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Quanto ao critério integração social na organização, segundo Walton apud Freitas; Souza (2008) o trabalho e a carreira são perseguidos tipicamente dentro da estrutura de organizações, e a natureza de relacionamentos pessoais transforma-se numa outra dimensão importante da qualidade da vida no trabalho, que abrange a ausência de preconceitos (aceitação do trabalhador por suas habilidades, capacidade e potencial independente de raça, sexo, credo, nacionalidade, estilo de vida ou aparência física), a valorização das tarefas pela empresa, a educação, valores comunitários (ajuda

Risco de demissão N %

Nao 70 63,60%

Sim 35 31,80%

Sem resposta 5 4,50%

Total 110 100%

Importância do risco de demissão N %

Muita importância 60 54,50% Média importância 26 23,60% Pouca importância 14 12,70% Nenhuma importância 7 6,40% Sem resposta 3 2,70% Total 110 100%

recíproca, sustentação sócio emocional), senso comunitário - forma com que os membros da organização relatam entre si suas ideias e sentimentos

Sendo assim pode-se revelar que a inclusão, os valores desenvolvidos no meio social contribui para que o trabalhador conquiste um dos critérios para alcançar a qualidade de vida no trabalho. Pode interligar a este os valores emancipatórios (SERVA, 1996) que significam os valores de mudança e aperfeiçoamento do social, bem estar coletivo, solidariedade, respeito à individualidade, liberdade e comprometimento, presentes nos indivíduos e no contexto normativo do grupo.

As questões formuladas tiveram a intenção de atingir alguns desses aspectos. A primeira interrogação foi se você percebe que ocorre a sua aceitação social no seu ambiente de trabalho? O resultado demonstra que 88% percebem que sim – sentem-se aceitos socialmente no seu ambiente de trabalho.

Tabela 18: Aceitação social no ambiente de trabalho

Perante a existência de preconceitos, questionou-se se você identifica que existem preconceitos no seu local de trabalho?

Tabela 19: Existência de preconceitos no trabalho Aceitação social no ambiente de

trabalho N %

Sim 97 88,20%

Não 10 9,10%

Sem resposta 3 2,70%

Total 110 100%

Existência de preconceitos no trabalho

N %

Não 57 51,80%

Sim 50 45,50%

Sem resposta 3 2,70%

Na tabela 19, percebe-se que 52% percebem não existir preconceitos e 45,5% percebem que sim. Dos que responderam sim, foi interrogado se esses preconceitos criam insatisfação, 36,4% disseram que sim, criam insatisfação no ambiente de trabalho e 10% percebem que não, como descrito na tabela 20.

Tabela 20: Preconceitos criam insatisfação

Nas perguntas 54 e 55 interrogou-se se você percebe que é valorizado pelas tarefas que desempenha no trabalho? Qual o nível de importância que você atribui à valorização das tarefas que desempenha no trabalho? Sendo assim seguem os percentuais resultantes por meio nos gráficos 22 e 23.

Gráfico 22: Valorização das tarefas que desempenha no Trabalho Preconceitos criam insatisfação

N %

Sem resposta 59 53,60%

Sim 40 36,40%

Não 11 10,00%

Total 110 100%

Sim Não Sem resposta

56%

41%

4% Valorização das tarefas que

Gráfico 23: Importância da valorização das tarefas

Diante dos percentuais, revelam que 56% dos empregados participantes da pesquisa percebem a valorização das tarefas que desempenham no trabalho, e 41% não se sentem valorizados. Sendo que destes total de respondentes, 65% identificam ser muito importante essa valorização das tarefas. Resgata-se nesta parte, o conceito de Dejours (1992) ao expressar que o sofrimento no trabalho inicia quando a relação homem-organização do trabalho está bloqueada, isto significa quando o trabalhador usou o máximo de suas faculdades intelectuais, psicoafetivas, de aprendizagem e de adaptação. Quanto mais a organização do trabalho é rígida, mais a divisão do trabalho é acentuada e menor é o conteúdo significativo do trabalho e possibilidades de mudá-lo, proporcionalmente o sofrimento aumenta. A denúncia do sofrimento proveniente do pouco conteúdo significativo do trabalho taylorizado reproduz a desafetividade humana ligada ao trabalho, por isso a necessidade de sentirem a valorização do seu trabalho.

Um outro aspecto interrogado ao participante foi perante a valorização das tarefas pela gerência no desenvolvimento do seu trabalho, 54% dos participantes da pesquisa percebem a sua existência contra 40% que não verificam a valorização das suas potencialidades humanas no desenvolvimento do trabalho pelos seus gerentes.

65%

27%

5% 4%

Gráfico 24: Valorização do potencial humano pela gerência

A valorização das potencialidades humanas pela gerência para desenvolver o trabalho foi comentada por 20 empregados e foram classificadas no quaro 36 perante os estudos da racionalidade substantiva e instrumental, perante os elementos constitutivos da racionalidade (SEVA 1997).

Apresentam-se a expressão relacionada ao elemento da racionalidade instrumental: fins (metas de natureza técnica, econômica ou política (aumento de poder). O participante 66 comentou:"Os números falam mais alto".Nesta resposta pode-se verificar que o participante percebe a falta de valorização do seu trabalho por conta da valorização financeira, ou seja, o valor instrumental ultrapassa o valor humano/social.

Diante dos elementos da racionalidade substantiva, inspirado por Ramos (1989) e Serva (1996) no total de 18expressõesexpostas nos quadros 35 e 36:

- Autonomia (condição plena para poder agir e expressar-se livremente nas interações) – 2 expressões, os participantes revelam que se sentem valorizados por agir junto à gerência;

- Autorrealização (processos de concretização do potencial inato do indivíduo, complementados pela satisfação) – 2 expressões que expressam a necessidade de elevar o reconhecimento e aproveitamento das potencialidades humanas para o trabalho pela gerência;

- Julgamento ético (deliberação baseada em juízo de valor (bom, mal, verdadeiro, falso, correto, incorreto, etc.) - 11 expressões exprimem que a gerência não tem o conhecimento sobre as suas tarefas no trabalho, e além de não perceberem confiança em passar atividades para estes;

- Valores emancipatórios (os valores de mudança e aperfeiçoamento do social, bem estar coletivo, solidariedade, respeito à individualidade, liberdade e comprometimento, presentes nos indivíduos e no contexto normativo do grupo) – 01 expressão do participante 53 foi “- Respeitos. -

Elogios. - Sempre convocado para novas tarefas".Esta expressão revela o respeito mútuo.

Sim Não Sem resposta

54%

40%

6%

Você percebe que a gerência valoriza seu potencial humano para desenvolver o trabalho?

Autonomia – Autorrealização

19 : "Deixa livre para tomar decisões e faz elogios". Autonomia

31 : "Minha chefia imediata é bem atuante e busca sempre se reunir buscando minhas opiniões".

38 : "Falta investir e delegar novas atividades bem como aprimoramento profissional, para possibilitar o crescimento

no âmbito do trabalho". Autorrealização

70 : "A gerencia poderia ouvir mais e usar mais as potencialidades dos subordinados". 84 : "Muita cobrança e pouco reconhecimento".

Quadro 35: Valorização do potencial humano pela gerência – autonomia – autorrealização

Você percebe que a gerência valoriza seu potencial humano para desenvolver o trabalho?

Julgamento ético – Valores emancipatórios

7 : "Sempre pede pra confirmar com outros colegas o que falo pra ele".

27 : "Nãosabe a atribuição da área e sua importância para o sistema elétrico". Julgamento ético

28 : "Meu superior não sabe quem sou além de um número de matrícula e de uma folha ponto que deve ser codificada".

42 : "A gerência se preocupa com outras áreas, deixando as coisas fluírem até aparecer um problema para agir". 73 : "O chefe não fica em cima dos funcionários cobrando, pois confia na capacidade técnica de seus subordinados" 82 : "Esta valorização se faz necessário como política de incentivo interno na empresa, sem representar nenhum favoritismo para não causar inveja".

86 : "O sentimento é: fica quietinho, não aparece que ta bom".

89 : "Estou em fase de me aposentar, por isso, não me são passadas atividades em qualidade e quantidade necessárias".

91 : "No entanto, a gerência não entende o que é executado no trabalho".

97 : "As chefias na Celesc não tomam conhecimento das tarefas executadas por seus subordinados, por isso não dão o devido valor".

104 : "Até existe valorização, porém percebe-se mais quando o interesse-pessoal nas atividades".

53 : " - Respeitos. - Elogios. - Sempre convocado para novas tarefas". Valores emancipatórios