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General considerations regarding the concept of character and theory of happiness and well-

7. DISCUSSION

7.7. General considerations regarding the concept of character and theory of happiness and well-

As várias abordagens investigatórias para delinear a origem da hipertensão essencial, incluindo pesquisas experimentais, clínicas e epidemiológicas, têm fornecido evidências que suportam uma base genética para esta desordem. O potencial genético para hipertensão é modificado por fatores ambientais e comportamentais, com a expressão da hipertensão emanando de uma complexa inter-relação de fatores genéticos e ambientais (FALKNER, & MICHEL, 1997). Para Fuchs, (1999) a obesidade, excessiva ingestão de cloreto de sódio, insuficiente consumo de potássio, uso abusivo de bebidas alcoólicas e pouca atividade física são os fatores ambientais diretamente relacionados ao aparecimento da hipertensão. Obarzeneck et al., (1996) relataram sobre

Pressão Arterial Diastólica (mmHg) Pressão Arterial Sistólica (mmHg) Classificação < 85 < 130 Normal 85-89 130-139 Normal limítrofe

90-99 140-159 Hipertensão leve (estágio 1)

100-109 160-179 Hipertensão moderada (estágio 2)

> 110 > 180 Hipertensão grave (estágio 3)

uma possível relação inversa entre a proteína dietética e a pressão sangüínea. Algumas evidências clínicas têm sugerido que a baixa ingestão de cálcio e as anormalidades no metabolismo desse mineral em pacientes com hipertensão arterial essencial ocorrem, possivelmente, devido a um aumento da resistência vascular sistêmica (FRAXINO et al., 2001). Segundo Dórea e Lotufo, (2004), a maior ocorrência de HAS associado ao envelhecimento parece ser principal fator determinante do aumento da prevalência de HAS, entretanto o aumento da prevalência de obesidade também tem contribuído para tal evolução e o aumento do IMC (índice de massa corporal) mostra-se diretamente relacionado ao aumento da freqüência de HAS.

Segundo Lefant et al., (2003), os estudos sobre a hipertensão arterial, independentemente e coletivamente, contribuíram para um achado universal: abaixando a pressão arterial, pode-se reduzir extraordinariamente os níveis de morbidade e mortalidade por doença cardiovascular, tanto quanto reduzir a progressão da doença renal, retinopatia e morte por todas as causas. Quando os resultados desses estudos tornaram-se disponíveis, foi criado nos EUA, um programa de educação em hipertensão arterial, denominado National High Blood Pressure Education Program (NHBPEP) para traduzir as informações através de programas de educação pública e profissional. A partir disso, níveis de consciência sobre a hipertensão arterial, tratamento e controle começaram a melhorar. Os níveis de morte por doença coronariana e AVC declinaram ligeiramente em ambos os gêneros e em negros e brancos. A partir do início da década de 90, os níveis de controle da pressão sangüínea não melhoraram mais e o declínio dos níveis de mortalidade por AVC e doença cardíaca coronariana não era o esperado. A explicação estava no fato de que os estudos clínicos focalizaram primariamente a pressão arterial diastólica e as mensagens educacionais do programa foram sobre o tratamento no número diastólico.

Entretanto, dados do Estudo de Framingham, NHLBI e outros sugeriram que a pressão arterial sistólica era mais forte que a pressão diastólica como preditor de DCV em indivíduos com mais de 50 anos. O estudo Framinghan também ressaltou que os níveis de controle sub-ótimo foram devido à PA sistólica não ser bem controlada. Estudos observacionais prospectivos sugeriram que o risco de DCV inicia-se aos 115/75

mmHg e dobra a cada aumento de 20/10 mmHg de uma forma quase linear (LEWINGTON et al., 2002; CHOBANIAN et al., 2003).

Lefant et al., (2003) relataram que o endurecimento das artérias e outros efeitos anormais iniciam bem antes dos 160/95 mmHg, quando médicos começam o tratamento da hipertensão em idosos. Este conhecimento levou pesquisadores a gerir o Sétimo Relatório do Comitê da Liga Nacional, nos Estados Unidos, sobre prevenção, detecção, avaliação e tratamento da pressão sanguínea elevada (JNC7), que iniciou suas atividades de redefinir e organizar mais efetivamente a nomenclatura da pressão sangüínea em 3 categorias: normal, pré-hipertensão e hipertensão estágios 1 e 2. Estágios 2 e 3 são agora combinados dentro do estágio 2, pois os tratamentos para estas condições são essencialmente os mesmos.

O JNC7 recomenda que, para pacientes hipertensos, a meta é trazer a pressão arterial a níveis inferiores a 140/90 mmHg e valores menores para aqueles portadores de diabetes e doença renal crônica (LEFANT et al., 2003).

Segundo Chobanian et al., (2003), o JNC7 fornece um novo guia para a prevenção e controle da hipertensão, baseando-se nas seguintes informações: em pessoas com idade superior a 50 anos, a pressão arterial sistólica maior que 140 mmHg é um fator de risco cardiovascular muito mais importante que a pressão arterial diastólica; indivíduos que são normotensos até os 55 anos têm 90% de risco, a partir dessa idade, para desenvolver hipertensão; indivíduos com a pressão sistólica de 120 a 130 mmHg ou diastólica de 80 a 89 mmHg poderiam ser considerados como pré- hipertensos e requerem modificações no estilo de vida para promoção da saúde e prevenção de DCV; a maioria dos pacientes com hipertensão irão requerer dois ou mais medicamentos anti-hipertensivos para alcançar a meta de pressão sangüínea (maior que 140/90 mmHg, ou menor que 130/80 mmHg para pacientes com diabetes ou doença renal crônica). A nova categoria de pré-hipertensão é designada para enfocar a atenção de médicos, pacientes e o público sobre os níveis de pressão sangüínea sistólica em 120 a 139 mmHg e diastólica de 80 a 89 mmHg e motivá-los a adotar um estilo de vida para promoção da saúde. O objetivo é diminuir ou prevenir a progressão da crescente pressão

sangüínea e aumento do enrijecimento arterial e danos nos rins, que ocorrem todo o tempo.

Segundo Fraxino et al.(2001), quando se comparam pacientes normotensos e hipertensos, uma das maiores diferenças entre essas duas populações é certamente a prevalência da obesidade. Associados à obesidade, observa-se aumento da LDL- colesterol e redução da HDL-colesterol, menor tolerância à glicose e uma maior predisposição para o desenvolvimento da hipertrofia ventricular esquerda. Tais achados concorrem para um maior risco cardiovascular global. A redução de 5 a 10% do peso corporal parece ser benéfica para uma redução significativa da pressão arterial.