Tabela 5.6.1: Distribuição percentual da amostra estudada segundo a variável xerostomia.
Xerostomia Grupos Total
Grupo Experimental Grupo Controle
n %. n % n %
Sim 5 12,5 2 5 7 8,7
Não 35 87,5 38 95 73 91,3
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A tabela 5.6.1 apresenta as medidas descritivas no que se refere a variável xerostomia. Observa-se que 5 (12,5%) pacientes do grupo experimental e 2 indivíduos (5%) não diabéticos referiam o sintoma de boca seca, sem diferença estatisticamente significante (p=0,23).
55 6 DISCUSSÃO
O uso da saliva como recurso diagnóstico tem, recentemente, motivado a realização de pesquisas direcionadas para conhecimento a respeito de suas características de normalidade. A possibilidade de tornar-se substituta do sangue em alguns tipos de exames laboratoriais, a exemplo da glicemia no controle do diabetes mellitus, mostra-se relevante, especialmente para pacientes pediátricos, por tratar-se de um procedimento não invasivo e que permite múltiplas amostras (AYDIN, 2007; MATA, 2004; DI GIOIA et al., 2004). Supõe-se que a concentração de glicose esteja aumentada no diabético, de modo que, se torna importante o estudo comparativo entre as taxas de glicose salivar e sanguínea em pacientes diabéticos e indivíduos não diabéticos.
No presente estudo, observou-se que a concentração de glicose salivar nos pacientes diabéticos foi significativamente mais elevada quando comparada à dos indivíduos não diabéticos. Este resultado está de acordo com os obtidos por Aydin (2007), Ben-Ayred et al. (1988) e Carda et al. (2006) os quais, de maneira semelhante, avaliaram as taxas de glicose salivar em pacientes diabéticos do tipo 2 e não diabéticos. No entanto, observa-se divergência quanto aos valores de concentração de glicose salivar identificados nestes estudos. Acredita-se que tais diferenças possam ser devido aos diferentes métodos utilizados na identificação da glicose e na coleta salivar.
A correlação entre a taxa de glicemia sanguínea capilar e a concentração de glicose salivar não foi observada, no presente estudo. Este resultado corrobora os encontrados por Forbat et al. (1981), Kjellman (1970), Ben- Aryeh et al. (1993) e Carda et al. (2006). No entanto, diverge dos resultados de Karjalainen; Kuuttila; Kaar (1996) e Reuterving et al. (1987) em estudo realizado com crianças diabéticas, no qual analisaram a saliva estimulada das glândulas parótidas, e afirmaram haver correlação positiva entre a glicose salivar e a sanguínea. É importante mencionar que Kjellman (1970) afirmou existir correlação significante entre a concentração de glicose no fluido gengival e glicemia em pacientes diabéticos. A controvérsia apresentada por este tema, evidencia que o
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monitoramento da glicemia pela saliva em pacientes diabéticos não mostra ser uma opção viável.
Karjalainen; Kuuttila; Kaar (1996), Reuterving et al. (1987), Bernardi et al. (2007) e Carda et al. (2006) afirmaram que o nível de glicose salivar está aumentado somente quando a concentração de glicose no sangue mostra-se elevada. Carda et al. (2006) observaram que apenas os diabéticos com glicemia em jejum acima de 180mg/dl e com hemoglobina glicada superior a 8%, apresentaram glicose salivar aumenta, correspondendo àqueles pacientes com mau controle metabólico. No presente estudo, não foi realizada análise da glicose salivar considerando estado de controle glicêmico dos diabéticos.
Observa-se, na literatura, considerável desacordo sobre o efeito do DM em relação aos valores do fluxo salivar. No entanto, são citadas diversas explicações para a possível redução de fluxo salivar no diabético. Carda et al. (2006) afirmaram que a diminuição do fluxo salivar em pacientes diabéticos é causada pelo aumento da diurese que, por sua vez, relaciona-se com uma marcada redução de líquido extracelular afetando, de forma direta, a produção salivar. Múltiplos fatores fisiológicos podem contribuir para o comprometimento da função salivar em adultos diabéticos com pobre controle metabólico. Como resultado da desregulação metabólica, o DM provoca, com freqüência, alterações hormonais, microvasculares e neuronais que comprometem a habilidade funcional de vários órgãos (CHAVEZ et al., 2000). As alterações microvasculares são capazes de comprometer a habilidade das glândulas salivares em responder a estimulação neural ou hormonal. Além disso, como e controle da secreção salivar é feito pelo SNA, é possível que a neuropatia possa interferir na habilidade de resposta do indivíduo ao estímulo das glândulas salivares alterando o fluxo e composição salivar (DODDS; JONNSON; YEH, 2000).
No presente trabalho, os fluxos salivares totais em repouso e estimulado apresentaram redução significante entre os diabéticos, quando comparado aos do controle. Esses resultados corroboram os de Lin et al. (2002), Mata et al. (2004) e Chavez et al. (2000), no entanto, divergem daqueles
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encontrados por Aydin (2007), Dodds e Dodds (1997), Meurman et al. (1998) e Soares et al. (2004).
A divergência entre resultados dos estudos que avaliam o fluxo salivar total em diabéticos pode ser justificada pelos diferentes métodos empregados na coleta salivar, pela variação de idade das amostras avaliadas bem como pelo nível de controle metabólico dos pacientes diabéticos (LIN et al., 2002). Além disso, os pacientes diabéticos, freqüentemente, fazem uso de medicamentos que capazes de interferir no estímulos de secreção das glândulas salivares (SOARES et al., 2004). No presente estudo não foi avaliada a influência do uso de medicamentos na secreção salivar em pacientes diabéticos.
Na presente pesquisa, foi observada que os pacientes diabéticos apresentaram maior percentual de hipossalivação (fluxo salivar em repouso menor ou igual a 0,01 ml/min) do que os não diabéticos, de forma estatisticamente significante. Esse dado confirma uma acentuada redução do fluxo salivar nos referidos indivíduos, por volta de 45 a 50%, e reflete a presença de disfunção de glândulas salivares.
Quanto à presença de xerostomia, não foi observada diferença estatisticamente significante entre diabéticos (12,5%) e controle (5%). Este resultado assemelha-se ao encontrado por Meurman et al. (1998). No entanto, o percentual de diabéticos com queixa de xerostomia diverge daqueles determinados por Carda et al. (2006) e Ben-Aryeh et al. (1988) os quais identificaram valores superiores a 50% em seus estudos com pacientes diabéticos. Na avaliação destas diferenças, pode-se considerar que a presença de xerostomia pode ser influenciada por características como a idade e condição psicológica do grupo estudado, bem como efeito colateral relacionado ao uso de uso de drogas e medicações controladas (SREEBNY et al., 1992).
Observou-se, ainda, no presente estudo, que 45% dos diabéticos apresentavam hipossalivação, porém, apenas 12% referia xerostomia. Este dado sugere que o paciente diabético pode apresentar diminuição na percepção para sensação de boca seca. Para Ship; Fischer (1997) o paciente diabético apresenta
58
diminuição na percepção para sensação de boca seca a qual pode ser resultante de uma alteração nos baroceptores da mucosa bucal.
59 7 CONCLUSÕES
De acordo com os resultados obtidos na amostra do presente estudo, pode-se concluir que:
1. Os pacientes diabéticos apresentaram concentração de glicose salivar significativamente mais elevada do que os não diabéticos;
2. Não houve correlação entre a concentração glicose salivar e a de glicose sanguínea capilar nos indivíduos diabéticos;
3. Os pacientes diabéticos apresentaram redução de fluxo salivar total em repouso e estimulado quando comparados com o grupo controle;
4. Não houve diferença estatisticamente significante quanto à presença de xerostomia entre diabéticos e não diabéticos.
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67
ANEXOS E APÊNDICES
APÊNDICE A - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido Ficha clínica APÊNDICE B - Ficha clínica Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ANEXO 1 - Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)
68 APÊNDICE A
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA
TÍTULO DA PESQUISA: Estudo comparativo da concentração de glicose salivar e sanguínea em pacientes diabéticos tipo 2 e não diabéticos.
MESTRANDA: Ana Carolina Uchoa Vasconcelos
ORIENTADORA: Profa Dra. Maria Sueli Marques Soares
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Prezado (a) Senhor (a)
Estamos realizando um estudo com o objetivo de investigar a concentração de glicose na saliva comparando com a concentração de glicose sangüínea em pacientes adultos diabéticos e não diabéticos atendidos no Serviço de Estomatologia da UFPB e no de Endocrinologia do Centro de Atendimento Médico Especializado (CAME) de Jaguaribe. Durante a avaliação será realizada entrevista, coleta do fluxo salivar em repouso e estimulado além do teste de glicemia periférica. O resultado da pesquisa possibilitará avaliar as variações e diferenças da concentração de glicose salivar e glicose sanguínea no diabetes comparando com pacientes saudáveis visando contribuir para o possível emprego de testes salivares como auxiliares no monitoramento e diagnóstico de diabetes. Você saberá o valor da glicemia no momento da avaliação. Quando necessário, serão realizadas fotografias. Os exames realizados não lhe causarão qualquer dano previsível. Você pode escolher participar e inclusive retirar o seu nome da pesquisa a qualquer momento, sem nenhum prejuízo, inclusive quanto ao seu
69
atendimento na Clínica de Estomatologia. Caso necessite de qualquer outro esclarecimento pode entrar em contato com os pesquisadores: Ana Carolina Uchoa Vasconcelos. Telefone (85) 8888 8786. E-mail: [email protected] ou Drª Maria Sueli Marques Soares. Telefones: (83) 3216-7409. End.: Departamento de Clínica e Odontologia Social, Universidade Federal da Paraíba- Campus I, E- mail: bessa@mixmail.
Esperamos contar com o seu apoio, desde já agradecemos a sua colaboração.
AUTORIZAÇÃO
Após ter sido informado sobre a finalidade da pesquisa Estudo
comparativo da concentração de glicose salivar e sanguínea em pacientes diabéticos tipo 2, aceito participar da mesma, respondendo as informações
solicitadas, e autorizo ser examinado (a) e fotografado (a), se necessário.
_____________________________________ (Assinatura do participante da pesquisa) _____________________________________ (Assinatura do responsável)
____________________________________
(Assinatura da testemunha em caso de analfabetos) ____________________________________
(Assinatura do pesquisador (a) responsável)
Em ____ de _______________ de 2007.
POLEGAR DIREITO
70 APÊNDICE B Nº ______ FICHA CLÍNICA I - IDENTIFICAÇÃO: NOME: ___________________________________________________________ ENDEREÇO: ______________________________________________________ BAIRRO: __________________________________ TELEFONE: _________________ DATA NASC: ______/______/______ IDADE: _____________________ SEXO:______________RAÇA: ____________ PROFISSÃO: ____________________ NATURALIDADE: ___________________________
II - HISTÓRIA MÉDICA PREGRESSA
SISTEMA CARDIOVASCULAR:______________________________________________________ ________________________________________________________________________ SISTEMA RESPIRATÓRIO:_________________________________________________________ _________________________________________________________________________ SITEMA GASTRINTESTINAL:______________________________________________________ ________________________________________________________________________ SISTEMA ENDÓCRINO:____________________________________________________________ _________________________________________________________________________ SISTEMA NERVOSO:_______________________________________________________________ _________________________________________________________________________
71
INFECÇÕES:_____________________________________________________________
CIRURGIAS PRÉVIAS
:______________________________________
HOSPITALIZAÇÕES ANTERIORES: _______________________________________ ENFERMIDADES SISTÊMICAS: Apresenta alguma doença abaixo?
( ) Diabetes Mellitus (tempo: ____________) ( ) Câncer ( ) Cardiopatia ( ) HIV Positivo ( ) Síndrome de Sjogren
( ) Doença Renal ( ) Hipertensão Arterial ( ) Artrite reumatóide ( ) Hepatites ( ) Sífilis ou outra DST
( ) Tuberculose ( ) Ansiedade / Depressão ( ) Outras ______________________________
RADIOTERAPIA: Realizou radioterapia na região de cabeça e pescoço? ( ) SIM ( ) NÃO
MEDICAÇÕES EM USO: Toma algum medicamento? ( ) SIM ( ) NÃO (Qual ?)
_______________________________________________________________________ _______________________________________________________________________
PERÍODO GESTACIONAL: ( ) SIM ( ) NÃO
XEROSTOMIA: Você sente sua de boca seca com frequência? ( ) SIM ( ) NÃO
72 III - HISTÓRIA SOCIAL
É fumante? ( ) SIM ( ) NÃO É etilista? ( ) SIM ( ) NÃO
Usuário de droga ilegal? ( ) SIM ( ) NÃO. Qual?____________________
V. DADOS DA COLETA:
Fluxo Salivar Repouso: __________________ml/minuto Fluxo Salivar Estimulado: ___________________ ml/minuto Hemoglobina glicosilada:________________________ % Glicose capilar: ______________________________mg/dl Horário da Coleta: _______________________h
73 ANEXO 1