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3. Fluid simulation 97

3.3. Interactive GPU-based fluid dynamics

3.3.4. GPU-based fluid simulation

Em que pese a diversificação dos produtos e a expansão geográfica, no mundo, no Brasil e no Estado do Pará e o crescimento das transações comerciais e do lucro da empresa, o principal produto continua sendo o minério de ferro, com 56,8% das operações da empresa, que somado com os itens pelotas (de ferro), respondem por 70,5% do total das operações da Vale, em 2010. (Tabela 2). É a maior produtora de minério de ferro do mundo.

No Brasil a empresa desenvolve atividade econômica em 15 estados. Para as operações com minério de ferro, pelotas e outros minérios e serviços de logística de transporte, a empresa utiliza 3 sistemas: sistema Sudeste (estados de Minas Gerais e Espírito Santo); sistema Sul e Centro-oeste (estados de Minas Gerais e Mato Grosso de Sul); sistema Norte (estado do Pará e Maranhão). “Os sistemas Norte e Sudeste estão plenamente integrados e consistem de minas, ferrovias, terminais marítimos e instalações portuárias. O Sistema Sul consiste de três minas e dois terminais marítimos”. (COMPANHIAVALE..., 2010, p.15). A produção de ferro da Vale, em 2010, está assim distribuída espacialmente: 67,86% nos

sistema Sul e Sudeste (estado de Minas Gerais); 30,78% no sistema Norte (Estado do Pará)12; 1,36% sistema Centro-oeste. Destacam-se, portanto, na produção do minério de ferro os estados de Minas Gerais e Pará.

Dados de 2008 indicam que as principais empresas produtoras de minério de ferro no Brasil são: Vale-79%, CSN-7,4%, Anglo American/MMX-3%, outros - 10,6%. As Principais empresas produtoras no mundo: Vale, Rio Tinto, Anglo American. (INSTITUTO BRASILEIRO DE MINERAÇÃO, 2009). É graças à produção e exportação de minério de ferro que a Vale é a maior empresa privada do Brasil e da América Latina e vem expandindo suas atividades investindo em novas descobertas e aquisições de reservas de minério de ferro. As reservas brasileiras de minério de ferro, quando comparadas com as reservas básicas (medidas e indicadas) no mundo, de 370 bilhões de toneladas posicionam-se em quinto lugar com quase 8% destas reservas. As empresas distribuídas por categoria de porte estão caracterizadas pela produção bruta, e, são identificadas 39 empresas que operam 58 minas (todas a céu aberto) que utilizam 54 usinas de beneficiamento. A recuperação média dessas usinas entre produto bruto e comercial é de cerca de 75%. Via de regra as usinas de tratamento de minérios (UTM) estão localizadas junto às minas e recebem minério bruto de outras minas da mesma empresa para beneficiamento. (BRASIL, 2009).

Em 2007, quando o mundo registrava uma produção de 1,6 bilhão de toneladas (Bt), o Brasil com produção de 355 milhões de toneladas (Mt) participa com 22% da produção mundial, disputando com a China, com produção de 330 Mt (produção beneficiada calculada pela United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD) o primeiro lugar no

ranking mundial. A considerar as exportações mundiais de minério de ferro da ordem de

854,6 Mt em 2007, acima dos 786,6 Mt de 2006, o Brasil participa com 31,4 % em 2007 e com 30,8% das exportações mundiais de 2006. (WORLDSTEEL, 2009 apud DA COSTA, 2011).

A indicação das reservas lavráveis, contempla Minas Gerais com 9,5 bilhões e Pará com 1,2 bilhões de toneladas, junto com Mato Grosso do Sul com 710 milhões são os Estados que devem suportar a produção prevista para os próximos 20 anos. Estas reservas confrontadas com a produção de 2005 destes estados mostram um horizonte de exaustão de 32

12 A extração do minério de ferro no sistema Norte ocorre toda no Estado do Pará, na Província Mineral de

Carajás. No Maranhão tem uma usina de pelotização e o Porto Marítimo, conectado à Província Mineral de Carajás através da (EFC da Vale, comprada no leilão de privatização.

anos em Minas Gerais, 142 anos no Mato Grosso do Sul e 15 anos para o Pará. Portanto, nos dois grandes Estados produtores (MG e PA), as reservas não são muito confortáveis para suportar um aumento de produção para os próximos anos até 2030. As reservas inferidas e novos recursos precisam ser transformados em reservas lavráveis para atender confortavelmente as previsões futuras de abastecimento do mercado nacional, e para atender as exportações, se mantida a posição de país exportador de bens minerais primários. (BRASIL, 2009).

Tabela 3 - Produção de minério de ferro da Vale no Brasil

Fonte: VALE (2010, p. 26).

A participação do minério de ferro no faturamento total da Vale representou 46,2% em 2008; 53,6% em 2009; 56,8% em 2010, o que significou em termos de valores US$17.775 (dezessete bilhões setecentos e setenta e cinco milhões de dólares em 2008; US$ 12.831 (doze

bilhões oitocentos e trinta e um milhões de dólares em 2009; US$ 26. 384 vinte e seis bilhões trezentos e oitenta e quatro milhões em 2010.

A Vale opera 10 plantas de pelotização no Brasil e tem duas pelotizadoras em Omã entrando em produção. Tem participação de 50% em uma joint venture que possui três usinas integradas de pelotização no Brasil e uma participação de 25% em duas companhias pelotizadoras na China. (COMPANHIA VALE..., 2010, p. 15). O total da produção do minério de ferro e pelotas da Vale é procedente dos três sistemas mencionados, do Brasil.

A receita operacional total da empresa foi de US$ 38.509 (trinta e oito bilhões e quinhentos e nove milhões de dólares) em 2008; US$ 23.939 (vinte e três bilhões e novecentos e trinta e nove milhões de dólares) em 2009; US$ 46.481(quarenta e seis bilhões quatrocentos e oitenta e um milhões de dólares) em 2010. (Ver tabela 3). Se considerarmos o faturamento de minério de ferro e pelotas, em 2010, que totalizam 70,5% do faturamento, teremos um valor US$ 32.786 (trinta e dois bilhões e setecentos e oitenta e seis milhões de dólares). Restam US$13. 695 (treze bilhões, seiscentos e noventa e cinco milhões) de dólares para todos os outros itens que compõem a receita da empresa no referido ano. Esses números indicam a importância que tem o minério de ferro para o crescimento do lucro líquido da Vale, de US$ 17.453 (dezessete bilhões e quatrocentos e cinqüenta e três milhões) de dólares, em 2010. Embora a empresa esteja atuando em 38 países, todo esse bem mineral primário, minério de ferro, sai do território Brasileiro, 30,78% da Província mineral de Carajás, no Pará. O Estado do Pará, sistema Norte da Vale, é o segundo maior produtor nacional de minério de ferro, depois do Estado de Minas Gerais. A participação da produção de minério de ferro do Pará na produção total da Vale foi de 96,5 milhões de toneladas métricas em 2008; 84,6 milhões de toneladas métricas em 2009; 101,2 milhões de toneladas métricas em 2010, representando 31,98% em 2008; 35,54% em 2009 e 30,78% em 2010 do total da produção de minério de ferro da empresa. A produção total de minério de ferro da Vale foi da ordem de: 293,4 milhões de toneladas métricas em 2008; 338 milhões de toneladas métricas em 2009; 307,8 milhões de toneladas métricas em 2010, conforme pode ser observado na tabela 3.

A Vale é a empresa responsável pela extração de minério de ferro no Pará, tendo atingido a produção de 101,2 toneladas métricas em 2010, tem duas plantas de ferro gusa situadas no Pará e uma usina de pelotização em São Luís do Maranhão. Se considerarmos os valores que constam na tabela 3, onde estão elencadas as operações por produto, em termos

proporcionais teríamos a seguinte participação do ferro de Carajás no total das operações da Vale: US$ 5.684.445.000,00 em 2008; US$ 4.598.630.400,00 em 2009; US$ 8.594.136.810,00 em 2010.

Acontece que o minério de ferro da Província Mineral de Carajás é o ferro de mais alto teor de hematita contida que a Vale oferece ao mercado mundial, e dado a esse diferencial do produto de Carajás, a empresa pode receber um valor médio de US$ 21,60 a mais do que recebe pelo minério dos sistemas Sul e sudeste, pois se acrescenta US$ 6,00 por cada 1% adicional de hematita contida a partir de 62% de hematita. E o teor do minério de Carajás é de 66,7% de hematita contida. O preço médio da tonelada de minério de ferro no 3º trimestre de 2010 foi de US$ 126, mas o melhor minério chegou a US$ 148. A partir desses dados, Pinto (2010) conclui que “o ganho marginal da Vale pelo teor do minério de ferro de Carajás, o melhor do mundo, será de US$ 2 bilhões” em um trimestre de bom desempenho. Esse ganho marginal, estimado, elevaria a participação do sistema Norte para mais de US$ 10.500.000.000,00 (dez bilhões e quinhentos milhões) de dólares no total do faturamento bruto da Vale referente ao item minério de ferro, no ano de 2010.

A Vale (2010) estima a exaustão das minas de ferro em Carajás para as seguintes datas: Serra Norte (N4W, N4E, N5) para o ano de 2030; Serra Sul, para o ano de 2061; Serra Leste, para o ano de 2039. O Banco Mundial que contribuiu com a elaboração do Plano Nacional de mineração 2010-2030 do Governo brasileiro é menos otimista, estabelece um horizonte de 15 anos para a exaustão das reservas conhecidas no Estado do Pará.

Gráfico 5- Exportação do Estado do Pará (Cotação média em US$ FOB/Toneladas)

Fonte: MDIC/SECEX

Os principais destinos do ferro de Carajás são China, Japão, Alemanha, Coréia do Sul e Itália. (INSTITUTO BRASILEIRO DE MINERAÇÃO et al., 2011, não paginado).

No sistema Norte a Vale possui uma usina de pelotização em São Luís do Maranhão que recebe o minério de ferro procedente de Carajás, transportado pela estrada de ferro da Vale, adquirida no leilão de privatização da CVRD. A usina no ano de 2006 produziu 6.960 milhões de toneladas de pelotas, em 2007 produziu 7,053 milhões de toneladas, deu recesso aos empregados de 23 de dezembro de 2008 ao dia 4 janeiro de 2009. Segundo a Vale, a planta teria voltado a operar normalmente. No relatório de 2010 não está especificada a produção dessa usina.

Em 2010, a China respondeu por 42,9% dos embarques de minério de ferro e pelotas e a Ásia, como um todo, por 60,7%. A Europa respondia por 20,7%, seguida do Brasil, com 13,7%. Os 10 clientes mais importantes da Vale compraram, coletivamente, 130,2 milhões de toneladas métricas de minério de ferro e pelotas da Vale, o que representa 44% das vendas de minério de ferro e pelotas em 2010 e 45% da receita total de minério de ferro e pelotas, da Vale .

Em 2010, nenhum cliente respondeu individualmente por mais de 10% dos embarques de minério de ferro e de pelotas de minério de ferro. Em 2010 os mercados asiático (principalmenteo Japão e a Coreia do Sul) e europeu eram os principais mercados das pelotas para alto forno, enquanto que a América do Norte, o Oriente Médio e o Norte da África eram os mercados primários para as pelotas de redução direta. (COMPANHIAVALE..., 2010, p. 16).