4. METODE OG OPPLEGG FOR FELTARBEIDET
4.3 I NTERVJU SOM METODE
4.3.4 Informantutval
Rotula o indivíduo em termos de incapacidades específicas (por exemplo, incapacidade de aprendizagem, perturbação emocional, transtorno comunicativo, transtorno comportamental).
Evite rótulos; vê o indivíduo como uma pessoa por completo e não apenas sua deficiência.
Diagnostica as incapacidades específicas usando uma bateria de testes padronizados; centra-se em erros, escores baixos e fraquezas em geral
Avalia as necessidades de um individuo usando abordagens de avaliações autênticas, dentro de um contexto naturalista, centra-se em forças
Remedia as incapacidades usando estratégias de tratamento especializados, muitas vezes distantes de qualquer contexto de vida real.
Ajuda a pessoa a aprender e crescer através de um conjunto rico e variado de interações com atividades e acontecimentos da vida real. Separa o indivíduo dos outros para tratamento
especializado em turmas, grupos ou programas segregados.
Mantem as conexões do indivíduo com os colegas, ao buscar um padrão de vida tão normal quanto possível.
Usa uma coletânea de termos, testes, programas, materiais e cadernos de exercícios que são diferentes dos encontrados em sala de aula comum.
Usa materiais, estratégias e atividades que são comuns para todas as crianças.
Segmenta a vida do indivíduo em objetivos comportamentais/educacionais que são monitorados, medidos e modificados regularmente.
Mantém a integridade do indivíduo como um ser humano integral quando avalia o progresso em relação aos objetivos.
Cria programas de educação especial que correm em uma pista paralela à dos programas de educação regular; os professores das duas pistas raramente se encontram, exceto nas reuniões dos programas educacionais individualizados.
Estabelece modelos colaborativos que permitem aos especialistas e professores de sala de aula trabalhar juntos.
Deste modo, na perspectiva do paradigma do crescimento, a Teoria das IM oferece um contexto que favorece os canais positivos dos alunos com necessidades especiais, pelos quais eles podem aprender a criar mecanismos para lidar com suas limitações. O professor deve ter consciência que as deficiências ocorrem em apenas uma parte da vida do aluno, assim, Armstrong (2001, p. 138) aponta que os professores precisam ser “detetives de potencialidades das IM” nas vidas dos alunos que enfrentam dificuldades na escola. Este procedimento proporciona caminhos para que o educador encontre soluções positivas para ajudar o aluno a lidar com suas necessidades especiais, pois as teorias das IM sugerem que os alunos que não estão se saindo bem em virtude de limitações em áreas específicas de inteligência podem desviar destes obstáculos, usando como alternativas suas inteligências mais desenvolvidas para suprir as menos desenvolvidas.
Nesta visão, as estratégias usadas para facilitar a aprendizagem dos alunos com necessidades especiais devem ser as mesmas usadas para criar planos de aula de oito maneiras diferentes para a sala de aula comum. De acordo com a Teoria das IM, as melhores atividades de aprendizagem para alunos com necessidades especiais são as que têm mais sucesso com todos os alunos, porém, o que difere, é a forma pela qual as aulas são especificamente adaptadas às limitações de determinados alunos ou de pequenos grupos (ARMSTRONG, 2001),
O citado autor aponta que a Teoria das IM também insere no desenvolvimento dos Programas Educacionais Individualizados (PEIs), pois ajuda os professores a identificar as capacidades e o estilo de aprendizagem preferido de cada aluno, e estas informações servem como base para planejar quais tipos de estratégias são mais adequadas para a inclusão do aluno no PEI.
Segundo Armstrong (2001), se a Teoria das IM for implantada em larga escala tanto nos programas de educação regular como nos de Educação Especial, proporcionará os seguintes efeitos positivos:
Menos encaminhamento para turmas de Educação Especial: de acordo com o autor quando o currículo regular incluirá o espectro total das inteligências, os encaminhamentos a turmas de educação especial vão diminuir, pois as aulas de apoio não ficarão restritas aos conteúdos de leitura, escrita e matemática, mas sim sensíveis aos diferentes tipos de aprendizagens. Este modelo, portanto, apoia o movimento de inclusão total na educação.
Um novo papel para o professor de Educação Especial: neste novo modelo o professor de Educação Especial deixará de ser um professor de apoio e se tornará um consultor, um mediador das IM, podendo assim, ajudar os professores da sala de aula regular em tarefas como: i) identificar as inteligências mais fortes nos alunos; ii) focalizar as necessidades de alunos específicos; iii) criar intervenções específicas de IM; e iv) trabalhar com grupos usando atividades de IM.
Uma ênfase maior na identificação de potencialidades: a partir da Teoria das IM os professores terão subsídios para avaliar as capacidades dos alunos com necessidades especiais, e suplantar medidas diversas de diagnósticos no objetivo de desenvolver programas educacionais;
Maior autoestima: estimulando as capacidades dos alunos com necessidades especiais, provavelmente a autoestima aumentará e seu desempenho de aprendizagem também.
Maior entendimento e apreciação dos alunos: de acordo com o autor quando os alunos usam a Teoria das IM para compreender suas diferenças individuais, a tolerância, o entendimento e a apreciação em relação aos colegas com necessidades especiais tendem a aumentar, facilitando a total interação na sala de aula regular (ARMSTRONG, 2001).
Nesta perspectiva, compreende-se que existem evidências convincentes de que os processos de ensino e aprendizagem voltados para as IM levam ao maior envolvimento dos alunos, sejam eles com necessidades especiais ou não, além de levar a descobrir suas formas de aprender, proporcionando, assim, maior motivação por parte dos professores em prover um ambiente de aprendizagem mais inclusivo, e, simultaneamente, ocasionar a comunidade escolar uma visão mais positiva em relação a esses alunos e expectativas mais elevadas a suas capacidades de aprender.
No tanto, para a implantação da proposta das Inteligências Múltiplas no âmbito educacional, é necessário proporcionar uma reestruturação fundamental da maneira pela qual os educadores avaliam o processo de aprendizagem de seus alunos.
Armstrong (2010) e Veiga (2010, 2012, 2014) argumentam a importância de uma avaliação que permite investigar as potencialidades de todos os sistemas mentais do aluno, permitindo que este mostre aquilo que aprendeu em um contexto, ou seja, em um ambiente voltado a sua realidade de aprendizagem. As escolas ainda estão limitadas a uma avaliação de testes padronizados que avaliam o conhecimento existente na mente em um dado momento e geralmente centrada em que o aluno não consegue fazer, ou seja, no seu fracasso. No entanto, uma avaliação voltada a uma visão multifacetada da aprendizagem sustenta a afirmação que os alunos devem ser capazes de mostrar competências em uma determinada habilidade de diversas maneiras, e que conscientiza que o processo de avaliação não é um processo de julgamento de seus erros, mais sim mais uma oportunidade de aprendizagem.
Nesta visão, Armstrong (2010, p. 120) aponta várias vantagens pela qual as avaliações voltadas as Inteligências Múltiplas pode promover maior aprendizagem para os alunos.
Permite ao professor uma percepção de experiência única do aluno, enquanto aprendiz;
Proporciona experiências interessantes, ativas, animadas e estimulantes;
Permite aos professores desenvolver currículos significativos e avaliar dentro do contexto daquele programa;
Enfatiza a vontade de aprender do aluno, mostrando aquilo que ele pode fazer e aquilo que ele está tentando fazer;
Oferece múltiplas fontes de avaliação que dão uma visão mais acurada do processo de aprendizagem do aluno;
Trata cada aluno como um ser humano e único;
Descreve o desempenho do aluno em termos que pode ser facilmente compreendido por pais, alunos e outros que não educadores;
Estimula a aprendizagem pela própria aprendizagem;
Compara os alunos com seus próprios desempenhos anteriores.
Nesta mesma vertente, Veiga (2012) traz uma proposta de um procedimento de avaliação a partir da Teoria Modular da Mente. De acordo com a autora, esta teoria, embasada nos estudos de Gardner e Sternberg, revela o seguinte:
Como os procedimentos mentais de cada inteligência estão atuando a partir do funcionamento das habilidades cognitivas correspondente a cada processo mental, que por sua vez, corresponde a uma determinada inteligência. Propicia também conhecer as capacidades e dificuldades em cada sistema inteligente (VEIGA, 2012, p. 13).
Este modelo tem a pretensão de desenvolver uma avaliação que auxilia os profissionais nas áreas pedagógicas e psicopedagógicas a investigar a aprendizagem não somente dos alunos entendidos como “normais” mais também aos alunos com deficiências, transtornos globais, Altas Habilidades/Superdotação e com dificuldades de aprendizagem. A avaliação modular, como descreve Veiga (2012, 2014), é uma proposta que vem redimensionar os esforços no campo da avaliação tendo como objetivo de tornar conhecido o perfil cognitivo do sujeito, investigando quais as capacidades e limitações do aluno e como ele utiliza estas capacidades e quais competências, usa para aprender. Esta nova abordagem de aprendizagem permite desvincular uma visão patológica que os profissionais da educação tem do aluno e vincular a visão das suas potencialidades, desenvolvendo assim, todos os seus sistemas de inteligências e promover uma adaptação e assimilação do conhecimento independente das dificuldades ou facilidades dos alunos.
O processo de avaliação é composto de três fases, a saber:
Contextualização: nesta etapa é feito um levantamento de dados sobre o contexto escolar do aluno, verificando como acontece seu desenvolvimento de aprendizagem. Estas informações podem ser obtidas por meio de entrevista com a família e contato com professores anterior do aluno.
Perfil modular: refere-se ao processo de levantamento do potencial de aprendizagem do aluno tendo como foco seu desenvolvimento cognitivo a partir das oito inteligências proposta por Gardner. Para este levantamento é utilizado instrumentos pedagógicos disparadores para identificar quais as facilidades e dificuldades encontradas no sistema cognitivo do aluno. Estes instrumentos pedagógicos podem ser conjuntos de tarefas que ative as oito inteligências do aluno.
Devolutiva: refere-se a um relatório pedagógico feito a partir dos registros dos profissionais da educação que desenvolveram as avaliações modulares no aluno. Neste registro deve estar claro como acontece o desenvolvimento cognitivo do aluno referente a cada uma das oito inteligências, verificando assim, as inteligências que o aluno demostra
maior facilidade e as que apresentam maior dificuldade ou que por algum motivo não foi desenvolvida.
De acordo com Veiga (2012, 2014), a Teoria das Inteligências Múltiplas possibilita uma avaliação em que o sujeito mostra as múltiplas opções para compartilhar o que aprendeu, assim, a Teoria Modular da mente está vinculada a Teoria das Inteligências Múltiplas, porque promove uma avaliação modular que procura imergir o sujeito em um ambiente enriquecido de recursos centrados nas oito inteligências para avaliar seu desempenho e conhecer suas verdadeiras potencialidades em uma abordagem holística.
A Teoria das IM afeta as práticas de educação dos alunos com potencial acima da média, oferecendo uma condição mais ampla de inteligência, a qual favorece na identificação das Altas Habilidades/Superdotação nos alunos que não tiveram bom desempenho em testes de QI tradicionais.
Viale (2010) relata que no início dos estudos da Teoria das IM houve muitas críticas de uma linha tradicional da psicologia que argumentava que com estas várias inteligências qualquer criança poderia ter características de Altas Habilidades/Superdotação, porém o autor sempre defendeu que a Teoria das IM era coerente com o redirecionamento igualitário das capacidades acima da média, pois muitos programas de atendimento aos alunos com Altas Habilidades/Superdotação eram elitistas e privilegiavam os que apresentavam estratos culturais e econômicos favoráveis.
Destarte, as IM demonstraram ser a base eficaz para identificar a condição de superdotado em estudantes de grupo desfavorecidos, em que, o professor enxergar as crianças em situações socioeconômicas inferiores na lente das IM, e permitir vê-los além dos estereótipos da pobreza (VIALE, 2010).
Craft (2010) explana que o uso da Teoria das IM para identificar quais e de que maneira os alunos são superdotados sofreu muitas críticas, a oposição argumentava que as avaliações não apresentavam veracidade para calcular um fenômeno tão complexo. Ainda, o autor assegura o enorme potencial das IM de proporcionar uma aprendizagem de multifacetas, capaz de se adaptar às diversas finalidades educacionais. A referida teoria ajuda aqueles que têm dificuldades, bem como os que sobressaem, como também abrangendo o currículo acadêmico tradicionalmente limitado, até uma visão curricular mais ampla.
O próximo Capítulo apresenta o direcionamento metodológico escolhido para o desenvolvimento da pesquisa