5 ENFORCEMENT, PREVENTION AND IMPLEMENTATION OF
5.1 Enforcement
5.1.1 The international community and the enforcement of international cultural
ELIANE COSTA SOUZA ([email protected]) – Centro Universitário CESMAC, Maceió/AL, Rua Cônego Machado, 918, Farol, Maceió, Alagoas, CEP 57051-160
WALÉRIA DANTAS PEREIRA – Centro Universitário CESMAC, Maceió/AL
ANNA CAROLINA LIMA DA CUNHA – Centro Universitário CESMAC, Maceió/AL MARIA APARECIDA DA SILVA – Centro Universitário CESMAC, Maceió/AL
ISABELE REJANE DE OLIVEIRA MARANHÃO PUREZA – Centro Universitário CESMAC, Maceió/AL
RESUMO
A água mineral deve apresentar ausência de perigos químicos, físicos e microbiológicos que oferecem riscos à saúde da população. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade sanitária de amostras de água mineral de quatro marcas comerciais envasadas em garrafões de 20 litros encontradas no comércio varejista de Maceió-AL. Foram analisadas 05 amostras do mesmo lote de cada marca comercial, totalizando 20 amostras. Para determinação de coliformes totais e fecais foi utilizada a técnica dos tubos múltiplos. As marcas comerciais denominadas B e D estavam próprias para o consumo humano, enquanto as marcas comerciais denominadas A e C apresentavam-se fora dos padrões da legislação para coliformes totais, porém a marca A apresentou maior índice de não conformidade por apresentar duas das cinco amostras contaminadas por coliformes totais. 100% das amostras não apresentaram contaminação por coliformes fecais. A presença de coliformes totais é muito utilizada como micro-organismos indicadores, indicando contaminação pós-sanitização ou pós-processo, evidenciando práticas deficientes de higiene e sanitização. Em decorrência dessa análise pode-se observar uma variação da qualidade sanitária entre as amostras coletadas de uma mesma marca de água mineral, indicando provavelmente má higienização dos garrafões que são reutilizados. É preciso reavaliar a importância dos procedimentos operacionais na execução da higienização dos garrafões, podendo alterar a qualidade do produto e oferecer riscos a saúde do consumidor. PALAVRAS-CHAVE: Água mineral; Coliformes; Potabilidade
INTRODUÇÃO
A água é um componente importante para o bom funcionamento das reações químicas que ocorrem no organismo, sendo necessário o indivíduo ingerir cerca de 2 litros de água por dia. Essa água deve ser potável, cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereçam riscos à saúde1. Além disso, o consumo de água mineral é intenso, não só pela falta de credibilidade da água disponibilizada pelos serviços públicos de abastecimento em relação a sua potabilidade2, mas também pelos valores nutricionais contidos nesse produto3. A pesquisa de coliformes fecais nos alimentos fornece com maior segurança informações sobre as condições sanitárias do produto e melhor indicação da eventual presença de enteropatógenos4. No Brasil, as infecções e/ou intoxicações veiculadas pela água ou alimentos contaminados, podem se converter em um grave problema de Saúde Pública. De acordo com Organização Mundial de Saúde5. Em virtude do crescente aumento do mercado de água envasada e da preocupação existente por parte dos consumidores quanto a procedência tornam-se de suma importância realizar estudos a cerca da qualidade sanitária dessas águas, portanto, esse trabalho teve como objetivo determinar a qualidade sanitária de águas minerais envasadas em garrafões de 20 L comercializados na cidade de Maceió, AL.
METODOLOGIA
Este trabalho consistiu em estudo descritivo, analítico no qual foram avaliadas 04 marcas comerciais de água mineral envasada em garrafões de 20L, dentre as 08 marcas disponíveis para comercialização no comércio varejista da cidade de Maceió/AL. A amostragem e os parâmetros microbiológicos foram definidos conforme a resolução RDC Nº 275/2005 da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)6. Desta forma, foi realizada a amostragem representativa, avaliando-se cinco unidades de mesmo lote de cada marca comercial, totalizando 20 amostras. As unidades de garrafões com 20 L foram levados em temperatura ambiente ao laboratório pelas próprias empresas comerciais. As análises foram realizadas no Laboratório de Microbiologia da Faculdade de Ciências Biológicas da Saúde (FCBS) pertencente ao Centro Universitário Cesmac e foram executadas segundo metodologias descritas por American Public Health Association7. Para realização do teste presuntivo foram inoculados 10 mL de água em 10 tubos contendo 10 mL de Caldo Lauril Sulfato Triptose (LST) em dupla concentração totalizando a analise de 100 mL da amostra.
Para realização do teste confirmativo foi transferida uma alçada dos tubos positivo para tubos contendo 10 mL de Caldo Verde Bile Brilhante (VB) e Caldo Escherichia coli (EC). Para verificação dos resultados utilizou-se a Tabela NMP para calcular o Número Mais Provável de coliformes totais e fecais em 100 mL da amostra8.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Nos resultados das análises microbiológicas, as amostras das marcas comerciais denominadas B e D atenderam ao disposto na resolução da ANVISA referente a qualidade de água mineral, a RDC Nº 275/20056, apresentando qualidade para o consumo humano, entretanto as marcas denominadas A e C apresentavam-se fora dos padrões da legislação, porém a marca A apresentou maior índice de não conformidade por apresentar duas das cinco amostras contaminadas por coliformes, ao contrario da marca B que continha uma amostra contaminada (Tabela 1). Uma vez que os coliformes não fazem parte da microbiota natural da água, sua presença nas águas analisadas indica que a contaminação pode ter ocorrido na fonte, no envase, no transporte ou armazenamento, pois os equipamentos utilizados durante o processo de engarrafamento e os reservatórios de estocagem podem também abrigar populações de organismos contaminantes. A presença de coliformes totais em água é menos representativa como indicação de contaminação fecal que a de coliformes fecais, porém é muito utilizada nas indústrias alimentícias, como indicador de contaminação pós-sanitização ou pós-processo, evidenciando práticas de higiene e sanitização inadequadas. Enquanto os coliformes fecais indicam a possibilidade da presença de enteropatógenos, dentre eles a Escherichia coli que possui alguns sorotipos responsáveis por gastroenterites, tendo a diarreia como principal sintoma. Por isso é importante proteger as fontes de água mineral de infiltração das águas de superfície ou águas de drenagem dos solos no lugar da fonte ou perfuração. Estas águas podem conduzir grande população de organismos aquáticos e do solo até a água subterrânea, mudando suas propriedades físicas e químicas e fornecendo nutrientes para as bactérias.
CONCLUSÃO
Diante dos resultados apresentados fica evidente que é possível produzir produtos de boa qualidade sanitária, porém se faz necessário a fiscalização dos procedimentos operacionais padrões do envase, especialmente no quesito da higienização das embalagens, e implantação de ações corretivas, visando a obtenção de produtos seguros do ponto de vista sanitário.
Tabela 1 - Análise microbiológica da água mineral envasada em garrafões de 20 L comercializados no município de Maceió – AL.
Marcas comerciais
Amostras Coliformes totais (NMP/100 mL) Coliformes fecais (NMP/100 mL) A A1 <1,1 <1,1 A2 <1,1 <1,1 A3 <1,1 <1,1 A4 <1,1 <1,1 A5 <1,1 <1,1 B B1 <1,1 <1,1 B2 23 <1,1 B3 <1,1 <1,1 B4 9,2 <1,1 B5 <1,1 <1,1 C C1 <1,1 <1,1 C2 <1,1 <1,1 C3 <1,1 <1,1 C4 5,1 <1,1 C5 <1,1 <1,1 D D1 <1,1 <1,1 D2 <1,1 <1,1 D3 <1,1 <1,1 D4 <1,1 <1,1 D5 <1,1 <1,1
*NMP - Número Mais Provável/100 mL Fonte: dados da pesquisa
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. FRANCO, B.D.G.M.; LANDGRAF, M. Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Editora: Atheneu, 2008. 182p.
2. MACÊDO, J. A. B. Águas & águas. São Paulo: Varela, 2001. 263p.
3. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DE ÁGUA MINERAL. Como Competir no Mercado de Águas Minerais. Disponível em: <http://www.abinam.com.br>. Acesso em: 15 jul. 2011
4. CARDOSO, C. C. Avaliação microbiológica de um processo de sanificação de galões de água com a utilização de ozônio. Ciência e Tecnologia de Alimentos Campinas,v.23, n.1, p. 59-61, 2003
5. OMS: banco de dados. Disponível em < http:/www.opas.org.br > Acesso em 14 jul. 2011.
6. BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução - RDC nº 275, de 22 de setembro de 2005. Aprova o regulamento técnico de características microbiológicas para água mineral natural e água natural. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 2005.
7. APHA – AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION. Committee on Microbiological for Foods. Compendium of methods for the microbiological examination of foods. 4.ed. Washington:American Public Health Association, 2001.
8. SILVA, N.; JUNQUEIRA, V. C. A.; SILVEIRA, N. F.A. Manual de métodos de análise microbiológica de alimentos. São Paulo: Varela, 2010. 295p.