• No results found

Idéhistorie

In document Evaluering av historiefaglig forskning (sider 131-134)

5.9 Synteser

5.9.5 Idéhistorie

Esta seção trará considerações sobre a argumentação, dada sua importância para a apropriação e elaboração do gênero focalizado nesta pesquisa.

Embora reconheça a existência de diferentes epistemologias para o estudo da argumentação, optei, em consideração ao objetivo de tal conceito neste estudo – ou seja, a expansão do objeto –, e à metodologia de pesquisa, pela argumentação como diálogo, conforme proposta por Mateus (2013). Essa pesquisadora apresenta uma concepção de argumentação que se contrapõe à argumentação como debate, em que os lados opostos tentam provar o erro do outro, e à argumentação como discussão, em que pontos de vista distintos contribuem para a formação de noções abstratas e verdades coletivas.

A argumentação como diálogo é colaborativa, pois busca, a partir dos múltiplos pontos de vista, uma compreensão compartilhada. Os participantes da atividade ouvem para compreender, encontrar pontos em comum e expandir ou transformar suas concepções. A experiência pessoal é considerada como fonte de conscientização. A argumentação é desenvolvida de modo a provocar a reflexão sobre os próprios posicionamentos, criar atitudes de revisão e transformação de pontos de vista e de respeito a todos os participantes, cujas contribuições são consideradas partes de respostas que, juntas, podem corresponder a

soluções. Nessa concepção, a argumentação estaria voltada ao discurso internamente persuasivo e à negociação, e serviria, como propõe Navega (2005), para contrastar ideias e construir novos saberes.

Seguindo direção similar, Liberali (2013), apoiada em Spinoza (1677/2003), esclarece que a argumentação pressupõe a participação de cada sujeito como parte de uma totalidade infinita e resulta em uma produção coletiva de significados compartilhados. Para a pesquisadora, há, na argumentação,

[...] produção de possibilidades conjuntas de novas ideias compartilhadas [...], multiplicidade de participação: exposição, expansão, questionamento de como ver, analisar, compreender, avaliar, agir, criar e expandir os conhecimentos que circulam no espaço escolar (LIBERALI, 2013, p.111).

Liberali (2013, p.68-71), em sua pesquisa sobre a argumentação em contexto escolar, categorizou os seguintes modos de articulação que permitem observar as vozes dos participantes do discurso:

• Exórdio: abertura do tema ou introdução e estabelecimento de contato com interlocutores. • Questão controversa: questão que possibilita respostas com perspectivas diversas e permite

que os interlocutores assumam um posicionamento.

• Apresentação do ponto de vista/tese: apresentação de uma posição, pelo interlocutor, que demanda sustentação ou requer refutação.

• Espelhamento: recolocação do que foi apresentado por outro interlocutor, de forma parafraseada ou reproduzida.

• Espelhamento com pedido de dis/concordância: espelhamento usado como forma de recolocação da questão controversa, porém, com uso do posicionamento de outro interlocutor.

• Concordância com ponto de vista: aceitação da ideia apresentada com ou sem acréscimo de novas possibilidades de interpretação

• Discordância/contestação de ponto de vista: apresentação de oposição a ponto de vista expresso, com ou sem apresentação de novo posicionamento.

• Negação/refutação de argumento: não aceitação de suporte apresentado para ponto de vista, ainda que o posicionamento do enunciador seja o mesmo daquele de quem nega o argumento. Pode realizar-se por meio de antecipação das razões do adversário.

• Acordo ou síntese: tentativa de encontrar nova posição que aglutine diferentes posicionamentos, a partir de concessões, imposição de condição, descarte, integração de ideias, reformulação.

• Pedido de sustentação e/ou esclarecimento: pedido de sustentação esclarecimento, solicitação e/ou de maiores detalhes sobre argumentos de sustentação ou ponto de vista apresentado.

• Apresentação de esclarecimento ou sustentação: apresentação de esclarecimentos e/ou de maiores detalhes sobre argumentos de sustentação ou ponto de vista apresentado. Pode ocorrer com a citação de um exemplo de autoridade, apelo emocional, ou explicação. • Pedido/apresentação de contra-argumentação: solicitação ou apresentação de posição

distinta da que está sendo discutida ou da que foi proposta por outro interlocutor.

Outra pesquisadora que dedica seus estudos à argumentação na escola é Leitão (2011), para quem a argumentação pode ser considerada uma atividade cognitivo-discursiva que possibilita melhor apropriação de conhecimentos de diferentes campos ou uma atividade que demanda competências cognitivo-discursivas particulares (de identificação, produção e avaliação de argumentos) a serem desenvolvidas em práticas educacionais específicas.

Para Leitão (2011), os processos de reflexão e os de apropriação de diversos conteúdos por meio da argumentação relacionam-se ao papel da oposição, à natureza dos mecanismos de construção do conhecimento/reflexão que operam na argumentação e aos resultados da argumentação.

Em relação ao papel da oposição na argumentação, a estudiosa esclarece que é possível falar em oposição ou divergência sempre que houver mais de um entendimento (ponto de vista) a respeito de um tópico curricular. A argumentação envolve negociação entre duas partes divergentes e estas assumem os papéis de proponente e oponente em relação aos pontos de vista apresentados. O papel do proponente é oferecer razões que sustentem seus pontos de vista, examinar contra-argumentos e respondê-los. Ao oponente cabe pôr em xeque os argumentos do proponente, pois, é “na formulação de resposta a contra-argumentos, pelo proponente, que novas possibilidades de entendimento do tópico podem ser, então, geradas” (LEITÃO, 2011, p.20).

Quanto aos mecanismos de aprendizagem e de reflexão que operam na argumentação, a necessidade de responder à oposição desencadeia mecanismos cognitivo-discursivos essenciais ao pensamento reflexivo. Os processos dialógicos da argumentação (justificação de

ponto de vista, exame e resposta a contra-argumentação) levam o sujeito a passar de um nível cognitivo a outro nível no qual seu pensamento é tomado como objeto de reflexão. A necessidade de responder à contra-argumentação exige que o locutor examine seu argumento inicial e o avalie.

Os resultados da argumentação provêm da revisão que o argumentador faz de suas proposições frente a perspectivas contrárias. Dessa revisão, pode acontecer que o argumentador rejeite o contra-argumento e mantenha seu ponto de vista inicial; considere o contra-argumento insuficiente e acrescente à sua afirmação novo apoio justificativo; reconheça a pertinência do contra-argumento e responda a ele, integrando aspectos dele ao seu ponto de vista, fato que implica algum nível de modificação explícita do ponto de vista inicial; ou aceite integralmente o contra-argumento e retire seu ponto de vista inicial.

Leitão (2011) assinala que há ações que criam condições para o surgimento da argumentação, como apresentar tópicos curriculares com temas sobre os quais pode surgir divergência de entendimento e relizar ações que geram e sustentam a argumentação – as ações em nível argumentativo – do tipo formulação de argumentos, de dúvidas, objeções ou contra- argumentos e resposta a objeções.

Muitas observações sobre a argumentação apresentadas relacionam-se à apropriação do AO, visto tratar-se de um gênero que se organiza pela argumentação, por isso, passemos ao aprofundamento das capacidades de linguagem relacionadas à produção do AO.

3.2.2.1 Capacidades de linguagem relacionadas à produção do artigo de opinião

Como já apresentado, o objetivo geral desta pesquisa é analisar o processo de produção escrita do gênero AO, desenvolvido na proposta da Atividade Social “Produzir um Jornal”. Por isso, antes de apresentar as capacidades de linguagem relacionadas à produção do AO, discorrerei brevemente sobre o suporte em que este foi publicado: o jornal.

Segundo Marcuschi (2008), o jornal é um suporte que contém vários gêneros. Há gêneros muitas vezes típicos, em função do suporte, como a notícia. No jornal, também é comum encontrar cartas do leitor, notas sociais, anúncios fúnebres, convites para missas de sétimo dia, previsões meteorológicas, horóscopos, reportagens, editoriais, receitas culinárias, histórias em quadrinhos, charges, entrevistas etc.

Diante da diversidade de gêneros, Schneuwly e Dolz (2010) organizaram um agrupamento que leva em conta as regularidades dos gêneros em três níveis de operações de linguagem: os domínios sociais de comunicação, os aspectos tipológicos e as capacidades de linguagem dominantes. Os autores dividiram os gêneros orais e escritos em cinco agrupamentos: narrar, relatar, argumentar, expor e descrever ações, e elaboraram um quadro, reproduzido a seguir. A ordem do argumentar, no qual se encontra o AO, está negritada.

Quadro 2: Proposta provisória do agrupamento de gêneros. Domínio social de comunicação

Aspectos tipológicos

Capacidades de linguagem dominantes

Exemplos de gêneros orais e escritos

Cultura literária ficcional Narrar

Mimeses de ação através da criação da intriga no domínio do verossímil Conto maravilhoso Conto de fadas Fábula Lenda Narrativa de aventura Narrativa de ficção científica Narrativa de enigma

Narrativa mítica

Sketch ou historia engraçada Biografia romanceada Romance Romance histórico Novela fantástica Conto Crônica literária Adivinha Piada

Documentação e memorização das ações humanas

Relatar

Representação pelo discurso de experiências vividas, situadas no tempo

Relato de experiência vivida Relato de viagem Diário íntimo Testemunho Anedota ou caso Autobiografia Curriculum vitae ... Notícia Reportagem Crônica social Crônica esportiva ... Histórico Relato histórico

Ensaio ou perfil biográfico Biografia

...

(Continua na próxima página)  

Domínio social de comunicação Aspectos tipológicos

Capacidades de linguagem dominantes

Exemplos de gêneros orais e escritos

Discussão de problemas sociais controversos Argumentar

Sustentação, refutação e negociação de tomadas de posição Textos de opinião Dialogo argumentativo Carta de leitor Carta de reclamação Carta de solicitação Deliberação informal Debate regrado Assembléia

Discurso de defesa (advocacia) Discurso de acusação (advocacia) Resenha crítica

Artigo de opinião ou assinado Editorial

Ensaio ...

Transmissão e construção de saberes Expor

Apresentação textual de diferentes formas dos saberes

Texto expositivo (em livro didático) Exposição oral Seminário Conferência Comunicação oral Palestra Entrevista de especialista Verbete Artigo enciclopédico Texto explicativo Tomada de notas

Resumo de textos expositivos e explicativos Relatório científico

Relatório oral de experiência ...

Instruções e prescrições Descrever ações

Regulação mútua de comportamentos

Instrução de montagem Receita Regulamento Regras de jogo Instruções de uso Comandos diversos Textos prescritivos ...

Fonte: Adaptado de Dolz e Schneuwly (2010, p.51-2).

Voltando ao AO, segundo Bräkling (2010), trata-se de um gênero discursivo que circula em jornais, revistas ou internet e implica, essencialmente, a defesa de um ponto de vista pela argumentação, como define a pesquisadora:

O artigo de opinião é um gênero do discurso em que se busca convencer o outro de uma determinada idéia, influenciá-lo, transformar os seus valores por meio de um processo de argumentação a favor de uma determinada posição assumida pelo produtor e de refutação das possíveis opiniões

divergentes. É um processo que prevê uma operação constante de sustentação das afirmações realizadas, por meio da apresentação de dados consistentes, que possam convencer o interlocutor (BRÄKLING, 2010, p.227).

A produção de um artigo de opinião é suscitada por uma questão controversa referente a um tema polêmico. As marcas linguísticas do gênero, segundo Bräkling (2010), são:

a) preferência pelo uso da terceira pessoa;

b) uso do presente do indicativo ou do subjuntivo para apresentar a questão polêmica, os argumentos e contra-argumentos;

c) uso do pretérito na explicação ou apresentação de dados; d) citação de palavras alheias;

e) presença de operadores argumentativos.

Ainda sobre o gênero artigo de opinião, Souza (2010) reforça a importância e a articulação entre os argumentos e a necessidade de retomada da idéia inicial no término do texto. O fato de tais descrições não se aplicarem a todos os textos do gênero em questão é lembrado por Cunha (2010), que também salienta a possibilidade do uso de narrativas como estratégia argumentativa.

De acordo com Schneuwly e Dolz (2010), quanto à estruturação discursiva, no artigo de opinião há a presença de uma tese definida, argumentos que devem ser hierarquizados em função da finalidade a atingir, contra-argumentos e palavras alheias que ajudam a sustentar a tese.

Barroso (2011), ao propor a didatização de alguns gêneros da ordem do argumentar, também afirma que a finalidade da argumentação é promover a adesão do outro, para levá-lo a um determinado comportamento ou aceitação de uma opinião através de convencimento ou persuasão, ações que diferem entre si pela demonstração por meio de raciocínio lógico e evidências no primeiro caso, e pela subjetividade e emoção no ato de persuadir.

Dessa forma, no ato de convencer, busca-se reforçar um ponto de vista, enquanto no de persuadir, o sujeito apóia-se em argumentos da experiência pessoal ou de senso comum. O confronto entre dois pontos de vista ou o debate sobre uma questão polêmica gera contextos para a produção de gêneros que se organizam pela argumentação. De acordo com a pesquisadora, pelo menos duas sequências textuais constituem o discurso argumentativo: a tese na qual o sujeito expõe sua posição frente a uma questão polêmica, e a justificativa (ou sustentação), composta de argumentos que objetivam oferecer suporte à posição assumida.

Outras sequências textuais que podem compor os gêneros que se organizam pela argumentação são a contextualização, que seria a referência à situação inicial com função discursiva semelhante à de narrativas, a contraposição, a contra-argumentação e a conclusão.

O discurso argumentativo pode também contar com a contraposição e os contra- argumentos, sequências textuais que revelam a capacidade do aluno de perceber a questão polêmica sobre mais de uma perspectiva e antecipar-se a possíveis posicionamentos do interlocutor (SANTOS, 2005). Segundo Barroso (2011), a contraposição seria a “oposição à posição” e pode ser anunciada por meio de expressões como: “Essa questão pode ser abordada sobre dois pontos de vista...” ou “Podemos tratar o tema em seus aspectos negativos e positivos... / em suas vantagens e desvantagens...” (p.143).

O contra-argumento deve relacionar-se ao argumento anteriormente apresentado e algumas das expressões linguísticas usadas para introduzi-lo seriam: “Se por um lado..., por outro há também que se considerar...” ou “Contrário a esse argumento (argumento X) alguém poderia afirmar que...”. (BARROSO, 2011, p.143). A conclusão é outro componente do discurso argumentativo e objetiva sintetizar as discussões em direção ao fechamento das mesmas, podendo também suscitar novas reflexões sobre a questão polêmica.

Barroso (2011) elaborou um quadro no qual estão presentes as sequências textuais que podem compor o plano global de uma argumentação prototípica, sem a intenção de que esse quadro seja uma “camisa de força” voltado à avaliação ou correção dos alunos. Os asteriscos (*) identificam as sequências textuais básicas que qualquer argumentação, independentemente do gênero textual, deve apresentar:

Quadro 3: Plano global prototípico da argumentação. O DISCURSO ARGUMENTATIVO

CONTEXTUALIZAÇÃO

(contexto no qual emerge a questão polêmica) QUESTÃO POLÊMICA

(possível de ser traduzida em forma de pergunta) POSIÇÃO/TESE*

(posição adotada em relação à questão polêmica) CONTRAPOSIÇÃO

(posição contrária à tese) JUSTIFICATIVA*

(argumentos e/ou contra-argumentos) CONCLUSÃO

(síntese ou convite à reflexão)

A construção da sequência didática desenvolvida neste estudo observou as três formas de capacidades de linguagem elaboradas por Schneuwly e Dolz (2010) para a execução de um texto em instância comunicativa:

a) capacidades de ação, que se referem ao contexto de produção da linguagem, ou seja: papel social dos participantes, tempo, ambiente físico e objetivos da interação verbal;

b) capacidades discursivas, que dizem respeito à organização textual de forma a alcançar o objetivo enunciativo no contexto onde é produzido, às formas de discursos do texto e às sequências textuais presentes nos gêneros: narrativa, descritiva, descritiva de ação, argumentativa, explicativa e dialogal; e, finalmente,

c) capacidades linguístico-discursivas, relacionadas ao conhecimento das características sistêmicas fundamentais ao desenvolvimento de um texto, e que se dividem em:

• mecanismos de textualização, que envolvem os processos de conexão e segmentação, responsáveis pelo nível de organização do texto, a articulação entre as partes, os segmentos do discurso e as intervenções; a separação ou integração entre os enunciados, períodos e orações (SCHNEUWLY, 1997 apud LIBERALI et al., 2006) e os processos de coesão nominal e verbal;

• mecanismos enunciativos, que se dizem respeito à organização das vozes enunciativas e às expressões de modalização;

• construções dos enunciados por meio de orações e períodos;

• escolhas lexicais de palavras de ligação; tempo, modo e aspecto verbal, e pessoas do discurso.

Apresento a abordagem sobre o AO na proposta da progressão curricular das capacidades argumentativas de Dolz e Schneuwly (2010), em um quadro elaborado a partir dos seus estudos.

Quadro 4 : Elementos constitutivos do AO. Representação do

contexto social

Estruturação

discursiva do texto Escolha de unidades linguísticas •Discernir as posições

defendidas num texto e delinear a situação polêmica.

•Compreender as crenças alheias e atuar sobre elas.

•Antecipar posições contrárias.

•Citar a palavra alheia. •Distinguir lugares

sociais e gêneros da ordem do argumentar.

•Definir a tese, elaborar argumentos e agrupá-los por tema. •Distinguir entre argumento/não- argumento e entre argumento contra/contra- argumento.

•Prever diferentes tipos de argumento e hierarquizá- los.

•Selecionar as palavras alheias que apóiam seu próprio ponto de vista. •Organizar o texto em

função da estratégia argumentativa.

•Utilizar organizadores argumentativos que marcam o encadeamento dos argumentos e a conclusão;

organizadores argumentativos que marcam refutação, concessão, oposição. •Utilizar verbos de opinião, oposição e

objeção (ex. acreditar, pensar, defender, concordar, discordar); fórmulas para se opor e exprimir objeções.

•Utilizar verbos declarativos neutros, apreciativos e depreciativos; fórmulas que introduzam citações, advérbios, verbos auxiliares e tempos verbais que expressem dúvida, probabilidade ou certeza, e marcas modais.

Fonte: Elaborado com base em Dolz e Schneuwly (2010, p.56-7).

Considerando o enfoque dado aos gêneros para o ensino de língua portuguesa nos últimos anos e a necessidade de que eles sejam realmente desenvolvidos na escola numa abordagem enunciativa, passemos à discussão sobre como o trabalho com os gêneros do discurso tem sido desenvolvido na escola.

In document Evaluering av historiefaglig forskning (sider 131-134)