• No results found

Understøttelse

In document Forsvarets fellesoperative doktrine (sider 143-0)

5 Operative kapasiteter og fellesfunksjoner

5.7 Fellesfunksjoner

5.7.7 Understøttelse

A escolha da metodologia qualitativa de cunho etnográfico, por entender que o desenvolvimento de abordagens metodológicas, no campo científico, liga-se diretamente ao que Galeffi (2009) indaga sobre “seus fundamentos legais e legítimos, capazes de garantir a validade epistemológica de suas intenções e consequências práticas, de seus efeitos e resultados”. Essa menção aponta para o rigor epistemológico e metodológico, sobretudo, das pesquisas qualitativas que intencionam, segundo o mesmo autor, “realizar o processo de desenvolvimento do conhecimento humano em sua dinâmica gerativa e em sua organização

79

vital, em sua natureza histórica e existencial, e em seu modo de comportamento conjuntural e complexo” (GALEFFI, 2009, p. 13).

Essa opinião nos remete à gênese da investigação qualitativa e quantitativa para que possamos obter melhor compreensão e assimilação dessas metodologias, a fim de não corrermos o viés da disputa entre o modelo da realidade objetiva e o complexo padrão da realidade objetivo-subjetiva que permeia o contexto físico e o conjunto das relações humanas. Complementando essa ideia, Afonso (2005, p. 13-14), estabelece que não se trata na verdade de uma:

oposição entre as duas abordagens, mas sim confusão, por se desconhecer, por vezes, que estas designações implicam uma grande variedade de perspectivas teóricas e práticas metodológicas, com conceitos que ainda não estão claramente definidos. Isto porque a cientificidade, a neutralidade e a objectividade não são postas de lado quando se exploram outros tipos de relações entre investigadores e actores sociais, assim como também não se justifica a controvérsia objectividade versus subjectividade.

A validade de uma pesquisa repousa diretamente no modo da produção científica, a qual se baseia em suas leis e postulados instituídos. Assim, qualquer abordagem científica reclamará uma sólida fundamentação teórico-metodológica para legitimar o caráter da cientificidade propriamente dita, ou seja, toda forma de ciência – natural ou humana – sempre exigirá uma produção sistemática e rigorosa.

A escolha pela metodologia qualitativa em Educação procura apoiar a ideia de uma maior aproximação, adjacente ao seu diagnóstico dentro do campo das demais ciências sociais. Outro fator relacionado e extremamente relevante ao meio educacional e ao conjunto das demais ciências humanas, são os princípios filosóficos, os quais instituíram, e ainda estabelecem, uma ampla diferença nas bases das investigações científicas, como também, nas apreciações dos fenômenos sociais e naturais. Contudo, Borges e Luzio (2010, p.15) apontam que “uma das mais prementes controvérsias é o debate existente entre os parâmetros de cientificidade aplicados para as ciências sociais em relação aos aplicados para as ciências da natureza.” As mais variadas formas de explicar os fenômenos naturais e sociais, a partir das respostas racionais, produziram conflitos e contradições no campo das ciências e no meio empírico, perpetrando outras visões para o que é humano ou social. Igualmente, as respostas a muitos fenômenos sociais reclamavam bases, essencialmente, filosóficas e maior flexibilidade para alimentar esses experimentos.

80

Retomando Galeffi (2009, p. 52), encontraremos o discurso de que “toda ciência é humana e toda ciência é ciência de objetos idealmente definidos” Essa percepção afirma que a objetivação da ciência baseia-se no fato de que todo fenômeno observado é fenômeno concebido por todo e qualquer investigador. Ele, igualmente, apresenta que a universalização da ciência ocorre porque os fenômenos investigados “são fatos objetivos, fatos observáveis por todos os participantes das mesmas condições de principio”.

Esse conjunto reclama um novo estágio concretizado no que, autores como Macedo e Galeffi (2009), chamam de “totalidade vivente”, de modo que possa abonar a eficácia das relações no tecido social em plena especificidade com o contexto histórico e cultural. Assim, a rigorosidade da investigação qualitativa se expressa, também, pela postura volátil, receptiva e ética do pesquisador frente ao objeto pesquisado.

Diante dessa distinção entre pesquisa qualitativa e quantitativa, Carvalho (2004, p. 96- 97) confere que esse discurso gera certo debate em relação a seus referenciais teóricos e metodológicos, para ele:

Esta polêmica por quantitativo/qualitativo não tem muito sentido. É tão sustentável a opinião de que tudo o que envolve números deve ser ignorado, como certas críticas contra as abordagens qualitativas que vêm sendo cada vez mais usadas na investigação em educação. O medo dos números, a concepção de que toda a investigação que utiliza métodos quantitativos é positiva e a concepção de que uma abordagem qualitativa é mais fácil, são razões erradas para uma escolha metodológica de tipo qualitativo.

Diferenciando-se da abordagem quantitativa, a pesquisa qualitativa não se orienta por padrões lineares de investigação “que estuda o mundo real por meio da validação de hipóteses racionais tomadas a partir de assunções teóricas.” (WELLER & PFAFF, 2010, p. 44). A pesquisa qualitativa se expressa por traduzir o sentido dos fenômenos do mundo social. Complementando, Maanen (1979, p. 520) ajuíza que “trata-se de reduzir a distancia entre indicador e indicado, entre teoria e dados, entre contexto e ação”.

Apoiando a pesquisa qualitativa, Godoy (1995, p. 62) enumera quarto caracteríscas que se adequam em sua identificação: “1) o ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento fundamental; 2) o caráter descritivo; 3) o significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida como preocupação do investigador; 4) enfoque indutivo. Nesse sentido, a observação qualitativa adquire vários significados no campo científico social,

81

já que ela envolve “diferentes técnicas interpretativas que visam descrever e decodificar os componentes de um sistema complexo de significados.” (NEVES, 1996, p. 1).

Carvalho (2004, p. 100) assinala para o fato de que os estudos qualitativos:

apesar de serem conduzidos em múltiplos contextos e assumirem muitas formas, existindo uma grande variedade de estratégias e tópicos possíveis de ser explorados, envolvem trabalho de campo. Tal implica estar no território, entrar do mundo dos sujeitos, participar nas suas actividades para tentar apreender o seu modo de pensar. Para isso, são recolhidos dados descritivos, elaborados registos escritos e istemáticos, em que se relata tudo o que se ouve e observa de forma não intrusiva. O material recolhido pode ainda ser complementado com outros dados, como registos escolares, fotos. Um estudo desta natureza pode prolongar-se durante vários meses.

Aproximando a investigação qualitativa ao campo da educação, observa-se que ela é assinalada por uma densa ambiguidade entre a teoria e a prática. Nesse âmago, emerge a compreensão pela escolha de uma metodologia mais aberta e não linear, em relação a qual Pimentel (2009, p. 127) expressa que talvez essa tensão ocorra pelo fato das “principais orientações teóricas das abordagens qualitativas na pesquisa em educação são oriundas de outras ciências, tais como a sociologia, a história”.

A abordagem adotada nesta investigação procurou apresentar a forma de alcançar dados informativos a respeito de como os alunos utilizam o meio virtual para ressignificar suas aprendizagens de forma mais sistemática e significativa, em meio ao contexto escolar. Desse modo, esse estudo inclinou-se a uma metodologia que descreve a realidade mais abertamente, a fim de compreender e interpretar a problemática descrita. Assim, a escolha foi pela metodologia qualitativa, de caráter exploratório e com uma abordagem descritiva e interpretativa.

Essa escolha repousa no fato dessa metodologia responder, de forma mais aberta, às características de nossa problemática, assim como dos objetivos que, também, encontram-se subjacentes nesta pesquisa. Portanto, a opção pela pesquisa qualitativa, de cunho etnográfico, deveu-se não só pelo enfoque metodológico, mas, sobretudo, como um traçado na coleta de dados. Macedo (2010, p. 9) defende que a etnopesquisa tem seus alicerces investigativos no interesse em compreender as ordens sociais, históricas e culturais, preocupando-se com “processos que constituem o ser humano em sociedade e em cultura e compreende esta como algo que transversaliza e indexaliza toda e qualquer ação humana e os etnométodos que aí se dinamizam”.

82

No entanto, ao aproximar a investigação qualitativa, de cunho etnográfico, junto aos espaços escolares, Weller e Pfaff (2010, p. 127) apontam três dificuldades que interferem numa adequada observação nas escolas: a primeira refere-se à ampla familiaridade que o pesquisador tem com parte das práticas sociais analisadas nas instituições escolares, deixando-o “inclinado a expressar esses entendimentos ao invés de anotar sequências de ação conforme são observáveis.”; o segundo fator é a disposição “hierarquizada e fortemente reguladora da vida escolar” que precisa ser ponderada desde o ingresso e, sobretudo, perante toda a permanência no campo; e por último, os autores destacam “a complexidade de papéis, distribuição de tempo e rituais, que fazem da escola e de outras instituições educacionais contextos sociais extremamente complexos”. Acometendo-se desses problemas, a contribuição da pesquisa etnográfica, junto à educação, representa uma prática social na qual o investigador assume parte da realidade indagada de grande importância, tanto ao bom ingresso ao campo, como para se estabelecer relações bem-sucedidas com os atores sociais da pesquisa.

A etnografia, que será explorada mais adiante, foi utilizada por ser uma prática investigativa que considera e antecede a construção de protocolos e procedimentos de pesquisa a partir do entendimento de que o espaço do investigador é também o campo do fenômeno observado, “situação que adensa o envolvimento subjetivo com temas, problemas, indivíduos, conceitos e técnicas de levantamento de dados”.

O traçado dado à forma de orientação metodológica, neste estudo, objetivou a obtenção da abrangência das atitudes dos atores sociais pesquisados. Este procedimento proporcionou uma reflexão mais apurada a respeito das respostas de maior pertinência à problemática investigada. Assim, a opção pela pesquisa qualitativa etnográfica permitiu recolher dados a partir da relação direta e ativa com os agentes investigados dentro de uma malha social delimitada, permitindo, desse modo, a construção desta dissertação.

Finalmente, a pesquisa qualitativa seque um padrão investigativo no qual a coleta de informações, a interpretação e o resultado da análise se estabelecem de modo completamente interligado. Logo, a síntese teórica só foi concluída quando a saturação de dados das averiguações sobre o tema abordado, igualmente, foi atingido.

83 4.4. A Investigação: Questões e Objetivos

Para averiguar se o tema deste estudo O Meio Virtual Criando Ambiente Inovador Capaz de Ressignificar a Aprendizagem dos Alunos da ETECD constituía, de fato, inovação dentro do contexto escolar, foi necessário perpetrar um percurso investigativo a fim de facilitar a própria pesquisa. Desse modo, surgiram reflexões que originaram as seguintes questões:

• Como o meio virtual pode produzir ambientes inovadores na aprendizagem dos alunos da Escola Técnica Estadual Cícero Dias?

• As TIC junto ao Meio Virtual têm promovido a aquisição da aprendizagem dos formandos do curso de Jogos Digitais da ETECD?

• Qual a motivação, mudança e promoção de uma aprendizagem a partir da utilização das TIC adjacentes ao Meio Virtual?

• Que relação existe entre as TIC no Meio Virtual e a inovação pedagógica?

As respostas a essas questões intencionam amparar a implementação e desenvolvimento dessa investigação e, seus objetivos estão subjacentes a essas questões. São eles:

Para averiguar se as TIC, adjacentes ao meio virtual, produzem ambientes inovadores capazes de favorecer a aprendizagem dos alunos da ETECD foi necessário:

• Estudar o ambiente de aprendizado da ETECD (Escola Técnica Estadual Cícero Dias); • Identificar a utilização das TIC na trajetória de aprendizagem dos alunos da ETE

Cícero Dias;

• Compreender a inovação pedagógica como instrumento de motivação, de transformação e na promoção da aquisição de maior aprendizagem em menor espaço temporal;

• Analisar, criticamente, se as práticas pedagógicas desenvolvidas na ETECD, com a utilização das TIC no meio virtual podem ser consideradas inovadoras e comprometidas com a maximização da aprendizagem de seus alunos.

84

In document Forsvarets fellesoperative doktrine (sider 143-0)