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Forkortelser og modereringer

In document Den grønne retorikk (sider 79-82)

3. Tvingende omstendigheter (Bitzer 1997:13)

10.4 Diskusjonsformen .1 Argumentasjonen

10.4.5 Forkortelser og modereringer

Existem muitas formas de fazer política, tanto para os pobres quanto para as classes ricas. Os pobres usam seus frágeis instrumentos, geralmente os movimentos; quanto a isso os ricos não têm preocupação, possuem o Estado como organização.

A política, se bem entendida e conduzida, deveria ser a arte de promover vitórias, para cada povo contar sua bela história. Para os ricos, em qualquer sociedade, esta é apenas uma possibilidade, porém muito remota. Para eles a política é a arte de produzir derrotas.

Derrotar o povo organizado (para eles, desordeiro), como se não fosse brasileiro. Esta é na verdade a equação; aniquilar mesmo sem ter razão, aqueles que querem com luta se tornar nação.

Aristóteles ao fazer a sua crítica, disse que os jovens não podiam fazer política. Para Ele, isso era certo e verdadeiro; e exigia que aprendessem os hábitos primeiro.

Que hábitos têm os latifundiários e os fazendeiros? Os industriais e os banqueiros? Os liberais e os comerciantes? Que virtudes podem apresentar, se teimam em levar, para a política seus hábitos ignorantes?

Os ricos inventaram a propriedade, o imposto e o salário. Criaram o direito civil, criminal, familiar e agrário. Tomaram o Estado e o administram de seu jeito. Sendo assim, a força e a violência viraram forma de consciência e fazem parte do direito.

O Estado serve de partido, ou seja, protege quem está incluído. Quem está fora, não pode reclamar, tem o direito a eleger quem deve governar. Os argumentos são sempre fraudulentos: se escolher mal, que espere outro momento! Se escolher bem e nada acontecer, é sinal que precisa levar mais candidatos ao poder. E assim o povo fica esperando a esmo, porque, nada pode mudar quando os hábitos são os mesmos.

Então para os ricos e seu regime, tudo o que ameaça o poder e a propriedade, vira crime. Por isso é que, sem exagerar, podemos comparar o político capitalista com um homem machista. Este último, antes de se casar, namorava escondido, era liberal e atrevido. Agora tem a sua própria filha, fala que “ela é de família”. Quanto ao primeiro, a mesma coisa se dá com o dinheiro. Apropria-se sem dó das verbas públicas, e deixa depenadas as asas da República. Mas basta um movimento receber um mísero projeto, que se exalta dizendo que o uso está incorreto.

Para entrar na casa da política existem muitas portas. Entrando nela se encontrará dois lados, por isso é que nos alerta este ditado: “Político que não presta, faca que não corta, se perder pouco me importa”. Resta saber, antes e depois de se eleger, como cada político se comporta.

A lição a tirar neste momento é que, política não se faz sem instrumento, pode ser uma organização, um partido ou um movimento. Mas é preciso que siga princípios solidários, e seja sempre mais revolucionário. Que ostente a disciplina e a lealdade e tenha coragem de atacar a propriedade; seja da terra, da indústria, do comércio ou dos bancos, mas, acima de tudo é preciso que as lideranças não frustrem as esperanças e nunca deixem de ser honestos, democráticos, e muito francos.

É de se pensar que na política prevaleça um dia, não a opinião de um lado só, como uma música tocada só em dó, mas, onde de fato a minoria, não se sujeite, mas respeite a opinião da maioria.

Cartas de Amor Nº 100

À DEVOLUÇÃO

Os Estados Unidos estão “arrependidos” de seus planos; dizem que vão devolver o governo ao povo iraquiano. Devolver o que, se nada colocarão de volta? O que irão fazer, é por um fantoche na mesa do poder, mas não irão embora, do lado de fora, ficarão vigiando a porta.

A devolução é uma hipocrisia. O próximo mandatário é um ex-funcionário da malfadada CIA. Ficarão lá até quando não se sabe: 160 mil soldados, 3 mil diplomatas e 80 mil mercenários aterrorizando o mundo Árabe.

Devolverão apenas os escombros, pois manterão em seus ombros a responsabilidade, sobre o petróleo, o gás, as comunicações, o transporte e a eletricidade. Se não conhecêssemos essa estratégia perderíamos nossa fala. Só que aqui, a indevida apropriação, se deu pela privatização, lá no Iraque foi à bala.

Não falam, nem deveriam falar em devolver as incontáveis vidas, nem o alimento dos 10 milhões de famintos e sedentos que vivem sem terra e sem comida.

Não falam em devolver a água potável a 40% da população, que as bombas e os tanques quebraram a transmissão, poluíram os mananciais e o solo; por essa razão, morrem envenenadas ou de subnutrição, uma em cada oito crianças ainda de colo.

É verdade! Mais de um milhão de crianças já morreram antes de completar 5 anos de idade. 30 por cento das que ainda vivem, estão condenadas, seguindo a mesma trilha. Isto representa no mínimo uma morte por família.

O que pode devolver o império sujo e imundo se em cada lar produziu um moribundo? Como devolver a soberania se os métodos repressivos oscilam entre a humilhação, o terror e a covardia? Se os presos sem serem interrogados, são despidos e empilhados como caixotes de verdura? E olha que foram lá para combater a ditadura!!

Como poderiam levar a paz e as conquistas se os interventores são os próprios terroristas? Para ser franco, sem fazer atalho, Osama Bin Laden, em matéria de terror, há tempo já é carta fora do baralho. O Chefe das operações não vive escondido, goza de assistência e disputa novamente a presidência nos Estados Unidos.

O que vão devolver se foi roubada a história? O direito a guardar o tempo e a memória? São cento e setenta mil obras de arte de valor enorme; como as tabuletas de argila da civilização Suméria que inventou a escrita cuneiforme.

Onde estudarão as crianças com idade já comprometida, se sete mil escolas foram destruídas? Não contando os seus lares. Eram estes os alvos militares?

A dor do povo iraquiano é a dor do mundo inteiro. O império faz ali o seu viveiro de treinamentos e experiências, por isso as suas diretrizes, irão produzindo cicatrizes no corpo e nas consciências.

É bom que vejamos um jeito, antes que cicatrize em nós a indiferença e o desrespeito, como se não sentíssemos dor alguma. Porque, há um ditado onde afirma que: quem tem duas, perdendo a metade, só tem uma; mas quem tem uma não pode perder nada ou fica sem nenhuma.

As duas, são a pátria e a vida. Perdendo-se a primeira, a segunda mesmo ressentida, terá que defender-se para garantir o rumo do destino, como bem fazem os iraquianos e o povo palestino.

Cartas de Amor Nº 101

In document Den grønne retorikk (sider 79-82)