5. Analyse av familieliv
5.2. f. Foreldres fritidssysler
Neste piso, rés-do-chão, encontra-se a zona de acolhimento (receção), a galeria da universidade (espaço de exposições temporárias) e o átrio inferior de acesso à escadaria principal. Os espaços a requalificar são: a galeria da universidade (galeria concetual), o átrio inferior (átrio de interação virtual) e a escadaria principal (escadaria melódica).
1.2.4.1.1 Galeria da Universidade (Galeria de exposições permanentes)
Nome proposto: Galeria concetual
Proposta de requalificação do espaço
Galeria concetual, requalificação de um espaço interior baseado na fenomenologia teórica do arquiteto Juhani Pallasmaa376, o qual critica que grande parte da arquitetura é produzida
considerando apenas um sentido – a visão. Esta galeria de exposições temporárias acaba por manter a mesma função, visto ser o único espaço amplo situado no rés-do-chão. De fácil acesso à receção, este espaço de 27 m2, divide-se em duas áreas através de uma parede
374
GIBSON, J. J. (1966) - The Senses considered as perceptual systems. Boston: Houghton Mifflin Company (página 59).
375 PALLASMAA, J. (1996), “The Eyes Of The Skin, Architecture and the Senses”, London, Academy
Editions, (página 67), <http://www.scribd.com/doc/43177083/The-eyes-of-the-skin>. Acesso em Abril de 2013.
376 Ver capitulo 1, subcapítulo 3, ponto 3.1 “A fenomenologia aos olhos de Juhani Pallasmaa” (página
115
57Planta R/C – Museu Nogueira da Silva.
As principais alterações estão marcadas a vermelho. Planta à escala 1:200.
Desenho técnico de apoio ao texto, de Paula Amorim
Diagrama de apoio ao texto, de Paula Amorim
1. Entrada principal 2. Receção 3. Átrio inferior 4. Escadaria principal 5. Galeria da Universidade 1 2 3 4 5
116
58Planta 1 – Museu Nogueira da Silva.
As principais alterações estão marcadas a vermelho. Planta à escala 1:200.
Desenho técnico de apoio ao texto, de Paula Amorim
Diagrama de apoio ao texto, de Paula Amorim
1. Átrio superior 2. Salão Jorge Barradas 3. Sala Romântica 4. Escritório
5. Sala Pintura Antiga 6. Recâmara 7. Porcelanas da China 8. Corredor 9. Salão Nobre 10. Jardins do Museu 2 1 3 4 6 5 7 9 8 10
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59Planta R/C – Requalificação do Museu Nogueira da Silva.
As principais alterações estão marcadas a vermelho. Planta à escala 1:200.
Desenho técnico de apoio ao texto, de Paula Amorim
Diagrama de apoio ao texto, de Paula Amorim
1. Entrada principal 2. Receção
3. Átrio de interação virtual 4. Escadaria melódica 5. Galeria conceptual 1 2 3 4 5
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60Planta R/C – Requalificação do Museu Nogueira da Silva.
As principais alterações estão marcadas a vermelho. Planta à escala 1:200.
Desenho técnico de apoio ao texto, de Paula Amorim
Diagrama de apoio ao texto, de Paula Amorim
1. Átrio de convívio sensorial
2. Sala de debates rítmicos 3. Sala dos níveis de intimidade
4. Sala da luz cenográfica 5. Sala memórias do museu 6. Sala dos estímulos sensoriais 7. Corredor do horizonte 8. Sala da representação 9. Espelho de água 10. Fonte (já existente local) 11. Jardins do Museu 2 1 3 5 4 6 8 7 11 10 9
119
central, sendo iluminado por dois grandes vãos existentes na parede da fachada principal. O que vai distinguir estes dois espaços, se mais intimista se mais exposto, são precisamente esses vãos que poderão ter diferentes aspetos físicos consoante a necessidade do artista que vai expor. A sua transformação, de um simples vidro a um volume de vidro que “explode” para a rua ou até mesmo, o tornar este em um vidro refletivo deixando ver e não ser visto, permite assim atrair as pessoas captando toda a sua atenção para o que está a passar, persuadindo-as para parar. A requalificação propõe uma saída da galeria com acesso à escadaria principal, evitando aos visitantes terem que voltar ao ponto de entrada, dando assim enfase à cinestesia377 (sensibilidade do movimento). Esta saída é feita por um corredor
no fundo da galeria, o qual explora o papel dos demais sentidos nas experiências autênticas que este museu fenomenológico proporciona. Constituído por um rasgo diagonal que ilumina parte do corredor, encontramos logo à entrada no chão chapas de ferro sobrepostas umas nas outras, as quais têm a finalidade de serem calcadas pelos visitantes provocando eco. Este é captado pela audição, com foco ao nosso sistema auditivo; o movimento cambaleante do corpo e o estranhamento do chão incita o sistema háptico (através da cinestesia e do toque); proveniente do metal, o leve cheiro a ferrugem capta o nosso sistema olfativo, ficando o visual como apoio á nossa compreensão do todo. Este caminho, em direção a uma requalificação multissensorial, provoca nos visitantes do Museu Nogueira da Silva uma sensação de integração e pertencimento.
377 Zucker afirma que “o espaço é percebido através da visualização de seus limites e pela experiência
cinestética, ou seja, pela sensação dos nossos movimentos”. Em ZUCKER, P. (1970) – Town and square. Cambridge: MIT Press (página 6).
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61Estudo do espaço - Galeria conceptual (1). Esboços e diagramas de apoio ao texto, de Paula Amorim
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62Estudo do espaço - Galeria conceptual (2). Esboços e diagramas de apoio ao texto, de Paula Amorim
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63A Galeria da Universidade.
Imagem de apoio ao texto, de Paula Amorim Fotografia, Paula Amorim
64
A Galeria conceptual.
Imagem de apoio ao texto, de Paula Amorim Imagem 3D, Paula Amorim
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65Planta da Galeria conceptual. Desenho técnico, Paula Amorim Escala 1:100
66
Planta da Galeria conceptual. Desenho técnico, Paula Amorim Escala 1:100
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1.2.4.1.2 Átrio inferior e a Escadaria Principal
Nome proposto: Átrio de interação virtual e a Escadaria melódica
Breve apresentação do espaço real
Junto a escadaria, uma floreira de porcelana, magnifica cópia da porcelana da China, feita em Paris no século XIX pelo reputado especialista Sanson cujas cópias de porcelana da China são as mais raras que as originais. O quadro a “Última ceia” de André Gonçalves378 (1685-
1762), o maior, a nível de proporção, que se conhece do pintor, levam a crer que se destinasse a um refeitório de uma ordem religiosa. São também da sua autoria quadros, da mesma temática, que se encontrem no Coro Alto da Madre de Deus em Lisboa e na Capela Mor da Igreja de S. João d’El Rei no Brasil379.
Proposta de requalificação do espaço
O Átrio de interação virtual, requalificação de um espaço interior de acesso ao segundo piso através da escadaria principal - a escadaria melódica. Na parede frontal à escadaria, encontra-se, ocupando a totalidade da parede, o quadro da Ceia de Cristo, de André Gonçalves, o qual será substituído por um visor interativo flip-dot composto por pontos de fiação físicos pretos e brancos. Este visor não só reflete o movimento de algum visitante a caminhar como também se ouve os seus movimentos graças à sua natureza mecânica380.
378 André Gonçalves, um dos primeiros pintores portugueses a refletir a influência do Classicismo
barroco, de origem romana, que bebia a uma inspiração no Maneirismo e no Renascimento. Esta corrente, magnificamente representada no Convento de Mafra e na Capela de S. João Baptista da Igreja de S. Roque em Lisboa, marcou sobretudo o meio corte e o sul do país, tendo o norte um barroco muito mais exuberante de origens mais variadas. André Gonçalves, um dos pintores régios de D. João V. foi um dos artistas portugueses mais conceituados na época tendo recebido muitas encomendas. O pintor foi aluno de António Oliveira Bernardes, mestre azulejista, e do genovês Júlio César Termine. Este último, um dos artistas italianos que vieram para Portugal inseridos na política iluminista do rei Magnâmimo. A pintura de André Gonçalves acusa influência dos italianos Masucci e Marata com cujas obras André Gonçalves acusa influência dos italianos Masucci e Marata com cujas obras André Gonçalves se finalizara em Mafra. A composição dos seus quadros teve origens muito ecléticas, inspirada nas gravuras internacionais, era uma prática comum na pintura do tempo e não apenas em Portugal. O colorido usado por André Gonçalves marca na pintura portuguesa uma rutura com pintura anterior, de forte influência espanhola, ao gosto do barroco tenebrista da Escola Sevilhana
379 Museu Nogueira da Silva (2013), <www.geira.pt/mns/.>. Acesso em Abril de 2013.
380 Ver vídeo de exemplo “Electromagnet Dot Display for TNT's "Perception"”,
<http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=x3jkoIyJgoc>. Acesso em Julho de 2013.
125
Baseado no trabalho de Christopher Bauder, a “WHITEvoid”381 explora esta interação de arte
e design criando um sistema de módulos 3D – “LivingSculpture”. Esta tecnologia de luz emocionante compõe uma escultura de pequenos painéis espelhados que parecem ondular e fluir como um oceano, podendo-se configurar o que se idealizar. Esta combinação de software e firmware permite combinações de padrão inigualável e uma perfeita precisão de movimento. O mesmo acontece com o visor interativo, onde os pontos de fiação eletromagnéticos geram uma imagem em movimento único, podendo-se escrever mensagens e até mesmo as apagar com o movimento do corpo ao som dos milhares de pontos analógicos girando rapidamente para trás e para a frente (explorando assim o papel da audição, da visão e da cinestesia). Esta experiência sensorial que explora os demais sentidos é baseada na fenomenologia teórica do arquiteto Steven Holl382, assim como a escadaria melódica presente
neste espaço. Tendo como foco o sistema auditivo, esta escadaria contém recetores sensíveis ao peso de uma pessoa, embutidos nos degraus, correspondendo cada degrau a uma tecla de um piano383. O fato de os visitantes comporem uma música num simples subir e descer de
escadas, promove uma experiencia significativa pois, não se considera apenas a melodia criada mas sim os ecos, o som dos passos, dos materiais e dos objetos, criando uma conexão ainda maior entre o visitante e a atmosfera criada. Esta escadaria melódica é uma escadaria sensorial de ligação entre dois andares, ou seja, de dois ambientes distintos onde se pretende que o visitante enquanto percorre a escada, se aperceba que esta noutro espaço através de uma pista “olfativa”. Esta pista é marcada no início e no fim da escadaria, onde são libertados aromas pontuais focados nos primeiros (aroma cítrico) e últimos degraus (aroma doce), o que, inconscientemente leva o visitante a deixar as impressões do primeiro ambiente para trás e estar atento ao novo espaço que vai presenciar. O sistema háptico é focado através do corrimão, inspirado no Hotel Imperial em Tóquio384, onde Frank Lloyd Wright
definiu os mesmos materiais interna e externamente variando apenas na sua textura, a fim de evocar uma associação inconsciente entre espaços. O corrimão da escadaria melódica é composto por um degradé de texturas, visto este ser um guia que normalmente tocámos ao longo do percurso, iniciando-se áspero e terminando macio, este degradé conduz subtilmente o visitante de um piso a outro, fazendo assim, esta conexão multissensorial entre o átrio de interação virtual e o átrio de convívio sensorial.
381 “WHITEvoid” <http://www.whitevoid.com/>. Acesso em Julho de 2013.
382 Ver capitulo 1, subcapítulo 3, ponto 3.2 “A fenomenologia aos olhos de Steven Holl” (página 71). 383 Ver o projeto “The Fun Theory”, <http://www.thefuntheory.com/piano-staircase>. Acesso em Julho
de 2013.
384 Mais informações sobre o Hotel Imperial em Tóquio, de Frank Lloyd Wright,
126
67Estudo do espaço – Átrio de interação virtual e Escadaria melódica (1).
Esboços e diagramas de apoio ao texto, de Paula Amorim
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68Estudo do espaço – Átrio de interação virtual e Escadaria melódica (2).
Esboços e diagramas de apoio ao texto, de Paula Amorim
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Planta do Átrio de interação virtual e Escadaria melódica.
Desenho técnico, Paula Amorim Escala 1:100
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70Átrio inferior e Escadaria principal. Fotografias, Paula Amorim
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Átrio de interação virtual e Escadaria melódica. Imagem 3D, Paula Amorim