Kapittel 3 De lange linjene
3.1 Framveksten av tidligpensjonssystemet og seniorpolitikken
O desgaste dos recursos naturais contribuiu, ao longo do tempo, para o que chamamos de crise ambiental. Uma crise que adquiriu dimensão maior no momento em que começaram a aparecer em todo lugar os sinais de deterioração destes recursos, provocada, na maioria das vezes, pelas mãos do homem. Existe consenso entre os estudiosos que a problemática ambiental não trata apenas de recursos naturais e que suas origens, causas e conseqüências podem ser encontradas nos diversos campos existentes na esfera global. Por isso, ela se torna uma problemática sócio-ambiental onde se incluem também os problemas sociais do crescimento populacional, saúde, educação, violência, entre outros. Nesse sentido, os problemas enfrentados não devem ser atribuídos a um sistema particular, eles refletem uma orientação que transcende as fronteiras naturais.
De acordo como Morin & Kern, a sociedade contemporânea vive momentos de agonia planetária e policrise, indicando problemas de primeira evidência como a desregulamentação econômica mundial, o desregramento demográfico, a crise ecológica e do desenvolvimento e, como segundas evidências, uma conjuntura atual com perspectivas futuras de agravamento. Tais problemas pedem tratamentos cada vez mais polidisciplinares, transversais, multidimensionais, transnacionais, globais e planetários, buscando-se o pensar global/agir local, pensar local/agir global (MORIN e KERN, 1996:139). A partir da percepção da crise, a sociedade começa a refletir sobre o futuro da humanidade e como as gerações presentes
podem amenizar as conseqüências futuras. Então começam a se formar grupos de discussão e apoio às ações que busquem algum tipo de solução.
No âmbito dos processos sociais, enquanto movimento social e político, a preocupação ecológica teve seu início no final da década de 1960 e início da década de 1970, multiplicando interesses nas últimas duas décadas, quando a humanidade mundial começou a se dar conta da queda da qualidade de vida relacionada fortemente com a degradação ambiental. Na década de 1980, com o crescimento deste movimento, veio a crítica às concepções de desenvolvimento, colocando limites ambientais ao crescimento econômico. O enfoque ecologista supõe uma drástica reorientação do desenvolvimento mundial, onde o crescimento global não se define só pelos limites físico e termodinâmico, mas também pelo limite ecológico da biosfera (VIOLA, 1991).
Segundo Giddens, os problemas que caracterizam a questão ambiental do mundo contemporâneo pertencem ao tipo de efeitos que ele chama de perversos e impremeditados das ações intencionais do próprio homem. No seu cotidiano, os agentes sociais desenvolvem suas ações de forma intencional, mas as conseqüências dessas ações nem sempre são aquelas esperadas por eles. A partir disso, não podemos ter certezas no mundo moderno e quanto mais tentamos transformar o futuro, maior a probabilidade dele nos causar surpresas e riscos. Quanto mais a natureza é invadida ou destruída, mais tipos de incertezas aparecem. Como exemplo dessa incerteza ele cita o caso do aquecimento do planeta, que não pode ser medido, assim não é possível calcular com precisão os seus riscos. Por isso, a modernidade pode ser considerada como uma grande experiência que ocorre fora do nosso controle, da qual estamos presos e cujos resultados não conseguimos controlar (GIDDENS, 1997).
Outros autores definem a problemática ambiental como uma expressão da crise da racionalidade ocidental, que objetiva uma ciência baseada na razão instrumental. Crise que é vista como resultado da excessiva ênfase no método científico e no pensamento racional que levam as pessoas a tomar atitudes profundamente antiecológicas. Este fenômeno se observa no mundo todo, principalmente nas cidades maiores, que são cobertas por nevoeiros de poluição, provocados, geralmente, pelo desenfreado crescimento industrial, ameaçando os sistemas ecológicos e a saúde da população (CAPRA, 1982; ALPHANDÉRY et alli, 1992). Nesse sentido é que se fala na necessidade de construção de uma nova racionalidade ou de uma nova consciência, quando nos referimos aos cuidados que devemos ter com os recursos naturais, para que eles permaneçam para as gerações seguintes.
Com base nas constatações de crescente deterioração ambiental, devemos pensar em formas de controle e evitar que se ampliem cada vez mais. É neste momento que a educação
ganha um papel importante, pois é através dela que conseguiremos despertar a sensibilização das pessoas sobre a interdependência que a sociedade tem da natureza, enquanto um sistema físico-biológico da Terra. A responsabilidade para a resolução desses problemas não compete só ao poder público através da criação de políticas favoráveis de despoluição do ar. Compete também à comunidade em geral criar mecanismos de condições, no sentido de possibilitar mudanças de comportamentos e atitudes, tanto em ações que possibilitem a conservação, como na disseminação das informações referentes ao problema, formando cada vez mais multiplicadores. Segundo Jacobi, somente cidadãos bem informados adquirem consciência e têm condições de participar e engajar-se nas ações em prol da cidadania e do interesse do coletivo (JACOBI, 1998).
Na tentativa de engajar-se em busca de novos valores e de uma melhor qualidade de vida é que cada vez mais pessoas discutem e participam de atividades sobre a relação do ser humano, natureza e meio ambiente. Nas últimas décadas, problemas como a poluição do ar e sonora passaram a despertar um maior interesse por parte da população, das empresas e dos governos. Apesar das empresas ainda resistirem em investir na despoluição, novas leis e exigências da sociedade provocaram alterações na forma de pensar e agir de empresários e governantes.