2. TEORETISK RAMMEVERK
2.1 Tillit
2.1.2 Hvordan skape og utvikle tillit?
5 DISCUSSÃO
O modelo do estudo possibilitou demonstrar que a redução da dose de radiação nas TC de crânio realizada em acordo com o protocolo bem estabelecido e proposto pelo Colégio Americano de Radiologia e pela Sociedade Americana de Pediatria permite manter a qualidade do exame sem interferir no diagnóstico e na conduta dos profissionais envolvidos no cuidado da criança com TCE. Este modelo poderá ser estendido a outras áreas de atendimento pediátrico e mesmo em adultos. Além disso, o modelo de estudo estimulou os profissionais de saúde a modificar seu ambiente de trabalho criando ferramentas capazes de promover a conscientização dos médicos e familiares sobre os efeitos da radiação ionizante nas crianças e estabelecendo um verdadeiro projeto preventivo e de promoção de saúde. Ainda como consequência do estudo, a Unimed está incentivando outros colegas a desenvolverem protocolos de pesquisa alinhados ao setor de qualidade e certificações do Hospital na mesma direção.
Como extensão do projeto, a Unimed está investindo em um novo sistema de armazenamento de imagem e informações relacionadas à dosagem emitida pelo equipamento de tomografia que serão enviados diretamente do equipamento para um sistema de analise e alerta aos médicos e pacientes.
Ainda como consequência do projeto, a Unimed irá disponibilizar a médio prazo as imagens e laudos dos exames dos pacientes para os médicos em seus consultórios via prontuário eletrônico. Esta medida, associada à caderneta de radioproteção entregue às crianças até 12 anos, vai possibilitar aos pediatras e demais médicos analisarem exames anteriores e decidiram a indicação de novos exames, incluindo os métodos radionizantes, reduzindo o efeito somatório da dose de radiação.
Os participantes da pesquisa foram profissionais que estão diretamente relacionados à solicitação, execução e utilização dos exames de tomografia na Unidade de Emergência do Hospital da Unimed de Sorocaba, incluindo pediatras, radiologistas e neurocirurgiões plantonistas do setor, disponíveis a participar do projeto. Na opinião dos 28 profissionais envolvidos diretamente no processo, a redução da dose de radiação nos exames de TC de crânio de crianças com TCE não trouxe alterações nos exames que pudessem prejudicar o diagnóstico ou a conduta terapêutica nos casos por eles examinados. Como fizemos um rodízio dos
exames apresentados aos participantes da pesquisa, todos os 30 exames de cada grupo (controles e com dose baixa de contraste) foram examinados pelos participantes.
Além da questão técnica, as resposta dos participantes em relação às outras perguntas do questionário evidenciou a preocupação na conscientização dos profissionais de saúde e dos familiares com relação ao uso racional dos exames radiológicos na prática clínica pediátrica, fortalecendo a decisão do Serviço de Imagem do Hospital da Unimed em estabelecer protocolos com dose reduzida de radiação.
Da mesma forma, os participantes responderam positivamente em relação à proposta de educação permanente e mostraram-se entusiasmados com o Projeto de Radioproteção, iniciando-se com a palestra realizada no dia 07-08-2013 onde em que tivemos presença acima da habitual, seguida pelo trabalho de capacitação com todos os técnicos do setor de imagem e culminando com a Campanha de Radioproteção que objetiva a conscientização dos profissionais, funcionários e familiares de crianças desde o berçário até os 12 anos de idade, incluindo a entrega das carteiras individuais de Radioproteção.
Finalmente, o Setor de Qualidade do Hospital da Unimed Sorocaba envolveu- se no projeto acompanhando o seu desenvolvimento e, embora suas consequências mais importantes devam vir a médio e longo prazos, já soubemos que em recente auditoria para acreditação de qualidade do hospital pela Fundação Carlos Alberto Vanzolini, o projeto de proteção radiológica implantado pelo Hospital da Unimed Sorocaba, foi elogiado pelos auditores que referiram ser esta uma iniciativa pioneira no Brasil. É também de se ressaltar, que a Unimed Brasil interessou-se pelo projeto divulgando-o em seu portal eletrônico.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nosso trabalho confirmou os achados da literatura no sentido de que realmente é possível reduzir as doses aplicadas a exames de tc de crânio sem perder a qualidade do exame ou prejudicar o diagnóstico. esta observação pode também se estender aos demais exames de tomografia, devendo, preferencialmente, os protocolos dos demais exames serem avaliados caso a caso pela equipe de radiologia, assim como pelo médico radiologista durante a execução de cada exame, considerando a patologia e a região específica a ser estudada, os efeitos da radiação dependem de múltiplos fatores, mas a comunidade médica e os pacientes precisam estar conscientes e aptos a analisar os riscos e benefícios dos exames por imagem que utilizem a radiação ionizante, sem criar pânico, mas servindo como parâmetro para fazer o seu uso com bom senso e cautela.
O projeto foi muito bem aceito e teve grande repercussão na comunidade, tanto entre os médicos e demais profissionais de saúde, na área administrativa e de qualidade do hospital e estendeu-se também aos clientes da Unimed Sorocaba. o projeto serviu de base para a implantação de um protocolo e de uma campanha de radioproteção e parece ser apenas o passo inicial de uma série de medidas futuras na direção de um maior controle da exposição à radiação proveniente de exames radiológicos. assim, o projeto contribuiu para a conscientização dos médicos e da equipe técnica, garantindo maior segurança e qualidade no atendimento em benefício dos pacientes. a educação e a monitorização do projeto devem ser permanentes.
Não podemos prever o futuro, mas pelo que os diferentes setores do Unimed Sorocaba estão planejando, acreditamos que o projeto tenha sido o início de um trabalho duradouro de radioproteção que poderá se estender a outras áreas além da pediatria e dos exames de tomografias. segundo o setor de engenharia hospitalar, os novos equipamentos radiológicos da Unimed de Sorocaba serão selecionados, de forma a garantir a tecnologia de redução de dose. além disso, o serviço de tecnologia de informação do hospital da Unimed de Sorocaba esta incorporando os dados da dosagem dos exames radiológicos ao prontuários dos pacientes para posterior acesso remoto pelo médico e pelo próprio cliente. este projeto e o processo de cuidados de radioproteção poderão ser desenvolvidos e instalados nos demais
hospitais da Unimed do Brasil estendendo seus benefícios a um número maior de usuários.
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ANEXOS
ANEXO A: Questionário.
Pesquisadora: Mônica Oliveira Bernardo
Orientador: Prof. Dr. Fernando Antonio de Almeida
Caso não se sinta confortável não é necessário identificar-se.
Nome: _____________________________________________________________ Data de Nascimento: __/___/_____Especialidade:___________________________ Anos após a formatura: _____________________
Masculino ( ) Feminino ( )
Você recebeu dois conjuntos ( A e B ) de três exames de tomografia de crânio de crianças, cuja indicação foi trauma crânio-encefálico. Você identifica alguma diferença entre os exames do conjunto A em relação ao B?
Sim ( ) Não ( )
Você notou alguma dificuldade técnica no diagnóstico ou na conduta terapêutica após a análise das imagens de tomografia dos exames dos conjuntos A e B?
Sim ( ) Não ( ). Caso responda ‘’ sim ‘’ favor especifique: ____________________ ___________________________________________________________________
Você gostaria de participar de um processo de educação permanente para auxiliá-lo na indicação / execução de métodos de imagem em Radiologia, em particular em tomografia?
Sim ( ) Não ( ) Caso queira pode expressar-se por escrito:__________________ ___________________________________________________________________
Palestras ( ) reuniões multidisciplinares ( ) site cooperado ( ) informativo escrito ( ) Outros ( ) ___________________________________________________________
Você acha útil criar uma carteirinha de dose cumulativa de radiação para crianças, onde se anotaria as datas e todos os procedimentos radiológicos realizados, no sentido de evitar a exposição à radiação?
Sim ( ) Não( ) Caso queira pode expressar se por escrito: ___________________________________________________________________
ANEXO B: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
Título do Estudo: Redução da dose de radiação aplicada a crianças que
realizaram Tomografia Computadorizada na Unidade de Emergência da Unimed de Sorocaba como forma de prevenção de complicações associadas à radiação e de educação continuada com profissionais de saúde envolvidos na execução de exame.
Você está sendo convidado a participar deste estudo cuja finalidade é avaliar se a redução da dose de radiação em exames de TC realizados na no serviço de urgência e emergência do Hospital da Unimed Sorocaba irá modificar a qualidade do exame e do diagnóstico na visão do radiologista e do médico que solicita o exame. Para isso, você responderá algumas perguntas sobre a qualidade do exame e diagnóstico e irá comparar alguns exames dando sua opinião sobre a qualidade nos do mesmo e da oportunidade de diagnóstico.
Se você aceitar participar deste estudo você fornecerá informações que poderão ser úteis para a prevenção de possíveis doenças em virtude da dose acumulativa de radiação, assim como para a construção de ferramentas educativas capazes de despertar o interesse pela prevenção de doenças associadas à dose excessiva de radiação, tais como o risco de câncer no futuro.
Você gastará apenas o seu tempo e paciência para responder às perguntas e não terá qualquer despesa por participar do estudo. Ao final do estudo, a pesquisadora se compromete a lhe comunicar os resultados. A pesquisadora responsável pelo estudo é Monica Oliveira Bernardo que pode atendê-lo nos telefones 15-3341436 ou (celular) 15-97738361.
O Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC/SP aprovou este estudo e caso necessite outros esclarecimentos ou tenha algo a comunicar ao comitê, o telefone é: 15-3212-9896.
Por estar de acordo com os termos deste documento assino-o, assim como meu responsável legal, em duas vias, uma das quais ficará em minha posse.
Nome (letra de forma):_________________________________________________ Data: __/___/___Assinatura: ___________________________________________
Pesquisador que aplicou questionário_____________________ Data: __/___/____ Assinatura: _________________________________________________________
Responsável legal (letra de forma)_____________________________
ANEXO F: Divulgação na mídia da Campanha com Aula de proteção radiológica em pediatria.
ANEXO G: Divulgação no site da Unimed de Sorocaba sobre a Campanha com Aula de proteção radiológica em pediatria.13- 08-2013
ANEXO H: Divulgação no site da Unimed de Sorocaba sobre a Campanha com Aula de proteção radiológica em pediatria.
ANEXO I: Divulgação com cartazes no Hospital da Unimed de Sorocaba sobre a Campanha com Aula de proteção radiológica em pediatria.
ANEXO J: Divulgação com release no site da Unimed de Sorocaba sobre a implantação de protocolos e medidas de redução de dose de radiação em pediatria.
Portal Unimed Sorocaba www.unimedsorocaba.com.br/noticia 07/08/2013 - MENOS RISCOS ÀS CRIANÇAS
ANEXO K: Divulgação com release no site da Unimed de Sorocaba sobre a implantação de protocolos de radioproteção em pediatria.
Portal Unimed Sorocaba www.unimedsorocaba.com.br/noticia 07/08/2013 - MENOS RISCOS ÀS CRIANÇAS
MENOS RISCOS ÀS CRIANÇAS - Unimed Sorocaba implementa protocolo de proteção radiológica em pediatria
Um exame de raios-x frontal simples equivale a um dia inteiro de radiação solar; uma tomografia de crânio corresponde a mais de oito meses de radiação natural e uma tomografia de abdômen, a mais de vinte meses de exposição ao sol.
Em 2008, a ARSPI (Alliance for Radiation Safety in Pediatric Imaging) lançou a Image Gently, campanha de amplitude mundial que tem como objetivo conscientizar os profissionais da saúde – e, indiretamente, a população – sobre os efeitos da
radiação proveniente dos exames de imagem em pacientes infantis.
A iniciativa ganhou impulso a partir do apoio de três importantes instituições: a Academia Americana de Pediatria, o Colégio Americano de Radiologia e a Sociedade de Radiologia Pediátrica, que congregam profissionais ligados às áreas de pediatria, radiologia, física médica e segurança em radiação.
“Foram estabelecidos consensos e protocolos pelo fato de alguns exames, como tomografias rápidas de alta resolução, terem se tornado muito acessíveis em termos tecnológicos e, assim, acabarem expondo as crianças a doses consideráveis de radiação”, explica a radiologista Mônica Oliveira Bernardo, da Unimed Sorocaba. Em 2011, a Unimed do Brasil engajou-se à causa com a criação de um banco de dados. “Junto com a equipe técnica, fizemos levantamentos e protocolos e começamos a trabalhar com os pediatras”, diz Mônica. “Nosso objetivo com esse trabalho inicial é reduzir o nível de radiação a que as crianças estão expostas, sem, contudo, perder a qualidade dos exames.”
A campanha, porém, encontrou um obstáculo: vencer a cultura existente entre alguns médicos e boa parte da população em relação à real necessidade dos exames de imagem. “O brasileiro não está tão consciente quanto os americanos nessa questão”, atesta Mônica. “A população pensa que uma imagem obtida por radiação é uma foto simples e não tem noção dos efeitos que isso pode causar”, alerta.
Para se ter ideia do quanto um exame de raios-x é prejudicial, a médica faz algumas comparações. “Um frontal simples equivale a um dia inteiro de radiação solar; uma tomografia de crânio corresponde a mais de oito meses de radiação natural e uma tomografia de abdômen, a mais de vinte meses de exposição ao sol.”
Mônica Bernardo enfatiza que o exame radiológico não deve ser abolido, pois ajuda no diagnóstico. O ponto central da questão é que deve esse recurso deve ser mantido em segundo plano. “Indiscutivelmente, quando é utilizado, o médico fica mais tranquilo e a família, mais segura. Porém, se for acumulativo e sem restrição – porque, muitas vezes, os familiares forçam os médicos a solicitar esse tipo de exame –, pode causar desde catarata precoce até o desenvolvimento de tumores”, explica. “É parte da cultura do brasileiro acreditar que os exames de imagem complementam o diagnóstico”, destaca. “Chegamos a identificar, em nossos levantamentos, casos de algumas crianças que, em um mesmo mês, foram submetidas diversas vezes a um mesmo tipo de exame de imagem.”
A Unimed Sorocaba deu um passo decisivo no sentido de ajudar médicos e responsáveis pelas crianças a controlar a radiação a que elas estão sujeitas em decorrência de exames de imagem. Assim, em 2012, foi criado um protocolo para essa área. Em vez de seguir um padrão pré-definido, a carga de radiação é calculada individualmente, levando em consideração a idade e o peso do paciente pediátrico. A orientação é que seja utilizada a menor carga de radiação possível, sem prejuízo ao resultado do procedimento.
Um dos próximos passos na Unimed Sorocaba será a distribuição de uma carteirinha, semelhante às de vacinação, para anotar o tipo de exame que foi feito e, assim, permitir o acompanhamento da carga radiológica acumulada. “Com isso, os médicos terão mais uma ferramenta para argumentar com o paciente e pedir exames apenas quando houver dúvida clínica”, pondera Mônica.
Palestra sobre proteção radiológica em pediatria
No dia 7 de agosto, a Unimed Sorocaba promoverá a palestra Proteção Radiológica em Pediatria. O evento é dirigido a pediatras e radiologistas de Sorocaba e região e aos colaboradores do Hospital “Dr. Miguel Soeiro” e será realizado no anfiteatro da Unidade Portal do Colégio Objetivo Sorocaba, localizado na Rua Romeu do Nascimento, 777. A atividade começará às 19h30 e terá como palestrante Luiz Antonio de Oliveira, chefe da Unidade de Radiologia do Instituto da Criança
As inscrições são grátis. Porém, devido à limitação no número de assentos, é necessário inscrever-se com antecedência pelos telefones 3332-9251 ou 3332-9030 ou pelos sites www.unimedsorocaba.com.br/ceus ou cooperado.unimedsorocaba.com.br
Mais informações à Imprensa: Assessoria de Imprensa Ana Corrêa - (15) 3202-3515 [email protected]
ANEXO L: Divulgação na mídia local sobre a implantação de protocolos e medidas de redução de dose de radiação em pediatria, assim como do projeto.
www.cruzeirodosul.inf.br
Jornal Cruzeiro do Sul 16/08/2013
Protocolo pretende oferecer proteção radiológica
O objetivo é orientar a população quanto a necessidade de controle da exposição
Leila Gapy
A rotina da maternidade, com idas frequentes ao pediatra, já não assustam mais Mariana Rosa Maritã Modesto, de 27 anos, que é mãe de dois meninos, Cainã, de 8 anos, e Guilherme, de 2 anos. No entanto, ela nunca imaginou que fosse tão perigosa a frequência de um exame comum e muito solicitado pelo pediatra para verificação dos sintomas da sinusite nos filhos: o raio-x. "O meu filho mais velho sofre muito com sinusite e já fizemos inúmeros exames. Não imaginava que o raio-x fosse tão maléfico a longo prazo", disse ela.