DEL III: MERKOSTNADER VED PENDLING
7.3 Innføring og utvikling og særregelen om bosted
O conforto é um conceito que assume um grande papel no sentido do design projetual, no entanto, prima pela sua relatividade. Do ponto de vista da ergonomia, está voltado para os estudos de aspetos físicos: como medidas e formas adequadas que facilitem o uso, ou temperaturas e sensações térmicas (Gonçalves et al., n.d.).
Cada vez mais, as decisões de compra envolvem conceitos de intuição e emoção. Os produtos devem ser adequados ao estilo de vida do consumidor, desempenhando não só as suas funções técnicas, como também devem ir ao encontro da imagem que o consumidor quer transmitir à sociedade; mas, acima de tudo, devem ser confortáveis (Broega et al., 2010).
A vida de um ser vivo é um constante esforço para a melhoria dos níveis de conforto; ou seja, o conforto (fisiológico ou psicológico) é fundamental para assegurar a sobrevivência do organismo. Assim, pode-se afirmar que o conforto representa um estado do corpo, em que este se encontra em plena harmonia com o ambiente (Broega et al., 2010).
Richards (1980) (citado por Hendrik et al., 2008, p.441) define o conforto como o estado subjetivo de bem-estar, perante uma determinada situação ou quando em reação ao ambiente. Segundo Slater (1985) (citado por Hendrik et al., 2008, p.441), o conforto representa
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um estado de prazer quer psicológico, quer físico, que tem origem na relação de harmonia entre o Ser Humano e o ambiente.
O conforto apresenta-se como um conceito de grande abrangência, onde se destaca o fator de subjetividade. Ou seja, é mais fácil estudar os níveis de desconforto de um produto, que se relacionam com dores ou comichões, por exemplo; do que os níveis de conforto, que se relacionam com o sentido de bem-estar baseado em experiências emocionais (Hendrik et al., 2008).
Tome-se o exemplo de sentar. Deve ter-se em consideração certas características físicas da cadeira, por exemplo, como a forma ou a suavidade. No entanto, é importante não esquecer outros fatores a que esta ação pode estar exposta, como qual a tarefa a realizar, e o próprio ambiente em si (qual a altura da mesa). Todos estes condicionantes são de interesse nas forças e pressões a que corpo e as articulações estão expostos. Quando são acionados os estímulos e sensores da pele e dos músculos, tendões e articulações, estímulos do sistema interno do organismo ou os sensores de dor, instala-se a sensação ou percepção de desconforto (Hendrik et al., 2008).
Os fatores físicos são importantes, porém os fatores psicológicos e sociais também são essenciais na percepção do conforto. A vertente estética de um produto de design, quando combinada com as características físicas pode afetar a noção de conforto. Segundo Zhang (1997, citado por Hendrik et al., 2008, p.443), quando o desconforto está presente, os fatores de conforto tornam-se mais difíceis de perceber, passando para segundo plano.
Do mesmo modo que a ergonomia divide a qualidade de um produto em três categorias (qualidades ergonómicas, qualidades técnicas e qualidades estéticas); o conforto também possui três grupos que correspondem à interação física, funcionalidade e aparência, respetivamente. Deve ter-se em consideração o foco do design para que no aspeto físico se possa reduzir o desconforto; ou na emoção para aumentar o conforto (Hendrik et al., 2008).
Como já foi referido, o conforto corresponde a uma análise subjetiva que depende dos sentidos e das experiências, no entanto o desconforto é mais fácil de analisar. É complicado descrever o conforto positivamente, já o desconforto é simples de identificar em termos de temperatura, ou aspereza (Broega et al., 2010).
Segundo Broega et al., 2010 é possível identificar quatro tipos de conforto:
conforto termofisiológico: relaciona-se com o conforto da pele em relação ao estado térmico de humidade sobre a sua superfície;
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conforto sensorial: destina-se ao estudo das sensações neurais nas relações de toque, ou seja quando o produto está em contacto direto com a pele;
conforto ergonómico: refere-se à liberdade dos movimentos do corpo;
conforto psico-estético: indica a percepção subjetiva de cada indivíduo sobre a estética do produto, com base nos sentidos (visão, audição, toque e olfato) que colaboram para a criação de um estado de bem-estar (Broega et al., 2010). O conforto funciona como uma reação ao ambiente. O desconforto tem origem em aspetos físicos, como lesões musculares ou no esqueleto, mas pode também surgir por incerteza ou descompensação de emoções e percepção de luxo. Ou seja, se da relação com um objeto forem percebidas emoções negativas (que afetem negativamente o consumidor), dá-se a sensação de desconforto (Hendrik et al., 2008).
Para formular uma avaliação total do estado do corpo, é necessário ter em conta o seu processo subjetivo de percepção, que envolvem os processos psicológicos. A percepção sensorial acontece de modo influenciado por experiências passadas ou por desejos dos indivíduos (Broega et al., 2010).
Os diferentes estímulos presentes no ambiente externo (e interno) transmitem informação ao cérebro, despertando respostas de percepções subjetivas onde se envolvem os processos complexos da “psicologia sensorial”. Fala-se, assim, em conforto psicológico, onde os produtos são percebidos como elementos transmissores de status, que marcam uma certa posição nos observadores (sociedade), para aumentar a satisfação do individuo (Broega et al., 2010).
É importante ter em consideração a primeira impressão do conforto que um produto proporciona, porém a impressão de longo prazo é que cria uma maior relação com o seu uso. Voltando ao exemplo do sentar, a cadeira pode ser percebida primeiramente como desconfortável, mas após algumas horas de uso, ser encarada como confortável. Realça-se, contudo, o carácter subjetivo do conforto que leva à implementação de testes em diferentes fases de produção do produto (Hendrik et al., 2008).
Geralmente são usados métodos subjetivos como questionários, entrevistas ou observação. Hendrik et al. (2008, p.445) explica o método de questionário LPD (Local Postural Discomfort), que se trata de um método subjetivo para descobrir qual a parte do objeto que deve ser melhorada, ou seja, trata-se de um meio para definir se a experiência é confortável ou não, do ponto de vista da subjetividade (figura 10).
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Os fatores que podem influenciar a experiência do produto dividem-se na influência que o ambiente proporciona (a temperatura); as características físicas, como a forma, e a influência que provocam na distribuição da pressão; e as características estéticas do produto: os inputs visuais, como a cor. O comportamento que estas características proporcionam (postura ou movimentos do corpo) podem levar ao desconforto (Hendrik et al., 2008).
Assim, para definir uma avaliação positiva de um produto, é necessário ter em consideração o conforto de curto e longo prazo, aliado à boa aparência, e causar uma boa sensação no utilizador (Hendrik et al., 2008).
Em forma de resumo, o conforto surge como consequência de uma experiência emocional, e desta forma, destaca-se a sua subjetividade e a sua importância para a sobrevivência. Sob o ponto de vista da ergonomia, centra-se no estudo de aspetos físicos (como medidas); enquanto sensação, é mais fácil o estudo do seu estado oposto - o desconforto. Um produto ou serviço deve ir ao encontro das expectativas do seu público-alvo, desempenhar as suas funções e ser confortável, e para tal, deve ser capaz de reunir características atrativas sobre a aparência, a funcionalidade e a interação física. Sob o ponto de vista do Design em produtos gráficos, estas características vão ao encontro das variáveis ergonómicas estudadas em cima. Dizem respeito, respetivamente, às qualidades estéticas, técnicas e ergonómicas – portanto, tendo em conta o destino final do projeto (impresso ou digital), devem-se hierarquizar as características do desconforto de modo a melhorar aspetos físicos (em produtos “reais”) que o reduzam, ou trabalhar a emoção para minimizar o desconforto. Evocar emoções negativas desperta a sensação de desconforto, que pode surgir até mesmo por incerteza. Tendo em
Figura 10: Método de análise do (des)conforto: LPD (localized Postural Discomfort). Fonte: Hendrik et al., 2007, p.445.
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consideração a natureza dos objetos de estudo (revistas on-line), destaca-se o prazer psico- estético.