4.4 Analyse av VIP-kunder
4.4.1 Introduksjon
Permanecendo aproximadamente quatro meses no terreno, a ocupação teve sua retirada efetiva no dia 05/01/2015.
A tarefa a ser realizada era comum a todos, tinham que derrubar todas as barracas e descer com elas para serem despejadas na frente da ocupação, onde seriam recolhidas pelo serviço de limpeza da prefeitura. Como tratava-se da retirada completa da ocupação, não tinha ao certo divisão de G's e nem mesmo de barracas. Era chegar de desmanchar e transportar. Com um número mais elevado do que apareceu no mutirão chamado pelo G1, a retirada da
ocupação teve, no entanto, um número muito menor de acampados trabalhando do que de acampados registrados como pertencentes a ocupação.
Trabalhando por um dia inteiro, o G1 em maior número, conseguiu derrubar uma parte considerável da ocupação. Parando por conta do período chuvoso e do cansaço daqueles que lá ainda estavam, o término do trabalho ficou para o dia seguinte. Quando findado o trabalho, acumulou-se nesse dia um grupo amplo de coordenadores e de militantes na cozinha do G1 cantando músicas da ocupação e comemorando a vitória que tinham conquistado. Tendo também alguns acampados, a maioria deles, no entanto, permaneceu do lado de fora da cozinha um tanto envergonhados. Com permissão de bebida, a comemoração só aumentava, agora ao som de batuques e samba.
Durante a comemoração, os militantes e coordenadores que lá estavam fizeram um agradecimento à Rosalinda pelo tanto que se dedicou a ocupação e, particularmente, a ajudar alguns deles. Em lágrimas, Rosalinda foi abraçada por todos.
Depois de um tempo desceram do G1 e passaram para a entrada da ocupação onde esperava um bolo para a comemoração de aniversário de uma das coordenadoras, viam-se quase todos os coordenadores que estavam responsáveis pelos grupos na época, os militantes vindos de fora, os acampados que dormiam na ocupação e, tirando isso, um número reduzido de acampados não coordenadores. A felicidade pela conquista era explicita e contagiante. Extremamente felizes pela conquista que conseguiram, esse grupo que devia ter umas 30 pessoas, bebeu, dançou na chuva, cantou, chorou.
No dia seguinte, a tarefa continuava. Ainda faltava retirar uma grande parte da ocupação e as cozinhas. Aparecendo, em grande parte, acampados que já tinham ido no dia anterior, agora em um número ainda mais reduzido, o processo ficava mais lento.
Perto da hora do almoço, os poucos acampados que lá tinham se alimentaram e saíram para a passeata que estava programada de comemoração da conquista da ocupação. Rosalinda, como de costume, ficou na ocupação para continuar cuidando das coisas (digo de costume porque curiosamente ela me relatou que toda vez que tem ato, a ocupação não pode ficar sozinha. No entanto, todos gostam de ir ao ato e nunca querem ficar na ocupação. Por esse motivo, é ela que muitas vezes fica por lá como responsável).
Um número muito grande de acampado esperava de fato na frente da ocupação pela realização do ato. Um número estrondosamente maior do que se podia anteriormente ver na retirada da ocupação.
A passeata deve ter durado em média uma hora. Atravessando pelos bairros próximos, passamos tanto pelo próprio bairro dos acampados quanto pelas regiões mais valorizadas naquela região.
Chegando novamente à Chico Mendes, um grupo de militantes se reuniu em uma parte mais alta tentando falar sobre a conquista que tinham realizado e sobre a importância de não desistirem da luta, dado o fato que continuariam tendo reunião de tendo que marcar presença. Pouco conseguia se escutar. No fim das falas, o grupo se dividiu e foram pegar presença com seus coordenadores de grupo. Após esse momento, a grande quantidade de acampados lá presente, voltou a se retirar. Alguns poucos que, em sua maioria, lá já estavam continuaram trabalhando pela retirada da ocupação.
A coordenadora do G1 aparece como uma exceção entre os coordenadores, tendo poucos deles se envolvido de fato com o trabalho pesado. E o grupo dos militantes, em sua maioria, só foram se envolver com a derrubada da ocupação quando foi necessário retirar as cozinhas. Outra parte, permaneceu na entrada apenas esperando.
No decorrer do dia Rosalinda dispensou seus acampados como uma crítica aos outros grupos que pouco tinham acampados e que mesmo assim não tinham seus coordenadores trabalhando pela derrubada da ocupação. Por conta disso, uma parte dela ainda continuou em pé. No dia seguinte, viria o trator da prefeitura para derrubar o que faltava e o terreno seria novamente entregue.
Expressivamente exausta, Rosalinda permanecia na ocupação junto a alguns acampados e outros militantes que agora auxiliavam na derrubada das cozinhas. Enquanto também auxiliava, o genro de Rosalinda dizia que estava muito preocupado com ela porque ela tinha se apegado tanto à ocupação que tinha até medo dela acabar adoecendo sem ela. Por outra via, como dizia ela, estavam “especulando” sobre seu interesse em passar a integrar o MTST.
A Chico Mendes saiu do terreno por ter indícios de conquista. Passando a ter reuniões aos sábados de quinze em quinze dias com presença e com obrigatoriedade de frequentar os atos, a luta da ocupação continua até as moradias serem efetivamente construídas e as chaves entregues as famílias acampadas. Assim como não começa com a entrada efetiva no terreno, também não termina com sua retirada. Pelo acordo realizado com o movimento, as famílias seriam atendidas pela terceira etapa do programa MCMV.
Entre os militantes, o que mais se comentava era o ato seguinte que seria feita em Brasília com um amplo número de ocupações sendo realizadas consecutivamente. O maior número já realizado pelo MTST.