Konsultasjoner ved tiltak som kan få virkning for naturgrunnlaget i tradisjonelle samiske områder
17.5 Nærmere om reguleringen av konsultasjonsplikten
17.5.3 Forholdet til saksbehandlingsregler i annen lovgivning
Conforme a percepção dos participantes, somente o verbo “carregar” superou a proporção de respostas ambíguas (57,89%) em relação às respostas exclusivas. Todos os demais cinco verbos apresentaram um percentual menor de respostas ambíguas, opção (c), em relação às exclusivas, como se verifica no gráfico abaixo:
Gráfico 5 - Proporção de respostas ambíguas: comparativo entre verbos
Mesmo no caso do verbo “carregar”, em que a proporção de respostas ambíguas é maior que a de respostas exclusivas, o teste da binomial exata revelou que tal diferença não era suficientemente significativa. Desse modo, não rejeitamos a hipótese nula para nenhum dos seis verbos investigados, pois ela previa que a proporção de respostas para a opção ambígua, opção (c), seria menor ou igual que as das exclusivas, opções (a) ou (b).
Contudo, o somatório de respostas para cada uma das opções foi bem próximo: partitiva (107 respostas), holística (120 respostas) e ambígua (124 respostas). Isso indica que a interpretação ambígua está presente e carece de estudos adicionais para melhor caracterizá-la.
Sobre a comparação entre a proporção de participantes que escolheu entre as opções holística e partitiva, todos os seis verbos investigados apresentaram proporção de respostas para a opção holística (opção b) maior que a proporção de respostas para a opção partitiva (opção a), superando 70% das respostas, como demonstra o gráfico a seguir:
-20% 0% 20% 40% 60%
Gráfico 6 - Proporção de respostas holísticas: comparativo entre verbos
Os percentuais reportados no gráfico 6 foram confirmados pelo o teste da binomial exata, que revelou que deveríamos rejeitar a hipótese nula, qual seja: as proporções de respostas para a opção holística (opção (b)) e para a opção partitiva (opção (a)) seriam iguais, uma vez que os resultados confirmam a literatura a respeito, a qual considera que a estrutura alternante LOD favorece uma interpretação holística.
Uma vez que o efeito holístico/partitivo é de reconhecimento muito sutil, mesmo em situações de maior reflexão sobre o fenômeno, acreditamos que um experimento com método
online consiga captar mais precisamente esse tipo de diferença na mente do falante. Sentenças
ambíguas têm um processamento reconhecidamente mais custoso, portanto, a variável tempo pode constituir uma ferramenta relevante nessa investigação.
Cabe, ainda, retomar a discussão sobre a codificação da interpretação holística como uma propriedade lexical do significado verbal, pois alguns verbos parecem favorecer uma interpretação holística qualquer que seja a configuração dos argumentos internos, como “encher”, “cobrir” e “banhar”, em que a preferência é sempre holística, o que parece pressupor uma leitura de completude própria da raiz desses verbos. Além disso, maioria dos verbos selecionados (“cobrir”, “plantar”, “revestir” e “banhar”) denotam, geralmente, um evento de executar uma ação sobre uma superfície, o que também pode favorecer a ideia de completude.
0% 20% 40% 60% 80% 100%
3.7 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS
Neste capítulo, buscamos um refinamento da descrição da AL no PB, guiados pelas principais características desse fenômeno em outras línguas. Buscamos verificar, por meio de uma metodologia experimental, propriedades da AL nessa língua, nomeadamente:
a) Influência do traço de número na interpretação (locativa ou genitiva) do Tema, supostamente relacionada à característica da possibilidade de apagamento do determinante diante do Tema na alternante oblíqua (experimento I);
b) Possibilidade de ocorrência da preposição “de” na alternante objeto e sua equivalência com a preposição “com”, em termos do sentido veiculado (experimento II);
c) Ambiguidade da alternante objeto em relação ao efeito holístico-partitivo (experimento III).
Empregamos a técnica de julgamento de aceitabilidade de sentenças na coleta de dados e, na análise, empregamos o método da estatística inferencial. Uma vez delineados os experimentos, justificamos o teste de hipótese aplicado em cada um, a saber: o teste de Wilcoxon para o experimento I e o teste da binomial exata para os experimentos II e III.
Quanto aos resultados, nossa hipótese de trabalho para o experimento I, que previa que a aceitabilidade da estrutura LOD seria maior com Tema na condição plural porque esse contexto favoreceria a leitura locativa (desfazendo a ambiguidade genitivo/Locativo), foi confirmada pelos testes estatísticos.
No experimento II, nossa hipótese de trabalho sobre a prevalência da preposição “com” e “de” em relação a apenas alguns verbos, foi confirmada apenas em relação aos verbos “plantar” e “revestir”, indicando que a literatura acerca do tema se confirma em relação ao caráter adicional da preposição “de”. A respeito da preposição mais aceita, a preposição “com” foi significativamente mais aceita do que “de”, indicando que “de” não é uma preposição típica para as estruturas de AL no PB, mas sim, uma preposição adicional. No que tange à equivalência de sentido entre essas preposições, nossas expectativas eram de que elas não teriam sentidos equivalentes. Contudo, nossa hipótese não foi confirmada, exceto para o verbo “banhar”.
No experimento III, nossa hipótese era que as sentenças seriam interpretadas majoritariamente como ambíguas, isto é, tanto em uma acepção holística quanto em uma acepção partitiva. Todavia, o teste não confirmou nossa hipótese de trabalho para nenhum dos seis verbos de remoção investigados. Em relação à oposição entre as interpretações holística e partitiva,
constatamos que a primeira foi mais aceita que a segunda em todos os casos. Contudo, como houve um número expressivo de interpretações partitivas, fica evidente que essa leitura também é possível para a alternante objeto no PB. Os resultados dos três experimentos encontram-se no quadro a seguir:
Quadro 4 –Síntese das hipóteses de trabalho e resultados para os verbos investigados
Hipóteses de trabalho Verbos investigados
Experimento I retirar afastar limpar libertar extrair remover
Tema plural > Tema singular X X X X X
Experimento II banhar carregar cobrir encher plantar revestir “com” e “de” > somente "com" e
somente "de" X X
somente "com" > somente "de" X X X X X X “com” e “de” em sentidos distintos >
“com” e “de” em sentidos iguais X
Experimento III banhar carregar cobrir encher plantar revestir ambígua > interpretação partitiva ou
interpretação holística
holística > partitiva X X X X X X
Para além da determinação do Tema, o experimento I reforçou a possibilidade da leitura locativa, demonstrando que as duas alternantes da AL são possíveis no PB. Por sua vez, o experimento II indicou que a preposição em cada alternante exerce um papel fundamental para a derivação das estruturas. No capítulo seguinte, será dado um tratamento das preposições típicas em LOD e LOB em termos de um núcleo funcional aplicativo, um recurso teórico que consideramos adequado tanto para o licenciamento de dois argumentos na sentença, ratificando o estatuto de argumento interno do oblíquo; quanto para dar conta da relação conceitual envolvida na alternância locativa (posse/existência).
A principal contribuição do experimento III para a análise das estruturas alternantes refere- se à realização de um traço relativo à telicidade do evento. Tendo em vista que a interpretação holística é alcançada na maioria das vezes, mas que ela não é exclusiva, ou seja, não descarta a possibilidade de uma leitura partitiva, como ficou evidenciado nesse experimento, é necessário explicar porque, em PB, assim como nas demais línguas românicas, esse efeito não é categórico, enquanto em outras línguas, tal efeito apresenta, inclusive, expressão morfológica, como no caso dos sintagmas resultativos (cf. seção 1.1). Os núcleos aspectuais captam essa distinção
translinguística, no sentido de que eles são as projeções onde os traços operam via movimento para produzir dada interpretação em dadas línguas, enquanto, em outras, esse traço não está ativo, dependendo em alguns casos da especificação lexical ou, do contexto pragmático.
Diante dos resultados aqui discutidos e suas repercussões teóricas, retomaremos, no capítulo seguinte, as principais questões de pesquisa mencionadas nos capítulos 1 e 2, relacionando-as com os dados coletados neste capítulo, a fim de propor uma análise da AL para o PB.