2 Doktrinelt grunnlag
2.2 Forsvarets oppgaver
Para iniciar nosso diálogo em torno do termo, salientamos que optamos por abordá-lo dentro do ponto de vista sociológico, pela afinidade estabelecida entre o objeto investigado, adjacente a sua dinâmica e suas relações sociais. Logo, toda pessoa adquire sua cultura à medida que se torna membro e participa de um grupo social. Lakatos (1981, p.123) assegura que “(...) não há indivíduos desprovido de cultura, exceto o recém-nascido e o homo ferus;
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um porque ainda não sofreu o processo de socialização, e, o outro, porque foi privado do convívio humano”. Nesse sentido, o homem só logra o conhecimento de sua cultura, inserido nela e participando da mesma, portanto, faz-se necessário o convívio com outros membros de sua espécie e que, com eles, haja a troca mútua de experiências para que a cultura se configure entre esse grupo. Assim, Tereza Moreira, funcionária da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, argumenta que a ETECD tem empreendido normas, regras e traços culturais que a distinguem das demais unidades de ensino público estadual.
Explanar sobre o que se entende por cultura torna-se bastante oportuno, principalmente quando compreendemos o quanto ela pode interferir na realidade cotidiana da escola investigada e o quanto ela tem ampliado o leque de significados junto ao ambiente tecnocultural na ETECD. Lakatos (1981, p. 123), porém, contextualiza que é na dimensão sociológica que a concepção do termo não se restringe “(...) a certos campos especiais do conhecimento: envolve os modos de comportamento derivados da esfera total da atividade humana, e não tem existência independentemente fora do comportamento dos indivíduos”. Nesse entendimento, a cultura envolve, de modo genérico, todos os aspectos da realidade social que são transmitidos para as gerações futuras.
Nesse direcionamento, podemos alcançar o entendimento do termo cultura, adotando as duas concepções básicas oferecidas por Santos (1983) que darão sentido à preocupação com o mesmo:
A primeira refere-se ao termo de modo bastante genérico, haja vista discorrer sobre os aspectos totais da realidade social. Desse modo, “(...) cultura diz respeito a tudo que caracteriza a existência social de um povo ou nação, ou então de grupos no interior de uma sociedade.” (SANTOS, 1983, p. 24). A cultura, sob essa visão, apresenta-se como a maneira de conceber e instituir a existência em sociedade na totalidade, inclusive com os seus aspectos materiais.
Na segunda concepção, enfatiza-se mais especificamente sobre “(...) o conhecimento, às ideias e crenças, assim como às maneiras como eles existem na vida social.” (Ibidem, p. 24-25). Mesmo referindo-se à totalidade - pois não existe sociedade sem tais elementos – há, nessa concepção, especificamente, maior destaque para o conhecimento e suas extensões.
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Tomando esse conjunto de argumento como base, ressaltaremos, também, outra definição bastante comum no meio etimológico que considera ser a cultura “a parte do ambiente feita pelo homem”. (Herskovits, 1963, p. 31). Essa apreciação amplia ainda mais a visão da herança social total da humanidade, pois ela capta a maneira de ver a cultura pelo espectro mais generalizado das ciências sociais.
O termo cultura deve, ao mesmo tempo, ser analisado sobre diferentes aspectos, entretanto, a sua utilização é genericamente condicionada pela abstração do comportamento. Da mesma forma, as instituições sociais padronizam os modos de comportamento que provêm de atitudes dependentes das regras fundamentadas em valores definidos, tanto pelas ideias como pelas crenças.
Brazão (2008, p.12), em seu estudo de doutoramento, defende que “a cultura define os traços característicos de um modo de vida, de um grupo, de uma comunidade ou de uma sociedade. Pode compreender os aspectos da vida quotidiana. A cultura fornece a matéria- prima com que o indivíduo constrói a sua vida”. De tal modo, a cultura é concebida como um substrato necessário à construção do cotidiano. Além de se alinhar diretamente à educação, pelo poder que ambas têm de acumular elementos capazes de projetar e harmonizar heranças para o futuro e causar uma complementação mútua entre diferentes graus de interações nas distintas gerações.
A cultura, ainda, pode e deve ser ponderada dentro dos espaços educacionais e tecnológicos, já que nessas áreas se constroem os papéis de cada indivíduo. Ao destacar a importância da educação e da tecnologia junto ao campo cultural, perpetraremos lembrar o impacto direto que ambas têm nos destinos das sociedades contemporâneas. Desse modo, Fino (2006, p. 1) amplia esse contexto, discutindo cultura junto aos espaços da cultura escolar. Assim, a cultura pode ser compreendida “(...) como determinante da forma como encaramos o mundo, e a cultura escolar como condicionante da maneira como desempenhamos o nosso papel de actores no mundo peculiar da educação (...)”. Apesar da cultura escolar estar embutida na cultura geral, ela apresenta abrangência e influência própria ao transpor para os indivíduos, enquanto seres ativos, certa independência, capaz de provocar mudanças junto aos ambientes educacionais ou em qualquer outro espaço social.
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Confere-se à cultura uma função essencial e de destaque a qualquer grupo ou sociedade. Igualmente, é importante retratá-la e considerá-la, junto à dinâmica atual como uma das múltiplas maneiras de atuar e agir nas diferentes sociedades. a diversidadeAcultural traduz o processo social mais genérico e, por conseguinte, revela as características das sociedades ao redor do planeta. A partir disso, iremos abordar o assunto, localizando, na realidade atual, como a cultura emergente tem estabelecido atributos para remontar novos ambientes de aprendizagem a partir do levantamento e da descrição da matriz cultural do objeto pesquisado.
Na ETECD, onde realizamos nosso estudo, podemos observar um ambiente onde os traços culturais – os já estabelecidos e os que vêm sendo incorporados (tecnoculturais) – podem ser identificados no cotidiano da instituição. O movimento de integração entre esses traços é constante, assim como é constante a busca da integração desses com os novos espaços e novos elementos presentes nessa unidade de pesquisa. Dessa forma, concordamos com Lakatos (1981, p. 133) que fornece a compreensão de que essa integração cultural “(...) nunca é perfeita, pois há sempre modificações na cultura (...)” total e estabelecida. Em complemento, ela afirma que “na integração deve haver adaptação progressiva, ajustamento recíproco, entre os elementos culturais”. Nesse contexto, podemos descrever que é dentro desses processos culturais - mudanças, inovação, aceitação, integração e difusão cultural - que se constroem espaços capazes de criar ambientes inovadores à aquisição da aprendizagem dos formandos da Escola Técnica Estadual Cícero Dias.