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8 Samarbeid med foreldre

8.4 Bruk av tolk

A presença do Departamento de Qualidade em um terminal de grãos faz-se essencial, pois além de se tratar da armazenagem de produtos perecíveis, a fiscalização das entradas e saídas de cargas contribui para a manutenção da segurança e qualidade dos grãos. Nesse sentido, os entrevistados foram questionados acerca da existência de um Departamento de Gestão da Qualidade no terminal. Assim, cerca de 75% dos terminais disseram possuir um setor diretamente destinado ao controle da qualidade dos grãos.

Nos terminais que possuem um Departamento de Gestão da Qualidade devidamente estruturado, pode-se evidenciar que 25% deles apresentam 12 funcionários atuando na área e, outros 25%, apenas 2 funcionários. Os terminais com maior número de funcionários, as DMUs 5 e 6, contam com, respectivamente, 30 e 17 profissionais envolvidos no terminal.

Quando confrontados os aspectos quantidade de grãos movimentados nos últimos 12 meses e número de funcionários atuando no Departamento de Qualidade, pôde-se perceber que a presença de um maior número de funcionários responsáveis por garantir as atividades de armazenagem e transbordo nos terminais, é mais evidente naqueles terminais com valores mais altos de grãos movimentados. Para tanto, embora a DMU7, com a segunda maior quantidade de grãos movimentada no prazo de um ano, possua apenas 6 funcionários da área, a DMU6, quarto terminal no ranking, possui 17, bem como a DMU5, na quinta posição, apresenta 30 profissionais.

Um fato curioso deve ser ressaltado em relação a DMU5 que, como supracitado, apresenta uma equipe de 30 funcionários atuando no Departamento de Qualidade. Esse terminal, como já mencionado anteriormente, não presta serviços de armazenagem e transbordo para terceiros, mas apenas para o grupo empresarial do qual faz

direcionados à produção de uma série de marcas nacionalmente e internacionalmente reconhecidas. Embora seja de extrema importância que todos os terminais de grãos possuam programas de qualidade consolidados, torna-se claro o grande risco incorrido pela rede de empresas da qual a DMU5 participa, caso sejam constadas falhas de controle de qualidade.

Outro aspecto que buscou ser levantado, diz respeito aos fatores críticos de qualidade no terminal. Assim, foram considerados os seguintes aspectos: infraestrutura instalada, qualificação da mão de obra, controle dos processos, condições de armazenagem, controle de perdas financeiramente mensuráveis dos produtos e, condições operacionais, avaliada pela capacidade do terminal atender sua demanda.

Em uma escala de 1 a 10, onde 1 é péssimo e 10 excelente, pode-se destacar que 36,36% dos entrevistados conferiram nota 8 a sua infraestrutura instalada e para controle de processos, e 54,5% deram nota 8 para qualificação de mão de obra. Embora esses fatores sejam considerados pelos terminais como excelentes à qualidade de suas operações, os demais fatores foram considerados como prioritários. Assim, 45,5% conferiram nota 10 para o quesito controle de perdas financeiramente mensuráveis dos produtos e para operacionalidade, bem como outros 36,36% deram nota 10 para controle de processos.

Pode-se evidenciar, portanto, que os terminais acreditam que a qualidade de suas operações intermodais, dentre os aspectos considerados, apoiam-se fortemente nos fatores, controle de processos, condições de armazenagem, controle de perdas e operacionalidade. Não se deve desmerecer a importância dos demais aspectos, que também foram bem pontuados, uma vez que o conjunto destes, quando mantidos dentro dos padrões mínimos ao manuseio de produtos perecíveis, e das certificações, constituem a fórmula ideal à garantia da qualidade nos processos de movimentação de grãos.

Nos terminais a função qualidade busca atuar diretamente nos processos de recepção e expedição, como forma de garantir, na prática, dentre outros aspectos, a procedência dos grãos que estão entrando e saindo do terminal. Dessa forma, para que a carga movimentada por caminhão, trem ou barcaça/navio seja liberada, é colhida uma amostra do grão pelos fiscais, na qual são avaliados critérios como nível de impurezas e taxa de umidade. Uma vez que a carga encontra-se dentro dos padrões definidos pelo terminal, a mesma segue para o processo de transbordo para outro modal ou armazém. Caso contrário, é devolvida ao fornecedor. Esse fato é evidente na DMU5.

ferramentas e certificações como garantia da qualidade dos seus serviços, bem como para atender às exigências dos clientes, buscou-se realizar um levantamento dessas informações. O conjunto de ferramentas apresentado foi retirado de um quadro de Ferramentas/Metodologia de Gestão da Qualidade, elaborada por Bueno et al. (2006).

Gráfico 9 - Ferramentas de qualidade utilizadas em terminais de grãos da região Sudeste Fonte: Elaborada pela autora

Dentre as ferramentas supracitadas no Gráfico 9, as mais mencionadas pelos terminais como suporte a sua gestão da qualidade foram a Boas Práticas de Fabricação (BPF) e a Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle (APPCC) com, respectivamente, 66,7% e 58,3% das respostas, a MIP, com 50%, bem como Folha de Inspeção, Controle Estatístico de Processo e MT, com 41,7%. Assim, considerando-se que as demais ferramentas também foram mencionadas pelos terminais, torna-se evidente que estes encontram-se preocupados não somente em garantir a qualidade de seus produtos, mas também em consolidar sua marca frente ao mercado no qual atuam.

Aspectos da Gestão do Meio Ambiente nos terminais intermodais de grãos foram investigados levando-se em consideração os seguintes pontos: aumento do nível de ruídos, poluição do ar por dispersão de poeira ou fumaça, doenças em trabalhadores e na comunidade, ocorrência de odores indesejáveis, danos a instalações e perda de vidas humanas, impacto visual, contaminação do solo, sobrecarga dos serviços públicos locais, conflitos nos acessos viários, incremento de atividades marginais, conflitos entre usuários do terminal e a comunidade, e mudanças no comportamento sociocultural da comunidade. Nesse sentido, buscou-se extrair dos entrevistados informações que sirvam de apoio à formulação de conclusões acerca da postura dos terminais em relação às demandas atuais pela consolidação de práticas ambientais no contexto empresarial.

A existência de coleta e disposição final de resíduos pode ser considerada uma ação predominante nos terminais de grãos entrevistados, fato que pode ser justificado pela porcentagem de 91,67% (11 terminais) das respostas afirmativas. Assim, deve-se atentar para o fato de que os terminais têm buscado, de alguma forma, o cumprimento das leis ambientais que incidem sobre o setor, realizando a correta destinação de seus resíduos sólidos. Na realidade, 81,82%, dos terminais consideram que apenas atendem às normas legais estabelecidas e, as DMUs 4, 5 e 7 afirmam ter padrões superiores às normas legais.

Em se tratando da poluição auditiva, 83,33% dos terminais encarregam-se da medição dos níveis de ruídos no interior do terminal, fator que apresenta ligação direta a outra medida de precaução adotada pelos terminais, ou seja, a utilização de EPIs (equipamento de proteção individual) também pautado por lei. O uso desses equipamentos de segurança é realizado por 100% dos 12 terminais, sendo que, 91,67% responderam que esse uso acontece de maneira frequente pelos funcionários envolvidos nas operações.

Por outro lado, a existência de equipes de primeiros socorros e, resgate e rescaldo são baixos nos terminais avaliados, cujas porcentagens são 50% e 41,67%, respectivamente,. Embora o relatório de vazamento de tanques de armazenamento ou de combustíveis seja de apenas 16,7%, esse fato não vai de encontro com a situação verificada nos terminais, nos quais o reporte de incêndios e explosões é da ordem de 50%. Esse índice

resulta, principalmente, em riscos à saúde e vida dos funcionários.

A existência e observância de medidas básicas de segurança nos terminais referem-se a outro critério presente em grande parte destes (91,67%). Entretanto, somente 66,67% possuem adequada sinalização viária que, além de contribuir para com a segurança dos funcionários e demais pessoas circulando, também permite que haja uma otimização das operações do terminal.

Os processos de limpeza e conservação de áreas de manuseio e armazenagem também são práticas comuns existentes em 100% dos terminais avaliados. Paralelamente, todos os terminais se empenham na limpeza e conservação de instalações e demais áreas, visto que em 66,7% das empresas evidenciem a existência de apodrecimento de grãos na área do terminal.

Nas operações de recepção e expedição, a queda de grãos pelas instalações é comum. Entretanto, pode-se constatar que o reaproveitamento desses produtos ou a limpeza do pátio nem sempre é uma atividade de rotina. Assim, os resultados são a fermentação dos grãos, em função de algum líquido, como água da chuva, por exemplo, e um intenso mau cheiro e possibilidade de proliferação de pragas, como ratos ou pombos. Embora todos os terminais afirmem zelar pela limpeza das áreas de manuseio e armazenagem, tendo em vista a presença de apodrecimento de grãos, apenas 16,67% dos terminais possuem instalações e filtros destinados a auxiliar no controle de odores indesejáveis.

A existência de estacionamento adequado ou área destinada para esse fim no entorno do terminal pode ser encontrada em 91,67% dos terminais entrevistados, ou seja, em 11 deles. Da mesma forma, a existência de infraestrutura adequada de serviços e atendimento aos entregadores/receptores de carga está presente em 83,33% dos terminais (10 terminais). Em outras palavras, grande parte dos terminais analisados possui infraestrutura destinada ao estacionamento dos modais e recepção e expedição dos grãos, facilitando os processos de entrada e saída de carga, cujos pátios acabam sendo usados quase que exclusivamente para a realização dessas operações.

Em se tratando das relações estabelecidas entre o terminal e a comunidade do qual faz parte, deve-se ressaltar os baixos índices envolvendo tanto a implantação de ações de benefício social (41,67%), bem como a execução de práticas ambientais, reciclagem e campanhas educativas (25%). Esse cenário tende a evidenciar que a maior parte dos terminais

de fiscalização, já que os dados acima demonstram o baixo interesse de envolvimento com a sociedade.