos de vários autores com o objetivo de demonstrar a concepção da construção de atitudes que conduzem a determinados comportamentos; um dos objetivos desses estudiosos é detectar respostas às diversas dúvidas no que diz respeito ao comportamento empreendedor, que tem como respostas fatores cognitivos, afetivos ou ainda de nível comportamental. Entre eles, pode-se citar Filion (2000), que descreve sobre a relação entre atitude e comportamento empreendedor, afirmando que tanto um como outro podem ser aprendidos, como também Souza (2008), que admite a atitude empreendedora como a

predisposição apreendida para agir de forma inovadora, autônoma, planejada e criativa, estabelecendo redes sociais; nesta mesma visão, segue o modelo, Leite (2012), no que diz respeito da manifestação do comportamento empreendedor, como ilustra a figura 4 :

FIGURA 4: Modelo de Avaliação da Manifestação Comportamental Empreendedora

ENTRADAS

Características de personalidade Fatores situacionais do empreendedor Resposta comportamental

Componentes de personalidade Fatores situacionais do empreendedor ESTÁGIO COGNITIVO

Percepção dos seus atributos de empreendedor

Tomada de Consciência

Conhecimento ESTÁGIO AFETIVO

Sentimentos positivos de em relação à livre-iniciativa

Ligação

Preferência / Opção – desejo de ser um empreendedor

Estágio comportamental Decisão de criação empresa

Vontade – Propósito / intenção de agir:

Criar empresa Criação da empresa SAÍDAS RESULTADOS/MENSURAÇÃO FEEDBACK Fonte: Leite, 2012, p.65

Este modelo mencionado acima, segundo Leite (2012), supõe que o empreendedor, ao passar pelo processo de criação de sua empresa, está envolto por um processo de tomada de consciência, de que sua vida passará por um estágio de mudança altamente radical; onde deixará de ser empregado, subordinando-se às ordens de terceiros, e passará a ser dono do

próprio negócio. No modelo exposto, no que concerne ao componente cognitivo, pode-se dizer que está relacionado às crenças, relativas ao objeto de atitude (o conhecimento); já o componente afetivo, é o sentimento que o indivíduo possui com relação ao objeto (bom ou mal); por outro lado, o componente comportamental, refere-se às cognições e afetos em relação a um objeto que levarão um pessoa a agir ou se comportar de uma determinada maneira.

Desta forma, fica visível a importância de compreender a relação entre atitude e comportamento para desenvolvimento do espírito empreendedor dos indivíduos.