5 Synlige og usynlige funksjonsnedsettelser
5.5 Hvordan kan man oppdage funksjonsnedsettelser som er lite synlige?
A definição de cadeia produtiva é fundamental para que seja possível compreender como se estrutura o processo de escoamento de grãos ao longo dos seus vários elos. Para tanto, Fulgêncio (2007, p. 97) refere-se ao conceito de cadeia produtiva da seguinte forma:
é o conjunto de atividades econômicas que se articulam progressivamente desde o início da elaboração de um produto (inclui as matérias-primas, máquinas e equipamentos, produtos intermediários) até o produto final e se encerra com a distribuição e comercialização.
Embora a definição de cadeia produtiva, como a apresentada acima, pareça ser um tanto quanto simples, deve-se ter em mente que sua complexidade tende a aumentar à medida em esse conceito é empregado na realidade do setor e cenários dos quais essas cadeias produtivas participam. Cada uma das atividades econômicas, passando pela produção de
insumos à efetiva comercialização do produto final, sofrerá as influências específicas de fatores internos e externos de mercado. Nesse sentido, os reflexos são diretos sobre os produtos de cada etapa, fato que irá repercutir sobre os resultados das etapas seguintes e, portanto, sobre os resultados finais da cadeia produtiva.
A Figura 8, adaptada de Batalha e Silva (2001) chama a atenção para a dinâmica de funcionamento de uma cadeia produtiva, no âmbito do setor agroindustrial. Para tanto, os autores propõem duas cadeias produtivas agroindustriais (CPA) genéricas não lineares. Nesse caso, os autores afirmam que as operações envolvendo as etapas de produção de matérias-primas, industrialização e comercialização podem seguir rotas produtivas diferentes para chegar aos produtos finais 1 e 2, na CPA1 e 3, na CPA2. Tais operações, ainda complementam os autores, podem ser de cunho técnico, logístico ou comercial.
Figura 8 – Esboço de duas cadeias produtivas agroindustriais (CPAS) genéricas Fonte: Adaptado de BATALHA E SILVA (2001)
A Figura 8 permite a identificação de dois tipos de ligações ao longo das CPAs: as ligações convergentes e as ligações divergentes. Como pode ser observado, mais de uma operação a jusante pode resultar da mesma operação a montante, como é o caso das operações 9, 10 e 12, que são alimentas a partir da operação 7. Esse tipo de configuração operacional, de comum ocorrência na maioria das cadeias produtivas agroindustriais apresenta seus elos formados, portanto, por ligações divergentes. Em contrapartida, é possível notar ao visualizar a figura, que a operação 8 é resultante das operações 4, 5 e 6. Em outras palavras, verifica-se a existência do cenário marcado por ligações convergentes, onde poucas operações a jusante surgem de um maior número de operações a montante (BATALHA; SILVA, 2001).
Além da sequência direta de operações que seguem a lógica de um sistema de produção (insumos, processamento e produto final), também é possível notar nas CPAs, a
presença de etapas intermediárias. Essas operações atuam na função de suprir outras a sua montante, por meio de um produto obtido nessa etapa intermediária, gerando processos de retroalimentação (BATALHA; SILVA, 2001).
Batalha e Silva (2001) afirmam que, embora a ordem do sistema de produção possa ser abalada por mudanças decorrentes de exigências impostas pelos consumidores, o funcionamento das cadeias agroindustriais também pode estar submetido a outras mudanças em função da inserção de novas tecnologias, por parte das unidades produtivas do sistema. Entretanto, para os mesmos autores, somente a partir do momento em que o consumidor percebe os efeitos surtidos pelas mudanças na realidade atual, é que essas passam a ser caracterizadas como sustentáveis no longo de prazo. Na concepção dos autores, portanto, faz- se importante que o processo de formação das CPAs seja sempre definido a partir de operações estruturadas sempre de jusante a montante.
Outro ponto importante na dinâmica das CPAs refere-se à presença das chamadas “operações-nó”. Essas operações não somente contribuem para o processo de diversificação das organizações, como estabelecem ações de cooperação entre as diversas CPAs de um complexo agroindustrial. As CPAs estão a todo tempo interagindo entre si, por meio desses estágios intermediários de produção comuns entre elas, podendo ser caracterizados como operações estratégicas aos agentes envolvidos. Como consta na Figura 8, a operação-nó que interliga as CPA1 e CPA2 pode ser representada pela operação 7 (BATALHA; SILVA, 2001).
A estrutura de uma cadeia produtiva pode ganhar as mais variadas formas em decorrência não somente do produto final, mas principalmente dos diferentes agentes envolvidos no processo. Em se tratando de uma cadeia agroindustrial, Batalha e Silva (1995) apontam para a presença de quatro possíveis agentes, representados pelos seguintes mercados: mercado entre os produtores de insumos e produtores rurais, mercado entre os produtores rurais e agroindústria, mercado entre agroindústria e distribuidores e, por fim, mercado entre distribuidores e consumidores finais. Assim, a forma como uma cadeia encontra-se organizada irá refletir um conjunto de aspectos. Trata-se de um cenário formado a partir da otimização das operações envolvidas, do uso adequado dos recursos disponíveis, e das particularidades das matérias-primas e do que se pretende produzir, sempre na constante tentativa de se alcançar os melhores resultados possíveis.
Na dinâmica específica da cadeia logística de grãos, em cada uma de suas etapas principais, a saber, produção de matérias-primas, industrialização e comercialização,
faz-se essencial que seja estabelecido um fluxo harmônico de materiais e informações ao longo de suas operações. Em outras palavras, é importante que existam interações sólidas e bem definidas desde a produção rural de grãos aos processos finais na agroindústria que irá beneficiar esse insumo, além de um adequado alinhamento entre os modais de transporte e terminais logísticos.