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Fakta eller verdiargument

In document Den grønne retorikk (sider 93-98)

3. Tvingende omstendigheter (Bitzer 1997:13)

13.5 Fakta eller verdiargument

Tudo o que fazemos com as mãos primeiro edificamos na imaginação. Por isso podemos destacar que, edificar é primeiro um ato de imaginar.

Quem edifica, mais humano fica. É através da inteligência que desenvolvemos a criatividade e a consciência.

Podemos edificar um objeto, um projeto ou uma organização. Depende da intenção, da razão e da capacidade construtiva. A obra tem sempre mais vigor quando é assumida com amor e feita de forma coletiva.

Homens e mulheres que militam, acreditam em um mundo diferente. Sabem que seguindo em frente estão dando ritmo ao destino. Levam um sonho peregrino vindo de outras gerações; assim nascem as revoluções, embaladas por canções e hinos.

Edificar um ser humano é bem mais delicado. Este deve ser reeducado dentro de princípios e valores. Há os que teimam em ser senhores e há os que dão valor a igualdade. Assim são as identidades, que nascem e desabrocham como as flores.

O que encanta é o dia da colheita de quem planta. Ali se vê o resultado do esforço empregado. Mas não fica totalmente satisfeito, quem olha e vê o produto com defeito.

É claro que os erros são normais. Porém nunca podem ser fatais ou nos envergonhar. Se podia ser diferente e não deixamos. Se o poder de errar ou acertar em nós mesmos concentramos; então é hora de mudar.

A história de quem luta pode se tornar apenas uma lembrança, melhor é quando ficam gestos como herança para as gerações que vem depois. De que vale ter poder entre um ou dois, e a grande maioria estar alienada, como se fosse uma boiada, onde os que andam nem sabem que são bois?

Edificar é o jeito de mostrar como queremos a nova sociedade. É antecipar através da construção o que já está em nosso coração.

Somos edificantes e edificados. Homens e mulheres lado a lado fazendo o que junto planejamos. No trabalho de base cultivamos as sementes dos sonhos que plantamos.

Nascemos para forjar mudanças. Os braços agem como lanças, nas lutas, no trabalho ou folheando páginas escritas; não pode haver coisa mais bonita, do que uma consciência bem formada, é como o coração da namorada que a faz agir sem se sentir envergonhada.

A você que dedicou anos, meses ou apenas dias para edificar nossa organização. Parabéns pela dedicação e pelos degraus vencidos. Olhe para os tempos idos e tenha orgulho do que fez. Renove as intenções mais uma vez, os tempos que virão poderão ser mais sofridos.

Há inimigos por toda parte a serem combatidos. Há os que já estão velhos e corroídos mas há os que estão jovens e andam mais veloz. O que importa é conhecê-los. Logo em seguida enfrentá-los e combatê-los; os que estão fora e também dentro de nós.

Somente a luta forja novas criaturas. Ela é a mãe de todas as culturas que ousaram um dia aparecer. Por isso devemos combater e unidos haveremos de vencer.

Somos construtores e construtoras de um futuro que está apenas no desenho. Por isso é preciso empenho, esforço e dedicação. Façamos de nossa organização uma força indestrutível, que sirva como combustível, para levar-nos à revolução.

Cartas de Amor Nº 110

AO JEQUITINHONHA

As águas do rio Jequitinhonha correm lentas e com vergonha. Levam sangue, lágrimas e constrangimento, pelas vidas perdidas no acampamento.

Constrangidas não devem ficar as águas nem os que morreram, mas aqueles que não os socorreram. Agora prendem-se pistoleiros e até um fazendeiro para mostrar que há autoridade. Isso é apenas fingimento, pois se vemos repetidos os acontecimentos, é do governo a responsabilidade.

A esperança é que as águas desçam devagar, levando a notícia para o mar. Dizendo que o povo ali já cansado de viver, há séculos perdeu até a força de morrer, então esperançoso decidiu lutar e com a morte se enfrentar.

O acampamento de Felisburgo nasceu depois que “a esperança venceu o medo”. Mas o medo senhoras e senhores, só foi derrotado no coração dos eleitores, e não no coração de quem ganhou a eleição.

Aos poucos tudo está sendo revelado: os inimigos do passado, no governo estão se tornando aliados. Pode-se ainda ter esperança quando quem governa passou para o outro prato da balança?

Como disse um de nossos companheiros respeitados: “Este governo dirige, mas vê os sinais trocados”. Ou seja, ultrapassa onde é proibido, anda pela contramão nas reformas, nos transgênicos e nos direitos adquiridos. Deixou de ser um governo de composição e se tornou de “repartição”.

Na agricultura governam os ruralistas! No sistema financeiro, na indústria e comércio, os capitalistas. Na reforma agrária, pôs a esquerda burocrática que faz as metas de assentamento se realizarem usando a matemática.

Os recursos prometidos enchem apenas as páginas dos jornais. Não há necessidade de pedir, na teoria sempre tem a mais! Até findar o ano, aí, como já não dá mais para saldar os danos, falsificam-se os números para dizer que estão cumprindo os planos.

Por isso é fácil descobrir porque os latifundiários estão tendo força para agir. Sabem que quem governa não tem coragem de punir. Matar trabalhadores é a velha cultura destes que se dizem produtores.

Então é preciso reclamar, dizer que as coisas não estão sendo feitas e que o governo descambou para a direita. Vem para esquerda quando é para contabilizar as perdas.

Não importa se o presidente tem uma história impecável, invejável nas lutas já remotas, importa perceber que os pobres continuam a perder e acumulando a cada dia mais derrotas. E do centro ao fundo dos grotões, aos Sem Terra estão sobrando os caixões.

Repete-se Carajás, com uma diferença: lá tínhamos por ser oposição, para cobrar justiça e punição, quem hoje governa os destinos da nação. Mas este lado agora está calado.

Presidente: Você sabe o quanto é duro ver bandeiras estendidas sobre o caixão de cada morto, quando deveriam estar no alto dos mastros tremulando. Mais duro ainda é saber que morremos porque estamos recuando.

Dizemos mais, com franqueza, tristeza e muita dó: Embora sejam terras devolutas, o sangue vertido ali nessa disputa, pode ter respingado em vosso paletó.

Cartas de Amor Nº 111

In document Den grønne retorikk (sider 93-98)