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Fast Facts Statistics on employment in the petroleum sector

20. Statistics on employment in the petroleum sector

20.1. Fast Facts Statistics on employment in the petroleum sector

Brigham e Houston (2004) afirmam que, baseando-se na hipótese de que os ativos circulantes raramente caem à zero, levou ao desenvolvimento da idéia de ativos circulantes permanentes, que são os ativos circulantes que permanecem no ponto mais baixo do ciclo de negócios da empresa.

Quando o volume de vendas da empresa aumenta na fase da expansão, os ativos circulantes também precisam crescer, e esses ativos circulantes adicionais são definidos como ativos circulantes temporários.

É que a maioria dos empreendimentos experimenta flutuações sazonais e/ou cíclicas. Como exemplo, temos as empresas do mercado varejo que tem suas vendas aumentadas ou seu pico de vendas próximo do fim do ano.

Brigham e Houston (2004, p. 606) preconizam: “A forma como os ativos circulantes, tanto permanentes como temporários são financiados, é chamada de política de ativos circulantes da empresa”.

A política de ativos circulantes da empresa será tratada como a forma de financiamento dos recursos de curto prazo necessários para a manutenção das atividades operacionais. Em relação ao financiamento de curto prazo, Brigham e Houston (2004) apresentam algumas vantagens e desvantagens. Como vantagens citam: i) rapidez – um empréstimo de curto prazo é normalmente muito rápido de ser concedido, ao passo que os recursos de longo prazo requerem análise muito mais apurada para liberação do credito em função das possíveis instabilidades econômicas que podem ocorrer neste período de tempo e ii) flexibilidade – se as necessidades destes recursos são sazonais é melhor não

se comprometer no longo prazo, uma vez que é mais simples renegociar um contrato de curto prazo. Os contratos de financiamentos de longo prazo, via de regra tem cláusulas mais rígidas, altos custos de captação e penalidades.

As desvantagens apontadas pelos autores estão relacionadas ao grau de risco apresentadas e incluem: i) os juros para operações de curto prazo normalmente apresentam grandes oscilações, ás vezes ficando muito altos, reduzindo, portanto os resultados da empresa e ii) se uma empresa contrai pesados empréstimos de curto prazo, ela pode ficar incapacitada de liquidar essas dividas, e ficando numa posição financeira muito fraca a ponto do fornecedor não permitir renegociação, o que pode conduzi-la para o risco de falência.

De acordo com Brighan e Houston (2004), há pelo menos quatro abordagens para definir a forma com que a empresa financia o seu capital de curto prazo. Para classificação dessas abordagens o autor classifica a necessidade de recursos no curto prazo descrevendo e considerando, que há na empresa a figura do capital circulante e que ainda existe uma parte fixa desse capital e outra sazonal.

Para tanto, o grupo do ativo é subdividido em capital de giro sazonal, capital de giro permanente e ativo permanente, conforme mostra a figura abaixo:

Figura 2: Abordagens

Fonte: adaptado de Brighan e Houston (2004, p. 607)

O capital de giro sazonal é determinado pelas variações temporárias que ocorrem normalmente nos negócios de uma empresa. Por exemplo, algumas empresas têm um

Capital de giro sazonal

Capital de giro permanente Investimentos

necessários ($)

grande volume de vendas num determinado período do ano, isso implica maiores estoques nestes períodos, provocando impacto no ativo circulante.

Já a parte fixa do capital circulante e denominada de capital de giro permanente e é determinada pela atividade normal da empresa e seu montante definido pelo nível mínimo de necessidades de recursos demandados pelo ciclo operacional.

O ativo permanente é a parte do ativo onde estão as aplicações de longo prazo da empresa e que não tem relação direta com o ciclo operacional.

A primeira abordagem retrata o equilíbrio financeiro tradicional (figura 3), onde o ativo permanente e o capital de giro permanente são totalmente financiados pelo financiamento de longo prazo, podendo ser estes próprios ou de terceiros. Enquanto as necessidades sazonais de curto prazo são financiadas por recursos de curto prazo.

Figura 3: Equilíbrio financeiro tradicional

Fonte: adaptado de Brigham e Houston (2004, p. 608)

Nesse processo as necessidades de capital de curto prazo têm a proteção dos financiamentos de curto prazo, pois há uma compensação entre a captação e a aplicação de recursos. O que representa um risco para essa abordagem é ocorrer uma situação onde os recursos se apresentam escassos no mercado, prejudicando sua liquidez, ou no caso de conseguir a captação, os custos serem maiores, onerando sua rentabilidade.

A segunda abordagem é a abordagem do risco mínimo (figura 4) onde a empresa financiaria o capital de giro sazonal, o capital de giro permanente e o ativo permanente

Financiamento a curto prazo

Ativo permanente Capital de giro sazonal Investimentos

necessários ($)

Capital de giro permanente

Financiamento a longo prazo (dívida/capital próprio)

totalmente com recursos captados no longo prazo. É uma composição extrema e de pouca possibilidade pratica. O risco é considerado mínimo uma vez que não há endividamento de curto prazo. O custo dessa abordagem seria mais elevado uma vez que esses recursos ficariam ociosos por vários períodos. Isto poderia ser minimizado desde que fossem aplicados a taxas que compensassem o seu custo de captação.

Figura 4: Financia tudo com recursos de longo prazo

Fonte: adaptado de Brighan e Houston (2004, p. 608)

A terceira abordagem (figura 5) contempla o financiamento de longo prazo cobre o ativo permanente, o capital de giro permanente e ainda uma parte do capital de giro sazonal. Desta forma a empresa mantém seus recursos de curto prazo mais direcionados para as necessidades sazonais e, em alguns períodos, recursos para eventuais aplicações financeiras.

Figura 5: Financia capital de Giro sazonal com curto prazo

Fonte: adaptado de Brighan e Houston (2004, p. 609) Ativo permanente

Capital de giro sazonal Investimentos necessários ($) Financiamento a curto prazo Financiamento a longo prazo (dívida/capital próprio)

Capital de giro permanente

Ativo permanente Capital de giro sazonal Investimentos

necessários ($)

Financiamento a longo prazo (dívida/capital próprio)

Capital de giro permanente

Tempo

Finalmente, a abordagem (figura 6) em que há participação importante dos recursos de curto prazo, financiando todo o capital de giro sazonal e parte das necessidades de capital de giro permanente. Está abordagem oferece maior risco que a apresentada anteriormente, pois há maior esgotamento de linhas de crédito no curto prazo e também menores disponibilidades para aplicações financeiras.

Figura 6: Maior participação de dívidas de curto prazo

Fonte: adaptado de Brighan e Houston (2004, p.609)

Certamente outras composições podem ser formuladas, mas a definição sobre qual seria a melhor estrutura para uma determinada empresa vai depender de suas características operacionais e também, da forma como os seus gestores administram, assumindo maior ou menor grau de risco em suas decisões.

A seguir são elencadas as mais importantes contas que tem seus registros dentro do grupo do passivo circulante, com a descrição de suas características principais, bem como suas influências no endividamento das empresas.