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4 EMPIRI (OG DRØFTING)

4.2 Holdning og atferd

As redes bio-psico-noo-sócio-tecnoculturais contemporâ- neas, que envolvem agenciamentos digitais entrecruzados com formações culturais preexistentes, fizeram emergir subjetivida- des que – apesar de seu hibridismo inerente, não reconhecido - se

Outra manifestação desse processo, entre as várias que poderiam ser mencionadas, me parece ser o projeto espanhol Sin Dominio (sindomi-

nio.net), que instituiu uma nova lógica não apenas de uso, mas de acesso

às redes digitais, configurando oportunidades de participação digital não dependentes das possibilidades predefinidas pelas corporações detentoras da infraestrutura material da Internet, como revela a descrição do projeto em seu website: “Dependemos absolutamente de EMPRESAS, que son las que nos proporcionan la conexión, los buzones de correo, los espacios web o ftp, las listas de distribución... bien sea por un interés directo (cobro por los servicios) o indirecto (inclusión de publicidad, consecución de clientes para otros servicios...). Además, para dichas empresas no somos más que CLIENTES que pagan por un servicio, con lo cual quedamos fuera de cualquier decisión, de cualquier posibilidad extra a los servicios contratados. Frente a esto, gente perteneciente a movimientos de Madrid y Barcelona consideró necesario la creación de un espacio LIBRE en Internet, donde no hubiese EMPRESARI@S ni CLIENTES, donde las posibilidades de utilización de Internet como medio no estuviesen limitadas a lo que pagas, dónde toda la gente participase en la toma de decisiones... Para ello era necesario situar una computadora en Internet las 24 horas del día, organizarla, publicitarla... Esa fue la idea original de Sindominio, y eso es lo que sigue siendo” (SINDOMINIO, 2014).

autoexperienciam como autônomas, autoconscientes, separadas dos demais sujeitos e que (re)criam digitalmente vínculos basea- dos na afinidade e na ausência de compromissos de longo prazo. São subjetividades essencialmente críticas e com um elevado potencial de mobilização espontânea, mas impacientes e ansiosas por resultados imediatos. Subjetividades que – como revelam fenômenos como, no caso específico do Brasil, os protestos de junho de 201. – têm se revelado hábeis em se auto-organizar por meio de tecnologias digitais de comunicação, capazes de tecer relações e práticas sociais diferentes das hegemônicas, mas ao mesmo tempo incapazes de manter vivas por longos períodos as comunidades criadas e de refletir sobre as tendências de subjetivação que permeiam suas percepções, sua cognição e suas tendências de ação; isto é, incapazes de produzir diferença constituinte que institua micropolíticas realmente alternativas às lógicas dominantes nas redes sociotécnicas atuais.

Epistemologias do digital tecnoutópicas refletem bem essa subjetividade emergente, mas não ajudam a compreender os processos que a configuram e – ao aferrar-se a uma percepção fechada e sólida do sujeito – os condicionamentos, as limitações e as manipulações desse mesmo sujeito, tanto nas redes sociotéc- nicas como nas formações culturais, assim como não auxiliam na concepção de possibilidades de subjetivação alternativas.

Por isso, sugiro a articulação de epistemologias não huma- nistas e não essencialistas do digital – como a que emerge da aplicação da teoria ator-rede de Bruno Latour (2008; 2012) às redes digitais – com o conceito de multidão de Negri e Hardt (2005) e o de “livre necessidade” spinoziano recuperado por Negri (199.) pode ajudar na exploração teórica das condições de uma micropolítica digital alternativa aos mecanismos de subjetivação predominantes nas ecologias sociotécnicas contemporâneas.

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Participativo: novos modelos