4. METODE OG OPPLEGG FOR FELTARBEIDET
4.2 S PRÅKLEGE DATA I UNDERSØKINGA
4.2.1 Ei kort språkundersøking
humanos de usar símbolos, a linguagem, o desenho e os números são apenas três dos sistemas de símbolo que se tornaram importante para a espécie humana. De acordo com o autor, símbolos que permitem ao homem a transcendência, isto é, permitem que o ser humano ultrapasse limites. Ou seja, cada inteligência, de fato, tem seu próprio sistema simbólico ou notacional.
Diante deste conjunto de critérios, Gardner ressalta que
qualquer um pode criar outras inteligências, mas, a menos que elas se ajustem a alguns critérios, postular uma inteligência se torna um exercício de imaginação, e não um trabalho com base no conhecimento acadêmico. Curiosamente, nem os apoiadores nem os críticos da teoria prestaram muita atenção aos critérios. Desde o começo, deixei claro que sua aplicação era, em alguma medida, uma questão de avaliação. Não há regra inamovível para determinar se uma candidata a inteligência compre ou não os critérios. Dito isso, tenho adotado uma postura muito conservadora para aumentar a lista de inteligências (GARDNER, 2010, p. 18).
Desta maneira, em uma perspectiva mais ampla e pragmática de mapear uma gama de capacidades do indivíduo em usar a inteligência para resolver problemas e criar produtos em ambientes ricos e naturais, Gardner (1994, 1995) desenvolve a Teoria das Inteligências Múltiplas a partir de oito categorias ou inteligências abrangentes, sendo elas:
Linguística: capacidade de usar as palavras na forma de escrita ou oral;
Lógico-matemática: capacidade de usar números e fazer medições e raciocínios; Espacial: capacidade de perceber o mundo visuoespacial e transformá-lo;
Corporal-cinestésica: capacidade de usar o corpo para expressão e produção de algo;
Musical: capacidade de perceber, discriminar, transformar e expressar formas musicais;
Interpessoal: capacidade de perceber e fazer distinções no humor, intenções, motivações e sentimentos das pessoas;
Intrapessoal: capacidade de se conhecer e agir com base nesse autoconhecimento; e
Naturalista: capacidade de conhecer e discriminar questões referentes à fauna, flora e meio ambiente.
Gardner (2010) explica que cada pessoa tem capacidade de possuir todas as oito inteligências, porém, o que diferencia estas capacidades é o grau de desenvolvimento. Assim, algumas pessoas podem ser altamente desenvolvidas, umas modestamente e outras relativamente subdesenvolvidas das restantes. No entanto, para que a escola estimule as oito inteligências dos alunos, é essencial que o sistema educacional elabore estratégias
curriculares, que incentivem professores e alunos a usar múltiplos pontos de entrada para sustentar a aprendizagem.
Em consonância com a proposta desta pesquisa, as contribuições deste teórico foram usadas para desenvolver instrumentos de observação e estratégias de atendimentos aos alunos com indicadores de Altas Habilidades/Superdotação. Para o desenvolvimento das atividades de identificação e intervenções respaldou-se com a teoria de Gardner, Feldman e Krechevsky (2001b), proposta nos seus estudos do Projeto Spectrum como forma de observar, organizar e avaliar o comportamento dos alunos durante as atividades.
O Projeto Spectrum foi um trabalho desenvolvido por Howard Gardner, Feldman e Krechevsky (2001b), na Universidade de Harvard. Os referidos autores adotaram a Teoria das Inteligências Múltiplas para renovar o currículo, desenvolver avaliações e expandir a definição do que seria um aluno com altas habilidades ou superdotação. Para isso, os mencionados autores propuseram estratégias que o professor pudesse usar na sala de aula para proporcionar o crescimento das competências e capacidades
De início, o Projeto Spectrum objetivava atingir os alunos da Educação Infantil, para “encontrar maneiras de melhorar as experiências iniciais das crianças pequenas, identificando suas capacidades distintas, apoiando tais capacidades e ajudando os professores, os pais e as crianças a celebrarem seus diversos potenciais” (GARDNER; FELDMAN; KRECHEVSKY, p. 19, 2001a).
Os fundadores do Projeto acreditavam que quanto mais precoce fossem identificadas as habilidades de cada criança mais tempo teriam os professores, os pais e a escola para trabalharem juntos no desenvolvimento das habilidades dos alunos e menos tempo para fracassar com os alunos que apresentavam um potencial diferenciado. Assim, propunham subsidiar, complementar e suplementar o currículo da Educação Infantil, com atividades que tinham como foco:
Identificar as áreas de competência das crianças;
Apresentar às crianças uma ampla variedade de áreas de aprendizagem; Estimular as capacidades identificadas e
Construir pontes entre as capacidades da criança e outras áreas de assunto e desempenho escolar (GARDNER; FELDMAN; KRECHEVSKY, 2001b, p. 13).
As professoras participantes deste projeto relataram que foi importante estudar e reconhecer as habilidades de seus alunos, pois com as informações pedagógicas que tinham sobre os alunos que corriam risco de fracasso escolar, as educadoras tinham mais maneiras de envolvê-los no programa escolar, planejando e visando a individualidade do aluno, a criatividade e construção de pontes entre as áreas de competências identificadas na criança e outras áreas de aprendizagem (GARDNER; FELDMAN; KRECHEVSKY, 2001b).
A proposta do Projeto Spectrum tem sido subsídios de pesquisadores como Vieira (2005) e Marques (2013) que investigaram o reconhecimento de sinais de indicadores que caracterizam a criança precoce.
Vieira (2005) desenvolveu um estilo de observação às crianças talentosas da Educação Infantil que englobavam os seguintes domínios: ciência; musical; espacial; linguística; matemática; social; artes; movimento e estilo de trabalho. A citada autora justificou a estrutura desses domínios como:
[...] apesar de ter adotado os domínios propostos por Gardner, Feldman e Krechevsky, as categorias trabalhadas não correspondem à totalidade das habilidades-chave enfatizadas por eles. Portanto, as categorias apresentadas estão relacionadas ao que foi observado na análise, as dimensões visuais e verbais das estruturas narrativas. Na análise visual, foram considerados elementos descritivos e que compunham os comportamentos apresentados pelas crianças. Enquanto que na análise verbal, o material usado foram os discursos das crianças, durante as atividades (VIEIRA, 2005, p. 91).
O único domínio diferenciado entre os autores do Projeto Spectrum com os de Vieira (2005) e Marques (2013) foi em relação à abordagem do domínio de mecânica e construção, que foi substituído pelo domínio espacial, pois, entendeu-se que domínio espacial é um fator importante para o desenvolvimento cognitivo e social do aluno com potencial acima da média. A partir da motricidade espacial que esse indivíduo consegue compreender a relação entre cor, forma, linha, configuração e espaço – podendo assim, construir, recriar ou transformar imagens destas informações (VIRGOLIM, 2007).
Nas atividades desenvolvidas pelo Projeto Spectrum também foi avaliado o estilo de trabalho dos alunos, porém Gardner, Feldman e Krechevsky (2001a; 2001b; 2001c) ressaltam que este não é um domínio, mas sim uma capacidade que permite descrever como a criança interage com as atividades propostas, seja de forma persistente, confiante ou facilmente destruída. Os indicadores são classificados por Renzulli (2004) como uma das principais
características da criança com altas habilidades/superlotação, relacionadas ao comprometimento com a tarefa. Os autores do Projeto ressaltam que:
Os estilos de trabalho das crianças podem variar segundo a tarefa; uma criança com habilidades na área de ciências pode demonstrar um a paciência surpreendente ao realizar experimentos, mas ficar facilmente frustrada em um jogo de amarelinha. Analisar se a dificuldade de uma criança em uma determinada tarefa tem raízes no estilo ou no conteúdo pode ajudar a professora individualizar a instrução. Por exemplo, ele pode identificar situações ou domínios em que uma criança precisa de orientação muito específica para ter um bom desempenho; assume a iniciativa e, assim, consegue trabalhar com uma supervisão mínima, ou se distrai facilmente, podemos beneficiar-se de atividades que podem ser concluídas rapidamente (GARDNER; FELDMAN; KRECHEVSKY, 2001b, p. 16).
A proposta do Projeto é uma das diferentes formas de mapear as competências dos alunos, porém, independente da necessidade de estratégias educacionais a serem desenvolvidas é necessário, primeiramente, que o sistema de ensino desenvolva um currículo flexível, dinâmico e instigador, para que seja possível incluir adequações curriculares para os alunos com potencial elevado.
2.4 Os domínios
Apresentamos agora uma síntese da relação entre cada domínio, abordados por Vieira (2005) e Gardner, Feldman e Krechevsky (2001a, 2001b, 2001c) e as disciplinas e temas transversais abordados nos PCN (BRASIL, 1997), considerando suas características principais para identificar os indicadores de Altas Habilidades/Superdotação nos alunos dos primeiros anos do Ensino Fundamental. Por que os PCN (BRASIL, 1997)? Porque é este o documento oficial que, apesar deste longo período (20 anos), ainda fundamenta o Ensino Fundamental.
2.4.1 Domínio da Linguagem
Por meio do domínio da linguagem a criança pode perceber as múltiplas funções sociais que ela exerce, e assim desenvolver suas capacidades. No ensino fundamental, este domínio é desenvolvido a partir da disciplina de Língua Portuguesa tendo como objetivo garantir ao aluno progressivamente uma competência em relação à linguagem que lhes
possibilite resolver problemas da vida cotidiana, ter acesso aos bens culturais e alcançar a participação plena no mundo letrado (BRASIL, 1997a).
Nos alunos com potenciais elevados, o domínio da linguagem manifesta-se na capacidade elevada de contar histórias de formas diversificadas, coerentes e ricas em detalhes. Gardner, Feldman e Krechevsky (2001a), caracterizam este domínio por meio de três categorias: narrativa inventada/narração de história; linguagem descritiva/reportagem; linguagem poética/jogos de palavras. No Quadro 6 tem-se as habilidades-chave de cada categoria
Quadro 6 Domínio da Linguagem.
NARRATIVA