Conforme Miranda et al. (2008) a grande maioria das aplicações de produtos fitossanitários destinados ao controle de pragas e plantas daninhas é realizada por meio de pulverizações. O uso de bico de energia hidráulica nessa modalidade é mais acentuado.
Segundo Costa (2009) a escolha do equipamento de aplicação apropriado para cada situação dependerá das características das áreas de produção, das condições: de operação do trabalhador, de solo, cultura, climáticas, dentre outros.
Para tanto, utilizam se na aplicação de agrotóxicos equipamentos para pulverização, tipo: costal manual (convencional ou pressurizado), mecanizado e aéreo.
a) Aplicação com pulverizador costal manual
De acordo com Azevedo et al (2008) esse tipo de aplicação é geralmente utilizado por pequenos produtores. A aplicação realizada com o pulverizador costal manual convencional permite um rendimento de até 0,9 hectares/dia, dependendo das condições do aplicador.
O equipamento possui uma bomba que exige do aplicador uma ação manual e constante de uma alavanca para elevar a pressão interna, permitindo a extração da calda através da lança de aplicação segurada pela mão direita que é direcionado para o local a ser pulverizado. Pode ser encontrado em formatos e capacidades que variam até 20 litros, fabricados em material de plástico ou em metal. Atualmente, utilizam se mais os de fabricação de plásticos, pois são mais leves, resistentes e fáceis de fabricar (MONTEIRO, 2001, p.43).
O trabalho realizado com o pulverizador costal manual apresenta algumas desvantagens, como por exemplo, o fato de está sempre acionando a alavanca para manter o processo de bombeamento, exigindo do operador maior esforço e movimento para a aplicação de agrotóxicos num determinado alvo (AZEVEDO et al., 2008).
Outro equipamento utilizado nas aplicações de agrotóxicos em condições de campo é o pulverizador costal pressurizado. O trabalho realizado com este equipamento reduz o esforço físico do operador, onde se trabalha com um sistema de acionamento prévio através de uma bomba, sendo acionada diversas vezes para obter maior pressão (MONTEIRO, 2001, p.43).
Para realização das atividades com o equipamento de pulverização pressurizado utiliza se um tanque para o preparo da calda com capacidade para 2000 litros e um compressor convencional para elevar a pressão da calda no interior da bomba (MACHADO NETO, 2001b).
Entretanto, alguns pontos devem ser levados em consideração sobre o trabalho de aplicação com o pulverizador costal pressurizado, dentre ele pode se citar: a questões topográficas e dificuldade de locomoção, custos elevados de manutenção do equipamento, proporção relativamente alta de gotas pequenas e os equipamentos são mais pesados do que os manuais (ANDEF, 2010).
b) Aplicação com sistema mecanizado
Nos últimos anos houve um aumento considerável do número de maquinários tratorizados de variadas marcas sendo utilizados na aplicação de agroquímicos, principalmente nas grandes e médias propriedades no Brasil. Dentre os sistemas de aplicações desenvolvidos
para o processo de pulverização com uso de tratores, pode se citar: o de barra convencional, arrastado por trator.
Sistema de barra convencional
Neste sistema os tratores foram adaptados com pulverizadores de barra convencional cujo comprimento é variável e vai depender das características de cada cultura. O conjunto é formado por bomba, depósito, barra de pulverização e o bico usado para a aplicação de agrotóxicos, como: inseticida, fungicida e herbicida, este último destinado a controlar as plantas daninhas em período pré emergencial ou pós emergencial em operações realizadas conforme as características de cada cultura (LIMA SILVA, 2004).
Ainda segundo o autor, o pulverizador de barras é bastante aceito em virtude da praticidade e economia. Esse fato é observado levando em consideração a dimensão da área, mão de obra, aplicação do produto entre linhas, condições ambientais, compactação do solo, amassamento da cultura, etc.
O abastecimento do pulverizador acoplado ao trator é realizado em diferentes condições de segurança. A calda pode ser preparada em tanque que pode variar em até 2000 L, com uso de um recipiente de plástico de 2,5 L para a dosagem do produto agrotóxico determinado (MACHADO NETO, 2001b).
Sistema de aplicação arrastado por trator
O sistema de pulverização com este modelo é composto de um depósito, bomba, regulador e registro ligados a uma mangueira com dimensões variadas, que substitui as barras do pulverizador convencional. Geralmente é utilizado para aplicações de herbicidas em áreas de terrenos inclinados e de difícil acesso. Para realizar as aplicações com o herbicida, exige se a presença de um ajudante para auxiliar na movimentação e direcionamento da mangueira que está fixada no pulverizador acoplado ao trator (MACHADO NETO, 2001b).
Existem ainda outros modelos de equipamentos acoplados em veículos motorizados que são utilizados conforme as condições e dimensionamento das propriedades tanto no estágio inicial de preparação do solo quanto no pós plantio que não são mencionados neste trabalho.
Os equipamentos de pulverização acoplados em um avião para a aplicação de agrotóxico são bastante utilizados em áreas de grande extensão e em plantações de médio e grande porte. Uma das vantagens desse equipamento reside no fato de que o processo de aplicação apresenta um elevado rendimento e aproveitamento das áreas aplicadas (MONTEIRO, 2001).
O sistema de aplicação através dos serviços aéreos possui algumas vantagens sobre os demais tipos de aplicações terrestres, como: tempo reduzido de aplicação e no momento oportuno, aplicação segura com equipe técnica no local com controle das condições climáticas (LIMA SILVA, 2004).
O referido autor menciona que se deve levar em consideração a realidade de cada localidade, visto que a manutenção dos equipamentos e a questão da infra estrutura de cada propriedade, como por exemplo, área adequada para pista de pouso, abastecimento, despesas com pilotos, etc.