2 Doktrinelt grunnlag
2.4 Fundamentet for operativ evne
Nessa parte do trabalho, procuraremos esclarecer como o meio virtual tem ressignificado a aprendizagem autônoma dos alunos. Segundo a perspectiva de Vygotsky, essa aprendizagem se dá por meio da interação e da cooperação entre as pessoas. Para entender como ocorre a aprendizagem dentro do meio virtual, exploramos como ela ocorre junto às Tecnologias de Informação e Comunicação.
Ligando esse contexto à visão de Levy (1999, p. 75), aceitamos a descrição de que:
Um mundo virtual, no sentido amplo, é um universo de possíveis, calculáveis a partir de um modelo digital. Ao interagir com o mundo virtual, os usuários o exploram e o atualizam simultaneamente. Quando as interações podem enriquecer ou modificar o modelo, o mundo virtual torna-se um vetor de inteligência e criação coletiva.
Assim, o meio virtual colocou à disposição das pessoas a facilidade comunicacional e, consequentemente, a disponibilidade de informações que se configura como a nova modalidade de se adquirir e apreender o conhecimento. Auxiliando essa ideia, Belloni (2009, p. 14) ajuíza que “o incrível avanço das tecnologias de informação e comunicação (TIC) fez surgir às interpretações mais diversas sobre a significação social e cultural destas novas “máquinas de comunicar”.” O avanço do meio virtual e o desenvolvimento acelerado das novas tecnologias, sobretudo das TIC, têm adequado os usuários à mídia cada vez mais sofisticada. Essas, por sua vez, têm permitido interatividade com programas, intercâmbio
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com outros internautas e acesso à informação e entretenimento quase sem limite, originando extensões na produção e na reprodução do conhecimento.
As TIC, adjacentes ao Meio Virtual, têm revelado um imenso conjunto de instruções capazes de instituírem regras que orientam a aquisição da aprendizagem dentro dos moldes estabelecidos pela lógica dos tempos atuais. Miranda (2007, p. 4) defende que a virtualidade, igualmente, tem criado ambientes de aprendizagem altamente inovadores, mas:
Os efeitos positivos só se verificam quando os professores acreditem e se empenhem de “corpo e alma” na sua aprendizagem e domínio e desenvolve atividades desafiadoras e criativas, que explorem ao máximo as possibilidades oferecidas pelas tecnologias. E para isso é necessário que os professores as usem com os alunos: a) como novos formalismos para tratar e representar a informação; b) para apoiar os alunos a construir conhecimentos significativos; c) para desenvolver projectos, integrando (e não acrescentando) criativamente as tecnologias no currículo.
As novas tecnologias contíguas ao meio virtual proporcionaram uma significativa ruptura paradigmática. Sobre esse paradigma que emerge como alternativa às necessidades contemporâneas, Behrens (2011) defende que ele tem tratado e representado as informações - que ainda se ancoram nos sistemas conservadores - com mudanças capazes de transformar o modo como os indivíduos estão habituados a aprender e, consequentemente, ampliando o desenvolvimento cognitivo das pessoas.
Em Vygotsky vislumbramos certa sintonia entre o desenvolvimento das funções psicológicas superiores (formas superiores de sociabilidade, ou seja, funções psicológicas construídas pela estrutura social) e as situações de aprendizagem através de tratamento e representação da informação, visto que todo e qualquer conhecimento é, segundo a visão sócio interacionista, construído na esfera das relações sociais. Suanno (2003, p. 2), abordando Vygotsky, assim se refere:
O referencial teórico sócio-histórico-cultural compreende a relação entre sujeito e objeto no processo de construção do conhecimento, onde o sujeito do conhecimento não é apenas passivo, regulado por forças externas que o vão moldando e não é somente ativo, regulado por forças internas, o sujeito do conhecimento é interativo.
Modificar os modos de aprender e de sistematizar as informações cognitivamente, requer uma mudança de atitude que leve em consideração que o ato de aprender é, acima de tudo, um “(...) processo (re)construtivo, cumulativo, autorregulado, intencional e também situado e colaborativo” (MIRANDA, 2007, p. 5). Assim como teoriza Vygotsky (2007), essa
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aprendizagem, mediada por novos sistemas simbólicos – como as TIC, por exemplo - intervém, significativamente, na organização mental e cerebral dos indivíduos.
Portanto, o meio virtual tem reforçado a interação social, enquanto pré-requisito da aprendizagem colaborativa e cooperativa. Bassani, Barbosa, Sauter e Frozza (2011, p. 9) informam que:
Os mecanismos convencionais servem para facilitar o fluxo da conversa. Mecanismos de coordenação permitem que as pessoas trabalhem juntas e interajam. Os mecanismos de percepção (awareness) são utilizados para que se descubra o que está ocorrendo, o que os outros estão fazendo e também, permitir que os outros saibam o que está acontecendo.
Portanto, esses mecanismos possuem uma imensa dimensão e igual importância quando compreendidos junto aos meios virtuais que potencializam o trabalho em grupo e a aprendizagem cooperativa. Igualmente, é necessário analisar os procedimentos que darão motivação à interação e colaboração. De acordo com Vygotsky, a interação torna-se o fator que mais contribui para a aprendizagem individual ou em comunidade.
Castells (1999, p. 566), ponderando sobre as comunidades virtuais, defende que a tendência histórica da humanidade é de se organizar em torno de redes sociais e, nessa interação, a aprendizagem torna-se cada vez mais atraente e significativa. As “redes são estruturas abertas capazes de expandir de forma ilimitada, integrando nós desde que consignam comunicar-se dentro da rede, ou seja, desde que compartilhem os mesmos códigos de comunicação (por exemplo, valore ou objetivos de desempenho)”. Essa forma de organização social, disponível sob o signo do paradigma tecnológico, tem proporcionado as bases materiais para que as TIC se expandam, cada vez mais, entre todos os setores das sociedades. O autor ainda acorda que a coerência das redes está em determinar um fluxo mais alto que os interesses sociais, restritamente específicos, ou seja, “o poder do fluxo é mais importante que os fluxos do poder”.
Esse contexto nos remete à compreensão cada vez mais precisa sobre os pressupostos de ordem pedagógica a respeito das mudanças e da melhoria que o meio virtual vem operando na aquisição da aprendizagem. As razões pelas quais esses ambientes virtuais têm inovado e proporcionado o alcance das informações e essas, por conseguinte, têm ocasionado a conquista do conhecimento de modo autônomo e significativo a atual realidade planetária tem ampliado o domínio das pessoas em torno das conexões entre elas.
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Adotando a visão construcionista como base para entender como as informações se expandem no meio virtual, alcançaremos o quanto elas representam poderosas ferramentas cognitivas a serem exploradas. Por esse prisma, o efeito da aquisição da aprendizagem pautada no meio virtual torna-se cabível enquanto ferramenta que auxilia a conquista de competências necessárias à atualidade. Essa situação “(...) deve corresponder a uma necessidade real, um desafio a ultrapassar e a aprendizagem efectiva deriva do conflito cognitivo que o aluno deve enfrentar para ultrapassar essa situação e depois ser capaz de usar adequadamente o conhecimento”. (CARVALHO, 2009, p. 79).
Assim, a aceitação e incorporação desse novo paradigma nunca são passivas, pois sempre haverá resistência, pressupostos e intenções por parcela das sociedades. Contudo, as transformações globais têm reclamado mudanças de atitude e de postura de todas as pessoas. Schlemmer (2006) lembra que as alterações mundiais têm como intenção gerar o desequilíbrio no sistema de significação dos indivíduos, principalmente, em relação ao processo de aquisição das informações e do conhecimento, já que proporcionam distintos instrumentos que dão suporte à aprendizagem e à convivência na virtualidade.
3.4. O Papel da Interação e da Cooperação na Cognição, Segundo a Perspectiva