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2. Teorigrunnlag

2.1 Ulike begreper knyttet til digital teknologi

A performance social corporativa é definida por Wood (1991, p.693) como “a configuração de princípios de responsabilidade (responsability) social, processos de conformidade (responsiveness) social e políticas, programas e resultados observáveis relacionados com as relações das firmas com a sociedade”. As pesquisas sob performance social corporativa podem ser feitas, segundo a autora, a partir dos princípios, processos ou resultados conjuntamente ou de foram isolada, de modo estático ou dinâmico, ou ainda podem considerar uma variedade de motivos, comportamentos e resultados. A performance social corpora tiva é uma categoria desprovida de conceitos como bom ou ruim, mas é “um constructo para a avaliação de resultados dos negócios que precisam ser usados em conjugação com valores explícitos sobre o relacionamento negócios -sociedade” (WOOD 1991, p.694).

Wood (1991) propõe que a responsabilidade social corporativa seja considerada em três dimensões: institucional, organizacional e individual. No nível institucional estão as questões referentes à sociedade e às organizações, cujo princípio é o da legitimidade que rege tais relações, pois “a sociedade garante a legitimidade e poder para os negócios. No longo prazo, aqueles que não usam o poder na forma pela qual a sociedade considera responsável irão perdê-lo” (WOOD 1991, p.696). A segunda dimensão é organizacional e é caracterizada pela responsabilidade pública. É a responsabilidade das organizações com resultados relacionados com áreas primarias e secundárias de envolvimento com a sociedade. Por fim, a autora propõe a dimensão ou princípio da prudência administrativa, ou seja, os administradores, como atores morais, são obrigados a terem uma postura de prudência ou cautela frente a ações socialmente responsáveis.

A partir desses níveis de análise de Wood (1991), Clarkson (1995) propõem que o nível institucional (nível 1) seja a instância da responsabilidade social corporativa. O nível organizacional (nível 2) é aquele identificado com as organizações e seus

stakeholders, o nível apropriado para análise e avaliação da performance social corporativa. O nível individual (nível 3) é aquele, segundo o autor, apropriado para mostrar como os administradores administram as questões e relações com os stakeholders. Segundo Clarkson (1995), problemas vêm quanto esses níveis de análise são confundidos, gerando situações como imputar às organizações a atuação frente a questões sociais que estão no nível da sociedade e que deverão ser respondidas por essa como um todo e por seus políticos. Também não se pode responsabilizar os administradores pela determinação de programas e políticas para os stakeholders , pois essa é uma questão da organização como um todo e não de indivíduos.

A performance social corporativa enquanto conjunto de princípios, política e processos e resultados das relações das organizações com a sociedade não pode ser confundida com os objetivos organizacionais. Os objetivos se referem, conforme anteriormente discutido, a questões como resultados financeiros, crescimento ou expansão, utilização eficiente de recursos e estabilidade da empresa. Esses foram os objetivos apontados por um conjunto de pesquisas (três) resenhadas por Arlow e Gannon (1982). Essas pesquisas foram feitas com executivos de diversos setores da economia americana e consistem em estabelecer um ranking de prioridades estabelecidas para as empresas. Os resultados indicam que as empresas reconhecem a importância da responsabilidade social e se esforçam para se adequar a essa preocupação. Contudo, a responsabilidade social é subordinada a outros objetivos organizacionais sendo esses essencialmente econômicos (ARLOW e GANNON, 1982). Os autores concluem que “a responsabilidade social pode ser considerada uma política mais que um objetivo, mesmo que o conceito de política não seja bem definido” (ARLOW e GANNON,1982, p.236). Enquanto política, diversos recursos devem ser alocados, e resultados, perseguidos na atuação social das organizações. A questão deve ser tratada como estratégica. A administração estratégica estabelece como os recursos da organização podem ser usados para alcançar objetivos planejados (CHANDLER, 1962: CHILD, 1972).

Enquanto política, as ações para a responsabilidade social impõem custos e resultados, sendo que essa relação custo/benefício pode ser positiva, negativa ou nula. Os benefícios podem ser internos: moral dos participantes organizacionais, resultados

econômico/financeiros dentre outros e externos: satisfação dos consumidores, menor pressão ambiental e principalmente a reputação. Os custos são aqueles advindos da utilização de recursos financeiros e humanos, uma vez que esses recursos são necessariamente despendidos na ação social. Se a relação custo/benefícios for positiva, os administradores podem ser encorajados a manter as atividades, Se, ao contrário, os resultados negativos forem significativos, as ações devem ser mais cautelosas (COCHRAN e WOOD, 1984). A relação entre os custos e a performance social pode apresentar três possibilidades, segundo McGuire, Sundgren e Schneeweis (1988). A primeira considera que as firmas incorrem em custos para a responsabilidade social, o que as coloca em desvantagem econômica se comparada com outras menos responsáveis. A segunda possibilidade considerada pelos autores é de que as organizações têm custos que são pequenos e compensados pelos benefícios gerados como, por exemplo, o aumento de produtividade resultante de políticas de pessoal. Por fim, os autores consideram que, apesar de os custos serem altos, os ganhos advindos da redução de outros custos são mais que proporcionais, ou seja, a responsabilidade social afeta positivamente os resultados organizacionais. McGuire, Sundgren e Schneeweis (1988) consideram, ainda, que o aumento e reconhecimento da responsabilidade social e da reputação podem demonstrar uma administração eficiente o que gera trocas menos custosas. Em contrapartida, baixos níveis de responsabilidade social podem aumentar o risco da firma. Esse maior risco é resultado da maior possibilidade de custos futuros devido a pressões externas por mais responsabilidade.

As pesquisas empíricas que analisam as relações entre a performance social corporativa e a performance econômica são extensas desde os anos 70. A diversidade de medidas de performance social, de performance econômica e de resultados encontrados, é também muito grande. Griffin e Mahron (1997) apresentam uma série de 51 estudos elaborados desde os anos 70 sobre performance social corporativa e performance econômica, sendo 16 nos anos 70, 27 nos anos 80 e oito nos anos 90. Dessa revisão da literatura, os autores constataram que “apesar de numerosos pesquisadores terem explorado as relações empíricas entre performance social corporativa e performance econômica nenhum consenso existe. Os resultados têm sido freqüentemente contraditórios, mesmo dentro de uma mesma análise” (GRIFFIN e MAHON, 1997,

p.5). Os autores consideram que essa falta de consenso é resultado da diversidade de medidas de performance social e econômica utilizadas, bem como da diversidade de setores envolvidos em uma mesma pesquisa.

Nessa linha de investigação, Arlow e Gannon (1982) apresentam uma revisão dos estudos nos anos 70. De um conjunto de sete pesquisas discutidas, três delas apresentaram correlação positiva, outras três não apresentaram correlação alguma e uma sugere correlação positiva entre performance econômica e social. Cochran e Wood (1984) apuraram que a responsabilidade social é somente correlacionada com a idade dos ativos das organizações. Ou seja, empresas velhas tiveram suas plantas executadas sem uma preocupação ambiental, estando mais sujeitas a pressões de ativistas ambientais. Os autores incorporam duas questões não consideradas nos estudos anteriores: 1. um período de tempo maior e 2. um maior número de empresas na amostra, uma vez que os estudos anteriores utilizavam dados apurados por um período de até dois anos e um número muito pequenos de empresas. Os autores consideram que os estudos anteriores também tinham como deficiência a variável de medida de responsabilidade social utilizada. Segundo eles, duas estruturas de pesquisa estiveram presentes na literatura: 1. aquelas baseadas em índic es de reputação (o principal índice existente na época era o construído por Moskowitz, cuja estrutura se baseia em entrevistas com gestores sobre suas percepções sobre a reputação de algumas organizações) e 2. a análise de conteúdo, que se baseia na análise de relatórios internos e externos, publicações e outras fontes de informação sobre a ação social das empresas. A principal crítica que se faz a essas medidas é o critério adotado para compor os índices e a possível falta de correspondência entre as políticas expostas nos relatórios e a ação efetiva das organizações.

Com as mesmas preocupações metodológicas, Aupperle, Carroll e Hatfield (1985) desenvolveram uma pesquisa que se estruturou a partir de questionários respondidos por executivos de empresas americanas que tinham que manifestar suas preocupações quanto a um conjunto de variáveis baseadas em proposições quanto às questões de responsabilidade econômica, social, ética e filantrópica. Como variáveis de performance econômica, os autores utilizaram as já clássicas variáveis de retorno sobre o patrimônio e retorno sobre ações. Os autores não encontraram correlação entre as

variáveis de performance econômica e de performance social estabelecidas via preocupações com questões sociais manifestadas nos questionários.

As relações entre responsabilidade social e performance econômica foram também objeto de preocupação de McGuire, Sundgren e Schneeweis (1985) que utilizaram o índice de reputação da Fortune Magasine, para os anos de 1983 a 1985 e medidas de perfor mance financeira. Os autores inovam á medida que consideram a ordem dos eventos um fator importante e se perguntam se a performance econômica é determinante da responsabilidade social ou se essa é resultado daquela. Os resultados indicam que empresas com boa performance econômica apresentam melhor desempenho social. Outra contribuição desses autores é quanto à utilização de medidas de performance econômica a partir de dados da contabilidade como melhores correlacionados com a performance social que as medid as obtidas no mercado de capitais. Segundo os autores, as medidas de mercado se prestam mais a event studies , pois o mercado avalia a performance social a partir de fatos, sendo que, mesmo que a ação social da empresa perdure no tempo, o mercado só conside rara ações novas.

Nos anos 90, as indagações quanto às medidas, resultados e explicações teóricas para sustentar as relações entre responsabilidade social e econômica ainda se mantêm. Griffin e Mahon (1997) propõem conjugar índices de responsabilidade social, de forma a reverter o viés das pesquisas que utilizam indicadores específicos. Os autores utilizam os três indicadores mais freqüentes nas pesquisas, sendo eles: o índice Fortune , o índice KLD e o Toxics Release Inventory. Esses índices refletem diferentes dimensões da responsabilidade social e captam, segundo os autores, toda a diversidade de aspectos a serem avaliados. Os resultados indicaram correlação positiva, principalmente entre os dados de performance financeira e o índice Fortune. Os autores atribuem esses resultados ao fato de terem analisado somente uma indústria, que, segundo eles, é a forma apropriada para a análise da responsabilidade social devido às especificidades das relações dos stakeholders e as empresas.

A ampla gama de resultados obtidos nas pesquisas sobre responsabilidade social e performance organizacional têm impedido que se estabeleça uma base de conhecimento dessas relações. Ullmann (1985, p.32) considera os estudos de responsabilidade social “um conjunto de dados a procura de uma teoria”. Ruf et al.

(2001) apontaram as principais deficiências nos estudos de responsabilidade social: 1. falta de fundamentação teórica; 2. falta de uma medida sistemática para a responsabilidade social corporativa; 3. falta de rigor metodológico; 4. limitações quanto ao tamanho e composição das amostras; 5. incompatibilidade entre variáveis financeiras e sociais. A nosso ver, os problemas observados são resultado tanto de problemas referentes ao objeto quanto ao método de pesquisa.

3.2 Políticas para stakeholders e performance econômica: a contribuição das