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3. Forskningsmetode og tilnærming

3.2 Fokusgruppeintervju

Toda a atividade econômica pode ser avaliada entre outros critérios pela relação entre os custos incorridos e os benefícios obtidos. A questão da poluição não pode ser dimensionada considerando a possibilidade entre ar puro ou poluído e, sim, quanto de poluição se espera ter, considerando os custos para reduzi-la (WALTERS,1993).

O objetivo das organizações é maximizar lucros. Os lucros são a diferença entre os custos e receitas. Em condições de livre mercado, os produtores escolhem as condições de produção – materiais, tecnologia, mão de obra - de forma a obter produtos e preços em condições que atendam aos interesses dos consumidores. Essa é a condição de eficiência privada. Todavia, os custos incorridos pela atividade produtiva não são somente os referentes à aquisição de materiais e recursos humanos, mas também os custos sociais. Esses são os custos em que a sociedade incorre devido à atividade produtiva (Ruff, 1993, p.23). Segundo esse autor, “a divergência entre os custos privados e os custos sociais é a fundamental causa da poluição de todos os tipos”. Os custos privados podem ser considerados na sua forma marginal, ou seja, qual o custo de uma unidade de produto a mais considerando o benefício de sua venda. Essa relação entre o custo e a receita determina a decisão de produção e a rentabilidade da atividade. Associado a esse custo, deve-se acrescer aquele em que a sociedade incorre pela

atividade. Assim, se uma indústria tem um custo específico para produzir um bem e despeja seus resíduos em um rio nas suas proximidades e isso result a na impossibilidade de pescadores exercerem suas atividades, o custo social resultante é o fim da atividade pesqueira na região. Uma atividade econômica será eficiente socialmente se a decisão de produção considerar os custos privados de produção acrescidos dos custos sociais (RUFF, 1993). Se há custos sociais e o produtor não os considera, há uma subestimação desses e a decisão da escolha do processo produtivo não é socialmente eficiente, pois todos os custos do processo não foram considerados. Por isso, é necessário medir os custos sociais da produção, ou seja, os custos da poluição.

Uma grande parte dos custos da poluição não são facilmente mensuráveis. Os impactos da poluição de um rio podem ser medidos, em uma pequena parte, como o valor dos peixes não pescados e os custos de (re-) alocação dos trabalhadores da pesca que deverão buscar outro emprego. Contudo, os demais custos da perda do rio no presente e no futuro, bem como os custos gerados pela perda de outros3 usos como recreação e eventuais usos agrícolas, não podem ser estimados.

A parte dos custos sociais que podem ser apurados só o são por estimativas, pois o mercado não determina esses preços. Essas estimativas devem considerar os custos sociais comparados aos benefícios que geram. Para se ter um nível de poluição igual a zero, é necessário imputar aos custos privados custos sociais que podem inviabilizar algumas atividades produtivas, como a produção de cimento, produtos siderúrgicos e, se a sociedade entender que poluição zero é melhor que ter acesso a esses produtos, o custo da poluição é o custo de não ter tais produtos (WALTERS, 1993). Os benefícios são os resultados recebidos pela sociedade originados da inexistência da poluição. Há, assim, um trade off entre os custos para reduzir a poluição e os benefícios advindos dessa redução. Como é difícil ou impossível estabelecer todos os custos e todos os benefícios da redução da poluição, a análise deve considerar as relações marginais. Assim, é necessário estabelecer quanto de benefício pode ser obtido de uma unidade monetária despendida na redução da poluição. Se os gastos forem

3 Existem proposições no sentido de criar um mercado para poluição, sendo que a poluição gerada por

uma indústria seria compensada por investimentos em atividades despoluidoras como o plantio de florestas. Os custos da poluição seriam compensados pela compra de créditos de ar puro. Para maiores detalhamento desse processo, ver RANDALL (1993).

muito mais elevados que os benefícios gerados, esses não podem ser considerados eficientes socialmente (RUFF, 1993).

Os benefícios gerados, por sua vez, variam entre os indivíduos. Um cidadão pode valorizar mais o ar puro por estar mais propenso a doenças geradas pela poluição que outro mais propenso a perder seu emprego se os custos da poluição forem de tal ordem que impliquem reduzir ou encerrar uma atividade produtiva.

Os custos da poluição podem ser estabelecidos por meio de um sistema de imputação de custos ou pelo sistema de preços. Quando os efeitos da poluição são mais facilmente medidos, é possível estabelecer um preço pela poluição pago pelo consumidor e/ou produtor. Esse é o caso, por exemplo, da poluição gerada pelos automóveis (WALTERS, 1993). É possível calcular o volume de gás carbônico expelido por um carro e estabelecer a relação custo/benefício de equipamentos a serem incorporados ao veículo e pagos pelo proprietário. No caso de não haver possibilidade de mensuração da poluição, é necessário que alguma autoridade, arbitrariamente, impute um custo ou preço da poluição. A autoridade deve estabelecer primeiramente o que ou quem causou o problema e, em seguida, estabelecer responsabilidades pelos danos ou prejuízos ou estabelecer um sistema de taxação (WALTERS, 1993).

Como resultado desse processo, a questão ambiental é tratada tanto por estudiosos quanto administradores como uma questão de custos para as organizações, resultantes da imputação de responsabilidades ou de legislações. A administração ambiental é considerada, assim, como a administração dos custos ambientais e da pressão de ativistas ambientais sobre as organizações. Contudo, em anos recentes, como será discutido oportunamente, alguns autores já começam a tratar a questão ambiental como mais uma possibilidade de melhorar a performance organizacional.