3 Variasjon i innretning, sjenerøsitet og tilgjengelighet
3.5 Forskjeller og likheter på systemnivå
Com a finalidade de analisar os resultados obtidos no PISA, selecionou-se o colégio EPSA para aprofundar os dados referentes à escola e ao ensino de leitura. A escolha dessa escola se deu pelo resultado no PISA 2009 e por ter sido a escola que permitiu um aprofundamento da pesquisa.
Primeiramente, aplicamos o Questionário da Escola (Q...), utilizado no PISA, para caracterizar a instituição (Apêndice XIII) conforme respostas a seguir e, em segundo lugar, elaboramos questionários destinados ao diretor, aos professores e aos alunos (Apêndices X, XI, XII) com o objetivo de detalhar os procedimentos adotados no ensino de leitura, de modo que fosse possível compreender os bons resultados obtidos nessa avaliação externa.
A escola selecionada é uma instituição privada de ensino, cujo orçamento total provém das matrículas e mensalidades escolares pagas pelos pais. A instituição está localizada (Q.5) em uma grande cidade (com mais de 1 milhão de habitantes) em um bairro de classe média; na região, há mais escolas concorrentes no recrutamento dos alunos. Em relação à estrutura e à organização, a escola oferece Educação Infantil, Ensino Fundamental (do 1º ao 9º ano) e Ensino Médio. Há dois turnos – manhã, das 7h10 às 12h, e tarde, das 13h10 às 18h. Para o Ensino
Médio, as aulas regulares ocorrem somente no período da manhã, das 7h10 às 12h55. No período da tarde, as aulas são opcionais e a participação está vinculada ao desempenho do aluno (média 7,5). A organização do ano letivo é trimestral (1º trimestre fevereiro a abril, 2º trimestre maio a agosto e 3º trimestre setembro a novembro). A média final para promoção é 6,0.
Em 1º de fevereiro de 2009, a escola apresentava um total de 2.509 alunos inscritos, sendo 1.241 meninos e 1.268 meninas. Desses alunos, 2% repetiram o Ensino Fundamental (do 6º ano em diante) e 2%, o Ensino Médio. Todos os alunos da EPSA têm a Língua Portuguesa como sua primeira língua. Há 134 professores na escola, sendo 129 com licenciatura plena e 5 possuem magistério e/ou pedagogia.
Para a admissão de alunos (Q.19), a escola sempre considera o histórico de desempenho escolar, o resultado das atividades diagnósticas/avaliações elaboradas pelos professores e a adesão dos pais à filosofia pedagógica da escola. Até o 5º ano do Ensino Fundamental, as atividades são diagnósticas, apontam o nível de conhecimento apresentado pelo aluno naquele momento e direcionam o trabalho a ser desenvolvido pelo colégio. A partir do 6º ano, o processo é seletivo, não há uma nota de corte, porém, avalia-se o nível de desempenho nos conteúdos de Português e Matemática. Para o Ensino Médio, a avaliação contempla todas as disciplinas da grade curricular e é estabelecida uma nota de corte. Nunca a escola adota como critério de admissão a residência em uma determinada área geográfica.
O questionário da escola foi respondido pela diretora da escola45.
A escola, na opinião da diretora, não se considera afetada por nenhum dos problemas seguintes (Q.11): falta de professores qualificados de ciências, de matemática, de língua portuguesa e de outras matérias; falta de pessoal na biblioteca; falta de pessoal de apoio pedagógico; escassez ou inadequação dos equipamentos do laboratório de ciências; escassez ou inadequação do material pedagógico (por exemplo: livros didáticos); escassez ou inadequação de computadores para o ensino; escassez ou inadequação de conexão com a internet; escassez ou inadequação de software para o ensino; escassez ou inadequação dos recursos da biblioteca; escassez ou inadequação dos equipamentos audiovisuais.
Com relação à organização das salas (Q.12), os alunos são agrupados por habilidade em classes diferentes somente na disciplina de Inglês, que é oferecida em estágios, por nível de conhecimento. Em nenhuma outra disciplina, há o agrupamento por habilidade dentro da mesma classe.
45 Apresentamos os resultados, exatamente conforme as respostas escritas dadas ao questionário. Como não houve entrevista nesta escola, utilizamos os tópicos do questionário da escola (Apêndice XIII) para caracterizá-la.
Entre as atividades opcionais proposta aos alunos do Ensino Médio foi assinalado (Q.13): banda de música, orquestra ou coral; peça de teatro ou comédia musical; trabalho voluntário ou atividades sociais; atividades ou clube de debates; clube de alunos ou campeonato de idiomas estrangeiros, matemática ou ciências; centro acadêmico; clube ou atividades de artes; times ou atividades desportivas e conferências ou seminários. Não são atividades oferecidas pela escola: publicação do anuário escolar, do jornal ou da revista da escola; clube de leitura; colaboração com bibliotecas locais e colaboração com os jornais locais. Como não há jovens estrangeiros na escola, não é oferecida nenhuma atividade específica para o aluno cuja língua materna não seja o Português.
As avaliações são realizadas com a seguinte frequência (Q.15): provas padronizadas (simulados), elaboradas pelos professores ocorrem 3 a 5 vezes por ano; provas de conteúdo acumulativo preparadas pelos professores, duas vezes no trimestre; as avaliações informais feitas pelos professores, chamadas avaliação contínua, mais de uma vez por mês, consideram o histórico individual do aluno trabalhos/projetos/dever de casa feito pelos alunos. Todo esse conjunto, com diferentes pesos, é usado para compor a média do aluno. A média do colégio é 6,0.
Na escola, o resultado dessas avaliações é utilizado para (Q.16): “informar os pais a respeito dos progressos de seus filhos”; “tomar decisões a respeito da reprovação ou aprovação dos alunos”; “agrupar alunos para fins didáticos”; “acompanhar o progresso da escola de um ano para outro”; “avaliar a eficácia dos professores” e “identificar os aspectos pedagógicos ou da grade curricular que podem ser aperfeiçoados”. A instituição não utiliza os resultados das avaliações para comparar o seu desempenho com o desempenho estadual ou nacional nem para comparar a escola com outras escolas.
A escola considera que o aprendizado dos alunos não é afetado pelos seguintes aspectos (Q.17): “baixa expectativa dos professores com relação aos alunos”; “falta de assiduidade dos alunos”; “mau relacionamento entre alunos e professores”; “professores que não identificam as necessidades individuais dos alunos”; “falta de assiduidade dos professores”; “alunos que não frequentam as aulas”; “alunos que desrespeitam os professores”; “funcionários que resistem a mudanças”; “consumo de álcool ou substâncias ilegais pelos alunos”; “atitude severa demais dos professores com os alunos”; “falta de incentivo aos alunos para atingir o seu potencial”. Há dois fatores que, segundo a escola, afetam um pouco o aprendizado: “alunos que perturbam as aulas” e “alunos que ameaçam ou molestam outros alunos”.
uma pressão constante por parte de muitos pais, que esperam que a escola estabeleça padrões acadêmicos muito elevados e exija que os alunos os atinjam”.
Segundo a diretora, são razões prováveis que podem levar à transferência pedida ou compulsória de um aluno da primeira série do Ensino Médio (Q.20): “desempenho escolar insuficiente”; “problemas de comportamento”; “necessidades específicas de aprendizagem” e “solicitação por parte dos pais ou tutor”.
Os resultados dos alunos (Q.21) não são comunicados aos pais por meio de comparações entre alunos da mesma série, entre o desempenho acadêmico dos alunos com os resultados de avaliações estaduais ou nacionais, nem entre o desempenho acadêmico dos alunos com os resultados de outros estabelecimentos de ensino. Os boletins são entregues, aos alunos, trimestralmente e, há duas reuniões de pais por ano, caso as famílias desejem conversar pessoalmente com a escola. Supõe-se, a partir disso, que os resultados são comunicados de modo particular, entre escola e família.
Os dados relativos aos resultados escolares são divulgados (Q.22) anualmente na mídia (por exemplo, ENEM) e no site da escola; são utilizados na avaliação de desempenho do diretor da escola; são utilizados na avaliação de desempenho dos professores; são utilizados para decidir a alocação dos recursos pedagógicos da escola e são objeto de um acompanhamento contínuo por parte de uma autoridade administrativa, o mantenedor.
Entre os métodos utilizados para monitorar a prática dos professores de Língua Portuguesa na escola, foram selecionados (Q.23): testes ou avaliação do desempenho dos alunos e avaliação mútua entre professores (revisão dos planos de aulas, das ferramentas de avaliação, das aulas). Segundo a diretora, não foram realizadas observações das aulas pelo diretor, por inspetores ou outras pessoas externas à escola, somente por professores mais experientes.
O conselho de direção da escola (mantenedor, diretor e coordenador pedagógico) é responsável por: “selecionar os professores a serem contratados”; “despedir os professores”; “determinar o salário inicial dos professores”; “determinar os aumentos de salário dos professores”; “estabelecer o orçamento da escola”; “decidir a dotação orçamentária da escola”; “definir o regulamento disciplinar para os alunos”; “definir as políticas de avaliação dos alunos”; “aprovar a admissão dos alunos no estabelecimento” e “decidir sobre os cursos a serem oferecidos” aos professores e aos alunos.
Os professores, considerando a normativa do MEC, são responsáveis por “escolher os livros didáticos que serão utilizados” e “determinar o conteúdo programático dos cursos”.
referem à “contratação de pessoal” e à “elaboração de orçamento”. Conselho de direção e professores exercem influência na elaboração do “conteúdo programático” e do “método de avaliação”. Não há influência de autoridades de ensino nacionais ou estaduais (por exemplo: SE, MEC), associações de pais, grupos de alunos (por exemplo: grêmio estudantil e associação de estudantes) e comitês externos de avaliação na organização e desenvolvimento do currículo.
De acordo com a voz da direção, são muito frequentes as ações elencadas abaixo (Q.26):
“Empenhar-se para que as atividades de desenvolvimento profissional dos professores correspondam às metas de ensino da escola”.
“Zelar para que os docentes trabalhem em conformidade com os objetivos pedagógicos da escola”.
“Utilizar os resultados do desempenho escolar dos alunos para elaborar os objetivos pedagógicos da escola”.
“Acompanhar de perto o trabalho dos alunos”.
“Informar os professores sobre as possibilidades de atualização dos seus conhecimentos e competências”.
“Verificar se as atividades realizadas em aula correspondem aos nossos objetivos pedagógicos”.
“Levar em conta os resultados dos exames nas decisões relativas ao aperfeiçoamento do currículo”.
“Fazer o necessário para definir claramente as responsabilidades de coordenação do currículo”.
“Quando um professor comunica um problema ocorrido em sala de aula, buscar juntos uma solução”.
“Ficar atento aos comportamentos que podem perturbar o trabalho em sala de aula”.
Com alguma frequência, a direção: “orienta os professores sobre a maneira de aperfeiçoar o ensino” e “quando um professor tem um problema em sala de aula, toma a iniciativa de discutir o assunto com ele”. Nunca é tarefa desempenhada pela direção “assumir as aulas em caso de ausência imprevista de algum professor”.
A seguir, para aprofundar alguns aspectos e compreender os resultados do PISA na escola EPSA, são apresentados os resultados de três questionários aplicados com a finalidade
de conhecer as perspectivas do diretor, dos professores e dos alunos com relação ao processo de ensino e aprendizagem de leitura desenvolvido na escola.
5.2 O ensino de leitura na EPSA: opiniões do diretor, dos professores e dos alunos